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Em 1995, a distribuição de um milhão de cartões internacionais, no prazo de cem dias, colocou o banco no primeiro lugar do ranking das administradoras de cartões de crédito de bandeira Visa no País. O número de possuidores de Ourocard (cartão de crédito do Banco do Brasil) elevou-se a 1,7 milhão. No ano de 1996, o Banco do Brasil priorizou o segmento de varejo, em razão de sua melhor rentabilidade para o Conglomerado, dos efeitos positivos da maior diversificação de risco e da otimização do aproveitamento da rede de atendimento. Nesse sentido, o banco lançou uma nova modalidade de cheque especial, o Classic, destinado às pessoas físicas de menor poder de consumo, aumentando o número de produtos oferecidos a essa clientela. No mesmo ano, foi lançado o CDC Automático – Cheque Financiado, destinado a clientes detentores de cheques especiais. O valor médio das operações contratadas foi de R$ 2,1 mil em dez/96. A carteira de crédito direto ao consumidor atingiu o montante de R$ 1,1 bilhão, crescendo 334% no ano de 1996.

Neste período, a estratégia adotada pelo Banco ampliou o foco no varejo, com aumento da base de clientes, e reduziu as despesas de pessoal em 9,8%, que passaram

de R$ 6,3 bilhões em 1997 para R$ 5,7 bilhões em 1998. As operações de crédito totalizaram R$ 40,3 bilhões, registrando crescimento de 9% em relação a 1997. O Banco do Brasil desenvolveu uma metodologia e iniciou, em 1998, a criação de um sistema corporativo para a precificação do risco de crédito, com o objetivo de melhorar a formação de taxas de empréstimos, ofertando aos clientes taxas diferenciadas.

Com a efetivação de convênios de folha de pagamento com empresas atendidas pelo Banco, encerraram o ano com 9,4 milhões de contas correntes de pessoas físicas. Ainda em 1998, foram contratados 1,5 milhão de novos empréstimos através do Crédito Direto ao Consumidor (CDC), envolvendo recursos da ordem de R$ 2,4 bilhões. O Banco continuou sua estratégia de assistência creditícia automatizada ao segmento de pessoas físicas, priorizando os clientes detentores de contas especiais e aqueles que recebem proventos pelo Banco do Brasil.

Tabela 14 – Operações de crédito na carteira Varejo do Banco do Brasil S.A. – 1995/2002

R$ milhões

1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

Crédito Varejo 5.758 5.985 6.262 6.873 7.050 9.306 10.149 12.569 Fonte: Banco do Brasil, última consulta em 05.04.2010

De 1995 a 1997 percebemos uma diminuição nas operações totais de crédito do Banco do Brasil, o que também se refletiu na oferta de crédito às pessoas físicas, algo que contribuiu para uma maior escassez de crédito e um cenário restritivo no país, visto que o banco é um indispensável instrumento de implantação de políticas públicas.

O aperto da liquidez da indústria bancária teve uma leve melhora em 1999, com o crescimento da carteira de CDC em 55% no ano, totalizando cerca de 1,9 milhão de contratos e recursos na ordem de R$ 3,6 bilhões. Houve uma forte estratégia de investimentos em tecnologia nos últimos anos da década de 1990, R$ 264 milhões gastos somente em 1999, atingindo a maior rede de auto-atendimento da América Latina.

A desvalorização do real em 1999, em aproximadamente 50%, e a adoção de um regime de flutuação cambial trouxeram um cenário turbulento e previsões pessimistas de inflação e recessão profunda para o restante do ano. O Banco encerrou o ano com

um total de R$ 10,1 milhões de contas correntes pessoa física. Neste mesmo ano, foram lançadas novas modalidades de Crédito Direto ao Consumidor, entre as quais o CDC Imposto de Renda, destinado à antecipação da restituição do Imposto de Renda; o CDC Benefício, desenvolvido para atender os 4,2 milhões de clientes que recebiam benefícios do INSS pelo BB; e o CDC Salário, direcionado aos clientes que recebiam proventos pelo Banco do Brasil.

Em 1999, o Banco registrou 1,9 milhão de portadores de cartões de crédito, representando um crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior. Contribuíram para esse crescimento as diversas ações promocionais implementadas neste ano, tais como descontos no valor das anuidades, carência para o pagamento da anuidade e a concessão de números para o sorteio do Clube Ouro.

O ano 2000 foi marcado pela expansão do Banco na Internet, com 2,6 milhões de correntistas habilitados a acessar os produtos e serviços oferecidos por intermédio de seu portal. Foi um ano em que o Banco buscou a expansão dos negócios, racionalização dos processos, investimentos em tecnologia, uma melhor gestão de risco e controle de custos operacionais. Segundo relatórios da própria instituição, neste ano, o Banco do Brasil priorizou recursos para operações de crédito, expandindo em 24,2% a sua carteira de crédito e totalizando R$ 36 bilhões. Destaque para a carteira de Crédito Direto ao Consumidor, que cresceu 113,8% em relação a 1999 e atingiu saldo de R$ 4,7 bilhões.

A estratégia do Banco para a carteira de crédito no ano 2000 consistiu em destinar recursos para as operações massificadas e com base em recebíveis, que têm maior rentabilidade e menor risco de crédito. A participação das operações com pessoas físicas (carteira Varejo) evoluiu 32%. A base de cartões de crédito emitidos aumentou 72,9%, equivalente a 1,4 milhão de cartões novos. O Banco encerrou o ano com 11,8 milhões de clientes pessoa física, dos quais 5,6 milhões recebiam proventos pela instituição.

Em 2001, com o aumento da taxa Selic de 15,25% no início do ano para 19% ao seu término e o racionamento energético contribuíram para a desaceleração da economia. Neste ano, o Banco do Brasil continuou a direcionar recursos para operações de crédito de risco pulverizado e baixo custo operacional. As operações de crédito apresentaram expansão de 12% no ano, evolução impulsionada pelos incrementos de 36,2% no Crédito Direto ao Consumidor – CDC. O Banco encerrou o ano de 2001 com R$ 40.225 milhões em operações de crédito. A utilização de limite de Contas

Especiais evoluiu 20%, crescimento superior à expansão de 9,3% da base de clientes pessoa física.

Figura 2 – Evolução das Operações de Varejo do Banco do Brasil S.A. / R$ bilhões 2000/2001.

Fonte Banco do Brasil, última consulta em 05.04.2010

O destaque da carteira de Varejo foi o Crédito Direto ao Consumidor. Em dezembro de 2000 a carteira de CDC totalizava R$ 4,7 bilhões, crescendo para R$ 6,4 bilhões no final do ano de 2001, respondendo por 64,2% da carteira de Varejo.

No ano seguinte, a estratégia de segmentação dos clientes contribuiu para a expansão da venda de produtos, mas as incertezas do ciclo político doméstico fomentaram expectativas negativas no cenário interno. Desde a implementação das medidas do Programa de Fortalecimento das Instituições Financeiras Federais, a carteira de operações de crédito do Banco apresentou uma configuração mais competitiva em relação aos outros bancos nacionais.

Durante o ano de 2002, o Banco do Brasil cresceu as suas operações de crédito Varejo em 11%, encerrando o exercício com saldo de R$ 12.569 milhões. O CDC, ainda como o principal produto de Varejo do Banco, encerrou o ano com saldo de R$ 6.736 milhões, mostrando uma inexpressiva evolução de um ano para outro. Em junho de 2002, o Banco disponibilizou uma nova linha de CDC voltada à antecipação do décimo terceiro salário para clientes recebedores de proventos na instituição. No fim do ano, essa modalidade já contava com 26.914 contratos que totalizavam R$ 17,9 milhões. O saldo das operações de Cheque Especial também apresentou pequeno crescimento de 5,5%.