5. Om datasettet
5.4 Deskriptiv statistikk
Com o objetivo de analisar a dinâmica temporal das mudanças no uso e ocupação da terra no município, se utilizaram imagens satelitais dos anos 1988 e
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201313, fornecidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA). A imagem de 1988 foi tomada pelo satélite Landsat 4 no dia 29 de setembro (sensor MSS, resolução de 30m) e para sua análise se utilizou a falsa cor, dando cor vermelha a banda 5, cor verde a banda 4 e cor azul a banda 3 (INPE, 1988). Paralelamente, a imagem de 2013 foi tomada pelo satélite Landsat 8 no dia 6 de outubro (órbita 7, ponto 57; resolução 30m), nela se usou a falsa cor, dando cor vermelha a banda 6, cor verde a banda 5 e cor azul a banda 4 (NASA, 2013). Estas imagens são fornecidas já georeferenciadas e foram processadas no software ArcGIS 10, utilizando como sistema de projeção Universal Transversal Mercaptor.
A classificação do uso e ocupação da terra foi realizada manualmente com vetorização em tela com escala 1:10.000, segundo as recomendações do IGAC (COLOMBIA, 1998c) e o IBGE (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA, 2006). As categorias dos usos agropecuários foram elaboradas por observação em campo (10 de dezembro de 2013) num percurso de 10km no setor do assentamento informal denominado La Reliquia na via Villavicencio-Catama com o registro de dez pontos com GPS Garmin 60CSX (resolução de 0,3m) que posteriormente foram visualizados em Google Earth e localizados em ArcGIS 10, onde se identificou os correspondentes padrões espectrais de tonalidade, textura e forma de culturas anuais, solo agrícola e pastagem na imagem satelital de 2013 (COLOMBIA, 1998c; TOPPA, 2006; VIBRANS et al., 2010; MORAES, 2013). As categorias utilizadas são apresentadas no Quadro 5.
O uso e ocupação da terra de cada ano foi representada com polígonos num shape file em ArcGIS 10, que foi utilizado como base para as analises da paisagem e para elaborar os mapas temáticos de uso e ocupação de 2013 e a dinâmica entre 1988 e 2013. Nos mapas se agrupou as categorias de agricultura, solo agrícola úmido, solo agrícola seco e solo agrícola calcário, já que iam ter o mesmo uso.
13 Estes anos foram selecionados porque tinham imagens satelitais de aceso público com o máximo
intervalo temporal entre elas e mínimo conteúdo de nuvens, o qual facilita a interpretação do uso e ocupação da terra.
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Quadro 5 - Categorias de uso e ocupação da terra.
Código Uso e ocupação da terra
Descrição Aparência Exemplo
0 Vegetação florestal nativa
Bosque não plantado, e inclui os bosques dominados por palmeiras como os buritizais.
Cor verde escura e textura heterogênea
1 Agricultura Área de cultivo que pode conter culturas anuais ou perenes.
Cor verde e textura homogênea
2 Pastagem Área de cultivo de gramíneas exóticas, principalmente destinadas a alimentação de gado.
Cor verde clara e textura homogênea
3 Solo agrícola úmido
Área de lavoura com algum grau de irrigação.
Cor rosa escura homogênea
4 Solo agrícola seco Área de lavoura com solo sem irrigação.
Cor rosa homogênea
5 Solo agrícola com calcário
Área de lavoura com adição de calcário para correção do pH.
Cor rosa claro até branco homogêneo
6 Água Corpos hídricos Cor roxa escura até
preto homogêneo
7 Leito do rio Área de depósito de material (tipo areia ou rocha) nos cursos d’água.
Cor rosa dentro ou na orla dos rios
8 Zona urbanizada Área construída destinada a moradia, comercio e serviços. Também inclui a infraestrutura rural.
Cor rosa claro com desenho simétrico
9 Pastagem nativa Cobertura com gramíneas nativas, não plantadas.
Cor verde clara com textura heterogênea
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Código Uso e ocupação da terra
Descrição Aparência Exemplo
10 Solo exposto Área sem cobertura vegetal.
Cor rosa e bordas não simétricas
Fonte: Elaborado pelo autor.
Com os dados das áreas de cada uso e ocupação da terra no período de tempo determinado, analisou-se as porcentagens de mudanças nas áreas destinadas a cada uso e o grau de transformação antrópica da paisagem com o Índice de urbanidade (IB), em Excel 2007, com a seguinte formula (O'NEILL et al., 1988; WRBKA et al., 2004; DOS SANTOS, 2011):
IB=log [(U+A)/(F+W)] Onde:
U: Corresponde a extensão da área urbana; A: Corresponde a extensão da área agropecuária;
F: Corresponde a extensão da área de vegetação natural; W: Corresponde a extensão dos corpos hídricos.
Com o intuito de analisar a estrutura da paisagem e sua dinâmica entre os anos 1988 e 2013, se analisou com a extensão V-LATE (Vector-based Landscape Analysis Tools) 2.0 beta para ArcGIS 10, os índices da paisagem que se apresentam a seguir e o processamento dos dados obtidos foi realizado em Excel 2007.
Área do fragmento
Corresponde ao tamanho do fragmento em hectares, e explica as variações de riqueza das espécies (METZGER, 1997; MORAES, 2013). Por meio desse índice é possível detectar o percentual da paisagem ocupado por vegetação florestal nativa.
Forma do fragmento
A forma dos fragmentos está intimamente relacionada ao efeito de borda. Fragmentos de habitats mais próximos ao formato circular têm a razão borda-área minimizada e,
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portanto, o centro da área está equidistante das bordas, em tanto que quanto mais recortada a forma e com menos área, maior o valor desta métrica (VOLOTÃO 1998; RODRIGUES; ESCADA, 2011; MORAES, 2013).
A forma dos fragmentos foi determinada pelo seguinte cálculo, com a métrica Form: Índice de forma=P/A1/2/C Onde: P = Perímetro do fragmento A = Área de fragmento C = Constante Área Nuclear
É considerada a medida da qualidade de hábitat, pois indica o quanto existe realmente de área efetiva de um fragmento, após descontar-se o efeito de borda. Para a área nuclear do presente estudo considerou-se um efeito de borda de 30 metros (VIDOLIN, BIONDI; WANDEMBRUCK, 2011; MORAES, 2013).
Conectividade
A conectividade entre os fragmentos é determinada pela relação física entre eles (conectividade estrutural), como as distâncias entre os mesmos (FORERO-MEDINA; VIEIRA, 2007; MORAES, 2013). Para esse parâmetro foi realizado o cálculo da seguinte expressão, com a métrica Proximity:
Prox= Σ(A /(D)2)
Onde:
A = Área dos fragmentos dentro do buffer
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O cálculo da métrica foi realizado considerando como raio de busca a distância de 100m, que é a distância correspondente ao deslocamento de aves e pequenos mamíferos (FORERO-MEDINA; VIEIRA, 2007; BOSCOLO; METZGER, 2009). Esta distância foi escolhida, por abranger um maior número de espécies que poderiam se deslocar na paisagem incluindo o primata C. cupreus ornatus (POLANCO-OCHOA; CADENA, 1993).
Distância do Vizinho mais próximo (Nearest neighbor)
Essa métrica quantifica a distância entre fragmentos com a mesma classe de vegetação. Corresponde a outra medida para proximidade, que é representada pelo cálculo da distância entre um fragmento ao fragmento mais próximo do mesmo (NNDist) (FORMAN; GODRON, 1986; MORAES, 2013).
3.4 Construção da proposta de inserção da conservação da