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Detección de proteínas mediante Western Blot

2. Métodos y técnicas

2.3. Detección de proteínas mediante Western Blot

A série de indicadores apresentados a seguir pretende caracterizara socioeconomia dos municípios onde se realizou a pesquisa. Os dados apresentados são relativos aos indicadores demográficos e socioeconômicos reunidos no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Este Atlas baseou-se em dados sistematizados pelos Censos Demográficos dos anos de 1991 e 2000 e retrata, ainda que de modo parcial aspetos da realidade socioeconômica dos municípios onde se realizou a pesquisa. Outra base de dados utilizada foi o Sistema SIDRA, do IBGE, através do qual foram extraídos e sistematizados os dados demográficos e socioeconômicos. Ainda, utilizaram-se dados extraídos do banco de dados da Associação Amazonense de Municípios (AAM) e da Secretaria do Tesouro Nacional.

Tabela 5 – Aspectos cartográficos dos municípios do Subpolo Três

Município Criação Ano de Área(km²) Latitude da Sede Longitude da Sede capital (km) Distância à Autazes 1956 7.632 S 3º34’58.23” W 59º07’46.29” 112,50 Careiro 1955 6.124 S 3º49’28.96” W 60º21’45.39” 83,26 Careiro da Várzea 1987 2.643 S 3º11’47.67” W 59º47’48.13” 25,74 Iranduba 1981 2.214 S 3º17’01.03” W 60º11’04,83” 27,07 Manaquiri 1981 3.985 S 3º25’45.45” W 60º27’26.22” 60,25 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.

A Tabela 5 apresenta os aspectos cartográficos dos cinco municípios onde ser realizou a pesquisa de campo – ver também o Mapa 1, que traz o mapa da microrregião de Manaus, do IBGE, na qual estes municípios estão inseridos. O processo de formação destes municípios, inclusive, o desmembramento dos territórios primordiais não assegurou a autonomia econômica ainda que tenha resultado da iniciativa de afirmação política de grupos de interesse locais. Por outro lado, essas mudanças na dimensão do mapa político não anularam a centralidade das economias do Iranduba, do Careiro da Várzea e, em menor escala, de Autazes. Contudo, surgiu a oportunidade de descentralizar os esforços institucionais e direções as intervenções para as economias localizadas nos municípios mais recentes, especialmente em áreas mais deprimidas.

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Tabela 6 – Dinâmica populacional dos municípios do Subpolo Três Município Situação de Domicílio Anos

1970 1980 1991 2000 2007 Autazes Total Urbana 17.725 915 16.061 3.041 17.107 6.363 24.345 10.150 29.635 12.405

Rural 16.810 13.020 10.744 14.195 17.230 Careiro Total Urbana 40.767 168 34.973 1.371 31.816 4.328 27.554 5.877 30.792 6.697 Rural 40.599 33.602 27.488 21.677 24.095 Careiro da Várzea Total Urbana 18.161 707 17.267 806 22.925 789 Rural 17.454 16.461 22.136 Iranduba Total Urbana 18.876 6.403 32.303 9.940 32.378 11.898 Rural 12.473 22.363 20.480 Manaquiri Total Urbana 10.718 2.391 12.711 4.165 18.991 5.085

Rural 8.327 8.546 13.906 Fontes: Censos demográficos do IBGE 1970, 1980, 1991, 2000. Contagem da População 2007.

A Tabela 6 apresenta a distribuição das populações municipais entre os meios rural e urbano nos anos de 1970 a 2007, conforme as verificações dos Censos Demográficos destes anos e a Contagem da População de 2007. Autazes, Careiro da Várzea e Manaquiri apresentaram crescimento da população entre 2000 e 2007. Em Autazes, as populações urbana e a rural crescem em paralelo. Manaquiri e Careiro da Várzea, por sua vez, apresentam maior taxa de crescimento na população rural. O caso do Careiro da Várzea, certamente, decorre de sua sede estar situada em plena várzea da Ilha do Careiro, sujeita a alagação anual e, portanto, limitada em sua capacidade de expansão dessa área urbana.

A sede do Manaquiri é deveras distante de Manaus, ficando a localidade do Janauacá como a área mais populosa por estar mais próxima de Manaus e ter pequenos povoados nos quais emergem núcleos quase urbanos. Os números da população do Careiro apresentam redução, mas devido ao seu desmembramento em 1981 para a criação do Manaquiri e em 1987 para a criação do Careiro da Várzea, parte da sua população foi repartida entre estes municípios. Contudo, entre 2000 e 2007, a sua população volta a crescer com maior intensidade no setor rural.

A população do Iranduba apresentou crescimento significativo entre 1991 e 2000, mas essa taxa tende a estabilizar-se em 2007 com um decréscimo da população rural entre 2000 e 2007. Assim, depreende-se que a população de todos os municípios está crescendo e, com exceção do Iranduba, as populações consideradas rurais crescem mais que as urbanas seja por questões ecossistêmicas – Careiro da Várzea – ou logísticas – Careiro, Manaquiri e

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Autazes. Estes três últimos municípios têm suas sedes urbanas consideravelmente distantes de Manaus e, por isso, grande parte da sua população se concentre em localidades às margens da BR 319 e da AM 254 – a Estrada de Autazes – ou mais próximas a Manaus, como o Purupuru, no Careiro, e o Janauacá, em Manaquiri.

O perfil econômico destes municípios pode ser conhecido através do comportamento dos seus PIB municipais. Através da Tabela 7 e do Gráfico 9, observa-se os movimentos dos valores do PIB para todos os municípios entre 1999 e 200626.

26 Os valores e os períodos aqui apresentados são os publicados pelo IBGE no estudo o PIB dos municípios cuja

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Tabela 7 – Valores do PIB municipal - 1999 a 2006 MUNICÍPIO Valor Adicionado - Agropecuária (R$ 1.000)

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Autazes 23.529 21.863 21.854 27.139 23.680 13.614 19.789 24.600 Careiro 6.291 5.837 6.116 11.222 9.431 18.524 15.476 16.084 Careiro da Várzea 25.986 23.479 22.572 34.323 28.775 13.740 15.947 19.788 Iranduba 9.529 7.850 7.988 19.627 15.451 11.448 12.997 15.652 Manaquiri 4.078 3.715 3.464 5.207 5.739 4.862 7.618 7.392

MUNICÍPIO Valor Adicionado - Indústria (R$ 1.000)

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Autazes 3.738 3.397 2.434 2.750 4.530 3.243 2.642 3.680 Careiro 8.910 8.046 8.308 8.179 3.630 3.060 2.389 3.298 Careiro da Várzea 11.947 15.026 8.730 17.500 1.740 1.940 1.542 2.166 Iranduba 28.512 27.932 18.216 27.950 11.710 5.474 4.390 6.308 Manaquiri 1.540 1.275 1.162 1.214 1.228 1.558 1.298 1.834

MUNICÍPIO Valor Adicionado - Serviços (R$ 1.000)

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Autazes 33.152 25.475 23.773 23.073 18.857 21.809 25.413 31.559 Careiro 30.176 24.042 20.923 22.401 17.187 20.946 21.594 27.807 Careiro da Várzea 18.172 16.366 12.295 14.472 11.966 13.820 15.161 21.148 Iranduba 37.388 37.622 31.618 33.996 31.496 31.780 35.110 45.158 Manaquiri 13.013 12.094 10.547 12.151 8.902 10.800 13.104 16.916

MUNICÍPIO Valor Adicionado - Administração Pública (R$ 1.000)

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Autazes 20.986 13.937 15.678 15.306 13.675 17.835 20.782 22.673 Careiro 19.429 14.912 14.217 15.292 13.097 16.892 17.624 19.917 Careiro da Várzea 12.367 10.074 7.649 10.142 8.698 11.105 12.427 13.578 Iranduba 16.397 18.069 17.762 19.890 17.440 22.846 25.241 30.958 Manaquiri 8.496 7.315 7.441 8.272 6.985 9.127 11.147 12.834

MUNICÍPIO Valor Adicionado - Impostos (R$ 1.000)

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Autazes 40 37 84 57 55 1.561 2.273 1.876 Careiro 269 652 362 332 204 2.489 2.001 1.612 Careiro da Várzea 13 15 6 70 60 1.606 1.922 1.492 Iranduba 155 141 205 319 358 2.041 2.370 3.336 Manaquiri 3 1 12 34 16 557 907 711 MUNICÍPIO PIB (R$ 1.000) 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Autazes 60.459 50.772 48.145 53.019 47.122 40.226 50.118 61.716 Careiro 45.617 38.537 35.629 42.019 30.390 45.018 41.461 48.801 Careiro da Várzea 56.119 54.887 43.602 66.365 42.540 31.106 34.572 44.594 Iranduba 75.548 73.478 57.891 81.806 58.966 50.742 54.867 70.454 Manaquiri 18.634 17.085 15.184 18.606 15.884 17.778 22.928 26.854 Fonte: Base de Dados Sidra do IBGE. Elaboração do Autor, 2009.

O período entre 1999 e 2001 apresenta redução média de 11% no PIB de todos os municípios, contudo os decréscimos são mais intensos, entre 1999 e 2000, para Autazes e Careiro – na faixa de 16% – e, entre 2000 e 2001, maiores para Careiro da Várzea, Iranduba e

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Manaquiri – em torno de 20%. Entre 2001 e 2002, os PIB se elevam numa média de 29%, com destaque para o Careiro da Várzea com 52% e Iranduba com 41%. A elevação se mantém abaixo de 30% para os demais municípios. Ocorre nova redução generalizada entre 2002 e 2003, numa média de 23%, com oscilação marcante para o Careiro da Várzea com 36%. Entre 2003 e 2006, os movimentos do PIB passam a apresentar uma tendência de elevação, ocorrendo redução média de 18% para Autazes, Careiro da Várzea e Iranduba, seguida de elevação de 48% para o Careiro e 12% para Autazes. O período de 2004 a 2006 é de alta generalizada, com exceção de 8% negativos para o Careiro em 2004, todos os PIB crescem em média 18%. Autazes apresenta um crescimento mais estável, enquanto os demais apresentam oscilações, mas sustentam a tendência de crescimento.

A característica estrutural do PIB destes municípios pode explicar em parte os movimentos oscilatórios. Em média, o valor adicionado pela agropecuária atinge uma média de 33%, com extremos de 49% e 43% em Careiro da Várzea e Autazes, respectivamente. Em termos reais, o montante dessa contribuição oscila drasticamente para estes municípios, apresentando tendência de crescimento apenas para o Careiro. O Setor industrial adiciona em média apenas 13% ao PIB no período, com destaque para as participações médias, da agroindústria de laticínios do Careiro e do Careiro da Várzea, com 14%, e a indústria oleiro- cerâmica do Iranduba, com 24%. Entretanto, todos os municípios apresentam tendência de

Gráfico 9 – Variações do PIB entre 1999 e 2006.

Fonte: Base de dados SIDRA do IBGE. Elaboração do autor (2009).

0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 70.000 80.000 90.000 100.000 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 (R $ 1. 00 0) Autazes Careiro Careiro da Várzea Iranduba Manaquiri

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redução na contribuição industrial, com destaque para a taxa tendencial de -41%, no Iranduba e -24% e -27% no Careiro e Careiro da Várzea, respectivamente. O valor adicionado pela indústria sofreu uma redução considerável nos PIB destes três municípios decrescendo de uma média de 26%, em 1999, para 7%, 2006.

A maior contribuição para os PIB provém do setor de serviços, média de 52%, especialmente a Administração Pública, cujas receitas são em grande parte de repasses do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e das cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O volume da contribuição deste setor é menos instável que os demais, apresentando uma redução entre 1999 e 2003, desde quando inicia uma trajetória de elevação até 2006. Assim, fica evidente que os valores do PIB dependem da capacidade de captação de recursos e da execução financeira das Prefeituras bem como do volume da produção e dos preços dos produtos agropecuários. Dado que estes agregados tendem a oscilar em função da política fiscal da União e dos preços de mercado dos produtos agropecuários, é provável que tais tendências repercutam em oscilações nos PIB destes municípios.

Tabela 8 – Variação do PIB per capita - 1999 a 2006 MUNICÍPIO PIB deflacionado pelo IGP DI (R$ 1,00)

1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Autazes 2.545 2.068 1.900 2.028 1.738 1.449 1.745 2.090 Careiro 1.635 1.405 1.321 1.586 1.172 1.763 1.660 1.992 Careiro da Várzea 3.237 3.184 2.543 3.894 2.514 1.847 2.067 2.682 Iranduba 2.421 2.249 1.695 2.295 1.575 1.313 1.357 1.646 Manaquiri 1.485 1.338 1.169 1.409 1.179 1.302 1.647 1.899 Fonte: Base de Dados SIDRA do IBGE. Elaboração do Autor.

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O PIB per capita, cujos dados estão posto na Tabela 8 e no Gráfico 10, apresenta um comportamento similar ao do PIB. Todos variam negativamente entre 1999 e 2001. Elevam-se entre 2001 e 2002, quando caem até 2004. Após este ano, iniciam um período de recuperação, sem, entretanto, atingirem os valore reais de 1999, com exceção do Manaquiri. Oscilação semelhante àquela ocorrida no valor real do PIB pode ser observada nos valores reais das receitas totais dos mesmos municípios, apresentados na Tabela 9 e no Gráfico 11, abaixo.

Estes dados apresentam uma variação negativa, entre 2002 e 2003, semelhante à que ocorre no valor do PIB, indicando prováveis reduções na receita fiscal e/ou nos repasses de redistribuições de tributos e do FPM – a fonte de receitas significativa destes municípios. Variações dessa natureza certamente repercutem na capacidade da prefeitura municipal implementar políticas públicas para o setor agropecuário, especialmente, para os camponeses. Fato este que justificou a implementação das ações de desenvolvimento territorial pelo governo federal através do MDA.

Gráfico 10 – Variações do PIB per capita entre 1999 e 2006. Fonte: Base de Dados SIDRA do IBGE. Elaboração do autor (2009).

0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 R $ 1. 00 0 Autazes Careiro Careiro da Várzea Iranduba Manaquiri

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Tabela 9 – Variações na receita das prefeituras municipais– 2000-2006 Município Receita 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Autazes - 8.874,10 9.904,26 8.539,02 8.925,93 12.433,76 - Careiro 8.673,89 9.194,69 10.488,45 8.556,86 9.399,18 - 16.519,42 Careiro da Várzea 5.222,33 - 8.606,72 6.408,10 6.980,36 8.045,38 9.618,62 Iranduba 9.238,50 13.155,50 14.223,03 8.521,50 14.796,88 - 26.237,59 Manaquiri - 5.395,26 6.886,63 5.002,93 - 7.312,91 8.650,68 Fonte: Associação Amazonense dos Municípios e Secretaria do Tesouro Nacional. Elaboração do autor.

Além das flutuações do PIB e da receita municipal, os dados apontam certa hierarquia econômica entre tais municípios. Note-se que, em um extremo mais elevado, situa- se o município de Iranduba, cujo PIB oscilando em torno de R$ 72 milhões e a receita fiscal oscilando ao redor de R$ 14 milhões o destaca entre os demais. Abaixo dos demais, no extremo inferior, situa-se o Manaquiri com um PIB médio de R$ 19 milhões e uma receita fiscal média de R$ 6,6 milhões. Em uma faixa intermediária, situam-se Autazes, o Careiro e o Careiro da Várzea, com seus PIB numa média de R$ 51,7 milhões e suas receitas fiscais na faixa de R$ 10 milhões.

Existem fatores geográficos, infraestruturais, históricos e econômicos que determinam tais diferenciações, destacando-se enfaticamente a proximidade de Iranduba da área urbana de Manaus bem como a sua indústria oleiro-cerâmica. Autazes e Careiro têm suas economias entravadas pelos problemas logísticos decorrentes do precário transporte

Gráfico 11 – Variações na Receita Municipal entre 2000 e 2006.

Fonte: AAM e Secretaria do Tesouro Nacional. Elaboração do autor (2009).

0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 (R$ 1.000) Autazes Careiro Careiro da Varzea Iranduba Manaquiri

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intermodal que conecta o Km 0 da degradada BR 319 como o Porto da Ceasa, em Manaus. Manaquiri, por sua vez, tem sua economia prejudicada pelos mesmos entraves que afetam Autazes e o Careiro. As duas vias de acesso exigem longas travessias fluviais – seja partindo- se do Porto da Manaus Moderna e subindo-se o rio Solimões ou indo-se pelo Porto da Ceasa – e grandes deslocamentos pela BR 319 e, ao km 112 dessa, mais 40 km pela AM 354.

A formação geomorfológica do território do Careiro da Várzea, com cerca de 75% de sua área formada pelas várzeas do rio Amazonas, inviabiliza grandes empreendimentos por conta dos elevados riscos e incertezas devidos aos movimentos de cheia desse rio. Suas áreas de terras firmes situam-se à margem direita do rio Amazonas e os empreendimentos ali situados enfrentam os mesmos problemas logísticos que impactam as economias de Autazes, Careiro e Manaquiri. A diferença mais notória é a proximidade das localidades, pois aqueles três municípios lhe fazem fronteira pelo sul. Assim, têm-se algumas conjecturas para se explicar as diferenciações socioeconômicas que os dados macroeconômicos destes municípios evidenciam.

Tabela 10 – Indicadores educacionais municipais – 1991 e 2000. Município

Média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de

idade

Percentual de pessoas de 25 anos ou mais

analfabetas Taxa de alfabetização 1991 2000 1991 2000 1991 2000 Autazes 2,53 3,69 36,35 25,05 65,99 79,62 Careiro 1,37 2,83 55,83 33,90 48,40 74,39 Careiro da Várzea 1,99 3,01 43,86 27,56 62,28 78,14 Iranduba 2,60 3,82 35,42 27,18 70,38 79,24 Manaquiri 1,66 3,34 45,65 27,95 59,74 77,15 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil

Entre os indicadores socioeconômicos, aqueles relativos à educação são os que apresentaram melhorias relativas nos municípios do Subpolo Três. A Tabela 10 apresenta as mudanças quantitativas havidas entre 1991 e 2000 na média dos anos de estudos e no percentual de analfabetos entre os maiores de vinte e cinco anos, assim como as variações na taxa de alfabetização neste mesmo interstício. Percebe-se um pequeno aumento na média dos anos de estudo, a redução dos percentuais de analfabetismo e a elevação das taxas de alfabetização em todos os municípios. Este indicador repercutiu sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) destes municípios, provocando sua elevação na década considerada – 1991 a 2000.

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Tabela 11 – Indicadores de pobreza, Índice de Gini e IDH municipais – 1991 e 2000

Município Intensidade da pobreza Índice de Gini Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH) 1991 2000 1991 2000 1991 2000 Autazes 61,74 62,50 0,68 0,66 0,61 0,66 Careiro 46,90 66,50 0,58 0,66 0,56 0,63 Careiro da Várzea 47,72 53,97 0,47 0,56 0,58 0,66 Iranduba 44,59 48,79 0,47 0,56 0,62 0,69 Manaquiri 67,27 66,19 0,67 0,68 0,59 0,66 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil

Os indicadores relativos à intensidade da pobreza e à de distribuição da renda – Índice de Gini, observados na Tabela 11 com exceção de Autazes, apresentaram uma relativa precarização. Os dados sistematizados apontam uma intensificação da pobreza e a elevação da concentração de renda em todos os municípios analisados, exceto Autazes, entre 1991 e 2000. Contudo, o IDH apresentou alguma melhoria, elevando-se poucos pontos percentuais e todos educacional e ao aumento da longevidade.

Os dados apresentados revelam as diferenças entres os municípios do Subpolo Três nos quais foram realizadas as atividades de campo da pesquisa. O objetivo deste exercício foi estabelecer os parâmetros macroeconômicos que diferenciam as municipalidades onde foram localizados os SSE nos quais se fez a coleta dos dados primários. A partir deste quadro de referentes situacionais, pretende-se construir as correlações entre as realidades socioeconômicas específicas e as características gerais dos municípios que podem explicar as condições encontradas nos dados das UPC.