2 A Critical Conceptualization of Integration
2.2 The Discourse of Disqualification
A sexta etapa foi composta de um levantamento dos dados e caracterização dos projetos a serem estudados junto à FUNPEC, tendo sido elaboradas e quantificadas planilhas dos projetos financiados existentes na fundação, para colaborar na preparação dos questionários, juntamente com os dados coletados no
focus group e na revisão bibliográfica.
Esta etapa dedicou-se à elaboração dos questionários on line para serem aplicados aos coordenadores dos projetos na UFRN, funcionários e assessores da Pró-Reitoria de Planejamento, funcionários da FUNPEC e coordenadores da Petrobras.
3.2.6.1 Questionário
Baseado na pesquisa bibliográfica e em temas a serem abordados no trabalho tais como inovação tecnológica e na identificação dos sistemas de indicadores de desempenho organizacional existentes na literatura especializada, nos indicadores de desempenho mapeados por esta tese e no mapeamento
resultante da sessão focus group, foram elaborados quatro questionários, com questões fechadas e algumas questões abertas, para dar subsídios à pesquisa, fornecendo as informações necessárias para a realização do estudo; informações essas coletadas nos projetos e relatórios arquivados na FUNPEC, assim como no
focus group realizado.
Os quatro questionários foram elaborados especialmente para quatro grupos de respondentes, conforme Apêndices C, D, E e F sendo estruturados em: perfil do respondente, indicadores para avaliação, indicadores globais do projeto e fatores que influenciam no atraso dos projetos.
Como conseqüência, chegou-se ao total de 78 indicadores de desempenho, assim especificados:
25 indicadores de desempenho para projetos no setor de petróleo e gás natural da UFRN.
27 indicadores de desempenho para a PROPLAN. 14 indicadores de desempenho para FUNPEC. 12 indicadores de desempenho para a Petrobras.
O questionário foi aplicado pela pesquisadora de forma on line, seguindo um roteiro com perguntas predeterminadas, para permitir uma análise estatística dos dados, onde o respondente do questionário expressava suas opiniões sobre as questões diretamente na internet, buscando evidenciar opiniões, atitudes, ideias, juízos a respeito do tema pesquisado. Esse tipo de técnica permitiu uma resposta mais rápida das pessoas pesquisadas.
Aos respondentes que demandaram explicações, as dúvidas foram prontamente atendidas pela pesquisadora, sendo possível o esclarecimento de perguntas aos entrevistados quando necessário, não havendo risco de respostas incompletas como conseqüência da leitura inadequada do questionário.
Quando da aplicação dos questionários e conseqüente avaliação dos indicadores, foi possível analisar o grau de importância de 78 indicadores de desempenho para compor a proposta objetivo desta tese de doutorado.
3.2.6.2 Pré-teste do questionário
A primeira versão dos questionários foi testada para verificar a clareza das questões, a existência de perguntas desnecessárias e, principalmente, receber sugestões para melhorá-lo (TAGLIACARNE, 1978). Para a aplicação dos questionários, foi escolhida uma amostra piloto de 07 respondentes assim definidos: 02 coordenadores de projetos de petróleo e gás natural da UFRN; 02 funcionários/assessores da Pró-Reitoria de Planejamento da UFRN; 02 funcionários da FUNPEC e 01 coordenador da Petrobras.
O pré-teste serviu para validar o instrumento de coleta de dados, pois foi por intermédio do preenchimento dos questionários que se verificou a necessidade (ou não) de adequar ou simplificar determinadas perguntas para melhor captar as informações que estavam sendo levantadas. Vale esclarecer que os questionários aplicados no pré-teste não precisaram ser modificados, pois os respondentes selecionados não sugeriram alteração no mesmo e o questionário aplicado no pré- teste passou a ser a versão definitiva.
3.2.6.3 Protocolo da pesquisa
Quando a utilização do estudo de caso ou de uma pesquisa survey se configura como a abordagem mais adequada para a realização da pesquisa, seja pela natureza da pesquisa e pela realidade a ser investigada, Yin (2010) e Miguel (2007) recomendam que as mesmas sejam embasadas por um protocolo. Yin (2010) ainda salienta que o protocolo vai além de congregar o instrumento de coleta de dados – o questionário a ser utilizado – porque as regras e os procedimentos a serem seguidos ao se utilizar o instrumento fazem parte dele.
Segundo Yin (2010), um protocolo de pesquisa é mais do que um instrumento, pois ele contempla os procedimentos e as regras gerais a serem seguidas quando da utilização do instrumento, aumentando a confiabilidade da pesquisa do estudo de caso e orientando o pesquisador na condução desse estudo de caso.
Assim sendo, apoiada em Guerra (2012), esta pesquisa estabeleceu um protocolo, objetivando compreender um fenômeno contemporâneo incorporado a
algum contexto da vida real onde os limites entre ele e o seu contexto não estão claramente definidos.
Antes de iniciar a aplicação do questionário, foram pesquisadas as informações necessárias dos entrevistados para fins de envio dos mesmos: os projetos e seus respectivos coordenadores, os funcionários e assessores envolvidos com os projetos e os coordenadores da instituição financiadora. Foi elaborada uma planilha com os e-mails de todos os respondentes e seus respectivos contatos telefônicos.
É importante ressaltar que foi especificado aos respondentes que a sua identidade seria respeitada e mantida em sigilo.
Quando da aplicação do questionário, foi informado ao entrevistado os principais dados da pesquisa, em especial, as contribuições resultantes do trabalho.
A próxima fase do protocolo de pesquisa se referiu às instruções que deveriam ser seguidas durante a aplicação dos questionários. As explicações para cada questão estavam contidas nos questionários que possuíam questões fechadas, que ofereciam como resposta um determinado número de alternativas e que ele deveria escolher uma dentre elas. Também foi comunicado que havia questões abertas e que o entrevistado poderia usar seu conhecimento e experiência profissionais para emitir opiniões pessoais ao responder as perguntas.
No que se refere aos termos utilizados nas perguntas dos questionários, para que não houvesse a possibilidade de o entrevistado ter alguma dúvida sobre o seu significado, alguns termos e seus respectivos significados foram explicitados, independentemente da possibilidade do mesmo já conhecê-los.
A fase seguinte estabelecida no protocolo da pesquisa levou em consideração o questionário em si, através de ações tais como:
se o vocabulário utilizado nas questões estava adequado ou se as questões possuíam termos difíceis ou com dúbio significado;
a clareza das questões: se as questões admitiam mais de uma interpretação ou se o entrevistado concordaria com uma parte da questão e discordaria de outra;
se seria melhor dividir alguma questão ou se seria melhor agrupar algumas das questões;
se a ordem das questões estaria adequada;
se os questionários estariam longos, curtos ou tediosos ou se os questionários criariam e manteriam o interesse e o envolvimento do entrevistado;
se os entrevistados estariam dispostos a responder as questões ou a fornecer os dados solicitados;
a adequação dos questionários ao público a que se destinavam (entrevistados).
Ao finalizar o questionário, depois que a última questão foi respondida pelo entrevistado, o mesmo era remetido de volta e automaticamente tabulado em uma planilha.
As anotações constantes do questionário foram interpretadas pela pesquisadora e estão em um formato textual para facilitar o processo de análise dos dados coletados.
Quando do envio dos questionários on line pelos respondentes, a pesquisadora agradeceu a cada um dos entrevistados por e-mail e forneceu uma estimativa de quando a pesquisa seria encerrada e seus dados divulgados na defesa da tese.
Diante do exposto, pode-se inferir que a utilização de um protocolo do estudo de caso exerce um papel substancial como meio pelo qual os dados fluem das fontes de evidência até o pesquisador, através do uso adequado dos recursos, bem como da consecução dos objetivos esperados com a pesquisa de campo. (YIN, 2010). O protocolo, então, funciona como uma espécie de filtro onde, ao utilizá-lo de maneira inadequada, ele pode interferir na qualidade dos dados coletados; se programado e empregado de forma correta, ele aperfeiçoa o processo de coleta de dados, propondo novas formas à pesquisa.