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4. Den absolutte reklamasjonsfrist ved videresalg

4.2 Den absolutte reklamasjonsfrist ved direktekrav

Diante dos desafios epistemológicos que a inovação tecnológica e a globalização apresentam na história da arte e da convergência de diferentes áreas do conhecimento em manifestações da arte contemporânea, este trabalho buscou abordar as práticas culturais de instituições que permitissem a construção de um quadro pertinente às condições da contemporaneidade. Espera-se que tal reunião de elementos, brevemente retomada a seguir, possa ser acrescida, em demais investigações, de uma reflexão que contribua mais e mais à construção de uma perspectiva da cultura contemporânea.

Em decorrência da própria natureza heterogênea da arte contemporânea, as instituições de arte ampliaram os limites de suas atividades, estabelecendo novos diálogos entre pessoas, sociedade e política. A cultura contemporânea é interpretada por uma rede composta por artistas, intelectuais, críticos, educadores e historiadores de arte, preocupados em difundir os sentidos da arte nos dias de hoje. É impossível analisar essa produção com uma única prerrogativa teórica, porque tais práticas estão baseadas em sistemas de conhecimento diferentes. Por isso, as generalizações sobre novas formas de interação cultural e ideológica na contemporaneidade se demonstram inadequadas.

É importante chamar a atenção para o fato de que esta pesquisa teve o intuito de analisar algumas propostas de instituições de arte contemporânea que lidam com as mudanças nas ações e práticas artísticas atuais. Assim, a pesquisa visa também analisar as tendências de atuação destes espaços como plataforma de divulgação de acontecimentos artísticos que não serão classificados em coleções permanentes; como promoção de propostas educativas multidisciplinares para promover integração da comunidade ao redor; como concatenação de uma série de exibições temporárias, ao invés de apresentar e criar uma coleção de obras permanentes. Por isso, neste trabalho foram analisadas instituições que a partir de suas ações compõem o panorama da cultura contemporânea. A pergunta feita por Hal Foster na ocasião do Questionnaire on The Contemporary (2009), instala a discussão sobre como lidar com o termo arte contemporânea. Foster convoca artistas, curadores, críticos e historiadores da arte a apresentar suas opiniões sobre os desdobramentos

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da arte contemporânea em instituições culturais. É importante salientar que as questões foram propostas somente para críticos, curadores e artistas que atuam nos Estados Unidos e na Europa. No entanto nem espanhóis nem brasileiros foram selecionados para responder ao questionário.

É esse devaneio real ou imaginário? Uma mera percepção local? Um simples efeito do fim das grandes narrativas? Se é real, como podemos especificar algumas de suas causas principais, ou seja, além de referências generalizadas ao “mercado” e “globalização”? Ou é realmente o resultado direto da economia neoliberal, uma que, além do mais, agora está em crise? Quais são algumas de suas consequências salientes para artistas, críticos, curadores e historiadores, - para formação deles e suas praticas também? Existem efeitos colaterais em outros efeitos na historia da arte? Existem analogias instrutivas para serem tiradas da situação em outras artes e disciplinas? Finalmente, existem benefícios para essa leveza do ser (FOSTER, 2009, p. 1, tradução nossa)27.

Preocupações quanto às consequências daquilo que vem sendo chamado até então de contemporaneidade na arte são encontradas em grande parte das instituições que se dedicam à cultura. Num contexto como o brasileiro identificamos que o aumento dos investimentos em cultura em troca de isenção fiscal, resulta em alguns aspectos que causam dissonância entre discursos e práticas. No caso do IC e do CCBB, existem proximidades no modelo de gestão que ultrapassam as diferenças entre o conteúdo das ações. A começar pela lógica de visibilidade que movimenta o conjunto de atividades oferecidas ao público e que está em consonância com a engrenagem do marketing cultural das empresas patrocinadoras no Brasil. Em relação ao conjunto de objetivos estabelecidos por ambas nota-se que estão calçados no conceito de democratização do acesso à cultura no país, entretanto essa democratização se limita a afluência do público no espaço expositivo das entidades. Ainda que o CCBB selecione projetos por meio de edital público, a predominância de exposições de artistas consagrados levanta a questão acerca da

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Do original: “Is this floating-free real or imagined? A merely local perception? A simple effect of the end-of-grand-narratives? If it is real, how can we specify some of its principal causes, that is, beyond general reference to “the market” and “globalization”? Or is it indeed a direct outcome of a neoliberal economy, one that, moreover, is now in crisis? What are some of its salient consequences for artists, critics, curators, and historians—for their formation and their practice alike? Are there collateral effects in other fields of art history? Are there instructive analogies to be drawn from the situation in other arts and disciplines? Finally, are there benefits to this apparent lightness of being?”.

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democracia de acesso na composição da grade da programação. O IC, entretanto, não revela os procedimentos de escolha da programação e ainda que o departamento de relacionamentos esteja autorizado a receber projetos externos para encaminhá-los às áreas competentes, não consta em nenhum lugar a informação sobre quais projetos são aceitos por meio desse recurso. Com isso fica claro o distanciamento imposto pelas instituições apesar do discurso democrático amplamente divulgado pelos seus gestores.

No caso do SESC SP, a discussão a respeito do papel da instituição no contexto da contemporaneidade extrapola em muitos sentidos os objetivos e modelos estabelecidos pelo CCBB e IC. Maior tanto em orçamento como em atividades, o SESC desempenha uma função sociocultural muito importante no país já que concentra atividades de saúde, educação, lazer e cultura em um mesmo lugar e suas propostas atraem milhares de pessoas anualmente às unidades espalhadas pelo Brasil. Em relação especificamente às manifestações contemporâneas no quadro de suas funções, a entidade foi sendo moldada a partir das condições da própria contemporaneidade e sua programação corresponde à multiplicidade da sociedade.

Já a Casa Encendida que se dedica exclusivamente a produção artística contemporânea é atravessada pelas questões levantadas por Foster (2009) e a conformação de suas práticas e seus modelos de funcionamento envolve necessariamente o enfrentamento com os desafios de lidar com os diferentes estágios de relacionamentos estabelecidos entre artistas, instituições, disciplinas, mídias, processos etc. E da articulação desses diálogos são inseridas novas dimensões ao sentido que a arte contemporânea assume no centro cultural. Percebe-se com isso que o que garante as condições para a criação contemporânea na Casa Encendida é justamente o caráter efêmero e incerto da própria contemporaneidade. Pensado como plataforma para acontecimentos que conjuguem temas cotidianos, práticas artísticas emergentes e público multicultural, este centro cultural possibilita muitos enfoques sobre os desdobramentos da cultura contemporânea.

Retomemos aqui uma abordagem comum aos centros culturais brasileiros analisados ao longo deste trabalho. No processo de sua institucionalização, os três casos estudados dependem de uma série de fatores externos. No âmbito das

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políticas culturais, nota-se que com o advento das leis de incentivo fiscal a maioria das empresas privadas no país opta por investir em cultura mediante o beneficio. Entretanto o caso brasileiro é escasso de documentações e análises sobre o desenvolvimento destas ações no escopo das propostas levadas a cabo por meio da cooperação entre o setor privado e público. Este fato dificultou a investigação sobre o contexto histórico social do desenvolvimento destes espaços no cenário brasileiro. Ao contrário do caso espanhol, não existe um estudo completo, fruto da cooperação entre instituições culturais, universidades e o setor privado, que seja capaz de avaliar os desdobramentos da arte na contemporaneidade. É cada vez mais urgente a necessidade de estabelecer um diálogo entre os interessados em promover a arte no país e no exterior, que não seja apenas pautado pela competitividade de mercado, mas também capaz de refletir as condições da contemporaneidade e seus efeitos na cultura brasileira.

Entretanto, por considerar como um dos efeitos próprios da contemporaneidade o fato de que as fronteiras geopolíticas não estancam as manifestações artísticas e nem as práticas culturais, buscou-se com essa pesquisa apontar algumas questões da nossa própria realidade de modo a aprimorar nossas próprias ações. Mas, temos em mente que estas instituições são lugares que mais que oferecer respostas constroem dúvidas, diálogos e conflitos sobre os espaços da arte na contemporaneidade.

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TROCONIS, Maria Carolina. Vista de um dos galpões no pátio central. 2011a. 1 foto color, 35mm x 64mm.

TROCONIS, Maria Carolina. Praça Matadero. 2011b. 1 foto color, 35mm x 75mm.

______. Pátio Central. 2011c, 1 foto color, 35mm x 113mm.

______. Bilheteria do teatro do Matadero. 2011d. 1 foto color, 35mm x 64mm.

______. Vista interna de um dos galpões de exposição. 2011e. 1 foto color, 35 mm x 64 mm.

______. Cartaz de informações. 2011f. 1 foto color, 35 mm x 98mm.

______. Fachada do edifício da Casa Encendida. 2011g. 1 foto color, 35 mm x 27 mm

______. Interior da Loja. 2011h. 1 foto color, 35 mm x 27 mm

______. Produtos provenientes do comércio justo. 2011i. 1 foto color, 35 mm x 27 mm

______. Imagem dos computadores no mezanino. 2011j. 1 foto color, 35 mm x 27 mm.

______. Biblioteca. 2011l. 1 foto color, 35 mm x 27 mm.

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TROCONIS, Maria Carolina. Ala infantil da Biblioteca. 2011n. 1 foto color, 35 mm x 27 mm.

______. Laboratório de Fotografia La Casa Encendida. 2011o. 1 foto color, 35 mm x 27 mm.

______. Sala de aula de fotografia La Casa Encendida. 2011p. 1 foto color, 35 mm x 27 mm.

______. Sala de revelação La Casa Encendida. 2011q. 1 foto color, 35 mm x 27 mm.

______. Jardim da Casa Encendida. 2011r. 1 foto color, 35 mm x 64 mm.

______. Terraza La Casa Encendida. 2011s. 1 foto color, 35 mm x 64 mm.

______. Espaço para shows Teraza La Casa Encendida. 2011t. 1 foto color, 35 mm x 64 mm.

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ANEXO

ROTEIRO DAS ENTREVISTAS COM REPRESENTANTES DOS CENTROS CULTURAIS. (PASSÍVEL DE VARIAÇÕES)

1. Vamos começar pelo prédio. Ele é novo? Foi desenhado para abrigar o centro cultural? O edifício aceita as condições para as diferentes práticas contemporâneas? Ele é versátil? Tem algum elemento preponderante que impede ou impediu a montagem ou execução de alguma ação.

2. O prédio passou por uma remodelação em 2001, qual foi a principal mudança naquela época? E se fosse ser realizada uma nova reforma, o que precisaria ser mudado?

3. Meu foco na investigação é o campo das artes visuais contemporânea. E vocês desenvolvem trabalhos na área do cinema, do teatro, de exposição e literatura. Daria para definir uma área como a principal?

4. Quem seleciona as exposições? Tem uma equipe curatorial permanente? É edital? Comissariado? Quais são os critérios de seleção?

5. Tem um roteiro das exposições para que eu possa analisar posteriormente? 6. Quantos projetos recebem em média? Quantos executam?