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Den teoretiske bagasjen: Hva er en diaspora?

1.3 Teori og terminologi

1.3.4 Den teoretiske bagasjen: Hva er en diaspora?

Para iniciar esta reflexão gostaria de começar pelo que acredito ser mais pertinente que é a realização do diagnóstico de situação, entendendo que este passa pela “elaboração de um mapa cognitivo sobre a situação-problema identificada”, ou seja, a realização de um modelo descritivo da realidade sobre a qual pretendo interagir (Teófilo et al, 2010, p. 10). Nesta etapa, como enfermeira especialista, procederei à identificação das potencialidades e dos recursos do contexto de intervenção, para que ocorra um verdadeiro conhecimento da situação atual, um adequado planeamento e a execução objetiva do projeto a que me propus desenvolver. Este enquadramento inclui uma caracterização focada em aspetos relacionados, principalmente, com o cuidar em enfermagem e a gestão de emoções, nas consultas de saúde infantil e na vacinação.

A saúde infantil funciona numa sala, que fisicamente tem uma estrutura pouco recente, mas que com a evolução dos tempos e das vontades, tem vindo a ser preenchida e decorada pelos próprios profissionais, no sentido de tornar o ambiente mais alegre e acolhedor para a criança e sua família. No seu todo, faz-se sobressair algumas partes das paredes de cor azulão, em que a mais apelativa está colorida com bonecos de grandes dimensões, mais descritivamente, são ursinhos numa horta com um trator. Esta parede, maior parte das vezes, é o alvo do olhar dos mais pequenos, sendo usada como forma de distração da criança, durante a realização da consulta. Num dos cantos da sala encontram-se alguns brinquedos, nomeadamente, dois carros, um telemóvel e um “bebé”, os quais representam ferramentas essenciais de comunicação com a criança, segundo a sua idade e etapa de desenvolvimento. Por limitações económicas, temporais e de funcionalidade das consultas, a equipa não tem investido na aquisição de um maior número e variedade de brinquedos (porque se colocavam questões de desinfeção dos brinquedos entre o intervalo das consultas). Ainda assim a aposta passa, sobretudo, pela promoção de um ambiente acolhedor e de afetos, em que as interações são realizadas com intencionalidade, existindo a preocupação de gerir as emoções que vão surgindo, em sintonia com o mundo do imaginário da criança.

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A sala de vacinação é um espaço de reduzidas dimensões. No seu contíguo apresenta uma divisão onde são armazenadas e preparadas as vacinas, para posterior administração. Ambas têm um ambiente que tem vindo a ser decorado por toda a equipa, pelas limitações económicas verificadas na atualidade, não existindo fuga à exceção, nesta usf. Todavia, todos os enfermeiros deram o seu contributo para colar nas paredes, imagens de animais coloridos, em que se destaca também uma parede de cor azulão, que desperta a atenção desde os mais pequenos aos mais jovens. Apesar da rotatividade dos elementos da equipa pelas várias consultas, factualmente existe uma enfermeira que se encontra com mais frequência na sala de vacinação.

Na sala de espera da usfc existe um “cantinho infantil” onde a criança se depara com alguns matérias didáticos (lápis de cor e papel), que pode usufruir enquanto aguarda pelas consultas (o que facilita o papel dos pais, sobretudo, em idade pré-escolar e escolar, que encontram um recurso físico que oferece à criança uma ocupação lúdica e de recreação, mesmo num espaço de prestação de cuidados de saúde).

Apesar das limitações e dificuldades físicas e económicas, que a equipa encontra para incluir o brincar terapêutico nos cuidados à criança e sua família, existe uma procura incessante e uma preocupação evidente na manutenção de um ambiente harmonioso e de segurança. Assim, tal como a autora Diogo encontrou no seu estudo sobre o trabalho das emoções em enfermagem pediátrica, este ambiente é conseguido, não só através da criação de um ambiente afetuoso na relação com a criança e família, mas também pela relação de proximidade que existe entre os vários elementos da equipa (Diogo, 2012). Entre a equipa é visível a partilha de ideias e sentimentos, como forma de gerirem as suas emoções, em que a união é bem visível, pois facilmente esboçam sorrisos, brincam entre eles e recorrem ao humor com facilidade e automatismo. A autora supracitada retrata no seu estudo alguns exemplos de atitudes/comportamentos/postura que a equipa de enfermagem já desenvolve, ainda sem corelacionarem com a importância que representam na gestão de toda a emocionalidade nos processos de saúde e doença, como as “interações específicas que são: acolher, cumprimentar, expressar afeto, gerar ambiente familiar […], brincar, cantar, mobilizar personagens de contos de fada, de filmes ou desenhos animados, despedidas calorosas” (Diogo, 2012, p. 227).

Quanto às fardas utilizadas pela equipa de enfermagem, apenas um elemento utiliza uma farda colorida, pelo que sugeri aos outros elementos foi a transformação das fardas com alguns adornos decorativos ou utensílios, como molinhas em madeira ou pins de algumas

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personagens do mundo infantil (por exemplo, o rato Mickey da Disney®). Estes objetos

transformam a imagem que a criança cria de nós à nossa aproximação e, muitas das vezes, prendem a sua atenção nestes objetos, os quais depois podem ser utilizados nas estratégias de distração da criança durante a prestação de cuidados. No entanto, considerando os procedimentos necessários e inerentes ao próprio ato do cuidar, os profissionais assumirem o fardamento não colorido, é um fator que é atenuado pela facilidade com que a equipa cuida de um modo afetuoso. Esta relação é motivada pela proximidade e duração da relação estabelecida ao longo do tempo com a criança e sua família (por exemplo, uma “família” é seguida no planeamento familiar, posteriormente, na saúde materna, passa para a saúde infantil e vacinação e, por vezes, o enfermeiro da saúde comunitária ainda realiza a visitação domiciliária, se necessário). A ligação de continuidade temporal, no meu entender facilita todo o processo de gestão da emocionalidade, quer na presença ou ausência de saúde. De igual modo, o que eu senti é que a aproximação e a ligação da equipa a cada família destaca-se por uma interação natural ou por uma predisposição intrínseca para o cuidar intencional e objetivo, que visa contribuir para o bem-estar físico e emocional da criança e da sua família. Com esta finalidade, julgo que neste contexto acabei por encontrar-me com o que é defendido pela equipa, isto porque a minha intervenção durante os cuidados prestados à criança e família (com a aplicação de técnicas de comunicação e de distração específicas, de acordo com a idade) contribuiu para evitar ou minimizar os stressores físicos e emocionais da criança e família provenientes das vivências durante os processos de saúde e de doença. A vacinação constitui um desses momentos.