• No results found

Derrota a Legnano i la Treva de Venècia (1174-1177)

3. Frederic Barba-roja i les seves disputes italianes

3.7. Derrota a Legnano i la Treva de Venècia (1174-1177)

A metodologia para estimar o custo e o passivo ambientais será apresentada concomitantemente a apresentação e discussão dos resultados dos custos de produção dos cultivos de soja, milho e algodão. A partir dos conceitos teóricos de gestão ambiental sobre os custos ambientais e passivo ambiental, que foram elaboradas as estimativas neste trabalho.

O custo ambiental em questão é do interno ao empreendimento agrícola e se dividirá aqui em custo ambiental interno de nutrientes e custo ambiental interno da matéria orgânica. Como nutrientes e matéria orgânica são derivados da interação de componentes físicos, químicos e biológicos do solo, o passivo ambiental será abordado pelo aspecto classificado de físico na gestão ambiental. Portanto, passivo ambiental físico do solo, mais especificamente será estimado como passivo ambiental de nutrientes e passivo ambiental de matéria orgânica

do solo.

Para avaliação da viabilidade econômico-financeira entre os pacotes tecnológico de plantio semidireto e plantio direto, ambos para consórcio soja-milho e soja-algodão, considerou-se os custos de produção por hectare, a produtividade média e preços da CONAB. Ao fim, será feita análise de lucratividade da safra e análise econômica de curto prazo das atividades agrícolas.

Os custos de produção da CONAB estão divididos em fixo, variável, operacional e total. O custo variável (CV) engloba componentes de custeio da lavoura, ou seja, ocorrem somente se houver produção. Custo fixo (CF) agrupa gastos adquirido pelo produtor rural independente da ocorrência da produção, neste grupo incluem-se as depreciações. Custo operacional (CO) é representado pelo somatório dos custos variável e fixo. A CONAB estima a renda dos fatores de produção (capital fixo e terra), equivalente ao custo de oportunidade, que somada ao custo operacional resultado no custo total de produção (CT) (CONAB, 2010).

Foram utilizados os custos de produção das safras 2010/11, 2012/13 e 2015/16 referindo-se, respectivamente, aos manejos de plantio direto cultivo mínimo, de transição (cultivo mínimo com aumento de produtividade) e de plantio direto. A cotação de preços mensais, provenientes do sistema de preços agrícolas da CONAB, foi levantada para os anos 2015 e 2016, restringindo-se aos preços da última safra que ocorreu no intervalo de setembro de 2015 a outubro de 2016. Os dados de custos e preços foram corrigidos pelo IGP-DI, com base em dezembro de 2016.

Neste trabalho, o custo operacional (CO) equivalerá às despesas desembolsáveis pelo produto, portanto retiram-se as depreciações de máquinas, equipamentos e benfeitorias. Com isso, o custo total será o custo operacional adicionando às depreciações e ao custo de oportunidade. Estas variáveis de custos serão apresentadas em reais por hectare (R$/ha).

Os custos variáveis têm maior peso no custo total de produção. Considerando o que ressalta Reis (1997), ao afirmar que os custos variáveis são os mais considerados pelo produtor agrícola na tomada de decisão, por se tratarem de desembolsos efetuados dentro do ciclo produtivo, optou-se por avaliar os riscos dos custos de produção desmembrados em custos variáveis e custos fixos (R$ por saca de 60 kg) (MELO et al, 2012, p. 125).

Com base na metodologia adotada pela Embrapa (HIRAKURI, 2011), elaborou-se a metodologia de avaliação de desempenho econômico-financeiro das produções agrícolas. Para determinar o lucro associado às produções e respectivos manejos foram utilizadas as seguintes variáveis: receita bruta, custo operacional, lucro líquido, lucratividade, renda familiar e ponto de equilíbrio da renda familiar, todos em reais por hectare.

116

A receita bruta (RBha) corresponde à receita esperada decorrente da venda da produção ao preço regional da soja, milho e algodão. O custo operacional (COha), como já mencionado, é dado pela adição dos custos variável e fixo, excluindo as depreciações. O lucro líquido (LLha) é a diferença entre a receita bruta e o custo operacional por hectare e avalia o retorno obtido ao fim da produção, descontando as depreciações. A lucratividade (Lha) equivale ao nível de retorno econômico-financeiro que pode ser obtido, no curto prazo, em determinado sistema de produção e é dado pela relação entre lucro líquido e receita bruta. A renda familiar (RFha) é a remuneração obtida pelo produtor rural por hectare, considerando apenas gastos desembolsáveis, ou seja, consiste no lucro líquido somado às depreciações e ao custo de oportunidade. = . (4) = + (5) = − (6) = . 100 (7) = + + (8)

Onde: Pr – produtividade (em kg/ha); p - preço de venda pago ao produtor (R$/saca); DPRha– depreciações (R$/ha); OPORTha– custo de oportunidade (R$/ha).

Para analisar os resultados econômico-financeiros de curto prazo da produção foram utilizados os indicadores: custo econômico, renda econômica, margem de contribuição e ponto de equilíbrio de viabilidade por hectare.

O custo econômico (CEha) é equivalente, neste trabalho, ao custo total de produção da CONAB, o qual está acrescido do custo de oportunidade (OPORTha) e das depreciações (DPRha). Esse custo engloba os custos explícitos e implícitos à produção. Os custos explícitos são àqueles que ocorre desembolso efetivamente (isto é, custo operacional), o oposto refere-se aos custos implícitos, como é o caso do custo de oportunidade e da depreciação. Conforme metodologia da CONAB, o custo de oportunidade equivale a renda dos fatores de produção que é composta pela terra própria e pela remuneração sobre o capital fixo.

A renda econômica (REha) refere-se a diferença entre a receita bruta e o custo econômico por hectare, indicando, de fato, a viabilidade financeira e permite avaliar a viabilidade econômica da produção, condição fundamental para a capitalização do produtor e desenvolvimento da cultura no curto prazo em território nacional. A margem de contribuição (MCha) corresponde à receita bruta deduzindo os custos variáveis e o custo de oportunidade, o mesmo que renda econômica acrescida do custo fixo total. Este indicador é utilizado para

comparar o retorno gerado pela produção com o custo de oportunidade (investimento alternativo), ou seja, avalia se a receita esperada com a produção conseguiu cobrir o custeio da lavoura e o custo de oportunidade. Para que a safra seja financeiramente viável no curto prazo, o lucro líquido (LLha) e a margem de contribuição (MCha) precisam ser iguais ou superiores a zero.

= + + (9)

= − (10)

= − − (11)

Outro indicador de rentabilidade que pode ser utilizado principalmente durante a ocorrência da produção é a rentabilidade líquida por saca produzida (RTsc), que é possível avaliar se o preço pago no mercado por saca produzida cobrirá as despesas desembolsáveis na produção. Este indicador deve ser avaliado para cada produção independentemente do consórcio e é dado por:

= − (12)

Onde: p – preços (R$/saca); COsc– custo operacional por saca (R$/saca).

As decisões sobre a viabilidade econômica resultam da estimativa e análise de indicadores de viabilidade. Dentre esses indicadores, destaca-se o Valor Presente Líquido (VPL), a Taxa Interna de Retorno (TIR) e o período de Payback. Desta forma, os três indicadores são calculados de forma conjunta para auxiliar na tomada de decisão.

As técnicas do VPL e da TIR são métodos que consideram a dimensão tempo dos valores monetários e utilizam-se da atualização do valor do dinheiro, pois este não permanece constante no tempo. Para essas técnicas, a taxa de desconto precisa ser conhecida (NORONHA, 1981, p. 197). Neste caso, será utilizada a taxa de juros de longo prazo, pois esta é considerada para os empréstimos ao setor agrícola no Brasil. Por meio dessas técnicas, a decisão consiste em investir somente se o projeto representar aumento no valor presente do patrimônio líquido da empresa.

Os fluxos monetários do valor presente líquido (VPL) medem a diferença entre receitas operacionais líquidas e os investimentos adicionais feitos com o projeto. O VPL considera o efeito tempo pelo fato de que os fluxos líquidos intermediários são reinvestidos a mesma taxa que representa o custo de oportunidade do capital investido pelo produtor (NORONHA, 1981, p. 197). O VPL é dado pela seguinte equação:

= − + ∑

( ) (13)

118

– valor do fluxo de caixa líquido no ano t.

A Taxa Interna de Retorno (TIR) também é um indicador importante, pois o produtor pode comparar a rentabilidade do seu projeto com de outras atividades econômicas. A TIR refere-se ao valor da taxa de desconto, real e não negativa, que torna o VPL igual a zero (nulo). Neste caso, a TIR deve ser superior ao custo do capital para a empresa, ou seja, superior à taxa de desconto. A TIR representa exatamente a taxa de juros sobre o saldo do capital empatado no projeto durante sua vida útil, enquanto o capital está sendo recuperado (NORONHA, 1981, p. 200). A TIR é expressa por:

0 = − + ∑

( ) (14)

O Payback Period (ou período de Payback) é um dos métodos de avaliação econômica de projetos que ignoram a dimensão tempo de valores monetários e se fundamenta em duas premissas: a) o projeto deve visar a produção de mais benefícios líquidos para a empresa e não menos, ou seja, quanto maior o benefício líquido melhor; b) os benefícios líquidos devem ser produzidos tão cedo quanto possível com relação à época do investimento inicial. O Payback considera como elemento de decisão o número de anos necessários para que os recursos investidos no projeto sejam recuperados (NORONHA, 1981, p. 192). É expresso por:

= | |

| | . ( − ) + (15)

Onde: UVN é o último valor negativo dos valores presentes do fluxo de caixa; PVP é o primeiro valor positivo dos valores presentes do fluxo de caixa; nPVPé o período correspondente ao primeiro valor positivo; e nUVNé o período equivalente ao último valor negativo.

De modo geral, existem duas fontes principais de recursos financeiros: capital próprio (resultante de poupança) e capital externo (crédito). Para análise da viabilidade de projetos, deve-se levar em conta o custo do capital a taxa de juros efetiva (paga ao adquirir o empréstimo externo) e o custo do capital próprio empregado no projeto (NORONHA, 1981, p. 181). Nesse sentido, os valores existentes no custo de produção da CONAB a serem considerados como equivalência ao investimento inicial são: despesas de custeio da lavoura, juros do financiamento, remuneração esperada sobre o capital fixo e terra própria.