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Denial-of-Service (DoS), Distributed DoS (DDoS), and Botnets 20

1.3 Outline

2.3.1 Denial-of-Service (DoS), Distributed DoS (DDoS), and Botnets 20

Este estudo se baseia na avaliação do uso de resíduos de construção e demolição de obras associados a um solo típico do município de Campo Verde - MT para aplicação em uma camada de base de um pavimento urbano, sendo executado para complementar esta avaliação, um trecho experimental. As descrições dos materiais empregados na pesquisa são mencionadas a seguir.

3.1.1. Cascalho laterítico

O solo empregado nas misturas com os resíduos de construção para aplicação na camada de base foi obtido em uma jazida localizada a cerca de 7 km do centro urbano do município de Campo Verde - MT, situado a uma latitude de 15º32'48" sul e a uma longitude de 55º10'08" oeste, estando a uma altitude de aproximadamente 736 metros. O local de acesso até a jazida é feito por meio da BR-070, que liga as cidades de Campo Verde - MT e Primavera do Leste - MT. A gênese deste material está associada a um solo laterítico, rico em óxidos de ferro e alumínio. Segundo NOGAMI & VILLIBOR (1995), solos dessa natureza tendem a apresentar um elevado potencial em termos de capacidade suporte, sendo assim um excelente material para obras de pavimentação. Uma melhor classificação geotécnica para o solo em estudo será abordada nas análises realizadas nos ensaios laboratoriais. As Figuras 3.1 e 3.2 ilustram imagens da jazida.

3.1.2. RCD

Os resíduos de construção e demolição de obras (RCD) utilizados neste trabalho foram coletados no lixão a céu aberto e em outros locais de descarte no município de Cuiabá - MT. Como justificativa para a escolha desses locais, destaca-se a facilidade na logística para o beneficiamento dos resíduos, dada à proximidade dos laboratórios na cidade de Cuiabá - MT, uma vez que a cidade de Campo Verde - MT fica a aproximadamente 130 km de Cuiabá - MT. Assim, foram coletadas frações de resíduos contendo restos de concretos armados, fragmentos de alvenarias e pisos cerâmicos. As dimensões desses materiais, no momento da coleta, eram bastante variáveis, tendo em vista que esses materiais foram obtidos em sua maioria a partir da demolição de obras pré-existentes no Estado de Mato Grosso. As Figuras de 3.3 a 3.6 ilustram detalhes da coleta dos resíduos para serem avaliadas neste trabalho.

Figura 3.3 - Triagem realizada em campo para os RCD em estudo.

Figura 3.4 - Restos de concreto armado coletado para análise.

As frações de RCD coletadas em campo passaram por uma redução de tamanho, como forma de se obter uma amostra representativa para o uso desses resíduos na composição das misturas destinadas a camada de base. Nesse aspecto, realizou-se, num primeiro momento, uma redução desses materiais por meio do impacto de uma marreta sobre essas frações, até se obter uma dimensão condizente com a abertura de alimentação do britador de mandíbulas utilizado nesta pesquisa (em torno de 10 cm por 10 cm). Após a obtenção das frações necessárias para a alimentação no britador, optou-se por regular a abertura de saída desse equipamento, em dimensões imediatamente menores que 25 mm, de modo que o agregado produzido pudesse ser enquadrado na classificação comercial da Brita 2, e, houvesse um controle quanto ao seu diâmetro máximo. No entanto, é oportuno destacar que não foi possível realizar o mesmo controle do material quanto ao seu diâmetro mínimo, considerando principalmente as características que o RCD apresenta em função da sua heterogeneidade, facilidade de quebra, resistência ao impacto, etc. As Figuras 3.7 e 3.8 ilustram detalhes da produção dos agregados de RCD.

Figura 3.7 - Vista geral do britador de mandíbulas com restos de concretos.

Figura 3.8 - Detalhe dos resíduos de concreto fracionados.

3.1.3. Misturas de solo-RCD

Para efeito desta pesquisa utilizou-se, num primeiro momento, três variações de misturas do cascalho laterítico com o RCD nas porcentagens de 15%, 25% e 35%, em massa, de RCD em relação à porcentagem total das misturas. Esse estudo preliminar, com essas três combinações, serviu para definir a porcentagem de RCD que seria associado ao solo na execução de um trecho

experimental. No que diz respeito à composição dos materiais constituintes do resíduo de construção e demolição de obras, utilizou-se 50% de restos de concretos, 35% de materiais provenientes de alvenarias e 15% de restos de piso, em massa. Essas porcentagens foram adotadas com base na média da composição desses resíduos oriundos de obras de edificações na região metropolitana de Cuiabá - MT e nas casas populares construídas no município de Campo Verde - MT.

3.1.4. Mistura asfáltica

Para a camada de rolamento do trecho experimental foi considerada uma solução de revestimento padrão adotado pela Prefeitura Municipal de Campo Verde - MT. Assim foi utilizada na construção do revestimento da pista experimental uma mistura asfáltica na forma de pré- misturado a frio (PMF). Esta alternativa tornou-se viável, em função da Secretária de Obras do município de Campo Verde - MT possuir uma usina asfáltica capaz de produzir este tipo de revestimento, contribuindo para realização do acabamento final do pavimento em análise em uma menor brevidade de tempo. Maiores detalhes dos materiais utilizados na composição do PMF serão apresentados a seguir.

3.1.4.1. Agregados

Os agregados utilizados para a fabricação do PMF foram compostos, essencialmente, pelas frações tecnicamente conhecidas por pedrisco, pó de pedra e areia. Os dois primeiros materiais foram oriundos de rochas calcárias dolomíticas extraídas do Distrito de Nossa Senhora da Guia, localizado próximo a capital de Mato Grosso, Cuiabá. Com relação à areia, a sua extração foi realizada ao longo do Rio Coxipó, nas imediações da cidade de Cuiabá - MT.

3.1.4.2. Ligante betuminoso

O ligante utilizado na produção da mistura asfáltica foi a emulsão RL-1C, produzida em Cuiabá - MT e fornecida pela empresa Centro-Oeste Ltda.