DEL II – UTREDNINGENS SYSTEMFORSTÅELSE
4. Systemet i gjeldende finansforetakslov
4.4 Det to-sporede systemet i gjeldende rett
Considerando a multidimensionalidade do construto de clima universitário (e.g., Roeser et al., 2000), este conceito envolve as perceções dos estudantes dentro e fora da sala de aula (Hart & Fellabaum, 2008; Rankin & Reason, 2008; Ryder & Mitchell, 2013; Woodard & Sims, 2000). Dentro das variadas dimensões que o comtempla, as componentes institucional e psicossocial são consideradas relevantes por facilitarem o seu conhecimento, uma vez que o clima universitário interfere na vida dos estudantes (e.g., Bronstein & Farnsworth, 1998). Os aspectos institucionais do clima universitário envolvem elementos estruturais e sociais que estão integrados num processo dinâmico (Cere, 1993) que podem contribuir para um melhor desenvolvimento dos alunos (e.g., Haynes & Comer, 1993).
Muitos estudos centraram as suas análises sobre as semelhanças e diferenças da perceção do clima institucional universitário com a questão étnica/racial (e.g., Chang, Astin, & Kim, 2004; Harper & Hurtado, 2007; Maramba, 2008; Parasnis, Samar & Fischer, 2005). Por exemplo, no estudo conduzido por Edman e Brasil (2009), com 475 estudantes universitários de diferentes grupos étnicos em que os autores verificaram a existência de diferenças significativas na perceção do clima institucional universitário, como na perceção do suporte institucional. Adicionalmente, no estudo de Thompson, Orr, Thompson e Grover, (2007) com 220 estudantes universitários que buscou analisar as perceções de jovens universitários sobre o clima institucional verificou-se que o sucesso acadêmico estava associado aos sentimentos de vínculo e pertença à instituição. O estudo
melhor desenvolvimento e integração por parte dos estudantes (e.g., Castillo et al., 2006; Haynes & Comer, 1993).
Relativamente aos aspectos psicossociais envolvidos no clima universitário, Gaziel (1987) define como a percepção e sentimentos dos alunos sobre as relações sociais estabelecidas nos contextos em que ocorrem essas relações. Fiske e Haslam (1997), afirmam que as maneiras pelas quais os alunos se relacionam, desempenham um papel importante na forma como eles dão sentido ao seu ambiente social, por estar relacionada com uma dimensão mais subjetiva dos alunos. Por outras palavras, a perceção que os alunos têm do clima institucional é influenciada pelas relações que estabelecem no seu ambiente universitário, ou seja, pelas dimensões do clima psicossocial.
Recentes estudos realizados com estudantes chineses demonstraram que a perceção negativa do clima institucional e psicossocial foram variáveis preditoras da ideação e tentativa de suicídio (Li, Bao, Li & Wang, 2016; Shang et al., 2014). O que nos permite afirmar que a perceção positiva do clima institucional e psicossocial universitário caracteriza-se como uma oportunidade para os estudantes encontrarem um ambiente acolhedor e potencializador de novas amizades e criação de vínculos. Além disso, a perceção positiva que os estudantes têm do apoio por parte dos professores, como forma de suporte institucional, proporcionam melhorias no clima social das turmas e das instituições (Martins, 2012), por possibilitar o acolhimento e integração dos estudantes, contribuindo assim, para o bem-estar dos universitários (Tian et al., 2015).
Estudos reportam que as perceções positivas do clima psicossocial entre os estudantes são fatores de proteção no que se refere aos comportamentos antissociais por fornecer um clima institucional positivo e por proporcionar um desenvolvimento psicossocial saudável entre os estudantes universitários (Haynes & Comer, 1993). Ao mesmo tempo, a qualidade das relações interpessoais também pode influenciar a
percepção de um ambiente seguro (e.g., Chi et al, 2010; Cress, 2008). Não podemos deixar de explicitar, conforme argumenta Martins (2012), que um factor de proteção sugere-nos alguma reflexão sobre as características educacionais que promovem as aprendizagens num clima de boa convivência.
Como sugerido por Vodosek (2009), quando falamos de clima institucional psicossocial universitário, dois aspectos devem ser levados em consideração: o individualismo e o coletivismo. Aspetos estes, fundamentais à explicação de diferenças interculturais nas investigações em psicologia (Oyserman, Coon, & Kemmelmeier, 2002). O que se verifica na prática é que o comportamento das pessoas de uma cultura coletivista é regulado pelo desejo de estar em conformidade com as normas do grupo (Hofstede, 1991; Triandis, McCusker, & Hui, 1990). Ao contrário, os comportamentos e as relações interpessoais dos membros de uma cultura individualista são, em grande parte, orientados por preferências e crenças individuais (Oyserman, Sakamoto, & Lauffer, 1998).
Como indicam Markus e Kitayama (1991), as pessoas de culturas individualistas relacionam-se com um grupo menor de pessoas e expressam objetivamente as emoções negativas para com os outros. Em contraste, as pessoas de culturas coletivistas apresentam um forte desejo de interagir com um grupo maior de pessoas, apresentam um nível de interação mais consistente e tentam evitar a possibilidade de magoar os outros. Buscam formar grupos e estabelecer amizades, baseando-se em características comuns, apresentando um maior nível de coesão com o grupo.
Contrariamente, os estudantes de culturas mais individualistas, convivem com base nas habilidades em comum e nas tarefas que precisam desenvolver. Além disso, nas atividades em grupo, procuram fazer valer os seus pontos de vista individuais (Nesdale
coletivismo de uma cultura influencia na forma como os estudantes percecionam o clima institucional e psicossocial nas suas universidades (Ancis, Sedlacek, & Mohr, 2000).
De qualquer modo, um clima institucional apropriado à integração e ao desenvolvimento psicossocial dos estudantes universitários não será suficiente se não for percebido como um contexto propício e como oportunidade de experienciá-lo de forma ativa (Vendramini et al., 2004). Um clima institucional e psicossocial universitário que inclua políticas, procedimentos, instalações, programas e serviços que são visivelmente acolhedores e inclusivos podem fazer a diferença na forma como os estudantes se adaptam à vida universitária (Tetreault, Fette, Meidlinger, & Hope, 2013). Desta forma, acreditamos na importância da promoção de um clima institucional e psicossocial saudável dentro das universidades (Makara & Madjar, 2015), através da sua organização, capacidade de implementação de regras, qualificação dos seus docentes, face à emergência da vitimação e das condutas agressivas os estudantes (Martins, 2012). Um clima institucional e psicossocial em que os estudantes possam desenvolver, de acordo com suas condições biopsicossociais, suas potencialidades intelectuais, suas competências sociais e contribuam com o ajustamento e bem-estar dos universitários.