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Detection of protein contamination and use of ultrafiltration for removal

4. RESULTS

4.2 Detection of protein contamination and use of ultrafiltration for removal

O consumo de combustíveis derivados de petróleo, no mercado nacional, atingiu 92,7 milhões m³ em 2008, registrando um substantivo aumento de 4,8% em relação ao volume consumido em 2007. As vendas de óleo diesel pelas companhias distribuidoras atingiram, em 2008, o patamar de 44,8 milhões m³, correspondendo a 48,3% do total do mercado de venda de derivados de petróleo. Por sua vez, o mercado de gasolina C movimentou um volume de 25,2 milhões de m³ (27% do total), com um acréscimo de 3,5% nas vendas, em relação ao ano de 2007.

A seguir, pode-se observar a evolução das vendas, nos últimos dez anos, dos principais combustíveis automotivos fósseis no Brasil:

Gasolina C Óleo diesel 0 10 20 30 40 50 60 70 80 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 m il h õ es m ³

Gráfico 2.9 – Evolução das vendas nacionais, pelas distribuidoras, de óleo diesel e gasolina C (período 1999-2008)

Fonte: ANP (2010).

Nota-se, inicialmente, um crescimento mais acelerado do consumo do óleo diesel em relação ao da gasolina. A razão para este fato se deve, principalmente, à substituição parcial do consumo da gasolina C pelo do etanol, como será explicado mais adiante.

Em relação aos preços praticados, pode-se observar, no Gráfico 2.10, que o preço da gasolina é mais alto que o do óleo diesel para todas as regiões do país, apesar de existirem diferenças pontuais no preço final dos combustíveis, dependendo da região do país.

Brasil Região Norte Região Nordeste Região Sudeste Região Sul Região Centro- Oeste 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 R $/ u n id ad e 1

Gasolina C Óleo diesel

Gráfico 2.10 – Preços médios de gasolina C e óleo diesel ao consumidor, segundo Grandes Regiões – 2008

Fonte: ANP (2010).

Este fato terá implicações importantes sobre a competitividade econômica dos biocombustíveis, explicado mais adiante.

Por sua vez, a produção (oferta) brasileira de derivados de petróleo energéticos e não- energéticos, no ano 2008, foi de 108,6 milhões m³. Do volume total de derivados, o óleo diesel participou com 37,5% (41,1 milhões m³) e a gasolina A com 19,4% (20,2 milhões m³). (ANP, 2010)

A produção nacional (oferta) de gasolina vem se mantendo praticamente estável ao longo dos últimos dez anos, girando em torno de 20 milhões de m³ por ano, como pode ser verificado na tabela a seguir:

Tabela 2.17 – Produção de gasolina no Brasil (2000-2010) (mil m3)

Por sua vez, a produção nacional de diesel vem crescendo, consistentemente, ao longo dos últimos dez anos, aumentando de 31 milhões de m³, em 2000, para mais de 43 milhões de m³, em 2009, como pode ser verificado na Tabela 2.18 a seguir:

Tabela 2.18 – Produção de diesel mineral no Brasil (2000-2010) (mil m3)

Fonte: Elaborado pelo próprio autor, baseado em dados da ANP (2010).

Estas diferenças observadas de crescimento da produção (oferta) têm relação direta com o crescimento diferenciado das demandas de cada um desses dois produtos (gasolina e diesel) e suas interrelações com os mercados de biocombustíveis (etanol e biodiesel).

O consumo interno de combustíveis é muito influenciado pelo desempenho da economia. Isto ocorre porque importantes atividades como agricultura, indústria e transporte de cargas são grandes consumidoras de combustíveis. Esta relação pode ser visualizada no Gráfico 2.11, que mostra a relação entre o crescimento do PIB e o aumento da demanda por óleo diesel:

Gráfico 2.11 – Relação entre PIB e consumo de óleo diesel

O PIB brasileiro está em expansão, apresentando resultados positivos nos últimos anos. Devido a esta expansão, o consumo de óleo diesel também vem crescendo. Este fenômeno pode ser observado no Gráfico 2.12:

Gráfico 2.12 – Evolução do PIB e do consumo de óleo diesel

Fonte: FGV (2010), baseado em dados da ANP (2009) e IBGE (2009, p.43).

A produção de gasolina, por sua vez, não cresceu na mesma proporção que o PIB, pois parte da demanda por gasolina esperada com o crescimento econômico foi abastecida pelo mercado de etanol, fato este possibilitado pelo desenvolvimento, no início da década de 2000, dos automóveis flex-fuel, que podem utilizar qualquer um dos combustíveis (etanol ou gasolina), em qualquer proporção que o motorista desejar.

Desta forma, verificamos, através do Gráfico 2.13, que quase todo o crescimento da demanda total por combustíveis de automóveis ciclo Otto foi abastecida pelo aumento da oferta de etanol, enquanto a oferta de gasolina permaneceu praticamente estável ao longo da década, como mostrado anteriormente.

Gráfico 2.13 – Vendas de etanol e gasolina automotiva no Brasil (1999-2008)

1Inclui as vendas de etanol hidratado e o etanol anidro misturado na gasolina C. 2Inclui apenas a gasolina A. Exclui o etanol anidro (25%) misturado à gasolina C.

A partir de 2003, com o lançamento dos veículos flex-fuel, o consumo do etanol hidratado voltou a crescer de modo expressivo, elevando os números de produção e consumo. Os veículos equipados com estes motores têm representado a maioria dos veículos novos vendidos no Brasil a partir de 2005, como pode ser verificado a seguir:

Gráfico 2.14 – Evolução das vendas de automóveis por tipo de combustível utilizado

A comercialização de automóveis flex-fuel, iniciada no Brasil em março de 2003, experimentou, nos últimos anos, uma rápida ascensão. A participação desta categoria nas vendas no mercado interno aumentou de 4%, em 2003, para 95,4%, em 2009. Atualmente, a representatividade da frota de carros leves flex, no Brasil, gira em torno de 40% do total de veículos ciclo Otto.

Gráfico 2.15 –Representatividade da frota de carros e comerciais leves flex (dezembro 2009)

Fonte: CEPEA (2010), baseado em: <http://en.wikipedia.org/wiki/Common_ethanol_fuel_mixtures#E20.2C_E25>.

Admitida a tendência de consolidação desta categoria no mercado automotivo, esperar-se-á impactos significativos no mercado de etanol, item abordado na próxima seção.