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1. INTRODUCCIÓN

1.4. PATOLOGÍA RELACIONADA CON LA HISTAMINA

1.4.4. INTOLERANCIA

1.4.4.3. Diagnóstico de la intolerancia a la histamina

Para tentar validar os pontos que originariam meus problemas, propus algumas hipóteses:

ƒ O belenense manifesta as mesmas atitudes lingüísticas que o brasileiro em geral apresenta diante da língua espanhola.

ƒ Mesmo sem falar uma LE, o belenense se atreve a falar a língua espanhola.

ƒ Diante do inglês, o belenense crê que o espanhol tem e terá a mesma importância que esta LE.

ƒ O belenense projeta um futuro para a língua espanhola em Belém devido ao número de escolas que a ensinam.

ƒ O belenense não sabe onde se fala espanhol, mas acredita que esta será a LE mais falada no Brasil.

ƒ A maioria dos estudantes universitários de Belém estudou inglês no Ensino Médio, mas optou pelo espanhol no vestibular.

ƒ O belenense alia o conhecimento do espanhol às práticas modernas de uso da língua. ƒ O belenense sabe o que é o Mercosul.

ƒ O belenense acredita que na cidade de Belém o Mercosul não se desenvolve da mesma maneira que em outros lugares.

ƒ Belém ainda não tem uma política lingüística para o ensino da língua espanhola, tanto é que professores desconhecem qual seja.

ƒ Mesmo atualizados, as escolas de Belém empregam professores sem a formação adequada.

ƒ Os professores belenenses adotam o livro didático indicado pela Secretaria de Educação.

ƒ As duas IES podem ajudar a impor a presença da língua espanhola em Belém, mas só isso não é suficiente.

3. 3 – CENÁRIOS DA PESQUISA: POPULAÇÃO – ALVO E AMOSTRAGEM

Este estudo envolveu quatro tipos de públicos (alunos, professores, diretores de escolas de línguas e profissionais liberais) e por isso foi desenvolvida em diferentes lugares.

Antes de começar a pesquisa precisei definir quem seriam os sujeitos que representariam os belenenses no trabalho. Por se tratar da visão de uma LE, me pareceu melhor envolver na pesquisa pessoas que já estivessem diante da língua espanhola, quer seja em atividades estudantis ou profissionais. Uma vez que eu também queria verificar se esses sujeitos tratariam a LE como algo que lhes significasse trabalho e projeção profissional, resolvi inserir os profissionais liberais no âmbito da pesquisa.

Através dos olhos desses eleitos, poderia vislumbrar como a cidade se manifesta diante da língua espanhola. Poderia verificar também se essas atitudes se refletiriam nas políticas lingüísticas adotadas para o ensino do espanhol em Belém.

Por imaginar que não existe nenhuma força, por parte das universidades, Associação de Professores de Espanhol no estado ou de órgãos de fomento da língua espanhola, não busquei alunos da rede pública, como ocorre com a maioria das pesquisas apresentadas por alguns autores encontrados na literatura disponível. E isso se deu exatamente porque sei, através de alguns professores de espanhol da rede pública, que a língua só é

ensinada no terceiro ano do Ensino Médio, como forma de prepará-los para o vestibular. Assim, busquei dentro da escola onde trabalho os alunos que necessitaria para compor essa população. Minha pretensão era a de envolver 90 voluntários na pesquisa, distribuídos entre 60 alunos, (abrangendo 20 alunos por cada curso, ou seja, 20 do curso de Administração, 20 do curso de Letras - habilitação em Português e Espanhol e 20 do curso de Secretariado Executivo Bilíngüe); 10 professores de espanhol, 10 diretores de escolas de línguas (ou vice- diretores, coordenadores) e 10 profissionais liberais. A realidade, no entanto, se mostrou da seguinte forma:

Tabela 1: Público da pesquisa. Públicos da Pesquisa Administração 19 Letras 14 Estuda nte s Secretariado 19 Professores 8 Diretores 5 Profissionais Liberais 10 Total 75 3.3.1 - ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

Como a pesquisa quer saber que atitudes alunos de espanhol manifestam frente a essa língua, optei por questionar aqueles que estudassem o espanhol durante pelo menos seis meses, uma vez que a literatura afirma que o espanhol é uma língua fácil e difícil. Logo, não poderia escolher alunos que não tivessem estudado a língua antes de chegarem a aperceber que o espanhol só é fácil. Assim, resolvi escolher alunos que a estudassem em sua formação

universitária, até para me certificar que o que Celada (2000) afirma, também seria encontrado em Belém.

Para realizar este trabalho, portanto, escolhi uma turma de universitários dos cursos de Administração, uma turma do curso de Letras - habilitação em Português e Espanhol e uma turma do curso de Secretariado Executivo Bilíngüe. À exceção do curso de Letras - habilitação em Português e Espanhol, os alunos dos cursos de Administração e Secretariado Executivo Bilíngüe também têm o inglês como LE obrigatória por igual período de estudos.

Durante o mês de abril de 2005 conversei com alguns alunos dessas três turmas que seriam selecionadas e fiz uma pesquisa piloto para avaliar se o questionário destinado a eles seria eficaz. Uma vez que sou professora de espanhol de duas dessas três turmas, sabia que não haveria grandes problemas para a execução da tarefa.

Para os alunos, o questionário destinado tinha o total de 20 perguntas abertas e fechadas. Minha pretensão era realizar a pesquisa com 60 voluntários, mas nem sempre encontrei turmas com vinte alunos presentes. Então, o conjunto de questionários foi respondido por 52 alunos no total, sendo 19 alunos do curso de Administração, 14 alunos do curso de Letras - habilitação em Português e Espanhol e 19 alunos do curso de Secretariado Executivo Bilíngüe.

a) Estudantes universitários do curso de Administração

O curso de Administração está em fase de mudança de currículo; está passando de curso anual para semestral. Os alunos que responderam à pesquisa são ainda do “currículo velho”, ou seja, são alunos do curso anual. Nessa concepção do curso de Administração, que ainda vigora por mais dois anos, a graduação está dividida em quatro anos. Durante o terceiro

e quarto anos todos os alunos tem aulas de inglês e de espanhol. São duas horas por semana e a proposta de ensino de cada LE é que estejam voltadas para a área de negócios.

Os alunos do curso de Administração questionados nesta pesquisa são de uma turma vespertina do quarto e último ano da graduação. A turma tem 30 alunos e 19 responderam à pesquisa. O curso de Administração da universidade onde estudam tem aproximadamente 700 alunos distribuídos em dois campi.

b) Estudantes universitários do curso de Letras - habilitação em Português e Espanhol O curso de Letras - habilitação em Português e Espanhol também está em fase de mudança de currículo; está passando de curso anual para semestral. Os alunos que responderam à pesquisa são ainda do “currículo velho”, ou seja, são alunos do curso anual. Nessa concepção do curso de Letras, que também vigora por mais dois anos, a graduação está dividida em quatro anos. E durante os quatro anos de curso os alunos têm aulas de língua espanhola com três horas por semana (duas teóricas e uma de prática em laboratório de línguas). As aulas de Literatura Espanhola e Literatura Hispano-americana estão no terceiro e quarto anos respectivamente. Também no quarto ano os alunos têm aulas de Tradução e Prática de Ensino em Português e Espanhol. Os alunos selecionados para esta pesquisa são do turno da noite e estão no quarto e último ano da graduação.

A turma tem 20 alunos, mas apenas 14 deles responderam à pesquisa. O curso de Letras - habilitação em Português e Espanhol tem aproximadamente 100 alunos.

c) Estudantes universitários do curso de Secretariado Executivo Bilíngüe

O curso de Secretariado Executivo Bilíngüe também está em fase de mudança de currículo; está passando de curso anual para semestral, processo pelo qual a universidade como um todo está passando. Na nova concepção do curso de Secretariado Executivo

Bilíngüe, a graduação está dividida em seis semestres. Durante os três primeiros semestres os alunos têm aulas de espanhol e nos três restantes, aulas de inglês. Tanto para espanhol como para inglês são três horas de aulas por semana (duas teóricas e uma de prática no laboratório de línguas) e a proposta de ensino é que as duas LE estejam voltadas para a área de negócios. Os alunos selecionados para esta pesquisa são do terceiro semestre, o último em que vão ter aulas de espanhol. Vale ressaltar que do currículo “velho” ainda resta uma turma, do terceiro ano de Secretariado Executivo Bilíngüe, que não foi selecionada para esta pesquisa, por estarem envolvidos no projeto de Informática e não puderam comparecer a minha solicitação para o questionário-piloto e por isso ficaram fora da pesquisa.

A turma voluntária desta pesquisa é noturna e tem 25 alunos, no entanto, somente 19 deles responderam à pesquisa. O curso de Secretariado Executivo Bilíngüe tem aproximadamente 100 alunos.