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A demand shock in a separate submarket

In document Dry bulk shipping and business cycles (sider 61-64)

Os principais inimigos naturais coletados foram os predadores Scymnus spp. (344), C. sanguinea (94) e Chrysopidae (Neuroptera) (79) (Tabela 4).

BARBOSA et al. (1999) ao avaliarem a eficiência e a seletividade de inseticidas em pomar de goiaba, também verificaram que Scymnus spp. foram os inimigos

naturais que apareceram em maior número no Nordeste brasileiro. PARAJULLE & SLOSSER (2003), que realizaram um experimento com algodão no estado do Texas, para monitorar pragas e inimigos naturais, também observaram que o gênero mais encontado foi Scymnus. O mesmo foi observado por PAZINI (2005), que com intuito de comparar diversar estratégias de manejo integrado de pragas da goiabeira, baseado nas táticas de monitoramento populacional e na seletividade de inseticidas, observou que Scymnus spp. foram os espécimes mais abundantes em todos os tratamentos. BAPTISTA (2010), em estudos da entomofauna em pomares de goiaba em Jaboticabal- SP e Pindorama-SP, também observou que Scymnus foi o gênero de inimigo natural coletado em maior número.

Os Scymnus são importantes coleópteros da família Coccinellidae que apresentam uma grande diversidade alimentar. A maioria das espécies pertencentes a esta família são entomófagas, alimentado-se de espécies de homópteros, ácaros e larvas de coleópteros desfolhadores ( CLAUSEN, 1972). Segundo OLKOWSKY et al. (1990), os coccinelídeos estão entre os mais conhecidos predadores de insetos, e ocorrem na maioria das regiões do mundo, controlando pragas de inúmeras culturas.

A maior ocorrência de Scymnus spp. foi observada nos meses de abril e maio de 2009, com menor densidade em setembro e outubro de 2009 (Figura 4). PLUKE et al. (2005), constataram que os coccinelídos são importantes predadores de Diaphorina citri Kuwayama de pomares de citrus em Porto Rico, sendo os mais abundantes Coelophora

inaequalis F. e Cycloneda sanguinea limbifer L.

O maior pico populacional de Scymnus spp. ocorreu em 13/05/2009, com um total de 85 indivíduos, seguido pelos períodos de 02/04/2009 e 15/04/2009, onde foram coletados um total de 55 indivíduos nas 5 armadilhas em ambas as datas. Na Figura 4 são apresentadas a dinâmica populacional de adultos de T. limbata e do predador

Figura 4. Flutuação populacional de Scymnus spp. e de Triozoida limbata, coletados em 5 armadilhas adesivas amarelas em pomar de goiaba. Vista Alegre do Alto-SP, 2009.

As densidades populacionais de Scymnus spp. não demonstraram associação com a densidade populacional de T. limbata e com os fatores de clima em todo o período de amostragem, pois não apresentaram correlações lineares simples significativas , como apresentado na Tabela 3.

Tabela 3. Coeficientes de correlação linear simples calculados entre Scymnus spp.,

Triozoida limbata e os fatores meteorológicos: Umidade relativa UR(%),

temperaturas mínima, média e máxima (ºC), e precipitação acumulada por amostragem (mm) no período de março á novembro de 2009. Vista Alegre do Alto-SP, 2009.

Coeficiente de correlação

Scymnus X Triozoida limbata -0,3852

ns

Scymnus X UR (%) 0,2987

ns

Scymnus X Temperatura Mínima 0,2431

ns

Scymnus X Temperatura Média 0,1521

ns

Scymnus X Temperatura Máxima 0,1384

ns

Scymnus X Precipitação Acumulada -0,1848

ns

ns

Não significativo (p>=0,5)

PAZINI et al. (2007) avaliaram a dinâmica populacional de T. limbata e do inimigo natural Scymnus e observaram correlação entre as duas densidades populacionais. Semelhantemente ao resultado encontrado, MICHAUD (2004) relatou que os Coccinelidae são os mais importantes agentes de controle natural do psilídeo

Diaphorina citri Kuwayama, pertencente à mesma familía do psilídeo da goiabeira,

sugerindo que a população dos psilídeos depende da população dos coccinelídeos, na citricultura da região central da Flórida – EUA. BAPTISTA (2010) obteve correlação

entre T. limbata e Scymnus em pomares de goiaba em Pindorama-SP e Jaboticabal- SP.

Os perídos de maiores e menores ocorrências para C. sanguinea foram similares com os de Scymnus spp.

Já para os crisopídeos, a maior ocorrência foi observada nos mês de agosto, e a menor ocorrência foi observada em abril de 2009 (Tabela 4). Chrysopidae é a maior família da ordem Neuroptera com aproximadamente 1.200 espécies e subespécies distribuídas em 86 gêneros e subgêneros (FREITAS, 2002). O mesmo autor também menciona uma série de cultivos nos quais crisopídeos aparecem como importantes predadores. MICHAUD (2004) relatou que os crisopídeos Ceraeochrysa sp. e

Chrysoperla rufilabris Burmeister contribuíram para a mortalidade adicional de D. citri na

Flórida. BARBOSA et al. (1999) verificaram a presença de crisopídeos em pomares de goiaba, no Nordeste Brasileiro. GALLI & DA ROSA (1994), relatam a importância dos insetos da família Chrysopidae como predadores em vários sistemas agrícolas como plantas anuais e pomares, reduzindo a população de pragas.

O número de Polybia spp.coletadas nas armadilhas durante o experimento foi baixo, e distribuídos ao longo das datas de amostragem, sem nenhum pico populacional (Tabela 4).

O complexo de aracnídeos foi coletado com baixa frequencia com o maior pico em 09/09/2009 (Tabela 4). As aranhas são eficazes agentes no controle e atuam diretamente sobre os artrópodes-praga, alimentando-se de parte ou de todo o corpo da presa (GAZZONI & YORINIORI, 1995). GEIGER & GUTIERREZ (2000) observaram que o complexo de aracnídeos não mostrou a capacidade de regular a densidade populacional do psilídeo Heteropsylla cubana que atacava severamente árvores de

Leucaena leucocephala (Lam.) (Leguminosae: Mimooidaeae), no norte da Tailândia.

Araneae parece ser mais sensível ao efeito de pesticidas do que muitos dos insetos fitófagos (CROFT & BROWN, 1975, HUMMEL et al., 2002).

Outros organismos predadores encontrados foram Geocoris spp. (Hem.: Lygaeidae), com um total de 9 indivíduos, formigas (6) e Vespidae com apenas 1 indivíduo (Tabela 4).

Para os parasitóides das famílias Ichneumonidae e Braconidae (Hymenoptera), também foram coletados um número muito baixo de indivíduos, com destaque para o primeiro (11) (Tabela 4). Espécies de Ichneumonidae e Braconidae são importantes parasitóides de insetos desfolhadores. No Brasil levantamentos demonstraram alta taxa de parasitismo de S. frugiperda por Ichneumonidae e Braconidae (LUCCHINI & ALMEIDA, 1980; SILVEIRA et al.,1987; VALICENTE, 1989; SILVA et al., 1997).

PAZINI (2005) também utilizando armadilhas adesivas amarelas constatou que os inimigos naturais predominates foram Scymnus, Polybia e Crhysopidae em área experimental de um pomar comercial.

BAPTISTA (2010) utilizando armadilhas adesivas amarelas em pomares de goiaba submetidos a sistemas de racionalização de agrotóxicos observou a predominância de Scymnus spp., Formicidae e Polybia spp. em Jaboticabal-SP, e

Scymnus spp., Formicidae e Azia luteips em Pindorama-SP.

Na Tabela 4 estão apresentados o número de inimigos naturais adultos que foram coletados nas 5 armadilhas adesivas amarelas, em todo o período de coleta realizado no experimento em Vista Alegre do Alto-SP em pomar experimental com padrão comercial de tratamento fitossanitário.

Tabela 4. Inimigos naturais adultos coletados em cinco armadilhas adesivas amarelas, em pomar de goiaba. Vista Alegre do Alto–SP, 2009. Coletas Organismos Scymnus spp. Cycloneda

sanguinea Chrysopidae Polybia Aracnidae Formicidae Vespidae

Geocoris spp. Ichneumonidae Braconidae 02/04/09 55 8 1 0 0 0 0 3 1 0 15/04/09 55 8 2 0 0 0 0 3 1 0 28/04/09 45 27 2 2 0 0 0 0 0 0 13/05/09 85 44 5 1 1 0 0 0 0 0 27/05/09 5 0 5 0 0 0 0 0 0 0 10/06/09 13 2 2 0 0 0 0 0 0 0 24/06/09 7 1 9 0 1 0 0 0 1 0 08/07/09 4 1 4 1 1 0 0 0 1 0 22/07/09 21 0 3 0 2 0 0 2 0 0 12/08/09 10 1 7 1 1 0 0 0 0 0 26/08/09 11 1 10 0 0 0 0 0 1 0 09/09/09 8 0 10 0 4 0 0 0 2 0 22/09/09 9 0 5 0 1 2 0 1 0 0 07/10/09 4 0 6 0 0 0 0 0 2 0 21/10/09 12 1 8 2 0 3 1 0 2 1 05/11/09 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 Total 344 94 79 7 12 6 1 9 11 1

As densidades populacionais de todos os inimigos naturais anteriromente citados (complexo inimigos naturais) não demonstraram associação com a densidade populacional de T. limbata e os fatores meteorológicos estudados em todo o período de amostragem, pois não apresentaram correlações lineares significativas (Tabela 5).

Tabela 5. Coeficientes de correlação linear simples calculados entre o complexo de inimigos naturais, Triozoida limbata e os fatores meteorológicos: Umidade relativa UR(%), temperaturas mínima (TMIN), média (TMED) e máxima (TMAX) (ºC), e precipitação acumulada por amostragem (PREC.) (mm) no período de março á novembro de 2009. Vista Alegre do Alto-SP, 2009.

Coeficiente de correlação linear

Complexo Inimigos Naturais X Triozoida limbata -0,3413

ns

Complexo Inimigos Naturais X UR (%) 0,1854

ns

Complexo Inimigos Naturais X Temp. Mínima 0,1835

ns

Complexo Inimigos Naturais X Temp. Média 0,1293

ns

Complexo Inimigos Naturais X Temp. Máxima 0,1417

ns

Complexo Inimigos Naturais X Precipitação (mm) -0,1848

ns

ns

Não significativo (p>=0,5)

PAZINI (2005) observou correlações positivas entre o complexo de inimigos naturais (Scymnus sp., C. sanguinea, E. connexa, A. luteipes , crisopídeos, Polybia sp.,

Brachygastra sp. e Aracnidae) e as densidades populacionais de T. limbata. capturados

nas armadilhas adesivas amarelas em pomar comercial de goiaba em Vista Alegre do Alto-SP. Na Figura 5 pode-se observar a flutuação populacional do complexo de inimigos naturais e T. limbata durante o período de amostragem.

Figura 5. Flutuação populacional de Triozoida limbata e do complexo de inimigos naturais (número total de espécimes adultos de Scymnus + Cycloneda sanguinea + Chrysopidae + Polybia + Aracnidae + Formicidae + Vespidae + Geocoris spp. + Ichneumonidae + Braconidae) em cinco armadilhas adesivas amarelas em pomar de goiaba. Vista Alegre do Alto-SP, 2009.

In document Dry bulk shipping and business cycles (sider 61-64)