Kapittel 2: ontologi og kroppen
II: kroppen som ontologi
Eu participei de um dos projetos mais curiosos que já vi, poder utilizar os computadores, celular e internet de acordo com meu interesse e necessidade. Tudo começou por conta de um desenho que minha turma precisava fazer em um software que só tinha licença nos computadores da minha escola, onde o centro de autoacesso funcionou. Com o passar do tempo, frequentei o CAADIY para aproveitar meu horário de almoço para adiantar minhas tarefas escolares ou, quando não tinha tarefas a fazer, ia para entretenimento mesmo, desde fazer trabalhos, assistir a vídeo – aulas, jogar e mexer em redes sociais.
Até então parece tudo normal, mas o diferencial era poder fazer todas minhas obrigações sem toda aquela pressão de estar naquele ambiente porque era obrigado e sem um professor me olhando com a malícia de estar me avaliando por qualquer coisa que fizesse. Enquanto estive lá, eu montei meus desenhos ouvindo música, fiz minhas obrigações cantando para mim mesmo e no final rendeu mais do que se eu estivesse fazendo sentado em casa. Foi uma experiência na qual eu gostaria de vivenciar durante todos meus anos letivos. Espero que os resultados desse projeto mostrem aos professores, que acreditam que tecnologia apenas atrapalha ou tira a atenção dos alunos, que eles estão errados.
Fonte: texto elaborado pelo participante [relatos participantes, dez. 2017]. Responsabilidade, aprendizado, relaxamento, autonomia, vigilância, pressão, liberdade, desempenho, descontentamento e concepções de aprendizagem são algumas das questões que o participante evidencia em seu testemunho. Em uma das conversas que estabeleci com os participantes durante o processo de composição de sentidos dos textos de pesquisa deste estudo, eu solicitei que pensassem em maneiras de fazer suas apresentações pessoais para que colocássemos na pesquisa. Em resposta, recebi esse inusitado testemunho que foi elaborado voluntariamente por um dos participantes. Ante às questões que identifiquei nele, eu criei um pastiche para iniciar esta seção. No meu entendimento, ele representa as insatisfações do participante e, também, diferentes concepções sobre as escolas, o ensino e sobre a utilização de tecnologia digital como recurso para ensino – aprendizagem.
Por meio do testemunho do participante e de seus relatórios de atividade, entendo que a possibilidade de utilizar os computadores, celular e internet conforme suas necessidades e
37 Como mencionei no momento de apresentação dos nomes dos participantes, esta é uma das duas histórias que julguei pertinente não identificar o participante.
interesses teve um papel significativo para que ele construísse novos aprendizados por meio das práticas de letramentos que realizou no centro de autoacesso e pela realização de atividades que fizeram sentido para ele, já que eram importantes para seu bom desempenho na escola. Por meio de sua participação no centro, ele assumiu responsabilidades sem que um professor ou seus responsáveis lhe exigissem, pois decidiu aproveitar seu horário de descanso para frequentar o CAADIY.
A ida ao centro de autoacesso ressalta outra questão importante do participante, sua autonomia. Isso porque ele estabeleceu objetivos individuais, dentre eles o de aprender algumas questões que eram requeridas por seus professores, e utilizou o centro para alcançá-los. Além do mais, o centro teve um papel importante para o alívio de tensões vividas pelo participante no contexto escolar. Esse participante, como os demais, tem uma rotina sobrecarregada de estudos que é peculiar à escola em que estudam. Assim, o participante entendeu que o centro poderia ser o ambiente de relaxamento que ele precisava.
As questões apresentadas anteriormente, ressaltam uma questão séria apontada pelo participante: a vigilância a que alguns deles são submetidos no ambiente escolar, principalmente em ambientes permeados por tecnologias digitais, como o centro de autoacesso. Como o participante destaca, a vigilância maliciosa do professor sobre o que o aluno faz no computador pode inibir sua aprendizagem e o desenvolvimento de autonomia. Além do mais, as avaliações a que são submetidos têm papel limitador quanto aos sites e conteúdos que irão pesquisar por meio dessas tecnologias digitais.
Não ser pressionado a ir ao centro de autoacesso, por não ter obrigatoriedade de frequentá-lo, parece ter sido crucial para que o participante criasse “asas” em busca dos aprendizados e das atividades que julgou importantes para si. Além do mais, a liberdade sobre o que fazer e como fazer no CAADIY contribuiu para que o participante tivesse um melhor desempenho nos desenhos que precisou desenhar, pois pôde criá-los da forma que sabia que teria um melhor rendimento: escutando músicas. Nesse sentido, o centro propiciou um ambiente de liberdade para a construção de um currículo em torno de eventos de aprendizados, letramentos, inclusão e interação.
Os sites acessados por todos os participantes, indicam que a liberdade de acesso pode ter criado oportunidades para a construção de um currículo diferente daquele que é construído nas salas de aula tradicionais, já que os participantes puderam navegar em diferentes sites e interagir por meio deles com pessoas de diferentes partes do mundo. Por essa razão, postulo que o funcionamento do centro dentro de um ambiente escolar pode ter implicações ainda mais significativas para a construção de currículo se este não restringir o acesso aos diferentes sites
disponíveis na internet e realizar atividades que contribuam para seus usuários desenvolverem letramentos, digitais e sociais, que os auxiliem a participar de práticas sociais significativas, com e sem a interface de tecnologias digitais.
Uma questão importante a ser destacada no testemunho do participante se refere à reclamação que faz sobre as formas que seus professores regulam, e controlam, os usos de tecnologias digitais em sua escola. Baseado em sua experiência, o participante construiu uma concepção que vai de encontro ao entendimento de muitos professores de que a utilização dessas tecnologias atrapalha ou tira a atenção dos alunos nas atividades de ensino e aprendizagem. Por essa razão, o participante diz enfaticamente que espera que os usos das tecnologias digitais e das atividades realizadas no centro de autoacesso mostrem para os professores que suas concepções a respeito dessas tecnologias estão equivocadas.
O desejo do participante de mudar a concepção dos professores sobre uso de tecnologias digitais, relaciona-se a Means (2008) quando salienta que, desde que o computador e diferentes
softwares passaram a ser utilizados para essa finalidade, muitas discussões e perspectivas em
torno de suas eficácias emergiram no cenário científico. Por um lado, segundo o autor, desenvolvedores de softwares que seguiam uma visão behaviorista de ensino comumente desenvolveram atividades de memorização e repetição com o intuito de que elas contribuíssem para a aquisição de conteúdo. Por outro lado, desenvolvedores com uma visão construtivista, estiveram mais preocupados em possibilitar que seus usuários tivessem experiências ricas em aprendizagem e em resolução de problemas.
As visões construtivistas, ainda de acordo com Means (2008), tiveram um papel importante na integração de tecnologias de aprendizagem que possibilitassem experiências inovadoras e significativas para os alunos. Assim, a visão sobre computadores como meios para apoiar e libertar o pensamento das crianças, por meio da resolução de problemas e de atividades reflexivas que não eram comuns nos materiais instrucionistas na maioria das salas de aula, moldaram a elaboração de currículos e criação de softwares que fizeram mais sentido para os alunos. Além disso, visões construtivistas de ensino e aprendizagem influenciaram a criação de programas de computador que promovessem o desenvolvimento de habilidades de pensamento crítico, raciocínio lógico e resolução de problemas.
Por isso, considerando as visões construtivistas apontadas por Means (2008), entendo que a utilização de tecnologias digitais ainda precisa ser pensada para além das possibilidades de ensino e aprendizagem, pois parece ter potencialidades ainda não exploradas. Nos apontamentos feitos no testemunho do participante, por exemplo, o ambiente da sala de aula parece não condizer com a realidade da sociedade atual. Desse modo, entendo que os
computadores podem propiciar a criação de ambientes de aprendizagem onde práticas sociais reais são realizadas e, para além do contexto educacional, entendo que podem favorecer a vivências de experiências significativas para as pessoas que os utilizam.
Assim como ressaltado por Means (2008), concordo que a utilização de tecnologias digitais, como a internet, no contexto educacional, é desafiadora para os professores que desejam utilizá-las como recurso de ensino por várias questões que dificultam, ou impedem, sua utilização em suas aulas. Algumas dessas questões englobam, por exemplo, a necessidade de agendar com antecipação a utilização dos laboratórios de informática e o tempo gasto para a elaboração de atividades, já que tal elaboração envolve a tarefa de aprender a usar uma ferramenta de tecnologia e a configurá-la para a sala de aula. Embora esses aspectos não tenham sido experienciados por mim, pois o CAADIY foi reservado exclusivamente para que os participantes da pesquisa o utilizassem, tenho ciência de que essas são dificuldades comuns enfrentadas por vários professores de diferentes instituições.
Contudo, concordo com a autora que, apesar das dificuldades encontradas, a utilização de internet por professores e alunos aumentou significativamente e tem tido influência no currículo escolar, por isso, tem levantado questões sobre como esse uso tem impactado o que é ensinado nas escolas. Além do mais, considerando as experiências vividas com os participantes da pesquisa no centro de autoacesso, postulo que a forma de aprender dos alunos imersos no universo digital não é a mesma de tempos passados. Por essa razão, entendo que ambientes como o CAADIY parecem contribuir significativamente para a vivência de experiências que tenham relação com a vida de seus participantes, diferentes daquelas próprias das salas de aula tradicionais. Por isso, entendo que o ambiente de autoacesso possa ser ampliado para dentro das salas de aula, já que os celulares, computadores e tablets são ferramentas que podem constituir o autoacesso.
Em suma, para encerrar este capítulo, julgo importante discutir sobre a influência da Instituição Escola nas atividades realizadas pelos participantes no centro. Ressalto que não me refiro aqui à instituição física, mas à estrutura de ordem social que tem influência na maneira como as pessoas pensam e agem em contexto educacional. Como destacado em capítulos anteriores, o CAADIY funcionou dentro de uma sala de computadores de uma escola de ensino médio e técnico na qual eu era professor, por isso, todos seus usuários eram alunos da escola. Como pôde ser observado em muitas das experiências relatadas nesta tese, os participantes construíram um relacionamento comigo, como responsável pelo centro, que não se restringiu ao relacionamento professor-aluno.
vezes, para que os participantes se sentissem confiantes e livres para utilizarem o centro conforme suas reais necessidades e interesses. As inúmeras vezes que eles utilizaram o CAADIY para jogar e ouvir música, por exemplo, revelam momentos em que Instituição pode não ter exercido influência sobre o que eles estavam fazendo. Além do mais, a forma como os participantes se relacionaram comigo durante o funcionamento do centro parece ter mudado no decorrer das atividades dele. A princípio, eles pareciam ter mais receio e se referir a mim como “professor”, mas depois de algum tempo passaram a se referir a mim como “Gilmar”. Ademais, nos primeiros dias, os usuários acreditavam poder utilizar o CAADIY apenas para fins educativos. Contudo, com o passar do tempo, eles entenderam que poderiam realizar atividades de outras ordens também.
Considerando que o centro de autoacesso funcionou em um horário de intervalo, no qual os participantes estavam em seus horários de descanso, hoje eu entendo que o fato de os participantes fazerem muitas tarefas da escola evidenciam que a Instituição também esteve presente nas atividades que eles realizaram. Por isso, entendo que, apesar de termos construído um currículo de vida a partir de experiências que, normalmente, não são características do currículo escolar, entendo que ele poderia ter sido outro se não houvesse a influência da Instituição Escola sobre o CAADIY.
Neste capítulo, apresentei e discuti experiências relativas à construção de currículo a partir de eventos de inclusão. No capítulo seguinte (Ctrl + h: navegando pelo meu histórico de navegação)38, olho retrospectivamente para o estudo realizado e navego pelas experiências
vividas nesta pesquisa com o intuito de fazer uma conclusão do estudo relatado nesta tese.
Ctrl + h VISITANDO MEU HISTÓRICO DE NAVEGAÇÃO
Comumente, iniciamos o relato de pesquisa ansiosos para mostrar os resultados e o que aprendemos com a pesquisa empreendida. Nesse sentido, escolhemos as melhores palavras, pensamos nos melhores argumentos e partimos para relatar o que encontramos/descobrimos. Contudo, ao refletir sobre meu processo de doutoramento e sobre a pesquisa que realizei, cheguei à conclusão de que em vários momentos eu fiquei assim: em branco. Por isso, decidi iniciar esta conclusão com a página anterior com nada escrito. Sem história, sem teoria, sem palavras e sem pontuação. Deixá-la em branco tem alguns significados importantes para mim porque me remetem a algumas questões que vão de encontro ao caminho teórico-metodológico da Pesquisa Narrativa, sob o qual desenvolvi esta pesquisa.
Ela está em branco porque representa as muitas vezes que apaguei a minha própria história de vida por considerá-la inferior às histórias de todas as outras pessoas, o que contribuiu para que eu me enxergasse como o “patinho feio”. Ela também representa as inúmeras vezes nesta pesquisa que eu fiquei sem saber o que fazer, ou pensar, ante às histórias que vivi com os demais participantes desta pesquisa; ainda, deixá-la em branco representa as muitas vezes que meu conhecimento prático, pessoal e profissional foi apagado pelos cânones da academia pela necessidade de ser validado por pares mais experientes ou por não ser embasado em teorias- metodologias consagradas. Deixá-la em branco é, também, um convite à reflexão sobre todas vezes que nossas experiências pessoais são trocadas por “Segundo X autor”, “De acordo com X pesquisador”, “Conforme X pesquisa”, prática comum no contexto acadêmico.
Como o pesquisador narrativo que me tornei e com base no caminho teórico- metodológico da Pesquisa Narrativa, percebo que esse apagamento me impediu, muitas vezes, de honrar as minhas próprias experiências pessoais e profissionais. Por essa razão, deixo a folha anterior em branco como uma forma de chamar a atenção para todas as vezes que desconsiderei minhas próprias experiências e, por isso, menosprezei as histórias que me constituem. Com o intuito de ir em sentido contrário a esse apagamento, continuo essa conclusão olhando retrospectivamente para o currículo que construí desde o início de meu processo de doutoramento. Nesse sentido, conto algumas experiências que vivi, relacionadas à esta pesquisa, e retomo meu objetivo de pesquisa, minhas indagações neste estudo e suas limitações.
Meu processo de doutoramento começou no dia 22 de agosto de 2014, na cidade de Alto Araguaia. Na noite anterior, ministrei as aulas no Curso de Letras, no qual eu era professor, e me dirigi até minha humilde residência próxima à universidade. Cheguei, liguei meu computador, meu grande e maior parceiro nessa história, e preparei uma palestra e um minicurso que ministraria em outra universidade, em uma cidade vizinha. Não teria tempo de fazê-lo em outro momento, pois o dia seguinte e os próximos seriam atarefados.
Naquela época, os temas relacionados aos processos de ensino e aprendizagem de línguas, principalmente de Língua Inglesa, mediados por tecnologias digitais já me inquietavam. Por isso, os temas de minha palestra e meu minicurso visavam discutir sobre o lugar da Língua Inglesa no cenário mundial e sobre o uso de webtools para ensino- aprendizagem de línguas estrangeiras. Depois de algumas horas em frente ao computador, já cansado da semana de trabalho, terminei de elaborar a apresentação de slides da palestra e a atividade para o minicurso. De repente, sozinho em minha casa, olhei ao meu redor e refleti sobre minha vida.
Naquela ocasião, eu era professor de uma universidade estadual e ganhava um ótimo salário, acima da média nacional. Contudo, meu cargo era de professor substituto e poderia ser desfeito a qualquer momento, além de ter uma data de término preestabelecida. A vaga de trabalho naquela universidade foi minha motivação para iniciar minha carreira docente. A universidade ficava localizada em uma cidade de interior pequena, onde eu morava longe da maioria dos meus amigos e família. Olhando ao longe, pensei nas novas amizades e nos aprendizados que construí naquele lugar e tive a certeza de que havia feito a escolha certa ao mudar para lá.
Contudo, naquela vaga de trabalho e com a formação de mestre que possuía, o alvo que eu pretendia alcançar de professor efetivo de uma universidade federal ainda era incerto. Por isso, pensei qual seria o meu futuro se continuasse naquela instituição, mesmo tendo um bom salário e estando na posição confortável que eu havia conseguido. No momento, largar o que eu havia construído ali e voltar para minha cidade, desempregado, seria uma opção e eu precisava decidir. Por essa razão, me inscrevi para fazer um teste de proficiência em língua francesa dois dias mais tarde, o qual seria a primeira etapa de um processo seletivo para o Curso de Doutorado em Estudos Linguísticos que iniciaria um ano e meio depois daquela data. Iniciar meu processo de doutoramento passou, então, a ser uma possibilidade. Já era tarde e difícil decidir, portanto, deitei e dormi.
No dia seguinte, viajei para a cidade em que ministrei a palestra que havia planejado. À noite, já no hotel, me preparei para ministrar a oficina sobre tecnologias digitais na manhã seguinte em um laboratório de informática. Aquele ambiente já me despertava interesse há algum tempo, desde o Mestrado. Já cansado do dia de trabalho, da viagem e da palestra ministrada, dormi. Na manhã seguinte, ministrei a oficina usando webtools para ensino- aprendizagem de inglês para professores e alunos do Curso de Letras daquela universidade. Os participantes do minicurso pareceram surpresos com algumas das ferramentas que exploramos (Twidla, Google Tradutor e Voki) ao perceberem possibilidades de uso que eles desconheciam
até então. Logo após ministrar a oficina, às onze horas da manhã, segui viagem rumo à cidade de Uberlândia, onde iria realizar o teste de proficiência em francês. Afinal de contas, eu não podia perder tempo, pois o exame seria às quatorze horas.
Assim que cheguei à cidade, almocei e segui para fazer o teste de proficiência. Logo que entrei na sala do exame, o cansaço de todo o trabalho daquela semana e as viagens que realizei “bateu”! Abri o exame e li, li e quase peguei no sono, mas não podia deixar o cansaço vencer. Embora não tivesse tido tempo para estudar para aquele exame, persisti e fiz o que consegui. Terminei o exame e fui dormir, pois precisava descansar, já que teria que retornar à minha cidade logo no dia seguinte. Alto Araguaia era a cidade em que eu residia naquele momento, portanto, mais de onze horas de viagem de ônibus nos separavam naquele instante. No dia seguinte, viajei e voltei à minha rotina de trabalho. Dias depois, ao ler o resultado do exame de proficiência, sem muita expectativa, constatei que havia sido aprovado.
Minha aprovação naquele exame foi, então, uma motivação para que eu realizasse as outras etapas do processo seletivo para o Curso de Doutorado. Algum tempo depois, portanto, realizei as demais provas e fui aprovado. Pronto, já não tinha mais desculpas e era hora de iniciar meu processo de doutoramento. Ainda receoso e com medo das novas experiências, informei à instituição que trabalhava que eu iria mudar de cidade e que não mais poderia permanecer como docente na universidade. Meses depois, encerrei minhas atividades naquela instituição e mudei para a cidade de Uberlândia, ainda sem emprego e expectativas de trabalho, mas com a determinação de alcançar o alvo que havia estabelecido para mim. Ao final do mês de dezembro do ano de 2015, portanto, já estava residindo na nova cidade. Como professor, sabia que era período de férias e que, dificilmente, conseguiria vaga de emprego para lecionar