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Depresjon hos eldre er et alvorlig helseproblem og

In document aldring og helse (sider 26-30)

A construção do sentido ou sensemaking em uma estrutura de navegação depende, sobretudo, da linguagem que é utilizada no website. É por meio da linguagem que ocorre o processo de comunicação e interação com os usuários. Ao nomear um rótulo ou etiquetar um hiperlink está se definindo um símbolo linguístico que representa um conceito ou um conjunto de informações (WANG, 2009). O papel principal de um rótulo em um website é comunicar com eficiência, e para isso, é necessário transmitir um significado, ocupando pouco espaço da página (MORVILLE; ROSENFELD, 2006).

Existem várias formas de utilizar a linguagem em um rótulo de hiperlink, tanto verbalmente quanto graficamente. Na forma verbal a linguagem pode assumir diferentes funções.Jakobson (1987)identificou seis funções possíveis para a linguagem, que podem ser adaptadas para aplicação aos hiperlinks da web, tais como:

■ Função referencial ou denotativa: é a função mais dominante e presente em inúmeras mensagens. Transmite a informação objetivamente, com discurso em terceira pessoa. Não utiliza metáforas, nem gera interpretações além do que está escrito. É utilizada em meios científicos, jornalísticos, técnicos, etc. (DIAS, 2014; JAKOBSON, 1987). Muito utilizada também em websites, principalmente na navegação, categorizando os conteúdos da forma mais objetiva possível (Figura 2).

■ Função emotiva ou expressiva: é a função centrada no remetente ou emissor. A mensagem é subjetiva e em primeira pessoa. Pode utilizar pontos de exclamação, interrogação e reticências para reforçar a emotividade. É bastante utilizada em poemas e narrativas dramáticas ou românticas (DIAS, 2014; JAKOBSON, 1987). Na web é comum em e-commerces para fazer o cliente se sentir mais próximo do site, com a personalização de algumas áreas e utilização de pronomes em primeira pessoa, como, por exemplo, meus desejos, minha lista de compras, minha cesta, meus pedidos. Um exemplo pode ser visto no site Americanas.com (Figura 3).

Figura 2 – Site de notícias G1. Exemplo de site que utiliza a função referencial ou denotativa

Fonte:Globo (2015).

Figura 3 – Site Americanas.com. Exemplo de site que utiliza a função emotiva ou expressiva

■ Função conativa ou apelativa: é a função orientada para o destinatário. Utiliza vocativos e imperativos para convencer, influenciar, sugerir, convidar e apelar. Utiliza verbos imperativos, como, por exemplo, beba! ou compre!, ou em segunda e terceira pessoa, como em você não pode deixar de assistir! Você nunca viu filme igual. É comum encontrá-la em anúncios publicitários, folhetins eleitorais, etc. (DIAS, 2014; JAKOBSON, 1987). Na web também está bastante presente, principalmente em sites comerciais (Figura 4).

Figura 4 – Site da Apple. Exemplo de site que utiliza a função conotativa ou apelativa com a chamada Crie algo novo.

Fonte:Apple (2015).

■ Função metalinguística: é a função utilizada para explicar o código utilizado na mensagem entre o emissor e o receptor. Utiliza-se o código para explicá-lo. É comum encontrar metalinguagem em gramáticas ou quando se está ensinando uma língua a uma criança (DIAS, 2014; JAKOBSON, 1987). Em websites pode ser encontrada em páginas destinadas a explicar a estrutura do site (mapa do site) e de como utilizar o site (acessibilidade, plugins necessários, etc.). Na Figura 5 é possível ver a função metalinguística em no mapa do site da Apple. ■ Função fática: é a função utilizada para prolongar ou terminar a

comunicação entre emissor e receptor, verificar o funcionamento do canal ou atrair a atenção do receptor. Muito utilizada em mensagens síncronas, para iniciar ou terminar a conversa, como alô, está me ouvindo? (DIAS, 2014; JAKOBSON, 1987). Na web pode ser encontrada em sites corporativos para iniciar uma interação com o cliente, como na página bem-vindo do site do iPhone (Figura 6),

e também para incentivar a permanência do usuário, como em lojas de vendas on-line, no link continue comprando, ou em sites de notícias, no link leia mais, saiba mais.

Figura 5 – Site da Apple. Exemplo de site que utiliza a função metalinguística

Fonte:Apple (2015).

Figura 6 – Exemplo de site que utiliza a função fática de bem-vindo

■ Função poética: é a função que está voltada tanto para o código, quanto para o significado. O código é disposto de tal maneira que assume um significado especial. Pode ser utilizada combinando palavras para provocar um efeito sonoro (rima, trocadilho), gráfico (em função da disposição de palavras e letras), rítmico, metafórico, etc. Comum em textos publicitários, literários e letras de músicas (DIAS, 2014; JAKOBSON, 1987;VESTERGAARD; SCHRODER, 2004).Em interfaces da web é comum encontrar na página inicial a metáfora home (casa), como o lugar para o qual você sempre voltará. Também existe um tipo de navegação conhecido como nuvem de tags, cuja forma determina a importância das palavras no site (quanto maior a palavra, mais vezes ela aparece no site) (Figura 7).

Figura 7 – Exemplo de site que utiliza a função poética de nuvem de tags

Fonte:Wordle (2015).

Como dito anteriormente, além das funções verbais, a linguagem também pode ser utilizada graficamente. A linguagem gráfica, assim como a verbal, possui suas classificações e, dentre as mais utilizadas e reconhecidas mundialmente está a teoria dePeirce (2005), que dividiu os signos em ícones, índices e símbolos. Embora não se tenha o intuito de se aprofundar na discussão semiótica, faz-se uma breve explicação dessas divisões e sua aplicação na web:

■ Ícone: de acordo com Peirce (2005, p. 64), “um signo pode ser icônico, isto é, pode representar seu objeto principalmente através da similaridade, não importa qual seu modo de ser”.A qualidade do signo (cor, textura, som, cheiro, etc.) substitui o objeto por uma relação de semelhança, como, por exemplo, o desenho de um círculo, que pode remeter a um sol, uma lua, uma bola ou qualquer outro elemento circular, uma vez que não existe nada que obrigue o círculo a representar exclusivamente um desses objetos em vez de outro (PERASSI, [2009?]). O ícone que é propriamente um signo é chamado de hipoícone, uma vez que existe uma relação de similaridade e comparação. Um hipoícone conceitua a imagem em nível de: 1) imagem propriamente dita; 2) diagramas e; 3) metáforas. As imagens propriamente ditas são imagens que compartilham com o objeto alto nível de semelhança e qualidade, por isso participam do que Peirce chama de PrimeirasPrimeiridades4 (SANTAELLA; NÖTH, 2009). De acordo com Peirce (2005, p. 64), “qualquer imagem material, como uma pintura, por exemplo, é amplamente convencional em seu modo de representação; contudo, em si mesma, sem legenda ou rótulo, pode ser denominada de hipoícone”. Os diagramas, por sua vez, representam as relações análogas entre o signo e o objeto. Já as metáforas traçam uma semelhança de significado entre o objeto e algo diverso. Assim, “uma imagem possui uma similaridade na aparência, o diagrama, nas relações, e a metáfora, no significado” (SANTAELLA; NÖTH, 2009, p. 62). Na aplicação à web, é comum utilizar-se o termo ícone para as imagens estilizadas que são utilizadas na navegação. Isso se deve, sobretudo, porque as qualidades do signo se assemelham às qualidades do objeto. No entanto, muitas dessas imagens já são familiares aos usuários, o que faz com que o hábito ou convenção sejam mais fortes para o reconhecimento do objeto do que suas qualidades. É o que ocorre com a ilustração de uma carta (Figura 8), cuja qualidade (forma) se assemelha à qualidade de um objeto real (hipoícone), para representar outra coisa (e-mail) que tem a mesma finalidade de enviar mensagens (metáfora) e que também, por meio do hábito de uso, vem sendo utilizada para simbolizar qualquer tipo de contato (e-mail, telefônico) genericamente (símbolo).

4 “Essa definição de imagem, à primeira vista enigmatica, fica mais simples quando se traduz ‘primeiras primeiridades’ por similaridade na aparência” (SANTAELLA; NÖTH, 2009, p. 62) .

Figura 8 – Ilustração de uma carta, que pode atuar como hipoícone, metáfora e símbolo

Fonte: Freepik (2015).

■ Índice: o índice é algo que direciona para “outra coisa com o qual mantém uma relação de fato (dinâmica), independente de alguém vir a interpretá-lo assim ou não” (PERASSI, [2009?], p. 24). O índice difere do ícone, pois este não possui qualquer relação com o objeto como o primeiro, senão a relação que surge no ato da interpretação. Peirce (2005) exemplifica o índice com o caso de um barômetro que marca pressão baixa e alta umidade no ar e, por isso, indicia a chuva, pois supõe-se que “as formas da natureza estabelecem uma conexão provável entre o barômetro que marca pressão baixa com o ar úmido e a chuva iminente” (PEIRCE, 2005, p.67). Na aplicação web, índices são encontrados sobretudo em fotografias, que possuem uma relação causal com a realidade em função das leis da ótica. Elas possuem uma ligação física com o objeto, correspondendo à natureza. No entanto, as fotografias também são ícones em função das semelhanças entre as suas qualidades e as dos objetos (SANTAELLA; NÖTH, 2009). Outros exemplos aplicados à web são os desenhos de setas que são índices de direção. Uma seta direcionada à esquerda, por exemplo, indica um movimento à esquerda, que, por sua vez, simboliza a ideia de voltar à página anterior (Figura 9).

Figura 9 – Ilustração de uma seta à esquerda, que pode atuar como índice de direção e símbolo de voltar

Fonte: Freepik (2015).

■ Símbolo: o símbolo não identifica a coisa em si, mas faz imaginar esse algo. Não possui necessariamente a mesma semelhança com o objeto tal qual o ícone, nem tampouco possui uma conexão causal, factual, física ou concreta, mas participa de uma relação com o objeto de acordo com processo de mediação, no qual o significado é atribuído por um hábito ou convenção. À lei que rege esse processo de convenção, Peirce denominou legisigno. A palavra é um símbolo que denota um objeto, porém tanto o símbolo quanto o objeto do símbolo seguem uma lei, uma vez que a palavra, o símbolo, fala do objeto abstratamente, portanto esse objeto também se torna generalizável. Contudo, para se materializar, o símbolo necessita de casos individuais, podendo agregar dentro dele ícones e índices (SANTAELLA; NÖTH, 2009). De acordo com Peirce (2005, p. 71) “uma lei necessariamente governa ou ‘está corporificada em’ em individuais, e prescreve algumas de suas qualidades. Consequentemente, um constituinte de um Símbolo, pode ser um Índice, e um outro constituinte pode ser um Ícone.” Na web existem muitos símbolos, sobretudo símbolos que agregam ícones e índices, uma vez que, inicialmente, foram desenhados para serem reconhecidos pelas qualidades semelhantes ao objeto, mas com o tempo e o hábito acabaram se tornando convencionais. Também existem, por sua vez, os símbolos que não possuem qualquer qualidade em comum com o objeto ou a ação, como os símbolos fechar (X), minimizar (–) e maximizar (+), comum aos navegadores web (Figura 10).

Figura 10 – Captura de tela dos símbolos fechar (X), minimizar (–) e maximizar (+) do sistema Apple.

Fonte: elaborado pela autora.

A utilização da linguagem gráfica para a navegação em websites, no entanto, têm sido alvo de constantes estudos, devido ao caráter polissêmico da imagem. De acordo comFajardo, Abascal e Cañas(2004) devido às diferentes formas de organizar o conhecimento na memória, pode haver uma distância semântica no julgamento da relação ícone-referente, que poderá afetar a decisão na seleçãode um hiperlink gráfico. Isso porque nem todos os usuários poderão ter o mesmo entendimento ao extrair o significado desta imagem, sobretudo, em função de como essas imagens estão organizadas na estrutura do site, já que quando imagens similares estão muito próximas pode ocorrer ambiguidade. Portanto, a linguagem utilizada no website, a arquiteturada informação e a navegação são fatores determinante para o sucesso na busca por informações.

In document aldring og helse (sider 26-30)