Os objetivos do estudo foram alcançados, tendo em vista que foram construídas duas versões de instrumentos (coleta de dados e planejamento da assistência) para a documentação do processo de enfermagem em uma Clínica de Doenças Infectocontagiosas.
Esta pesquisa trouxe grandes contribuições para a Clínica de Doenças Infectocontagiosas, uma vez que na mesma inexistiam instrumentos que documentassem uma metodologia de assistência da Enfermagem. Trouxe, também, significantes resultados, confirmando a Enfermagem enquanto Ciência, pois foi demonstrado que o cuidado de enfermagem poderá ser embasado em um modelo conceitual que solidifique a prática assistencial.
Em uma etapa posterior, os instrumentos passarão por testes, conferindo sua aplicabilidade na Clínica de Doenças Infectocontagiosas, tanto por enfermeiros assistenciais no seu dia a dia, como pelos docentes que atuam na disciplina de Saúde do Adulto e do Idoso, junto aos discentes da graduação em Enfermagem que cursam a disciplina.
Assim sendo, serão disponibilizadas cópias dos instrumentos, no sentido de verificar se os mesmos representam a assistência a clientes portadores de doenças infectocontagiosas hospitalizados no serviço, e, ao final, serão anotadas as dificuldades encontradas quanto à aplicação, além dos itens que podem ser acrescidos ou retirados. Após a conclusão do teste de operacionalização, será elaborada então a versão definitiva dos instrumentos com um guia instrucional, facilitando seu preenchimento e sua utilização.
Desta maneira, será de suma importância o retorno da pesquisadora à clínica, realizando oficinas e promovendo grupos de discussões sobre a utilização dos instrumentos, a importância e a realização do exame físico por enfermeiros e a utilização da CIPE®, tanto para a compreensão e manuseio da taxonomia, como para a utilização da nomenclatura de diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem da clínica.
Durante o desenvolvimento desta pesquisa, encontraram-se dificuldades na etapa de validação de conteúdo, pois não foi possível reunir o grupo de enfermeiros, facilitando a construção do conhecimento socializado.
Também não foi possível desenvolver uma maneira de integrar os técnicos de enfermagem na pesquisa, tendo em vista o grande número de profissionais e as etapas de que estes poderiam participar, obedecendo à Lei do Exercício Profissional e o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
Ressalta-se que esta integração é de suma relevância, pois a concretização do processo de enfermagem é de responsabilidade de toda a equipe de enfermagem, cabendo privativamente ao enfermeiro a interpretação e a coleta dos dados evidenciados no histórico, a elaboração de diagnósticos e intervenções, no entanto a execução das intervenções é conferida a toda equipe de enfermagem, principalmente aos técnicos.
Outro grande desafio, ao longo da trajetória deste estudo, foi trabalhar com a construção de instrumentos para clientes de diferentes faixas etárias, dificultando a criação de um plano de cuidados para uma determinada população.
Também, apesar de ter havido uma inserção no ambiente de pesquisa, foi difícil relacionar os aspectos clínicos de diferentes doenças infectocontagiosas a problemas passíveis à atuação da Enfermagem, uma vez que não sou enfermeira assistencial da clínica.
Cumpre assinalar que o intuito da construção destes instrumentos será fornecer dados mínimos essenciais que representem o cuidado de enfermagem na Clínica de Doenças Infectocontagiosas, pensando na operacionalização e em uma futura informatização do processo de enfermagem, facilitando a comunicação e o registro da assistência, tornado-a mais efetiva e promovendo uma maior visibilidade desta por parte da equipe de enfermagem e dos profissionais de outras áreas. No tocante à academia, a utilização dos instrumentos facilitará o processo de ensino aprendizagem dos discentes de enfermagem, possibilitando uma melhor visualização da teoria versus prática.
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APÊNDICE A
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO