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Description and development of the fisheries

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3 Norwegian Spring Spawning Herring

3.3 Description and development of the fisheries

Por vezes o processo de leitura dos dados enviados pelos extensómetros pode ser longo e exaustivo, durando mesmo várias horas. Uma vez que o sistema desenvolvido era capaz de efectuar no máximo 18 medições por segundo, os gráficos que traduzam variações muito longas poderão se tornar demasiado grandes. Por esse motivo, foi pensada uma nova forma de abordar o problema, desenvolvendo-se uma aplicação separada, que efectuava uma média das leituras efectuadas em função de um determinado período de tempo.

Uma vez que o sistema da NI também utiliza o LabVIEW para programar a leitura e a análise dos dados recebidos, optou-se também por adaptar a aplicação de tratamento dos dados, ao sistema da NI, de acordo com o modo de gravação de dados utilizado. Assim e antes de mais começou-se por definir o número de leituras a ler de acordo com o tempo utilizado para cada média. A tabela seguinte (Tabela 3.3) define o número de medições a ler de acordo com o tempo de cada média.

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Tabela 3.3 - Número de medições de acordo com a média a efectuar.

Sistema NI Protótipo

Tempo (segundos) Número de medições Tempo (segundos) Número de medições

1 2 0,5 9

2 4 1 18

4 8 2 36

5 10 4 72

5 90

A programação por detrás da definição do número de medições a ler, de acordo com a média a efectuar, pode ser observada através da Fig. 6.24 e Fig. 6.25 que se encontram no anexo 6.4.4.8 desta tese de Mestrado.

Após ser configurado o tipo de média a efectuar era necessário configurar-se os ciclos de leitura e de cálculo do valor das médias. O ciclo de leitura dos ficheiros a serem tratados pode ser observado através do fluxograma da Fig. 3.16 que se encontra na secção 3.2.3.2.2. Uma vez lidos os dados obtém-se então uma string que contém as medições efectuadas bem como o tempo (em milissegundos) de quando estas foram efectuadas. A figura seguinte (Fig. 3.26) ilustra uma parte da string referida anteriormente:

Fig. 3.26 - Esquema da string de leitura do ficheiro de dados.

Como se pode verificar através da figura anterior, o tempo da medição vem sempre antes do valor da medição, sendo depois colocado o terminador “&”.

Depois de ser carregado o ficheiro de dados, torna-se conhecido o número de medições que este contém, sendo obtida uma string que contém todas as medições registadas. Não é no entanto possível identificar de forma fácil o número de ordem à qual corresponde cada medição. Uma vez que já se sabe já quantas medições serão utilizadas para a média (através da selecção dos dados no painel de controlo), torna-se assim fácil calcular o número de médias que teremos de efectuar fazendo a simples divisão do número de medições (que se encontram no ficheiro de dados) pelo número de medições utilizadas para a média. Refira-se que apenas é necessário o resultado inteiro desta divisão sendo que o resultado fraccionário pode ser desprezado. A Fig. 6.26 que se encontra no anexo 6.4.4.9 mostra como foi efectuada a programação deste passo no LabVIEW.

Uma vez que a string que contém as medições contém também o valor do tempo de cada medição, torna-se necessário separar esses mesmos valores. Para tal, e uma vez que apenas é necessário o valor de cada medição, foi desenvolvido um ciclo, no LabVIEW capaz de retirar o valor individual de cada medição, colocando o valor lido num array. A figura seguinte (Fig. 3.27) ilustra o fluxograma do ciclo criado em LabVIEW, uma vez que o código encontra-se representado na Fig. 6.26, que se encontra no anexo 6.4.4.9.

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Fig. 3.27 - Fluxograma do código em LabVIEW que coloca o valor das medições num array.

Uma vez obtido o array que contém as medições lidas, torna-se fácil efectuar a média das medições durante um determinado intervalo de tempo, uma vez que este está configurado com sendo um certo número de medições. Uma vez que o intervalo de tempo a colocar no valor da média efectuada vai de acordo com a taxa de leitura de dados, pré-definida pelo utilizador no painel principal da aplicação, não são necessários os valores de tempo anexos a cada medição. Assim, os intervalos de tempo colocados no registo de cada média serão calculados de acordo com a taxa de leitura de dados. A programação em LabVIEW desta parte da aplicação (cálculo da média e dos intervalos de tempo) pode ser consultada na Fig. 6.27, que se encontra no anexo 6.4.4.10. O fluxograma da aplicação que efectua a média das medições a partir do array que contém as médias pode ser consultado através da figura seguinte (Fig. 3.28).

- 79 - Uma vez calculada a média era necessário calcular-se os intervalos de tempo para cada média, para que posteriormente esses dois resultados fossem juntos uns aos outros. A figura seguinte (Fig. 3.29) ilustra o diagrama de fluxos da programação efectuada.

Fig. 3.29 - Fluxograma da aplicação em LabVIEW que calcula o valor dos intervalos de tempo.

Calculadas as médias, bem como os seus intervalos de tempo, é necessária sua gravação num ficheiro de dados. O directório que contém o endereço onde irão ser guardados os dados, bem com a extensão do ficheiro, deve ser colocado no painel principal da aplicação. A Fig. 6.28 que se encontra no anexo 6.4.4.11 mostra o painel principal da aplicação criada. Note-se que no nome do ficheiro a criar deve ser já colocada a extensão do ficheiro, não esquecendo que o ficheiro criado será compatível com o Excel. O processo que efectua a gravação de ficheiros foi já discutido na secção 3.2.3.1.3.

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