4 Case: X-Bow Den omvendte skipsbaugen fra Ulstein Design & Solutions AS
4.4 Den utvidede historien – bakgrunnen for hendelsene
Conforme exposto durante o transcorrer do trabalho, a empresa atualmente seleciona
o material de uma bronzina apenas comparando os resultados de pressão do filme de
óleo obtidos na simulação efetuada pelo software EXCITE [17] com os valores de
uma tabela dos diversos materiais disponíveis.
Essa tabela é elaborada com base nos dados históricos de falhas computados pela
companhia. Trata-se, portanto, de uma metodologia bastante empírica e não muito
precisa.
Tendo em vista que o objetivo principal do presente trabalho era melhorar o projeto
de novos mancais hidrodinâmicos, pode-se dizer que o mesmo conseguiu atingir sua
principal meta, uma vez que a metodologia proposta apresenta um inegável avanço
quando comparada com a prática atualmente empregada pela empresa na seleção de
materiais além de propiciar um entendimento sobre a possibilidade de falha e uma
previsão da vida de uma bronzina.
Seu emprego, portanto, propicia à empresa uma sensível vantagem competitiva, uma
vez que utiliza conceitos importantes, como método dos elementos finitos, cálculo da
tensão e análise da fadiga, além de possibilitar à companhia o cumprimento de um
dos requisitos da norma de qualidade ISO/TS 16949 [22], que é o estudo da vida do
componente.
Apesar de a informação do valor do expoente de Basquin (b) para a liga de alumínio
estudada não ter sido encontrada na literatura disponível, o valor utilizado de uma
outra liga, proposto durante o transcorrer do trabalho, mostrou-se coerente com a
metodologia de cálculo da vida, conforme comparação efetuada.
Com relação ao coeficiente de segurança, a metodologia conseguiu prever os
resultados obtidos nos experimentos. Os menores valores de coeficiente de segurança
foram encontrados justamente na região em que as bronzinas testadas apresentaram
maior solicitação.
Portanto, a metodologia mostrou-se perfeitamente adequada e pode ser considerada
validada, tanto para o cálculo do coeficiente de segurança, quanto para o cálculo da
vida, uma vez que conseguiu prever o resultado do experimento e demonstrou
coerência entre os valores calculados.
Devido ao fato de algumas zonas de incerteza terem ocorrido, aliado ao fato das
possíveis variações do processo produtivo do componente estudado, durante o
transcorrer do trabalho foi proposta a adoção de um critério de aprovação de projeto
quando da utilização da metodologia proposta.
Esse critério (aprovar o projeto caso o menor coeficiente de segurança seja pelo
menos igual a 1,5) tem a única intenção de conferir uma segurança ao engenheiro
que estiver utilizando a metodologia de que a peça por ele projetada não falhará
durante seu uso, apesar das variações do processo de produção.
Pela prática atual, para se assegurar que uma bronzina projetada não venha a falhar
por fadiga, faz-se necessária a execução dos ensaios de fadiga, que são altamente
custosos e demandam uma grande quantidade de tempo.
O emprego da metodologia proposta possibilita a não execução dos referidos testes,
pois a metodologia consegue prever de forma satisfatória os resultados dos mesmos,
conforme pôde ser observado no transcorrer do trabalho.
Mesmo não tendo sido uma proposta inicial do trabalho, a execução do mesmo
possibilitou a proposição de um limite de resistência à fadiga para a liga de alumínio
da bronzina em estudo, de acordo com o proposto por Juvinall [23], apesar de
diversos autores, como Mitchell [33], não reconhecerem tal limite de resistência para
as ligas de alumínio.
6.1 Trabalhos futuros
Conforme já comentado, o valor do expoente de Basquin (b) não está disponível na
literatura. Propõe-se, portanto, que a traçagem da curva SxN da liga de alumínio da
bronzina estudada seja efetuada e que se determine o correto valor do referido
expoente, de modo que se possa conferir uma maior precisão aos cálculos da vida à
fadiga pelo método proposto.
A metodologia apresentada foi validada exclusivamente para a condição de teste na
máquina de ensaio de fadiga. Pressupõe-se que a mesma também seja válida para
prever o funcionamento do motor, porém, há a necessidade de que ela seja
confrontada com o resultado de um teste de motor, ficando como uma sugestão para
futuros trabalhos.
Há a possibilidade de que a metodologia proposta, que foi validada para bronzinas
bi-metálicas, também seja aplicável para os mancais fabricados com outros tipos de
material, mas, para isso, outras validações experimentais são necessárias.
Além disso, a metodologia proposta tem a possibilidade de ser aplicável a quaisquer
elementos mecânicos sujeitos a esforços alternados (como molas de suspensão, por
exemplo), desde que se conheça os valores dos carregamentos a que o componente
esteja submetido.
Porém, sua utilização para outros componentes mecânicos necessita de uma prévia
validação experimental. Neste caso, não há a necessidade de se efetuar as etapas de
simulação EHL, uma vez que as molas não estão sujeitas ao campo de pressão
hidráulico.
É necessário, porém, que estudos para se determinar corretamente o carregamento a
que as peças são submetidas quando ensaiadas em uma máquina de testes de fadiga
sejam efetuados para que então esses valores sejam inseridos no modelo matemático
proposto.
Os resultados então obtidos devem ser confrontados com aqueles obtidos nos
experimentos para sua validação também na utilização da metodologia proposta para
molas de suspensão.
Desta forma, o autor também sugere que trabalhos futuros visando a essas validações
sejam efetuados.
Outra sugestão do autor seria a execução de outro modelo de elementos finitos para a
aplicação das pressões, de modo que fique mais aproximada da real condição de
operação. Somente foi inserida a pressão na região de carga e não em toda a
superfície da bronzina, que, como foi exposto anteriormente, pode gerar alguns
resultados incorretos (excessivo carregamento na região lateral da bronzina).
In document
Tidlig fase innovasjon: Casen X-Bow. En multinivå analyse av kreativitetsfasen
(sider 45-55)