6.4 Om kravene til formål, egnethet
6.4.3 Departementets vurdering
Segundo os dados resultantes do questionário aplicado aos docentes, pode-se constatar que a maioria da população inquirida é constituída por docentes de Português com idades compreendidas entre os 31 e os 40 anos de idade, seguida de docentes com idades compreen- didas entre os 41 e os 50 anos e uma menor percentagem de professores com idades com- preendidas entre os 51 e os 60 anos. Destes docentes, cerca de 40% é representado pelo sexo feminino, o que conclui da existência de uma maior percentagem de mulheres no cargo de Professores de Português enquanto língua não materna, uma forte tendência no ensino portu- guês.
Por outro lado, a quase totalidade dos docentes inquiridos é detentora do grau acadé- mico de Licenciatura, havendo uma percentagem mínima de detentores do grau de Mestre. Outro importante factor a salientar é que, a maioria destes docentes, são professores contrata- dos.
De acordo com o nível de ensino leccionado, a maioria dos docentes inquiridos leccio- na ao 3.º ciclo, ministrando aulas a alunos que frequentam o 7.º, 8.º ou 9.º ano de escolarida- de. A prática de ensino de uma língua não materna ganha particular relevo no ensino secundá- rio e no ensino recorrente (adultos), onde surge em lugares de destaque, logo a seguir ao 3.º ciclo (Gráfico 12). Estes dados revelam uma tendência para alunos com idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos a frequentar estas aulas, que indicia a faixa etária com a maior per- centagem de alunos recém-chegados ao nosso país.
Gráfico 12: Nível
Dos docentes inquiridos, Pedagógico Acrescido (APA) nacionalidades dos alun países do Leste (Ucrân outras nacionalidades (i vas. Estes dados vêm co nova vaga de imigrantes te relevância na sociedad
Gráfico 13: Nacion
de escolaridade leccionado pelos docentes de língua
inquiridos, a maioria lecciona a língua não materna (APA) e ao abrigo de um programa específic lunos que frequentam este tipo de aulas, estes são,
nia, Croácia, Rússia, Roménia) e de nacionali indiana, paquistanesa ou equatoriana) que não onfirmar a informação referida no início deste es s de países do Leste Europeu, tem vindo a ganha de portuguesa (Gráfico 13).
onalidades dos alunos de origem estrangeira que frequ gua não materna
não materna.
rna em regime de Apoio co. No que respeita às o, maioritariamente, de lidade inglesa. Existem são muito representati- studo, segundo a qual a har particular e crescen-
A coexistência d forma positiva pelos doc poderem entender o que riencial diversificada, m ras, factor que impede em
Segundo este estudo, dologias em sala de aul 36,7% de docentes que da por muitos docentes dificuldades próprias des
Gráfico 14: Utili
No que concerne de actividades no domí assim como o apoio in expectativas e necessid necessidade de incentiva próprios, essa necessida competências. Muitos al de, pois é a competência do meio envolvente. É-lh
de diferentes nacionalidades na sala de aula, n ocentes que se vêem forçados a dominar algum que os alunos pretendem comunicar. Apesar da riq
muitos docentes de Português não dominam algu m larga escala a comunicação.
tudo, a maioria dos docentes (63,3%), afirma ut ula, no trabalho com alunos de origem estrangeir
não o fazem (Gráfico 14). Estes valores mostra de trabalhar com recurso a diferentes metodolog
stes alunos.
Utilização de metodologias diferentes pelos docentes de lí
36,7%
63,3%
rne às metodologias utilizadas por estes docentes, ínio da oralidade, assim como a utilização de ndividualizado na sala de aula, devidamente aj dades específicas de cada aluno. A maioria dos var mais a oralidade destes alunos pelo facto de
ade enquanto necessidade primeira, antes da lunos, de acordo com os inquiridos, pretendem a que lhes permite comunicar em primeira instân lhes primordial familiarizarem-se com os sons (
nem sempre é vista de mas dessas línguas para riqueza cultural e expe- umas línguas estrangei- utilizar diferentes meto- ira, contrastando com ram a necessidade senti- logias para fazer face às
íngua não materna
s, destacam-se o reforço e material diferenciado, justado às dificuldades, dos docentes salienta a e que estes sentem, eles escrita e das restantes m desenvolver a oralida- ncia com os elementos
gua que lhes é estranha competências são relega crescente e enquadram-s
Gráfico 15
De acordo com os dologias específicas no representam 36,7% de do ciente material publicad outro lado, o número el guística, é um factor cru tempo suficiente no horá ficas destes alunos.
De acordo com os dem uma língua não ma conhecimentos, tanto n dificuldades de aprendiz sobretudo, com questões que é sentido por muitos
a, para melhor a poderem assimilar de forma gadas para segundo plano, uma vez que tendem p
se num nível superior na aquisição da língua. (Gr
5: Metodologias utilizadas pelos docentes de língua n
os dados recolhidos, a percentagem de docentes ensino da língua não materna a alunos de ori docentes que afirma não o fazer, sobretudo pel do e existentes nas escolas para o ensino da lín levado de alunos por turma e em diferentes níve rucial, segundo a maioria destes docentes que ário lectivo para poder leccionar aulas dirigidas os docentes, as maiores dificuldades sentidas p aterna encontram-se, sobretudo ao nível da exp na oralidade, como na escrita e no funcionamen
izagem da língua apontadas pelos docentes in s fonéticas, ortográficas e sintácticas, próprias da uitos alunos como uma dificuldade que lhes impõe u
crescente. As restantes para uma complexidade (Gráfico 15)
não materna
s que não utiliza meto- origem estrangeira, estes la existência de insufi- íngua não materna. Por veis de proficiência lin- e afirma não dispor de às dificuldades especí- pelos alunos que apren- pressão e aplicação dos ento da língua. Outras inquiridos prendem-se, da língua portuguesa, o
dizagem, uma vez que te termos ortográficos e si gua portuguesa que con da língua. Destacam, ai de uma segunda língua, mais velhos têm uma m tões que foram referida língua portuguesa, como de uma língua do que a sentidas, os docentes inqu dizagem da língua não m
Gráfico
A maioria dos do aprendizagem da própria como as dificuldades que maioria das vezes, deter tes desvalorizam factore rem, na sua opinião, de f Por outro lado, s língua segunda. A maior
endem a comparar a língua portuguesa com a su intácticos. Alguns docentes concluem da compl onstitui, na maioria das vezes, um entrave para o inda, o factor idade enquanto elemento que inte
, referindo que a dificuldade é proporcional à maior dificuldade de aprender a língua não mate
as como as diferenças fonéticas, ortográficas e o também pelo facto de que estão menos predispo as crianças e os jovens. No entanto, e apesar d quiridos, consideram, na sua maioria que o grau materna é, na maioria dos alunos, suficientemente
16: Grau de evolução na aprendizagem da língua não
docentes inquiridos refere que, para além das difi a língua, factores como a frustração pelas dificu que estes alunos sentem na integração na escola
rminantes na aquisição de uma segunda língua. es como o desinteresse ou a desconcentração deste
factores que não se aplicam na aprendizagem da são muitas as dificuldades sentidas pelos docen ioria dos professores inquiridos afirmou concordar
sua língua de origem em plexidade própria da lín- ensino e aprendizagem erfere na aprendizagem idade, ou seja, alunos erna, não só pelas ques- e sintácticas da própria dispostos à aprendizagem das muitas dificuldades u de evolução na apren- te bom. (Gráfico 16)
o materna
dificuldades inerentes à uldades sentidas, assim e na sociedade são, na Deste modo, os docen- stes alunos por se trata- língua segunda.
ntes que ensinam uma r com o facto de que a
falta de materiais de apoio, assim como a existência de diferentes níveis de proficiência na mesma sala de aula, é factor impeditivo para que os docentes desenvolvam uma prática de qualidade. Alguns docentes referem, também, a inexistência de meios tecnológicos adequados nas escolas (videoprojector, leitor de cd e dvd, por exemplo), que os impede de poder realizar actividades específicas no âmbito do ensino da língua. Alguns docentes apontam a necessida- de de existirem nas escolas laboratórios de língua, nos quais os alunos pudessem realizar experiências e actividades criativas com a língua portuguesa, de forma menos condicionada à que é feita na sala de aula. A coexistência de alunos de diferentes níveis de proficiência dentro da mesma sala de aula, assim como de um programa e métodos de avaliação específicos para estes alunos, foi também apontada como outra dificuldade sentida pelos docentes que sentem muitas dificuldades em “saber o que leccionar”.
No que respeita à participação em projectos multiculturais que envolvam a escola e a comunidade, a maioria dos docentes inquiridos (56%) afirma não ter participado em projectos multiculturais dada a falta de tempo na gestão do currículo, apesar de existirem projectos des- se âmbito na escola.
A detenção de especialização para o ensino multicultural, mais concretamente no domínio do ensino de uma segunda língua é condição de somente 3,3% dos docentes inquiri- dos, sendo a restante percentagem de docentes que ensinam a língua segunda sem qualquer preparação científica para o efeito. Por outro lado, a maioria dos docentes de língua não materna (80%) afirma não frequentar acções de formação específicas para o ensi- no/aprendizagem da língua não materna, dada a inexistência de acções formativas na área. Alguns destes docentes referem não ter conhecimento de acções formativas nesta área na sua área de residência.
Os benefícios das aulas de aprendizagem da língua não materna são, segundo a maio- ria dos docentes inquiridos, elevados. A aprendizagem de uma segunda língua, neste caso, a língua portuguesa é vista como determinante factor de socialização e integração na escola e na comunidade pelos docentes que consideram o facto de o aluno aprender a língua não materna o poder beneficiar de um melhor relacionamento com o outro, visto a comunicação dar-se de forma mais plena e consistente. Por outro lado, as aulas beneficiam a expressão e, consequen- temente, a resolução de problemas e situações do quotidiano.
As aulas de aprendizagem de uma segunda língua revestem-se de dupla importância, na medida em que permitem, na opinião da maioria dos inquiridos consolidar competências e mobilizar conhecimentos prévios que são posteriormente utilizados em outras áreas do saber,
prestando um forte contributo para a aquisição de métodos de trabalho e estudo que se reflecte nas restantes áreas disciplinares. O conhecimento de determinados termos e expressões rela- cionados com determinadas áreas do saber, se assimilado, pode constituir uma mais-valia para o processo de ensino-aprendizagem. Por outro lado, o domínio das competências escritas e orais, permitem aos alunos transferir conhecimentos para as restantes áreas disciplinares que, a sua carência não possibilitaria. Por outro lado, ainda, só é possível gostar-se daquilo que se aprende, se se compreender esses mesmos conteúdos. Alguns docentes afirmam que a apren- dizagem da língua portuguesa enquanto língua não materna permite aos alunos despertarem o interesse e a curiosidade pela própria cultura portuguesa, numa perspectiva de que “quanto mais sei, mais vontade tenho de aprender e de conhecer a língua portuguesa”. Alguns docen- tes afirmam que a própria vida em sociedade melhora, uma vez que os alunos ganham compe- tências que lhes permitem resolver situações, conflitos e exprimir ideias e vontades no seu quotidiano enquanto cidadãos.
Como sugestões, 73,3% dos docentes inquiridos apontam a carga horária destinada às aulas para estes docentes como claramente insuficiente para uma aprendizagem com êxito na língua. Consideram que o número de aulas destinado a esta disciplina não é suficiente, haven- do a necessidade de se criarem programas ajustados a estes alunos de forma que, quando che- gam a Portugal, sejam inseridos na cultura e na língua de forma mais intensiva, com uma car- ga horária intensiva que lhes permita, em primeira instância, adquirir as competências que lhes faltam. Só numa fase posterior, devem ser integrados na turma, ou seja, numa fase em que atinjam um nível de proficiência mais avançado.
Alguns docentes (cerca de 36,7%) afirmam que a diversidade de línguas dentro da sala de aula deveria ser gerida de forma que se pudessem criar grupos mais homogéneos de alunos por nacionalidades. Este procedimento, permitia, não só auxiliar o professor que passava a dirigir o seu discurso para um único público-alvo, como também teria consequências no nível de aprendizagem do aluno que recebia uma maior quantidade e variedade de informação e instruções. Os docentes afirmam a necessidade de existirem mais projectos multiculturais na escola dirigidos aos alunos das diferentes nacionalidades, assim como um maior investimento do Estado na promoção de programas de apoio e de instrumentos de ensino dedicados a estes alunos e de acções de formação para docentes que trabalham na respectiva área.
A criação de laboratórios de língua portuguesa é uma das sugestões apontada por cerca de 10% da população inquirida, enquanto a existência de uma maior flexibilidade no currículo para estes alunos deveria ser uma realidade. Outro dos aspectos sugeridos pelos docentes
inquiridos foi a necessi sobre a legislação aplica realidade se pode intervir
Segundo este estudo, língua não materna infl Deste modo, os alunos evoluem mais favorave optam por não utilizar diferentes metodologias referiu ser insuficiente o raram o grau de evolução
Gráfico 17: Relação d materna com o grau de
Dos professores estrangeiros que aprend obtêm sucesso, uma vez ciente ou bom, à excepç
idade de se elucidarem melhor os docentes e a ada a estes alunos nos estabelecimentos de ensino vir nela com êxito.
tudo, a utilização de diferentes metodologias por luencia fortemente a evolução da aprendizagem
cuja aprendizagem é feita com métodos espec elmente na aprendizagem da língua do que aque
metodologias específicas. Dos 19 docentes in de ensino nas suas aulas de Português língua n o grau de aprendizagem dos alunos, contrastando o na aprendizagem destes alunos como suficiente
da utilização de metodologias específicas para o ens evolução na aprendizagem dos alunos na língua
s que referiram utilizar metodologias diferenc dem Português como língua não materna, a ma que o grau de aprendizagem dos alunos na língu ão do reforço da oralidade, do apoio individualiz
a comunidade em geral o. Só conhecendo bem a or parte dos docentes de m dos alunos na língua. cíficos e diferenciados, ueles cujos professores nquiridos que utilizam não materna, apenas um ndo com 18 que conside-
te e bom. (Gráfico 17)
sino da língua não
ciadas para os alunos aioria referiu que estas gua é considerado sufi-
do recurso a material diferenciado, onde 6% dos inquiridos referiu que o grau de evolução da língua dos seus alunos era considerado insuficiente. (Tabela 7)
Tabela 7: Relação da utilização das diferentes metodologias para o ensino da língua não materna com o grau de evolução na aprendizagemdos alunos na língua
Grau de aprendizagem na língua não materna
Reforço da orali- dade Reforço da escrita Reforço da leitura em voz alta Reflexão sobre a língua Reforço do intercâmbio de culturas Utilização de material diferenciado Recurso ao apoio individua- lizado na sala de aula Avaliação adaptada ao nível de proficiência do aluno Insuficiente 1 1 1 Suficiente 6 3 3 1 7 6 1 Bom 11 2 3 2 1 9 9 Muito Bom Total 18 5 6 2 2 17 16 1
Os docentes inquiridos referiram que, apesar da taxa de sucesso na aprendizagem da língua ser positiva, têm alunos de nacionalidade inglesa e dos países do Leste com um grau de aprendizagem na língua não materna negativo.
Por outro lado, dos 13 docentes que afirmaram participar em projectos multiculturais, 12 consideraram ter alunos cuja evolução na aprendizagem da língua não materna era sufi- ciente e boa. (Gráfico 18)
Este estudo permitiu constatar que existe uma relação entre a formação dos docentes e o grau de aprendizagem dos alunos de origem estrangeira na língua. Assim sendo, o único docente dos inquiridos que referiu possuir uma especialização na área do Português língua não materna, considera que o grau de evolução dos seus alunos na aprendizagem da língua é bom. Por outro lado, os docentes cuja frequência em acções de formação de Português para estrangeiros foi mais significativa, influenciou o grau de aprendizagem dos respectivos alunos na língua não materna. Assim sendo, dos 6 docentes que frequentou acções de formação para
a leccionação de Portugu bons quanto à evolução n
Gráfico 18: Relação estrangeiros com o gra
Pode-se concluir dos influencia, na maior geira, o que, por sua vez plinares e a um aumento
Português para estrangeiros, 4 considerou obter resu na aprendizagem dos seus alunos. (Gráfico 18)
o da participação docente em acções de formação rau de evolução na aprendizagem dos alunos na língua
ir que a aprendizagem da língua não materna de ioria dos casos, a socialização e a inserção dos alunos
ez, leva a um aumento no rendimento escolar nas da taxa de sucesso escolar do aluno.
ultados satisfatórios a
o de Português para língua não materna
acordo com os inquiri- lunos de origem estran- s restantes áreas disci-
Conclusão, limitações e implicações da investigação
Foi intenção deste estudo aprofundar as problemáticas inerentes à aprendizagem, inte- gração e socialização de alunos de origem estrangeira e entender os condicionalismos ineren- tes à aprendizagem de uma língua não materna, pondo em evidência as respostas do sistema de ensino em Portugal a esta questão.
Como é sabido, a Europa atravessa um período acelerado de mutação cultural, em que a inovação e o conhecimento delineiam a sociedade e a economia do futuro, num contexto da educação globalizante. No sentido de dar resposta a esta tendência, a escola do futuro deverá ser mais inclusiva, abrangendo os imigrantes e as denominadas minorias étnicas, valorizando os seus saberes, mas, simultaneamente, coesa e plural. Parece existir, neste momento, uma espécie de contradição entre o plano das ideias e o plano dos factos. Muito se planeia, mas pouco se constrói. O encontro de culturas diferentes no espaço da escola é, cada vez mais, uma tendência, a nível mundial, à qual a escola tem de deixar de estar voltada de uma vez por todas. Dada esta inevitabilidade do encontro e da coexistência das culturas no espaço da esco- la, parece urgente instaurar aquilo que se designa por “alfabetização multicultural” dos cida- dãos (Reimão citado em Carvalho e Santos, 1997). É, portanto, necessário, inventar uma esco- la que seja adequada aos tempos novos e, as formas tradicionais de desenvolvimento curricu- lar estão em contradição com as actuais dinâmicas do conhecimento e da aprendizagem. Mas, para isso, é necessária a intervenção de todos os agentes educativos, a começar pelo Estado.
Não é só para o Estado, mas para toda a sociedade civil que a questão intercultural é importante; daí que passe por um problema económico, que atinge todos. Sendo uma questão transversal à sociedade, há que encontrar plataformas de entendimento. A educação, o desen- volvimento, a democracia, a cidadania, o respeito pela diversidade são questões de direitos e não de deveres.
Era nosso objectivo contribuir para a percepção e aprofundamento de práticas de edu- cação multicultural e conhecer os factores educativos implícitos e explícitos que facilitam a integração e socialização de alunos de origem estrangeira na escola e na comunidade, ava- liando a relação existente entre o ensino/aprendizagem de uma língua não materna.
Com este estudo verificou-se que muitos professores utilizam métodos de trabalho e práticas específicas para a educação multicultural, o que conduz a que os alunos estrangeiros obtenham mais sucesso e uma maior integração na escola e na comunidade. Segundo este estudo, existem, em muitas escolas práticas de valorização multi e intercultural promovidas pelos docentes, em que o ensino/aprendizagem de PLNM é considerado como um forte ele- mento de integração e socialização dos alunos de origem estrangeira.
O ensino da língua não materna, tal como é levado a cabo nas nossas escolas, dá res- posta a uma necessidade da sociedade portuguesa: ensinar a língua portuguesa àqueles que vêm viver e trabalhar em Portugal e contribuir para a sua integração na comunidade nacional e local. Enquanto área de estudos, a sua validade já vem sendo reconhecida, graças, em parte, à credibilidade e à importância que as suas congéneres granjearam, mas também ao facto de se ter munido nas teorias e nos progressos de áreas com uma solidez científica reconhecida no meio académico, sobretudo, à linguística e à psicolinguística. A institucionalização do PLNM encontra-se em curso, mas ainda não está concluída. Ao longo deste estudo foram apontadas as principais fragilidades que subsistem e as lacunas que se mantêm no sistema de ensino da língua não materna nas nossas escolas. O sistema tem vindo a estruturar-se, mas a prática lec- tiva ainda está, em vários casos, a cargo de professores sem formação específica na área. Tal facto explica-se por este ser um domínio novo, mas também porque a formação que se oferece é