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Deterministic formulation and Monte Carlo sampling algorithms 16

3.2 Sampling of constraint-based metabolic models

3.2.1 Deterministic formulation and Monte Carlo sampling algorithms 16

O geógrafo Armando Corrêa da Silva, ao discutir a produção do território brasileiro, destacou: “Sinto-me parte do instante que contém o passado, o presente e o futuro” (SILVA, 2000, p. 141). Essa citação sintetiza de forma eloquente a sensação que envolve a discussão sobre o processo de modernização, em função da velocidade na qual as mudanças que ocorrem no território goiano. E, nessa direção, destacam-se as transformações que envolvem a questão da paisagem e da configuração territorial; além da ação estratégica do Estado na estruturação do território, influindo na produção e circulação; e, também, a importância das atividades ligadas à agroindústria e ao processo recente de industrialização.

2.2.2 A ação estratégica do Estado na estruturação do território goiano

A partir da associação entre os interesses estatais e capitalistas, conforme já destacamos, se estabeleceram as condições necessárias para estruturar o território goiano, principalmente nas últimas décadas do século XX. Um processo que se desenvolve através da implantação das redes técnicas e de infra-estrutura ou

sistemas de engenharia, fundamentais para a diversificação das atividades econômicas e para tornar mais complexas as relações sociais, cada vez mais centradas nas cidades, porém, indissociáveis do campo. Nesse processo, torna-se relevante o papel do Estado e, respectivamente, das estratégias traçadas, objetivando o uso do território. Para Santos e Silveira (2001, p. 21) “o uso do território pode ser definido pela implantação de infra-estruturas (...) também pelo dinamismo da economia e da sociedade”. E, sobre a progressiva transformação do território nacional os autores acrescentam:

A história do território brasileiro é, a um só tempo, una e diversa, pois é também a soma e a síntese das histórias de suas regiões. Para entendê-la no seu processo e sua realidade atual, um esforço de periodização é essencial. (...) O trabalho se complica porque o espaço acumula defasagens e superposições de divisões do trabalho – sociais e territoriais. (SANTOS e SILVEIRA, 2001, p. 23)

Nesse sentido, a ação do Estado é fundamental na explicação do processo de constituição do Centro-Oeste e, em específico, de Goiás. Pois, inerente ao movimento de articulação econômica do País, sempre esteve presente a atuação do Estado e seu discurso pela integração nacional. Por sinal, com relação à macrorregião Centro-Oeste, Steinberger (2003) considera que a mesma sintetiza essa dinâmica de produção do espaço brasileiro. Para a autora, qualificam essa especificidade regional a posição geográfica19 centralizada e a localização estratégica que a conecta com as demais regiões brasileiras. Uma característica fundamental para os interesses estatais de integração territorial do País. E, também acrescenta:

Paralelamente, a marca síntese é conferida ao Centro-Oeste pelas características adquiridas a partir de simultâneos movimentos centrípetos e centrífugos, resultantes de políticas e programas estatais dirigidos a promover a interiorização do desenvolvimento do país por meio de um modelo agrário de capitalismo de fronteira (STEINBERGER, 2003, p. 611).

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Resgatamos de Guimarães (1949, p. 497) uma definição para posição, segundo o autor, “compreende a situação da cidade em relação a outras áreas distintas, mesmo que muito afastadas, em relação ao conjunto do país e até do continente, em suma.” Essa definição foi empregada no contexto da análise do processo de transferência da Capital Federal para o Planalto Central, fato concretizado na década de 1960. Contudo, a abrangência da definição permite sua associação na discussão sobre a Região Centro-Oeste.

O Estado20, dessa maneira, é chamado a participar, generosamente, no processo criação dessas novas realidades, como no caso do Estado de Goiás, desempenhando diferentes papéis, como por exemplo: no estabelecimento de mediações; na normatização e regulação das relações; na planificação de ações e estratégias de desenvolvimento; além, do investimento e financiamento das atividades produtivas e sistemas de engenharia21. Nesse sentido, Evans (1993, p.107), na análise do quadro nacional do desenvolvimento industrial, afirma que o principal “encargo do Estado era acelerar a industrialização, mas também se esperava que desempenhasse um papel na modernização da agricultura e no fornecimento da infra-estrutura necessária à urbanização”.

Dessa maneira, pode-se exemplificar a atuação do Estado, em três momentos distintos: o primeiro, durante o Governo Vargas nas décadas de 1930 e 1940, quando se estabelecem as bases para a interiorização do povoamento com o projeto Marcha para o Oeste, implantando as colônias de Dourados no Mato Grosso e, principalmente, Ceres em Goiás22; o segundo, com o Governo de Juscelino Kubitschek nas décadas de 1950 e 1960, com o desenvolvimento do Plano de Metas e a construção de Brasília; o terceiro momento, por sua vez, desenvolve-se a partir do anterior e atinge os dias atuais, envolvendo a fase militar e de abertura política. O último momento se caracteriza, também, pela complexidade do cenário político e econômico nacional e pela intensificação do planejamento estatal. Para Steinberger (2003, p.616):

A ação estatal na macrorregião Centro-Oeste foi tão marcante que, não só a degradação ambiental e a progressiva perda da biodiversidade, como o próprio dinamismo da economia regional, podem ser atribuídas à maciça presença do Estado Nacional, que se iniciou na década de 1930 com os programa e projetos, públicos e privados, de colonização, integração e interiorização da economia.

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De acordo com Evans (1993), a partir da década de 50 e 60 surgiu a teoria do desenvolvimento que pressupunha a intervenção do Estado na promoção de mudanças estruturais. No Brasil, esse período coincide com a elaboração dos planos de desenvolvimento que impactaram de forma significativa o Centro-Oeste.

21 Os sistemas de engenharia são identificados por Santos (1996, 1997a, 2000) como objetos

técnicos e culturais.

22 Outra ação associada ao período Vargas é a Construção de Goiânia na década de 1930, com

Nas últimas décadas, entre as iniciativas tomadas pelo Estado em relação ao Centro-Oeste a que mais repercutiu foi a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (SUDECO), em 196723, com o objetivo principal de promover a coordenação e o desenvolvimento regional que, de forma paralela, respaldava os objetivos expressos pelos Planos Nacionais de Desenvolvimento (PNDs). Assim, a SUDECO implementou vários programas e planos para a Região Centro-Oeste, (Quadro 2):

PNDs: SUDECO - Planos e Programas: Ações

I PND (1972-1974)

Plano de Desenvolvimento Econômico e Social do

Centro-Oeste (PLADESCO/1973) Estabelecer novas áreas de produção,fixando a população e desenvolvendo i espaço urbano e a atividade agroindustrial.

II PND (1975-1979)

Programa de Desenvolvimento do Cerrado (POLOCENTRO / 1975)

-Programa de Cooperação Nipo-Brasileira de Desenvolvimento dos Cerrados ( PRODECER / 1979)

Ocupação das áreas de cerrado e o desenvolvimento de política de créditos e custeio da produção e comercialização

Modernização agrícola nas áreas de cerrado

III PND