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In document THE HANDBOOK OF STUDY (sider 30-95)

Diante da revisão da literatura realizada nesta dissertação e da análise dos estudos de caso abordados, permitiu-se concluir a respeito de algumas implicações deste estudo a serem consideradas na forma que segue:

 Características climáticas devem ser consideradas como sendo uma das variáveis mais importantes no dimensionamento de unidades fotovoltaicas na região. O clima na floresta Amazônica é equatorial, sendo favorável a implantação de sistemas fotovoltaicos. Devido à proximidade de sua localização em relação à Linha do Equador, o clima quente e úmido apresenta temperaturas que variam pouco durante os meses do ano, mas com períodos distintos de estações; o período chuvoso com duração de 6 meses e o período seco com mesma duração. O período seco é favorável a níveis mais elevados de geração de energia solar, comparados com os períodos chuvosos e nublados que por sua vez ocasionariam níveis mais baixos de geração de energia.

 Assim como as características climáticas da região, o dimensionamento dos sistemas fotovoltáicos deve levar em consideração uma margem positiva de geração de energia para as unidades consumidoras, de modo que possam sempre suprir as respectivas demandas energéticas satisfatoriamente, gerando créditos em períodos de produção elevada, garantindo a sustentabilidade do sistema durante os períodos de maior calor e de maiores demandas por resfriamento de ambientes.

 De acordo com os resultados obtidos e sob o esquema de medição de rede, o período de recuperação do investimento em sistemas fotovoltaicos é atualmente cerca de 9 a 16 anos, dependendo da potência instalada. No entanto, os pequenos projetos tendem a ser mais interessantes do ponto de vista econômico, uma vez que o excesso de produção de eletricidade gera créditos no sistema brasileiro de medição de rede, podendo serem utilizados para abater nas próximas faturas da unidade consumidora, ou em outras unidades de mesma titularidade, durante um período de vigência de 60 meses.

 Para o caso de projetos fotovoltaicos que possuam valores de geração de energia elétrica muito próximos dos valores de consumo das unidades residenciais ou comerciais, os mesmos podem ser considerados inviáveis, pois não suprindo 100% as necessidades mensais de consumo de energia elétrica, ainda gerariam custos adicionais para os respectivos consumidores, como pagamentos referentes à compra de equipamentos e manutenção do sistema, além das faturas mensais de energia disponibilizada pela rede.

 Os projetos de geração de energia fotovoltaica que supram as necessidades de suas respetivas unidades consumidoras, durante todos os meses do ano e ainda produzam

créditos, podendo estes créditos serem geridos e utilizados no futuro, são viáveis a médio e longo prazo, resultando em um maior custo benefício do sistema. Desse modo, devido à instabilidade do sistema brasileiro de distribuição de energia e dos recorrentes apagões ocorridos nos últimos anos, sugere-se, por medida de segurança futura, que o dimensionamento dos projetos fotovoltáicos na região amazônica sempre considerem uma margem de segurança 20% superior os valores mais altos das demandas das unidades consumidoras, garantindo a estabilidade do sistema a curto, médio e longo prazo.

 O estudo de caso da unidade residencial do condomínio Allegro, cujo consumo de eletricidade está altamente concentrado em horas noturnas, demonstrou que a implementação do sistema fotovoltaico é uma opção vantajosa para o futuro das famílias brasileiras. O sistema de distribuição de energia funcionaria como uma “bateria”, onde a produção de eletricidade do dia seria disponibilizada a rede, gerando créditos para serem abatidos nas próximas faturas. É um típico caso de sistema integrado à rede, os assim denominados “in grid”, que no caso em questão, funcionaria em “equilíbrio” com a atual companhia de abastecimento elétrico da região. No futuro, as famílias iriam arcar somente com o custo de disponibilidade da rede, com valores definidos pela companhia para os sistemas, monofásicos, bifásicos ou trifásicos.

 O estudo de caso da unidade comercial de pequeno porte, a escola de educação infantil CEIA, cujo consumo de eletricidade está altamente concentrado em horas diurnas, demonstrou que a implementação do sistema fotovoltaico é uma opção particularmente interessante, pois a produção de eletricidade seria consumida durante o mesmo período de geração. Assim como em unidades residenciais, os créditos gerados pela produção excedente de energia poderão ser utilizados para abaterem as próximas faturas e, também, podem ser utilizados em outra unidade comercial ou residencial de mesma titularidade.

 Os dados da unidade comercial de pequeno porte evidenciam claramente que, a promoção de edifícios de energia zero, com medidas de eficiência energética, combinados a sistemas renováveis de geração de energia, pode ser uma estratégia valiosa para toda a região amazônica, notadamente para a região metropolitana de Manaus, desde que ocorram iniciativas governamentais de fomento e mecanismos de subsídios e acesso a financiamentos para os cidadãos e pequenos empreendedores.

 O estudo de caso da unidade comercial de médio porte, a Faculdade IDAAM, cujo consumo de eletricidade está concentrado em horas diurnas e noturnas, demonstrou que a implementação de um sistema fotovoltaico que atenda as demandas energéticas de todas as suas instalações físicas é uma opção que possui uma viabilidade a ser considerada. Projetos

acima de 100kW, conectados a rede de distribuição, que supram as necessidades de suas unidades e gerem créditos elétricos, apresentam estabilidade para o sistema a curto, médio e longo prazo. Podem ser considerados estáveis e com 100% de autossuficiência, sendo a geração de créditos de eletricidade sempre a melhor opção a ser considerada. A companhia de abastecimento de energia funcionaria como uma espécie de “bateria”, fornecendo energia elétrica para a Instituição durante o período da noite ou em dias nublados, recebendo de igual modo o excedente da produção de energia dos sistemas fotovoltaicos em dias ensolarados.

In document THE HANDBOOK OF STUDY (sider 30-95)