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4.2 Host institutions’ success in EU applications (FP7)

4.2.2 Detailed results by country and host institution

Um comparativo entre os resultados gerados pelos professores e pelos gestores se faz necessário tendo em vista que pode haver distinção de ideias entre esses dois grupos, até mesmo pelas funções desempenhadas. Assim, foram selecionados os resultados das assertivas que tratam da criação do conhecimento x estratégia para os dois grupos respondentes (Quadro 48).

Nas questões que tratam da socialização, entre 01 e 05 professores consideram que os recursos contidos nas mesmas podem gerar desvantagem competitiva, ou seja, não são nem valorosos, enquanto que em apenas uma questão, SE06 (observação e cópia das habilidades e comportamentos dos colegas e chefias em prol de melhorias), apenas 01 gestor faz essa mesma consideração. Ainda, entre 19 a 25 professores e 02 a 04 gestores se referem às assertivas da socialização como geradores de paridade competitiva perante a concorrência, isto é, são valorosos segundo o modelo VRIO, sendo esses números maioria entre os respondentes.

Quadro 48 – Resultados comparativos para criação do conhecimento x estratégia

Assertivas

Professores Gestores

Desvantagem

Competitiva Competitiva Paridade

Vantagem Competitiva Temporária Vantagem Competitiva Sustentável Desvantagem

Competitiva Competitiva Paridade

Vantagem Competitiva Temporária Vantagem Competitiva Sustentável

SE01 - Compartilhamento de experiências entre os cargos. 3 19 - 6 - 4 - -

SE02 - Busca por compreensão dos pensamentos e

opiniões dos colegas e das chefias. 2 24 - 2 - 4 - -

SE03 - Contribuição para o enriquecimento das discussões. 5 22 - 1 - 4 - -

SE04 - Encorajamento dos colegas e chefias a exprimirem

ideias e pensamentos. 2 24 - 2 - 4 - -

SE05 - Coleta de informações antes de reuniões. 3 24 - 1 - 4 - -

SE06 - Observação e cópia das habilidades e comportamentos dos colegas e chefias em prol de melhorias.

4 24 - - 1 2 - 1

SE07 - Meios de gerar o conhecimento dentro da

faculdade. 1 25 - 2 - 4 - -

EE01 - Criação de modelos, exemplos ou analogias para

transformar pensamentos em ideias concretas. 1 24 1 2 - 4 - -

EE02 - Auxílio aos colegas e chefias a exprimirem ideias. 2 25 - 1 - 4 - -

EE03 - Meios de registrar o conhecimento gerado dentro da

faculdade. 1 25 1 1 - 4 - -

CE01 - Organização das ideias em reuniões. 2 23 2 1 - 4 - -

CE02 - Organização mental do que foi discutido em

reuniões por meio de resumos. 2 22 2 2 - 4 - -

CE03 - Utilização da experiência pessoal para a busca de

solução de problemas do dia-a-dia. 3 21 1 3 - 5 - -

CE04 - Preocupação em coletar novas informações e as comparar às informações já existentes, na busca por novas

ideias. 2 21 3 2 - 4 - -

IE01 - Comparação de novas ideias e conceitos às

experiências pessoais prévias. 4 20 1 3 - 4 - -

IE02 - Busca da confirmação das ideias e conceitos

expressos pelos colegas e pelas chefias. 5 18 1 4 - 4 - -

IE03 - Concessão de tempo aos colegas e chefias, para

que reflitam a respeito do que está sendo discutido. 8 18 - 2 - 4 - -

IE04 - Certificação de que os colegas e chefias foram

perfeitamente compreendidos pelos demais. 7 19 1 1 - 4 - -

IE05 - Meios de capacitação para todos os colegas e

chefias. 2 24 - 2 - 4 - -

Além disso, nenhum recurso das assertivas da socialização é gerador de vantagem competitiva temporária na opinião dos dois grupos respondentes. No que diz respeito aos recursos geradores de vantagem competitiva sustentável, que são valorosos, raros, custosos de imitar e explorados pela instituição de ensino, segundo o modelo de Barney e Hesterly (2011), entre 01 e 06 professores atribuem algum grau às questões da socialização, com exceção da SE06 (observação e cópia das habilidades e comportamentos dos colegas e chefias em prol de melhorias), o que diverge da opinião dos gestores, pois essa foi a única questão em que 01 gestor se refere como recurso gerador de vantagem competitiva sustentável. Os recursos contidos nas demais questões da socialização não receberam o status de gerador de vantagem competitiva sustentável no julgamento dos gestores.

Os Gráficos 34 e 35 ilustram os resultados dos professores e dos gestores, respectivamente, quanto à socialização, e se pode observar que para a maioria dos respondentes dentro dos dois grupos, a socialização do conhecimento dentro da instituição de ensino é um recurso que gera paridade competitiva perante a concorrência, ou seja, é apenas valoroso com base na teoria do modelo VRIO.

Gráfico 34 – Socialização do conhecimento na visão dos professores.

Gráfico 35 – Socialização do conhecimento na visão dos gestores.

Fonte: Pesquisa direta (2014).

Quanto às questões que tratam da externalização, ao menos 01 ou 02 professores consideram os recursos contidos nelas como geradores de desvantagem competitiva, o que diverge da opinião dos gestores, que não atribuem à essas mesmas questões esse status. Essa divergência não ocorre nas considerações de que os recursos das assertivas geram paridade competitiva, ou seja, são ao menos valorosos, pois a maioria, tanto dos professores (entre 24 e 25), quanto dos gestores (pelo menos 04), julgam todas as assertivas como fontes de paridade competitiva perante os concorrentes.

No que diz respeito aos recursos geradores de vantagem competitiva temporária, a divergência de opiniões volta a acontecer. Assim, dentre as três questões que tratam da externalização do conhecimento, duas delas geram vantagem competitiva temporária de acordo com apenas 01 professor: EE01 (criação de modelos, exemplos ou analogias para transformar pensamentos em ideias concretas) e EE03 (meios de registrar o conhecimento gerado dentro da faculdade). Quanto aos gestores, nenhum atribui aos mesmos recursos essa classificação.

Abordando os recursos geradores de vantagem competitiva sustentável, ainda existe uma pequena divergência de ideias entre os dois grupos de

respondentes, sendo que para 01 ou 02 professores, os recursos relacionados às assertivas da externalização geram algum grau de vantagem competitiva sustentável, enquanto que para nenhum gestor isso acontece. Os Gráficos 36 e 37 esboçam os resultados dos professores e dos gestores, respectivamente, quanto à externalização, e, da mesma forma como ocorre para a socialização do conhecimento dentro da instituição de ensino, se pode observar que para a maioria dos respondentes dentro dos dois grupos, a externalização do conhecimento é um recurso que gera paridade competitiva frente à concorrência, isto é, é apenas valoroso com base na teoria do modelo fundamentado por Barney e Hesterly (2011).As assertivas que tratam da combinação são geradores de desvantagem competitiva para uma pequena parcela dos professores, entre 02 e 03 desses. Nenhum dos gestores considera que as mesmas questões tenham recursos que gerem desvantagem competitiva, caracterizando uma divergência de opiniões. Mas a maioria dos professores (entre 21 e 23) e dos gestores (entre 04 e 05) convergem no que diz respeito aos recursos das assertivas da combinação como geradoras de paridade competitiva, classificando-os como valorosos.

Gráfico 36 – Externalização do conhecimento na visão dos professores.

Gráfico 37 – Externalização do conhecimento na visão dos gestores.

Fonte: Pesquisa direta (2014).

Referente à opinião dos respondentes quanto aos recursos geradores de vantagem competitiva temporária nas questões que tratam da combinação, existem divergências de julgamento entre os dois grupos. Enquanto alguns poucos professores, entre 01 e 03, os classificam como geradores de vantagem competitiva temporária, nenhum gestor atribui esse status à esses recursos. O mesmo ocorre com os recursos das assertivas que tratam da combinação, para os dois grupos de respondentes, no que diz respeito à geração de vantagem competitiva sustentável.

Os Gráficos 38 e 39 ilustram os resultados dos professores e dos gestores, respectivamente, quanto à combinação, e mais uma vez se pode observar que para a maioria dos respondentes dentro dos dois grupos, a combinação do conhecimento dentro da instituição de ensino é um recurso que gera paridade competitiva frente à concorrência. Assim, segundo o modelo VRIO, e a opinião da maioria dos respondentes, é apenas valoroso.

Gráfico 38 – Combinação do conhecimento na visão dos professores.

Fonte: Pesquisa direta (2014).

Gráfico 39 – Combinação do conhecimento na visão dos gestores.

Nas questões que tratam da internalização, entre 02 e 08 professores consideram que os recursos contidos nas mesmas podem gerar desvantagem competitiva, ou seja, não são nem valorosos, enquanto que nenhum gestor faz essa consideração, caracterizando uma discordância de ideias. Ainda, entre 18 a 24 professores, bem como 04 gestores, se referem às assertivas da internalização como geradores de paridade competitiva perante a concorrência, isto é, são valorosos segundo o modelo VRIO, sendo esses números maioria entre os respondentes.

Além disso, apenas 01 professor atribui aos recursos de três assertivas da internalização o status de gerador de vantagem competitiva temporária, sendo elas: IE01 (comparação de novas ideias e conceitos às experiências pessoais prévias), IE02 (busca da confirmação das ideias e conceitos expressos pelos colegas e pelas chefias) e IE04 (certificação de que os colegas e chefias foram perfeitamente compreendidos pelos demais). Nenhum gestor considera os recursos das assertivas da internalização como valorosos e raros, ou seja, como geradores de vantagem competitiva temporária.

. No que diz respeito aos recursos geradores de vantagem competitiva sustentável, que são valorosos, raros, custosos de imitar e explorados pela instituição de ensino, segundo o modelo de Barney e Hesterly (2011), entre 01 e 04 professores atribuem algum grau às questões da internalização, o que diverge da opinião dos gestores, que não atribuem essa mesma classificação de recursos geradores de vantagem competitiva sustentável para as assertivas da internalização. Os Gráficos 40 e 41 ilustram os resultados dos professores e dos gestores, respectivamente, quanto à internalização, e se pode observar que para a maioria dos respondentes dentro dos dois grupos, a internalização do conhecimento dentro da instituição de ensino é um recurso que gera paridade competitiva perante a concorrência, ou seja, é apenas valoroso com base na teoria do modelo VRIO, segundo os autores Barney e Hesterly (2011).

Gráfico 40 – Internalização do conhecimento na visão dos professores.

Fonte: Pesquisa direta (2014).

Gráfico 41 – Internalização do conhecimento na visão dos gestores.

Fonte: Pesquisa direta (2014).

Enfim, pôde-se analisar, por meio da visão baseada em recursos (VBR), que o conhecimento organizacional é um recurso estratégico, mas que para a maioria dos respondentes dentro dos dois grupos esse mesmo recurso relacionado à criação do conhecimento, segundo o modelo SECI, é apenas valoroso, e assim, é fonte de

paridade competitiva perante a concorrência. Mesmo assim, alguns professores atribuem ao conhecimento o status de gerador de vantagem competitiva para a instituição de ensino, tanto temporária, quanto sustentável, o que diverge da opinião dos gestores neste sentido. Acredita-se que essa discordância de julgamento se dê pelas diferentes visões dos dois grupos, pelos diferentes perfis, e até mesmo pelas distintas atribuições dentro da instituição.

4.5. Considerações finais sobre o capítulo

Este capítulo teve como intuito apresentar, analisar e discutir os resultados advindos do estudo de caso. Desse modo, foram utilizados os procedimentos descritos anteriormente no Capítulo 3, item 3.4., com a finalidade de analisar se o conhecimento organizacional é um recurso estratégico e fonte de vantagem competitiva numa instituição de ensino superior.

Além disso, foi um capítulo muito importante para essa dissertação, pois com a divulgação dos resultados se possibilitou o atendimento dos objetivos desse trabalho.

Por fim, entende-se que houve o cumprimento da proposta desse objeto, o qual pôde demonstrar que, apesar de algumas divergências entre os respondentes, em sua maioria existem recursos internos, como é o caso do conhecimento, que são valorosos para a instituição, ou até mesmo raros e custosos de imitar.