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El determinismo y la herencia

Nesta secção, pretende-se comparar o orçamento do Edifício obtido através dos preços de venda unitários de pesquisa e o obtido através dos custos de fabrico com base nas Tabelas LNEC e Gerados de Preços.

Como foi referido atrás, o método da composição de custos consiste em contabilizar todos os custos/encargos ocorridos durante a execução de uma obra, na perspetiva do empreiteiro, para além da atribuição de uma determinada margem para lucros/imprevistos. Para o caso deste trabalho, foram adotados os seguintes pressupostos:

Custos de estaleiro

Custos de estaleiro = 6% × Custo de Fabrico

Custos indiretos

Custos indiretos = 7 % × Custos Directos

Lucros /imprevistos

Lucros /imprevistos = 6 % × Custos Directos

Cálculo do Preço de venda unitário

Cest= 6% CF; Cind= 7% CD; L/imp = 6 % CD CF = CMO + CMT + CEQ

CD = CF + Cest

PV = CD + Cind + L/imp CD = 1,06 CF

87 Limp = 1,06 CF × 0,06 = 0,0636CF

PVU = 1,06 Cf + 0.0742 Cf +0,0636Cf =1.1978CF Em que:

Cest Custos de estaleiro; Cf  Custos de Fabrico. Cd Custos diretos; Cind  Custos indiretos L/imp Lucros/ imprevistos PVUpreço de venda unitário CMO  Custos de Mão-de-obra CMT Custos de Materiais CEQ Custos de Equipamento

Então, o Preço de Venda calculado a partir do Custo de Fabrico é igual a 65.663,81 x 1,1978 = 78.616,17 Euros

Nesta formulação de preços, a determinação do BDI conduziria ao seguinte:

𝑃𝑉 = 𝐶𝐷× [1 +𝐵𝐷𝐼100]

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Tabela 8-Preço de Venda (pesquisa) versus Preço de Venda (bibliográfico)

A Tabela 8 mostra que a diferença entre o orçamento calculado a partir dos preços de venda unitários de pesquisa e o calculado através dos custos unitários de fabrico é de 10.298, 84 Euros, ou seja um diferencial de pouco mais de 13%. Este valor é pouco significativo tendo em conta as especificidades da atividade de elaboração de orçamentos. Acresce-se que se adotou uma política conservadora no estabelecimento dos custos/encargos sobre os custos de fabrico. Esta estipulação tem a ver com o facto de o Edifício Level ter sido considerado um “trabalho a mais” e, consequentemente, os outros custos/encargos, para além dos relacionados com a execução direta das operações de construção, refletirem os condicionalismo desse tipo de trabalhos.

Os resultados deste estudo de caso sugerem que as Tabelas LNEC e o Gerador de Preços constituem um veículo privilegiado para apoio da atividade de orçamentação em Cabo Verde, pelo menos no que concerne a elaboração de orçamentos de edifícios. Há que saber interpretar os rendimentos expressos nas Tabelas e confrontá-los com os condicionalismos de cada projeto/obra e respetiva metodologia de construção. Num país como Verde, onde grande parte dos materiais são importados, há que prestar uma redobrada atenção aos custos de materiais, que têm um peso muito significativo na estrutura de custos de uma obra.

Descrição Escudos (ESCV) Euros Diferença (Euros)

Preço de Venda (pesquisa) 9.804.214,00 88.915,01

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5 CONCLUSÃO

Os resultados deste trabalho centraram-se na importância que um eficiente controlo de recursos na execução de obras tem nos resultados económico-financeiros das empresas de construção. A atividade de empresas e de profissionais ligados à Construção Civil, como qualquer outra, tem como um dos objetivos principais a obtenção de remunerações e lucros adequados, realizando “obras”, construções imprescindíveis ao desenvolvimento da atividade humana de abrigo, lazer, produção ou outras.

Para esse efeito, em qualquer construção é fundamental controlar de forma eficiente os principais recursos (também chamados fatores de produção) básicos: mão-de-obra, materiais, equipamentos e subcontratos, a que acresce um outro recurso essencial a qualquer investimento que é o dinheiro.

O principal objetivo a atingir em qualquer construção consiste assim em construir com um adequado nível de qualidade e segurança, no prazo previsto, minimizando o custo e garantindo um total respeito pelos condicionalismos ambientais e de gestão do território definidos em legislação apropriada.

A otimização desses fatores (qualidade, segurança, prazo, custo, ambiente) é extremamente complexa dada a interligação que naturalmente existe entre elas podendo no entanto um ou outro ter um carácter predominante consoante o tipo de obras envolvidas, sem no entanto deixar de entender que todos devem simultaneamente ser respeitados para que a obra executada atinja patamares mínimos de eficiência à luz dos modernos critérios usados na avaliação das atividades, nomeadamente o de sustentabilidade das intervenções humanas sobre o habitat.

Também ao longo do desenvolvimento deste trabalho, que relata as atividades mais relevantes desenvolvidas durante o estágio, foi possível constatar que o processo de orçamentação é bastante mais complexo e exaustivo do que à partida possa parecer, e que, mesmo seguindo uma metodologia fiável e estruturada, que possa corresponder à crescente exigência do mercado, esta dificilmente abrangerá todos os detalhes de uma

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obra. Cada proposta deve ser encarada como única, aplicando o conhecimento retirado de experiências anteriores, e tendo a noção que a aparente similaridade entre obras pode também tornar-se uma armadilha. Cabe ao orçamentista apurar o sentido crítico e extrair da sua experiência, e da experiência dos restantes técnicos da empresa, nomeadamente do departamento de produção, o que representa melhor a realidade, tendo sempre em consideração que a orçamentação não é, e não pode ser, uma “ciência exata”.

No decurso deste trabalho não foi possível, no entanto, publicar os valores concretos envolvidos no controlo de custos, por motivos de confidencialidade, como é óbvio. Também em termos de procedimentos de controlo da obra, não foi possível fugir às normas da empresa nem à confidencialidade dos seus documentos e programas informáticos específicos. Foi apenas possível, como atrás referido, aplicar alguns dos conhecimentos adquiridos através da pesquisa bibliográfica para enriquecer a metodologia correntemente seguida na empresa.

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6 BIBLIOGRAFIA

BARRIE, DONALD S., PAULSON, JR. BOYD C. (1992) Professional Construction

Management. McGraw Hill, New York.

MANSO, A. COSTA, FONSECA, M. SANTOS, ESPADA, J. CARVALHO (2010).

Informação Sobre Custos – Fichas de Rendimentos (2 volumes), LNEC

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MATTOS, A.D. (2006). Como preparar orçamentos de obras, Editora PINI

PINTO, D. M. (2011). Controlo de Custos em Obra de Edifícios, Na pespretiva do

empreteiro Geral. Departamento de Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia da

Universidade do Porto, Porto, Portugal, 2011.

REIS, A. CORREIA DOS. (2007) Organização e Gestão de Obras. Edições Técnicas ETL, Lda., Lisboa.

TISAKA, MAÇAHICO (2009). Metodologia de Cálculo da Taxa BDI e Custos Diretos

para a Elaboração do Orçamento na Construção Civil

TERESINHO, C. S. (2014). Formulação de Preços na Construção. Coibra: O Departamento de Engenharia Civil da FCTUC.

Sites consultados

http://www.cabo-verde.geradordeprecos.info/ 02/02/2017

https://web.fe.up.pt/~construc/go/docs_GO/sebenta/SebentaGOSE20132014pdfuni co.pdf 20/02/2017

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http://www.ordemengenheiros.pt/fotos/editor2/cdn/especializacoes/29_000149490.p df 09/05/2017

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