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Dense and Texture-Based Flow Visualization

Para avaliar a identidade e qualidade do óleo de açaí, foram realizados testes clássicos como ensaios de índice de acidez, de iodo, saponificação, densidade e refração, como também testes mais precisos como análise do perfil lipídico por cromatografia gasosa, a estabilidade oxidativa, análise de espectroscópica na região do infravermelho (FT-IR) e análise térmica.

4.2.1.1 Índice de acidez

O índice de acidez do óleo de açaí foi determinado segundo o protocolo da American Oil Chemists Society AOCS Cd3d-63.

A realização do procedimento consistiu em pesar 0,2g da amostra em um frasco erlenmeyer de 125mL e adicionar, com auxílio de uma proveta, 50mL de solução éter etílico:etanol etílico 96% (1:1) v/v. A mistura de solventes foi previamente neutralizada com KOH 0,1 N e em seguida foram adicionadas 2 gotas de fenolftaleína como indicador. A solução foi titulada com KOH 0,1N até a observação da coloração rósea pálida que persistiu por aproximadamente 30 segundos.

O índice de acidez foi determinado após aplicação dos dados encontrados na Equação 2.

IA= , 1 / Equação 2 Onde IA é o índice de acidez (mg KOH/g), n é o volume (em mL) de hidróxido

de potássio 0,1N gasto na titulação e m é a massa da amostra.

4.2.1.2 Índice de saponificação e Índice de iodo (método indireto)

A determinação do índice de saponificação, assim como o índice de iodo, foi determinado pelo perfil de ácidos graxos obtidos a partir da análise por cromatografia em fase gasosa, segundo a prática AOCS Cd 1c- 85 e AOCS Cd 3a- 94, respectivamente (American Oil Chemists Society, 1995). Os métodos descrevem as Equações 3 e 4 para predição do índice de saponificação e de iodo respectivamente:

I.S.mistura= ⨯ , ⨯

��⨯ + , − ⨯

Equação 3 Onde:

I.S.mistura = Índice de Saponificação da mistura de ácidos graxos;

PM= peso molécula (ou massa molar) médio dos ácidos graxos (g/mol); 3= número de ácidos graxos por triacilglicerol;

56,1= peso molecular do KOH (g/mol); 1000= conversão de g para mg;

92,09= peso molecular do glicerol (g/mol); 18= peso molecular da água.

Índice de iodo = (% ácido palmitoleico x 0,950) + (% ácido oleico x 0,860) +

4.2.1.3 Índice de refração

O ensaio do índice de refração foi realizado em triplicata, empregando um refratômetro de Abbé (marca Jena), acoplado a um banho térmico (Thermo Haake) com temperatura controlada. A leitura foi feita a temperatura de 29,70 0C, conforme o protocolo AOCS Cc7-25.

4.2.1.4 Densidade Relativa

A densidade do óleo de açaí foi determinada pelo método do picnômetro de vidro, à temperatura de 24 0C, de acordo com a metodologia da Farmacopeia Brasileira 5ª edição (2010).

A análise foi realizada com picnômetros de vidro de 5 mL com juntas esmerilhadas. Os picnômetros limpos e secos foram calibrados e preenchidos com água recém-destilada. Em seguida o óleo foi adicionado cuidadosamente pela parede para prevenir formação de bolhas de ar, quando necessário foi removido o excesso da amostra da lateral do recipiente e conferido a temperatura. O valor da massa do óleo de açaí foi obtido pela diferença de massa do picnômetro cheio e vazio. A densidade relativa é igual a razão entre a massa da amostra líquida e a massa da água, ambas na mesma temperatura.

O ensaio feito em triplicata foi determinado conforme a fórmula equação 5.

Onde, A é a massa do picnômetro contendo óleo; B é a massa do picnômetro vazio e C é a massa da água à temperatura de 24 0C.

4.2.1.5 Perfil de ácido graxos por Cromatografia Gasosa

A composição de ácidos graxos do óleo de açaí foi determinada pela derivatização de ácidos graxos em ésteres metílicos, conforme o método proposto por Rodrigues e colaboradores (2010). Os derivados foram isolados via saponificação e esterificação com KOH em metanol (0,1 mol/L) e HCl em metanol (0,12 mol/L). Em seguida, foram extraídos por hexano e injetados no cromatógrafo à gás (Varian modelo CP 3380), equipado com um detector de ionização de chama (no inglês, Flame Ionization Detectation – FID) e com uma coluna capilar CP-Sil 88 (comprimento 60 m, diâmetro interno 0,25 mm, espessura 0,25 mm; Varian Inc., EUA). As condições cromatográficas foram: hélio como gás de arraste com vazão de 0,9 mL/min; um detector de ionização de chamas a 250 °C, um injetor (split razão de 1:100) mantido a temperatura de 250 °C e um volume de injeção de 1 L. A coluna foi submetida a uma rampa de aquecimento de 80 °C a 205 °C, com um aumento subsequente de 4 °C/min. Os picos de ácidos graxos individuais foram identificados por comparação dos tempos de retenção com os de misturas conhecidas de padrão de ácidos graxos (74X Nu-check-prep, Inc., EUA), executados sob as mesmas condições operacionais. Os resultados foram expressos em porcentagem relativa do total de ácidos graxos.

4.2.1.6 Espectrometria na região do Infravermelho (IV)

A espectroscopia de absorção na região do infravermelho do óleo de açaí foi efetuada em um espectrofotômetro com transformador de Fourier (Shimadzu Corporation IR Prestige 21 Cat. No. 206-73600-36- Kyoto-Japan) utilizando discos

de Brometo de Potássio (KBr) na região espectral de 4000 a 500 cm-1, descrita por

Costa e Colaboradores (2013).

4.2.1.7 Estabilidade oxidativa do óleo do açaí – Rancimat

O indice de estabilidade oxidativa (OSI) foi avaliado pelo equipamento Rancimat 743 Metrohm (Herissau/Suiça) a 100 °C, sob fluxo de ar de 20 L/h, utilizando- se amostras de 5 g de óleo, seguindo o método AOCS Official Method Cd 12b-92.

4.2.1.8 Análise térmica do óleo de açaí

O óleo de açaí foi submetido as análises de termogravimetria (TG) e calorimetria diferecial exploratória (em inglês, diferecial exploratory calorimetry - DSC), onde a TG foi realizada em um analisador térmico Shimadzu® (modelo TGA:

50/50H) e o DSC foi realizado em um Shimadzu® DSC plus 60.

As amostras foram pesadas de 5 a 10 mg, adicionadas em cadinhos de platina e as análises foram executadas nas seguintes condições: atmosfera de nitrogênio e de ar sintético (50 mL/ min) e razão de aquecimento de 10 ºC/min numa faixa de temperatura de 25 a 550 ºC. Os cálculos de perda de massa e variação de entalpia foram realizados com auxilio do programa TA 60w Shimadzu® (NUNES et al., 2009; COSTA et al., 2013). As análises de DSC foram realizadas em cadinhos de alumínio hermeticamente fechados.