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Den irsk/katolske sfæren

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Article 74: Offences aggravated by religious prejudice

5.2. The Old Firm i Skottland – kulturelle sfærer og sekterismedebatt

5.2.2. Den irsk/katolske sfæren

A intervenção do farmacêutico assente no doente e a sua integração em equipas multidisciplinares das ciências da saúde com o objetivo de melhorar a eficiência da terapêutica denomina-se Farmácia Clínica. É uma especialidade de saúde que descreve as atividades e serviços do farmacêutico na promoção do uso racional e apropriado dos produtos medicamentosos e dispositivos. Oferecem uma orientação de qualidade aos cuidados de saúde graças a saberes de terapêutica especializada, sempre com o objetivo de assegurar resultados ótimos na terapia. Aplica guidelines terapêuticas baseadas na evidência, ciências envolventes e princípios relevantes legais, éticos e socioeconómicos.

As atividades da Farmácia Clínica no CHCB englobam: o controlo de antibioterapia e a utilização de antibióticos de uso restrito, acompanhar a nutrição artificial, fomentar a utilização do Guia Farmacoterapêutico, integrar visitas/reuniões clínicas, monitorizar níveis séricos de fármacos (farmacocinética), colaborar na elaboração de guidelines e protocolos,

fornecer informação de medicamentos aos profissionais de saúde pela internet ou diretamente e a doentes sob a forma de folhetos informativos.

6.1 Acompanhamento da visita médica

Os SFH assumem a responsabilidade pela manutenção da terapêutica medicamentosa de cada doente diretamente e em colaboração com outros profissionais de saúde. Pondo em prática a suas competências, avaliam o benefício/risco da segurança das terapêuticas e possíveis alternativas existentes a cada esquema terapêutico, isto, fruto da experiência, trabalho, aprendizagem e formação contínua.

No CHCB, o farmacêutico está integrado numa equipa multidisciplinar de médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e terapeutas da fala. Participa de forma ativa e dinâmica em várias visitas/reuniões clínicas das diversas unidades de internamento. Aqui é apresentado e discutido o historial do doente e seu perfil farmacoterapêutico. O farmacêutico intervém sempre que necessário, prestando esclarecimentos, a qualquer profissional de saúde (mais especificamente médicos e enfermeiros) quando solicitado. Além das visitas clínicas, o farmacêutico defendendo sempre o bem-estar e segurança em prol do doente, redução de custos e desperdícios associados, emite através do SGICM, a listagem da antibioterapia por unidade de internamento, associada aos doentes em questão. As listas são entregues nas unidades de internamento, ao médico de serviço ou enfermeiro chefe, com o intuito de os sensibilizar para os tempos excessivos de antibioterapia com possível desenvolvimento de resistências a antibióticos e se possível alterar ou suspender os mesmos. São igualmente impressas listagens de medicamentos em que possa ser alterada a via de administração, mais propriamente, a transição da via intravenosa para a oral, visando diminuir as infeções provenientes da via IV bem como a redução de custos associados à utilização da mesma.

Acompanhei o farmacêutico a algumas visitas/reuniões clínicas mais precisamente às unidades de cirurgia I, cirurgia II, gastrenterologia e UAVC.

Presenciei a entrega das listagens relativas ao tempo de antibioterapia de alguns fármacos e possibilidade de transição da via IV para oral dos medicamentos pantoprazol e paracetamol.

6.2 Farmacocinética clínica: monitorização na prática clínica

“Drugs do not have doses, patients have doses”, Cipolle RJ.

“A Farmacocinética Clínica é o ramo da farmácia hospitalar que tem como objetivo primordial uma administração correta de fármacos, resultante da medição dos seus níveis séricos, o que se traduz num controlo terapêutico individualizado. A monitorização de concentrações farmacológicas séricas permite à equipa clínica administrar a dose necessária e precisa de um determinado fármaco necessária para atingir uma concentração adequada no local de ação, sem perigo de sobre ou subdosagem, aspeto que para alguns medicamentos se

torna de grande relevância, como é o caso dos que possuem uma margem terapêutica estreita ou alguma variabilidade associada ao comportamento cinético.” [29] Tem como objetivo a individualização e otimização da terapêutica, de forma a proporcionar a eficácia terapêutica máxima do fármaco e a minimização dos seus efeitos adversos. Esta permite estudar a evolução das concentrações do fármaco no organismo em função do tempo.

Os SFH do CHCB realizam a monitorização farmacocinética de antibióticos como por exemplo: a vancomicina e de aminoglicosídeos como é o caso da gentamicina.

O pedido de monitorização sérica de fármacos poder ser efetuado pelo médico, através do preenchimento de um impresso próprio, ou proposto pelo farmacêutico. Este doseamento é realizado no laboratório de patologia clínica, sendo a interpretação dos resultados da competência dos SFH.

A avaliação dos resultados é feita tendo em conta os valores séricos do fármaco, a creatinina e a ureia e ainda com a ajuda de um programa informático (Abbottbase PK System) que apresenta o resultado analítico tendo por base critérios farmacocinéticos, farmacodinâmicos e clínicos do doente. Este programa permite que sejam calculados os parâmetros farmacocinéticos individuais do doente e proposto um novo regime posológico, se necessário.

Posteriormente, os dados são registados no impresso com os parâmetros calculados, a proposta posológica e o parecer/comentário do farmacêutico.

Posteriormente o impresso é enviado para o serviço de internamento especificamente para o médico, ficando uma cópia nos SFH. [4]

Durante o estágio tomei conhecimento da monitorização.

6.3 Informação sobre medicamentos

Qualquer farmacêutico dos SFH pode responder a uma solicitação de informação de por parte de profissionais de saúde. Visa promover o uso seguro, eficaz e económico do mesmo, respondendo atempadamente, de forma clara e objetiva às solicitações dos serviços. [4]

Ao receber o pedido de informação, cabe-lhe analisá-lo, interpretá-lo corretamente e estabelecer o seu caráter de urgência. Terá de solicitar e reunir a maior quantidade de dados possível relativamente ao doente em questão. A tarefa é clarificar a questão de modo a direcionar a pesquisa para as fontes mais indicadas. Deve compilar várias fontes científicas, realizando uma análise crítica dos dados encontrados, verificando se são suficientes, coerentes e atuais. A informação é um elemento considerável na tomada de decisão e um fator preponderante para uma seleção correta dos medicamentos assim como para a sua utilização racional.

A informação é facultada verbalmente e/ou por escrito, de forma clara, adequada a cada profissional de saúde e sempre que possível apoiada de suporte bibliográfico. O processo é informatizado numa base de dados editável, para posterior consulta ou alteração caso necessário. [1,4]

Aquando da prescrição ou em qualquer outro momento de atividade, o médico pode, por exemplo, questionar e tirar dúvidas com o farmacêutico sobre informações relativas à farmacoterapia, a frequência de administração de um determinado medicamento, existências em armazém e possibilidade de transição de via de administração.

Assisti a várias solicitações de informação. Um médico (cirurgia 1), perguntou qual seria o ajuste de dose da cefradina para uma doente com insuficiência renal, tendo em conta um determinado valor de clearance da creatinina. Rapidamente a Farmacêutica consultou as fontes disponíveis (RCM) e a informação foi transmitida. Posteriormente a essa cedência informatizou-se em base de dados o registo da questão proposta, unidade de internamento, data, resposta fornecida e bibliografia de suporte utilizada.

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