3 Teori
3.3 Den demokratiske styringen
3.3.2 Den offentlige styringsstrukturen
O questionário está organizado em três partes, contendo cada uma informações de relevância particular na consecução dos objectivos pretendidos. A primeira parte, que se refere ao perfil dos inquiridos, é constituída por sete variáveis que fornecem elementos sociodemográficos da
população. Destas variáveis constam o género, a idade, a escolarização, a profissão, a zona de vivência habitual, a província de nascimento e a província de residência. Aqui, não apenas são fornecidas informações gerais sobre as variáveis acima nomeadas, mas também informação implícita útil para o enriquecimento da fundamentação teórica da investigação, principalmente no que diz respeito ao carácter assimétrico da distribuição da população pelo país.
A análise da variável género, de acordo com a tabela que se segue, mostra que foram validados 301 questionários, pertencendo a maior percentagem a indivíduos do sexo masculino, com cerca de 58,8%. Este valor percentual corresponde a uma frequência de 177 indivíduos. Quanto aos indivíduos do sexo feminino, a frequência ficou pelos 124 questionários validados, o que representa uma percentagem de 41,2%. Pese embora a intenção de equilibrarmos a percentagem do género dos sujeitos inquiridos, houve maior participação masculina por razões alheia à nossa vontade.
Tabela 21: Género dos inquiridos
Género Frequência Percentagem
Masculino 177 58,8%
Feminino 124 41,2%
Total 301 100%
Em termos de idade, a faixa etária dos sujeitos inquiridos é de carácter intervalar, pois a intenção não é de identificar as idades em separado, mas, sim, compaginá-las em intervalos. Nesta óptica, a idade dos inquiridos tem o intervalo mínimo de 16 a 25 anos de idade e o máximo de > de 65 (mais de 65) anos. A adopção da idade mínima de 16 anos teve como critério o facto de, em termos de crescimento humano, ser visto como período central da adolescência, podendo, a partir daí, o indivíduo ser responsabilizado pelos seus actos. Em relação à idade máxima, não colocamos restrições, daí a opção por um intervalo aberto, de acordo com a tabela abaixo.
Tabela 22: Idade dos inquiridos
Idade Frequência Percentagem
16 a 25 anos 139 46,2% 26 a 40 anos 99 32,9% 41 a 55 anos 53 17,6% 56 a 65 anos 9 3,0% > de 65 anos 1 0,3% Total 301 100%
Olhando para a tabela da idade dos inquiridos, comprova-se, com facilidade, a ideia de proporcionalidade inversa entre o crescimento da idade e as frequências. O mesmo é dizer que houve maior participação de indivíduos mais jovens, notando-se uma progressiva fraca participação à medida que a idade avança. Este tipo de comportamento, embora pareça
irrelevante, pode ajudar a definir os meandros da análise dos resultados, permitindo maior incisão sobre aqueles que mais sofrem dos efeitos da língua portuguesa.
Conforme foi exposto, o questionário tem como público-alvo sujeitos angolanos falantes da língua portuguesa, independentemente de ser em situação de língua materna ou língua não materna. O painel escolaridade básica a superior merece destaque, em virtude de a língua portuguesa continuar a ser, para muitos angolanos, uma língua aprendida, ou seja, que envolve processos cognitivos, e não adquirida natural e espontaneamente. Nesta óptica, o português, em Angola, está polarizada, respectivamente, em língua não materna e segunda para uns, enquanto se vem assumindo como língua materna para outros, uma realidade em franca expansão. Ora, se no segundo caso ela se desenvolve, basicamente, através do processo de aquisição da linguagem, no primeiro, a escola é o seu principal palco de aprendizagem. A tabela que se segue resume a informação sobre o grau de escolarização dos sujeitos que constituem a amostra, donde a diversificação do nível de formação pode ajudar a diversificar a informação recolhida.
Tabela 23: Escolarização dos inquiridos
Escolarização Frequência Percentagem
Ensino Primário 3 1,0%
Ensino Secundário 28 9,3%
Ensino Médio 92 30,6%
Ensino Superior 178 59,1%
Total 301 100%
Uma variável relevante, tendo em conta a utilidade das informações que dela se pode extrair, diz respeito à zona de vivência habitual dos sujeitos inquiridos. Esta funciona como base de assunção e de padronização trivalente dos sujeitos inquiridos pelas categorias da sua localização e inscrição no “locus” do uso da língua portuguesa nas categorias de ruralidade, urbanidade e semi-urbanidade. A mesma realidade configura as duas principais tendências em torno da abordagem do uso da língua portuguesa em Angola: uso como língua materna no meio urbano e uso como língua não materna/segunda no meio rural. Os sujeitos que compõem a amostra estão distribuídos em três zonas, conforme a tabela abaixo. Todavia, a distribuição disforme dos indivíduos por cada zona leva-nos a reforçar o apelo em torno das cautelas em relação à generalização das conclusões, com base nos resultados deste inquérito, para todo o nacional.
Tabela 24: Residência habitual dos inquiridos
Residência Frequência Percentagem
Zona rural 14 4,7%
Zona semi-urbana 107 35,5
Zona urbana 180 59,8
Olhando para os dados da tabela em análise, nota-se, evidentemente, uma desproporcionalidade de informação entre as três zonas, ainda que, em nossa opinião, este facto não deva coibir o valor da investigação. Temos consciência das limitações dos resultados introduzidos por essa diferença, assim como o facto de a investigação se centrar em falantes da língua portuguesa, tornando a amostra não essencialmente representativa da população nacional. Todavia, os mesmos resultados obtido pela mesma amostra não deixam de revelar, ainda que sob a forma de tendência, a consciência do uso e da assunção da LP pela população inquirida, tanto e sobretudo na urbanidade, quanto na semi-urbanidade e até certo ponto na ruralidade. Por uma questão de relação entre as variáveis, são apresentadas a seguir a província de residência e de nascimento dos inquiridos.
Tabela 25: Província de residência dos inquiridos
Província definida Frequência Percentagem
Cabinda 94 31,2%
Luanda 130 43,2%
Bengo 14 4,7%
Huambo 57 18,9%
Província não definida
Benguela 3 1%
Uíge 2 0,7%
Sem resposta 1 0,3
Total 301 100%
A análise da tabela acima indicada permite-nos concluir que, pese embora termos definido um universo de quatro províncias, nem todos os inquiridos residem nas províncias seleccionadas. Eis a razão do aparecimento da informação adicional contida em “província não definida”. Deste modo, a fim de criarmos maior complementaridade por intermédio da introdução de um segundo termo de comparação, procedemos à inclusão da variável “província de nascimento dos inquiridos”, que a seguir apresentamos.
Tabela 26: Província de nascimento dos inquiridos
Opções Frequência Percentagem
Bengo 15 5,0% Benguela 8 2,7% Bié 2 0,7% Cabinda 89 29,6% Cunene 2 0,7% Huambo 56 18,6% Huila 8 2,7% Kwando-Kubango 2 0,7% Kwanza-Norte 7 2,3% Kwanza-Sul 3 1,0%
Las Tunas - Cuba 1 0,3%
Luanda 73 24,3% Lunda-Norte 6 2,0% Malanje 5 1,7% Moxico 1 0,3% Uíge 18 6,0% Zaire 5 1,7% Total 301 100,0
A informação desta variável de origem dos sujeitos inqueridos apresenta-se como um dado útil, embora não indispensável, quando comparada com a da província de residência, no intuito de revelar o carácter assimétrico da distribuição da população pelo país, bem como a mistura de indivíduos de etnias e culturas diferentes. Obviamente, para o projecto político angolano de construção de nação, num território de nações, este critério é fundamental, para além de favorecer, em nossa opinião, o português, a única língua com dimensão nacional.
Em suma, quanto ao perfil dos inquiridos, a amostra final é constituída por 301 questionários validados, dos quais 177 (58,8%) são do género masculino e 124 (41,2%), do género feminino, cujo intervalo etário mínimo é de 16 a 25 anos e máximo de > 65 anos (mais de 65 anos), e uma escolarização que oscila entre o Ensino Primário e Superior. Os sujeitos inquiridos, residentes em zonas rural (14 frequências - 4,7%), semi-urbana (107 frequências - 35,5%) e urbana (180 frequências - 59,8%), são provenientes de diversas províncias de Angola, mas residentes em quatro províncias, onde foram inquiridos: Cabinda (94 frequências - 31,2%), Luanda (130 frequências - 43,2%), Bengo (14 frequências - 4,7%) e Huambo (57 frequências - 18,9%). Há ainda a considerar 3 frequências (1%) de Benguela, 2 frequências (0,7%) de Uíge e 1 frequência (0,3%) sem indicação da província de residência, perfazendo um total de 301 (100%) frequências.