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2 Metode

3.7 Devaluering av egne følelser

O exame clínico da glândula mamária, durante a evolução do processo de secagem, foi realizado no dia da última ordenha, bem como no 1° dia; no 3° dia; no 5° dia; no 7° dia; no 10° dia; no 15° dia; no 30° dia e no 45° dia do processo de secagem.

exame clínico por inspeção e palpação, caracterizando a plenitude e a distensão da mama e dos tetos, bem como determinar a consistência e presença de edema da glândula mamária, sendo a avaliação complementada pela observação da ocorrência da ejeção espontânea do leite, verificando o aspecto da secreção láctea para assinalar sua coloração, consistência e a presença de grumos. A classificação utilizada para caracterizar essas observações foi descrita nos quadros 7 e 8.

Plenitude e Distensão da Mama 1 mama não distendida, pequena e vazia, pele pode ser pregueada

2 mama moderadamente distendida, com pouco conteúdo líquido no seu interior, sendo possível preguear a pele

3 mama distendida, com conteúdo líquido no seu interior, pele pode ser pregueada com certa dificuldade

4 mama extremamente distendida e repleta de leite, impedindo que a pele fosse pregueada

Ocorrência e Extensão do Edema da Mama

1 ausente

2 restrito a base do teto ou na porção distal da glândula

3 difuso por toda glândula

4 estendendo-se até o abdômen

Avaliação dos Tetos 1 não distendidos, pequenos e vazios

2 moderadamente distendidos, com conteúdo líquido (flutuação)mas paredes relaxadas

3 distendidos, com conteúdo líquido (flutuação), paredes tensas, brilhantes mas preservando ainda as pregas da pele

4 extremamente distendidos, com paredes tensas , lisas e luzidias

Quadro 7 – Classificação das características da mama e dos tetos avaliados durante a evolução do processo de secagem da glândula mamária de bovinos. São Paulo, 2006

Avaliação do Aspecto da Secreção Láctea

1 leite com coloração branca ou creme clara

2 aquosa de coloração branca ou creme clara, mantendo o aspecto de leite

3 viscosa de cor amarelada

4 secreção pré-colostral com aspecto de soro lácteo ou mel

5 colostro

Presença de grumos

B com grumos pequenos

C com alguns grumos grandes

D com inúmeros grumos grandes

E predomínio de massas purulentas

F fibrina

Quadro 8 – Classificação utilizada para avaliação da secreção láctea durante a evolução do processo de secagem da glândula mamária de bovinos. São Paulo, 2006

3.5 COLHEITA DAS AMOSTRAS DE LEITE

3.5.1 Colheita das amostras de leite antes da secagem

As amostras utilizadas para a determinação físico-química e microbiológica do leite na fase final da lactação, no dia da interrupção da ordenha e no retorna da lactação foram colhidas dentro da sala de ordenha, imediatamente antes da retirada do leite.

Antes da colheita das amostras de leite eram realizados os procedimentos de preparo dos animais para ordenha, conforme descritos anteriormente, e, a inspeção dos primeiros jatos de leite, utilizando-se uma caneca de fundo escuro. Após o exame macroscópico do leite fazia-se a anti- sepsia da extremidade do teto, particularmente, do orifício do teto, utilizando-se um chumaço de algodão embebido em álcool 70 %, de acordo com os padrões recomendados em boletim da

de tal forma a evitar que resíduos de anti-sépticos contaminassem as amostras, para então realizar a colheita do material destinado ao exame microbiológico, usando frascos plásticos estéreis com capacidade para 5ml de leite, mas usualmente o frasco era preenchido até a metade de sua capacidade, evitando o contato do leite com a tampa do frasco e outras possíveis contaminações da amostra.

As amostras destinadas à determinação das características físico-químicas e celulares do leite foram colhidas, na seqüência, em tubos de plástico descontaminados de íons, sendo a quantidade da colheita padronizada em 100 ml, para isto utilizaram-se dois tubos de plástico, com capacidade para 60 ml de leite, para as colheitas das amostras de cada quarto mamário. Cerca de 40 ml da amostra de 100 ml de leite era transferido, dentro da sala de ordenha, para frascos de plástico contendo uma pastilha do conservante bronopol, sendo então a amostra homogeneizada até a total dissolução da pastilha. Essas amostras permaneciam em temperatura ambiente, sendo enviados, no dia seguinte para o Laboratório de Fisiologia da Lactação do Centro de Tecnologia para o Gerenciamento da Pecuária de Leite – Departamento de Produção Animal da ESALQ, localizado em Piracicaba. Neste local eram realizadas as determinações dos teores de lactose, gordura, proteína, sólidos totais e do número de células somáticas do leite. As determinações foram analisadas dentro do prazo estabelecido para esse exame – no máximo sete dias após a colheita.

Os 60 ml de leite restantes, juntamente com as alíquotas retiradas para exame microbiológico eram acondicionadas em caixas de isopor e mantidas refrigeradas, com gelo reciclável, durante o transporte até o momento de serem processadas e analisadas nos laboratórios do Centro de Pesquisa e Diagnóstico de Enfermidades de Ruminantes – CPDER, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Ao chegar no laboratório, congelava-se, a – 20 ºC, o material destinado ao exame microbiológico e, iniciava-se o processamento das amostras com 60 ml de leite colhidos: mensurações de pH, determinações dos valores de eletrocondutividade, dos teores de cloretos e realizava-se o teste do CMT (California Mastitis Test). Essas análises eram concluídas em até 24 horas após a colheita.

3.5.2 Colheita das amostras de secreção láctea durante o processo de secagem

As amostras utilizadas para a determinação físico-química e microbiológica da secreção láctea durante o processo de secagem, foram colhidas fora da sala de ordenha, evitando estímulos sonoros e visuais do momento da ordenha, o que proporcionaria a liberação de ocitocina e ejeção

do leite.

Antes da colheita das amostras da secreção das glândulas mamárias, era realizada a inspeção e a palpação do úbere e dos tetos, seguindo-se a limpeza e anti-sepsia dos tetos, da mesma forma como foi descrito para as colheitas realizadas antes da supressão da ordenha. Em seguida era feita a inspeção dos primeiros jatos de leite, utilizando-se uma caneca de fundo escuro, classificando o aspecto do leite conforme foi especificado no quadro 8.

Após a anti-sepsia da extremidade do teto, com álcool 70 %, desprezava-se os dois primeiros jatos de secreção, para então se fazer a colheita do material em alíquotas destinadas ao exame microbiológico e avaliação das características físico-químicas e celulares. A quantidade de secreção láctea retirada para determinações físico-químicas e celulares foi padronizada em 100 ml. Contudo, conforme o avanço do processo de secagem, algumas glândulas mamárias não apresentavam mais esta quantidade de secreção, impossibilitando, em alguns casos, a realização da determinação de todos os parâmetros propostos nesta pesquisa. As determinações de pH, eletrocondutividade, bem como do teor de cloretos foram consideradas primordiais quando se obtinha quantidade insuficiente de secreção láctea. As determinações dos teores lácteos de lactose, gordura, proteína e sólidos totais bem como do número de células somáticas necessitavam de uma quantidade mínima de 40 ml de secreção, como em alguns casos esta quantidade não foi alcançada, não existiu a possibilidade de realização das análises.