4 Unntak fra hovedregelen om straks tilbakelevering
4.2 Det er gått minst ett år og barnet har funnet seg til rett i nytt miljø
Asuperfí ierepresenta,no asodesistemasperiódi os omoummono ristal,
aquebra daperiodi idadedarede empelomenosuma dimensão. Épossível
dizer que todasuperfí ieéum sistema não favorável doponto de vistaener-
géti o, onde a energia livre de formação é positiva. Pode-se entender de
Figura 1.5: Arranjos atmi os de superfí ie para asfa es de baixo índi e de
Miller para ristaisf eb .
uma superfí iea partirda livagemde um sólido, será ne essário quebraras
ligações entre os átomos; esta quebra de ligação ne essita de um trabalho
positivo,de forma quea energia de formaçãoda superfí ieou simplesmente
a energiatotal livrede superfí ieésempre positiva. Toda superfí ie tenderá
a minimizaraomáximo esta energia ebasi amente istosedá através:
•
da diminuição daárea exposta;•
da apresentação de planos de baixoíndi e;•
alteração dageometriaatmi alo alatravésde relaxaçãoe/oure ons- trução dasuperfí ie.Desse modo, o on eito de estabilidade está diretamente ligado à mi-
estabele erduasregrasgerais: asuperfí ieserátãomaisestávelquantomaior
a densidade atmi a dasuperfí iee quanto maior onúmero de oordenação
dos átomos da superfí ie. Para metais f , em geral, a ordem res ente de
estabilidade das fa es de baixoíndi e de Milleréa seguinte:
fcc(110) < fcc(100) < fcc(111)
(1.5)Normalmenteafa e(111)de metaiseligasem ondição deequilíbrioter-
modinâmi o,apresentarãoosmenoresvaloresderelaxaçãodadistân iainter-
planar,evariaçãodesprezível paraoparâmetrode redeparaleloàsuperfí ie,
quando omparados aos valores de volume. Em algumas outras situações
o orrem re onstruções da superfí ie para minimizar a energia. No aso de
re onstrução existem mudanças importantes da estrutura ristalográ a da
superfí ie omo: falhade empa otamento (mudançade empa otamentopor
exemplo: f parah p)[25,26℄,missingrows (desapare imentodeumalinha
ompleta de átomos) [27℄, e estruturas de maior omplexidade omo o aso
Capítulo 2
Té ni as Experimentais
2.1 Difração de Elétrons de Baixa Energia
(LEED)
Um experimento LEED, doinglês Low Energy Ele tron Dira tion,trata-
se, basi amente,deum feixemonoenergéti odeelétrons, omenergiaentre0
e1000 eV,dirigidosobre asuperfí iede um sólido ristalinoonde oselétrons
são, devido à sua baixaenergia e assim pequena apa idade de penetração,
retro-espalhados apenas pelas primeiras amadasatmi as,asquaisformam
o que hamamos de superfí ie(Fig. 2.1). Atravésdaapli açãode diferenças
de poten ial retardadoras são sele ionados os elétrons espalhados elasti a-
mente, os quais são, então, a elerados ontra uma tela uores ente, omo
um tubo de raios atódi os, formando na tela um padrão de difração que
retrata asimetriada redere ípro adaestrutura ristalinadasuperfí ie. As
informaçõessobreoarranjoestruturaldosátomosdasuperfí ieestão ontidas
na distribuição espa ial dos feixes difratados, e prin ipalmente, na maneira
omo a intensidade destes varia om aenergia eo ângulodo feixein idente.
OaparatoexperimentalutilizadoemumexperimentoLEED2.2 onstitui-
se essen ialmente de quatro omponentes: um anhão de elétrons, um go-
nimetro, um dete tor de elétrons e uma âmara de Ultra-Alto-Vá uo. Os
anhões de elétrons, em geral, utilizam um lamento de tungstênio-toriado
Figura 2.1: Feixe de elétrons retro-espalhados pela superfí ie de um ristal
em um experimento LEED. E
inc
e kinc
são a energia inéti a e o vetor de onda dofeixe in idente, enquanto Eesp
e kesp
são aenergia inéti ae ovetor de onda de um feixe espalhado.dofeixein identenormalmenteé umafunçãomonotoni amente res ente da
tensão apli adaao anhão. Oselétronssão olimadosnadireçãodaamostra
omuma energiaentre 0e1000eV,odiâmetroefetivodofeixeéporvoltade
1 mm, o desvio daenergia é daordem de 0,5 eV e adivergên ia angular em
torno de
0, 5
◦
. Esses parâmetros levam a uma largura de oerên ia sobre a
amostraentre 200e 500 Å,ouseja, adifração de elétronsde baixaenergiaé
sensívelapenas apequenasregiõesdasuperfí ie ujasdimensõeslinearessão
dessa ordem. A sustentação, manipulaçãoe aque imentodaamostra dentro
da âmara são feitas pelo gonimetro. Muitos deles permitem rotações em
torno de dois eixos: um perpendi ular e outro paralelo ao plano da super-
fí ie. A oleta de dados é feita através do dete tor ujo tipo mais omum
é Post-dira tion A elerator ou Retarding Field Analyser que onsiste
basi amente de três grades G1, G2 e G3 e uma tela uores ente F omo
mostra aFig. 2.3. Após olidirem om aamostra oselétronssão espalhados
elásti a
(2 − 5%)
e inelasti amente(95 − 98%)
e viajam através da região livre de ampo entre a amostra e a grade G1. Entre as grades G1 e G2Figura2.2: Aparato experimentalLEED. [2℄
existe uma pequena diferença de poten ialnegativa que barra prati amente
todos oselétronsespalhadosinelasti amentedetalmodoqueapenasaqueles
espalhados elasti amenteatingemagradeG3. Entrea gradeG3eatela u-
ores enteFexisteuma fortediferençade poten ialquea eleraoselétronsde
tal modoque estes olidem om a tela F provo ando uores ên ia nos pon-
tos de impa to. A este onjunto de pontos dá-se o nome de padrão LEED,
onde o brilho dos pontos é propor ional à intensidade dos feixes difratados.
Contudo,paraseobtersu essoemumexperimentoLEED éne essário quea
amostraestejalivreda ontaminaçãoporoutrostiposde átomosquepossam
estar depositados na superfí ie. Para que isso a onteça o aparato des rito
atingir pressões daordem de
10
−10
Torr. Nesta faixade pressãoa superfí ie
será oberta poruma amadadegás residualemaproximadamente10horas.
Nos atuais sistemas LEED padrões de difração produzidos na tela são ole-
tados através de um fotmetro ou de uma âmara de vídeo ontrolada por
omputador. Variando-se aenergiadofeixe in identemede-se asrespe tivas
intensidades dos feixes difratados e o onjunto de dados obtidos é hamado
de urvas I(V). Como a mediçãodo ângulode in idên ia é uma tarefa om-
pli adaemumexperimentoLEED,a oletadas urvasI(V),emgeral,éfeita
a ângulo xo, mais omumente à in idên ia normal. Antes de serem usadas
no pro esso de determinação estrutural as urvas I(V) oletadas devem ser
normalizadas emrelaçãoà orrente de elétrons dofeixe in idente.
Figura 2.3: Modelo esquemáti o de um dete tor tipoPost-dira tion A e-