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5.4 Makronivå - et større perspektiv

5.4.2 Den nasjonale kulturen og Norges idrettskultur

O modelo apresentado na seção anterior permitiu a entrada de fluxos de capitais sem impor, em contrapartida, nenhuma restrição sobre a sua trajetória a não ser o princípio de equilíbrio do balanço de pagamentos, ou seja, que débitos se igualam aos créditos (MORENO-BRID, 1998/99). No entanto, a restrição não parece ser suficiente:

Claramente, a restrição contábil é insuficiente para garantir que a trajetória dos influxos de capitais externos – se em termos reais ou nominais – resulte em um padrão de endividamento externo sustentável no longo prazo. Mas, como a história da América Latina dolorosamente prova, capital externo pode estar fluindo constantemente, ajudando a financiar expansões econômicas de curto prazo, e pode estar simultaneamente alimentando um acúmulo de dívida externa a uma velocidade que inevitavelmente principiará uma crise cambial e trará uma interrupção repentina na atividade econômica. (MORENO-BRID, 1998/99, p. 284, tradução nossa).

Para superar essa limitação, Moreno-Brid (1998/99) propõe uma nova abordagem para o modelo, que leva em consideração a importância dos fluxos de capitais para o crescimento econômico de longo prazo e garante, simultaneamente, uma trajetória sustentável para a dívida externa. Moreno-Brid (2002) denomina a nova abordagem de terceira geração dos modelos de crescimento com restrição no balanço de pagamentos. A restrição adicional imposta ao modelo é que a participação do déficit em conta corrente na renda doméstica, em termos nominais, se mantenha constante. A condição garante que a razão entre dívida externa e renda doméstica também seja constante. Moreno-Brid (1998/99) ressalta que as participações do déficit em conta corrente e da dívida externa na renda doméstica são os indicadores que afetam o acesso dos países em desenvolvimento ao mercado de capitais global. O acesso ao financiamento externo tende a ser dificultado quando os dois indicadores se aproximam de determinados níveis críticos.

Para integrar a condição de endividamento externo sustentável ao modelo, Moreno- Brid (1998/99) assume que a taxa de câmbio nominal é constante e igual a um35. A condição adicionada ao modelo determina que a participação do déficit em conta corrente na renda nominal doméstica seja constante. Em outros termos, isso implica que a razão entre os influxos de capitais e a renda doméstica seja igual a uma constante k:

k

YF = (2.17)

35 Moreno-Brid (1998/99) adota uma nomenclatura diferente para algumas variáveis e expressa as taxas de

crescimento das variáveis usando o operador de diferencial. Com o intuito de simplificar a apresentação, as definições adotadas nas seções anteriores são mantidas.

Em termos de taxa de crescimento, a razão acima pode ser expressa pela seguinte igualdade36:

f = y + pd (2.18)

Substituindo a equação (2.18) em (2.12) e re-arrumando os termos, determina-se a taxa de crescimento de longo prazo da renda real associada a uma trajetória de endividamento externo sustentável yca: è) (1 ð ) p (p 1) ø ç (è z å è yˆ d f ca − − − + + + = (2.19)

Moreno-Brid (2002) avalia a adequação empírica da terceira geração do modelo de crescimento com restrição de balanço de pagamentos ao comportamento da economia do México entre 1967 e 1999. Supõe que os termos de troca são constantes e substitui x = åz para obter uma versão mais simplificada da equação (2.19), como segue:

è) (1 ð x è yca − − = (2.20)

Os testes abrangem a versão do modelo descrita pela equação (2.20) e a formulação original de Thirlwall proposta na equação (2.8). O critério consiste em verificar se a elasticidade renda da demanda por importações de longo prazo, ð, não difere significativamente do seu valor de equilíbrio hipotético, ðH. Este é definido como o valor da

elasticidade renda da demanda por importações que igualaria a taxa de crescimento efetivamente registrada pelo México à taxa de crescimento estimada pelo modelo. A elasticidade renda da demanda por importações de longo prazo, ð, é estimada usando técnicas de série de tempo.

Na estimação da elasticidade renda da demanda por importações, Moreno-Brid (2002) encontra evidências de que os preços relativos não têm efeito de longo prazo sobre as importações. Por essa razão, estimam também a elasticidade renda da demanda por importações excluindo os preços relativos. Os resultados – considerando a estimação da elasticidade renda da demanda por importações de longo prazo incluindo os preços relativos – rejeitam a hipótese de que a lei de Thirlwall, em sua formulação original, forneça uma interpretação adequada do crescimento econômico de longo prazo do México no período em análise. Por outro lado, confirmam a relevância da versão modificada da lei de Thirlwall exposta na equação (2.20). Para Moreno-Brid (2002), o resultado sugere que a terceira geração do modelo de crescimento com restrição de balanço de pagamentos pode reforçar a

36 Moreno-Brid expressa em seus estudos a taxa de crescimento dos fluxos de capitais medidos em termos reais.

No entanto, continuamos expressando a taxa de crescimento dos fluxos de capitais em termos nominais para facilitar a adequação da nova versão ao modelo descrito na seção anterior.

relevância empírica da teoria de crescimento econômico restringido pelo balanço de pagamentos. Os resultados obtidos com a estimação da elasticidade renda da demanda por importações de longo prazo excluindo os preços relativos confirmam a maior relevância da versão modificada da lei de Thirlwall frente à sua primeira versão, embora, dessa vez, a formulação original não seja rejeitada.

Mais recentemente, o próprio Moreno-Brid (2003) reconheceu que mesmo com as modificações, as novas versões da lei de Thirlwall não capturam explicitamente a influência do pagamento de juros e os estudos empíricos falham em não levar este elemento em consideração. A importância de incorporar mais este elemento à análise é justificada no trecho a seguir:

Claramente, estimativas da elasticidade renda da demanda por importações ou exportações se relacionam somente à evolução do comércio em bens e serviços, e não à evolução do pagamento líquido de juros ao exterior. Portanto, quando tais pagamentos são uma grande parte dos fluxos correntes, as aplicações empíricas – do modelo de crescimento com restrição de balanço de pagamentos – que assumem ausentes tais pagamentos ou implicitamente os tratam como um item da conta de importações podem ter baixos poderes preditivos. (MORENO-BRID, 2003, p. 347, tradução nossa). Moreno-Brid (2003) apresenta um modelo de crescimento com restrição de balanço de pagamentos que introduz despesas com juros e que garante, ao mesmo tempo, uma trajetória sustentável para o endividamento externo. O modelo tem de ser alterado para levar em consideração o pagamento de juros. A condição de igualdade do balanço de pagamentos pode ser expressa do seguinte modo37:

PfM + PdR = PdX + F (2.21)

onde R expressa o pagamento líquido de juros medido em termos reais.

A condição de igualdade do balanço de pagamentos pode ser expressa em termos de taxas de crescimento:

pf + m = è1 (pd + x) – è2 (r + pd) + (1 – è1 + è2) f (2.22)

onde è1 = PdX/PfM é a razão entre o valor das exportações e das importações e è2 = PdR/PfM é

a razão entre o pagamento líquido de juros em moeda doméstica e o valor das importações em moeda estrangeira.

Substituindo (2.4), (2.6) e (2.18) em (2.22) e resolvendo para y, obtém-se a expressão para a taxa de crescimento da renda real com equilíbrio no balanço de pagamentos que captura a influência do pagamento de juros e assegura uma trajetória sustentável ao endividamento externo:

37

) è è (1 ð ) p (p 1) ø ç (è r è åz è y 2 1 f d 1 2 1 r + − − − + + + − = (2.23)

Supondo que os termos de troca permanecem constantes e sabendo que åz = x, a equação (2.23) pode ser simplificada para:

) è è (1 ð r è x è y 2 1 2 1 r + − − − = (2.24)

A equação pode ser modificada ainda supondo que não há déficit em conta corrente, o que significa 1 – è1 + è2 = 0, ou seja:

ð r è x è y 1 2 r − = (2.25)

Moreno-Brid (2003) testa a relevância empírica do modelo verificando se não há diferença significativa entre a elasticidade renda da demanda por importações e o seu valor hipotético. A elasticidade renda da demanda por importações é encontrada através da estimação da demanda por importações de longo prazo do México. Em razão da insignificância da elasticidade preço da demanda por importações, Moreno-Brid (2003) obtém duas estimativas para a elasticidade renda da demanda por importações: uma incluindo e a outra excluindo a variável de preços relativos.

Os testes aplicados ao México no período de 1967 a 1999 envolvem três formulações da taxa de crescimento restringida pelo balanço de pagamentos: a formulação original, a versão assegurando uma trajetória de endividamento externo sustentável e o modelo com pagamento de juros, expressos pelas equações (2.8), (2.20) e (2.24), respectivamente. Os resultados do teste, independente da inclusão dos preços relativos na estimação da elasticidade renda da demanda por importações, são ainda mais favoráveis ao modelo que introduz o pagamento de juros e mantém uma razão constante entre o déficit em conta corrente e a renda nominal doméstica. Moreno-Brid (2003) não considera o resultado surpreendente em razão do montante expressivo de pagamento de juros ao exterior realizado pela economia mexicana durante parte importante do período da amostra. A conclusão é que o balanço de pagamentos foi uma restrição importante ao crescimento econômico de longo prazo no México entre 1967 e 1999, sendo que o pagamento de juros foi um determinante significativo. Enfim, os resultados confirmam a relevância empírica do modelo de crescimento com restrição de balanço de pagamentos.

Os dois próximos itens apresentam modelos que adicionam assimetrias tecnológicas à restrição de divisas.