2. Teori
2.2 Hvordan styres og vurderes prosjekter?
2.2.1 Det tradisjonelle synet på prosjekter og prosjektstyring
De acordo com a Semiótica Sincrética (BEIVIDAS, 2006), em primeiro lugar, é preciso considerar que o signo não é visto como um dado manifesto, mas como uma entidade, calcada na solidariedade entre expressão e conteúdo, que se constrói a cada manifestação discursiva (lexical, frasal, textual). O signo não é algo que esteja no lugar de um objeto do mundo exterior à linguagem, mas sim uma construção conceptual que articula elementos mínimos de significação e que, na instância da manifestação, toma forma de figuras do mundo natural ou toma a forma não figurativa. O signo não tem como referência algo do mundo; sua referência é, em verdade, o sentido investido nele pelos discursos anteriores, nas semioses dos discursos já feitos. O referente do signo não é signo de algo, e, sim, signo de um sentido investido nessa coisa; é, antes, um signo cultural.
Assim, em decorrência dessa constatação, para a Semiótica, o icônico não deve ser visto como ‘propriedade’ de alguns signos. Ou seja, para a semiótica do visual, o signo não é icônico. O que há é, em grande número de situações, um processo de iconização, durante o “percurso gerativo da significação”. Esse processo não é nada mais do que um procedimento normal em qualquer discurso, visual ou não, pelo qual algumas entidades sintáxicas (actantes), em jogo na instância da narrativa, são transformadas em atores, ao receber, no nível discursivo, investimentos semânticos de caráter antropomórficos, ictiomórficos, zoomórficos, etc. A iconização seria um estágio mais avançado da figuração, dando por assim dizer, uma roupagem que tornaria tais figuras mais próximas da ‘realidade’. Assim, em semiótica, a iconização é o resultante de um conjunto de procedimentos instaurados no discurso para produzir o efeito de sentido.
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A escolha pelo trabalho desse autor é justamente pela influência da Psicanálise em suas leituras. Parece‐nos que é proveitoso, nesse caso, levar em conta algumas questões da psicanálise aqui.
Ao invés de se tomar a iconicidade como algo que faz parte da definição da imagem e construído na aceitação de um real, a pesquisa semiótica prefere considerá-la como um “efeito de conotação veridictoria, relativo à determinada cultura, que julga certos signos mais reais do que outros” (BEIVIDAS, 2006, p.28).
De acordo com Beividas (2006), estudos como o de Floch (1982) procuram mostrar que, sendo a iconicidade a produção do efeito de sentido ‘realidade’, através de procedimentos discursivos sintaticossemânticos, ela deve ser definida como “o estatuto (modal) veridictorio da dimensão figurativa do discurso” (BEIVIDAS, 2006, p.28). Assim, o icônico, concebido por Peirce, seria apenas um dos vários modos de manifestação da categoria das modalidades veridictórias. Isto é, o icônico peirceano apresentaria apenas uma das várias posições que a iconicidade poderia ser ao ser projetada no quadrado de segunda geração das modalidades veridictorias, aquela definida pelo /VERDADEIRO/: SER + PARECER.
O sentido das figuras do discurso não é dado pela sua analogia com os respectivos objetos do mundo exterior. O sentido só pode ser captado (e descrito) pela relação que as figuras têm com as outras figuras do discurso e com os investimentos culturais que são dados as figuras do mundo natural, conforme as épocas:
Em outras palavras, a teoria semiótica greimasiana prefere equacionar a iconicidade em termos de intertextualidade ou, mais precisamente, em termos de intersemioticidade: o referente de tal o tal semiótica visual (construída) e uma outra semiótica: a macro-semiótica do mundo natural, ambas suscetíveis de receber o mesmo tipo de descrição. Desta forma, a iconicidade ganha em duas direções: (a) ela pode ampliar seu domínio e se apresentar sob outras posições do quadrado da veridicção (e não apenas no eixo do /VERDADEIRO/); (b) reduz-se a dimensões menos comprometedoras (a do real fica substituída por um mundo já semiotizado) o que amplia sua operatividade (BEIVIDAS, 2006, p.28).
O modo de conceber a produção dos sentidos nos discursos, pela semiótica greimasiana, isto é, os signos sendo encarados como efeitos de sentido que provocam a ilusão referencial, a ilusão veridictoria, faz com que haja uma recusa da tipologia peirceana de signos. Isso porque a tricotomia mais difundida da teoria peirceana – ícone, índice, símbolo –, define-se eminentemente por sua relação de semelhança com o objeto ‘real’: o símbolo mantém relação de convencionalidade com o objeto; o índice estabelece relação de contiguidade natural com o objeto; o ícone estabelece relação de
similaridade com o objeto. A entrada do objeto, enquanto parâmetro imediato (ou indireto) da sua tipologia é “o ponto da discórdia” entre as duas teorias.
Pois, o importante, para semiótica greimasiana, não é pegar o signo já manifestado e, em seguida, procurar taxonomias para distribuí-lo em classes e subclasses, de acordo com a maneira como se comporta em relação ao objeto ‘real’. Importa-lhe, ao contrário, descrever como o signo se constrói por um refinamento progressivo das articulações sêmicas do imaginário humano, no percurso gerativo da significação nos discursos.
De qualquer modo, a recusa, pela semiótica greimasiana, dos princípios da semiologia da imagem, não significa roubar seu direito de existência. No entanto, significa, sim, dizer que ela não pode se reclamar como continuadora do pensamento saussuriano, que tinha, na arbitrariedade do signo por relação ao referente, um de seus princípios básicos. O recurso que a Semiologia busca a teoria de Peirce basta para mostrar esse seu ‘desvio’ de percurso. A teoria semiótica greimasiana questiona essa utilização da tipologia peirceana de signos, pela Semiologia, já que não vê solução mais econômica e de maior consequência para a análise dos discursos que não seja descartar- se do referente externo, para recuperá-lo como um ‘segundo nível de realidade’, como uma entidade semiotizada na macro-semiótica do mundo natural.