As informações coletadas são de profunda importância para a pesquisadora, bem como para a Instituição (Universidade Católica de Brasília) e também para a divulgação em trabalhos acadêmicos, artigos científicos e em congresso.
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CAPÍTULO VI
8 RESULTADOS DOS DADOS QUANTITATIVOS SOBRE OS CUIDADORES A amostra do estudo é constituída por de 22 cuidadores de idosos, que são cadastrados no NRAD da Regional do Guará. A apresentação dos resultados obtidos na pesquisa está descrita, a seguir, obedecendo a ordem das perguntas contidas no instrumento de coleta de dados. Estas encontram-se divididas em duas tabelas, dando sequência, assim, ao processo de construção desta pesquisa.
As pontuações de cada domínio foram realizadas de maneira descritiva com a utilização de frequência, média e desvio padrão e os resultados são apresentados por meio de tabelas e as perguntas norteadoras agrupamentos em categorias, conforme mostrado a seguir:
Tabela 01- Distribuição dos Cuidadores de Idosos, de acordo com o sexo, faixa etária, estado civil, religião, número de filhos, escolaridade, parentesco, profissão, moradia e renda.
Característica do cuidador Nº % Sexo Feminino 20 90,90% Masculino 02 9,10% Faixa Etária
31 40 anos 04 18,19% 41 50 anos 02 9,10% 51 - 60 anos 61-70 anos 05 08 22,72% 36,36% 71 - 80 anos 03 13,63% Estado Civil Casado/União Estável 15 68,18% Solteiro 04 18,18% Viúvo (a) 02 9,10% Divorciado 01 4,54% Religião Católico 16 72,72% Evangélico 04 18,18% Espírita
Não tem Religião
01 01 4,55% 4,55% cont. Característica do cuidador Nº %
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Número de Filhos 0 Filhos 04 18,19% 1 Filhos 02 9,10% 2 Filhos 07 31,81% 3 Filhos 05 22,72% 4 Filhos 03 13,63% 5 Filhos 01 4,55% Escolaridade Analfabeto 00 00% 1º Grau Completo 09 40, 91% 2º Grau Incompleto 05 22,72% 2º Grau Completo 05 22,72% 3º Grau Incompleto 3º Grau Completo 01 02 4,55% 9,10% Parentesco Filhos 12 54,54% Esposo (a) 07 31,81% Neta 01 4,55% Sobrinha 01 4,55% Irmã 01 4,55% Profissão Aposentado 05 22,72% Do Lar 09 40,90% Servidor Público Moradia 04 18,19% Sim 14 63,63% Não 08 36,37% Renda Sem Renda 09 40,90% 1 - 2 Salários 05 22,72% 3 4 Salários 04 18,19% 5- 6 Salários 01 4,55% > 8 Salários 03 13,64%
Na tabela acima, evidenciamos claramente que o número de cuidadores do sexo Feminino (90,90%) apresenta-se significativamente mais elevado que o sexo Masculino (9,10%).
Os dados obtidos com relação à idade dos cuidadores entrevistados mostram-se dispersos, sendo verificado quatro (18,19%) com idade entre 31-40 anos; dois (9,10%) com
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idade entre 41-50 anos; cinco (22,72%) com idade entre 51-60 anos; oito (36,36%) com idade entre 61-70 anos e três (14%) com idade entre 71-80 anos. O que chama atenção nesses dados é o fato de a grande maioria dos cuidadores pesquisados, 50% são idosos e muitos 13,63% estão com idade superior a 70 anos.
Tal resultado nos retrata a realidade do que ocorre em muitos lares em nosso país. Pois é fato que a expectativa de vida da população se encontra em crescente aumento aqui no Brasil, decorrente de uma melhor qualidade de vida, portanto, não é se estranhar que tenha aumentado o quantitativo de pessoas pertencentes ao grupo da terceira idade em plena produtividade, como é o caso dos cuidadores, tal qual relatado nesta pesquisa. Outro fator que contribui para esse fenômeno está relacionado ao quantitativo dos membros das famílias brasileiras, pois é visto que cada vez as famílias estão com o número de filhos diminuindo paulatinamente.
Quanto ao estado civil dos cuidadores, verifica-se que quinze (68,18%) referiram ter um companheiro fixo e que estão casados, quatro (18,18%) disseram que são solteiros; dois (9,10%) afirmaram que permanecem viúvos, um (4,54%) informa que é divorciado. A pesquisa apresenta resultado significativo de cuidadores que afirmaram ser casados. Tal fato muitas vezes está relacionado com a atribuição e a responsabilidade de cuidar dos seus membros familiares, tarefa essa que está relacionada à obrigação social e moral que cada um tem com seus familiares.
Com relação à religião, observa-se que dezesseis (72,72%) dos cuidadores disseram que são católicos; quatro (18,18%) dos pesquisados afirmaram que são evangélicos; 01 (4,55%) diz ser espírita, e 01 (4,55%) não têm religião definida. No Requisito religiosidade a maioria 95,45% dos entrevistados afirmou possuir alguma religião, havendo um predomínio da religião católica, referida por 72,72% dos cuidadores. Na busca de um equilíbrio com os outros e consigo mesmo, e até mesmo para o enfrentamento de uma situação de doenças, as pessoas buscam auxílio e apoio religioso expressando sua fé no ato de rezar e meditar.
Na análise dos dados, quanto ao número de filhos do cuidador, pode ser observado que quatro (18,19%) não têm filhos; dois (9,10%) possui somente um filho; sete (31,81%) têm dois filhos; cinco (22,72%) têm 3 filhos; três (13,63%) possuem quatro filhos e um (4,55%) tem cinco filhos. O que chama atenção deste dado é a fato da diminuição crescente da composição familiar, e isso se deve a queda da fecundidade e aumento da longevidade.
No que se refere à escolaridade do cuidador, neste estudo, observa-se que o grau de instrução dos cuidadores está melhorando cada vez mais, o que reflete positivamente, pois a
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meta é que não haja, com o tempo, nenhum cuidador analfabeto. Os resultados da pesquisa nos revelam que nove (40,91%) concluíram o ensino fundamental; cinco (22,72%) possuem o ensino médio incompleto; e essa mesma percentagem possuía o ensino médio completo; 01 (4,55%) afirmou que tem o ensino superior incompleto; dois (9,10%) possuíam o 3º completo. Os resultados são satisfatórios, pois revelam que está acima da média nacional. Isso favorece o bom desempenho das atividades dos cuidadores, dada a importância da leitura e da escrita para dar condições a eles para seguir corretamente a conduta prescrita pelos profissionais, pois, geralmente é necessário seguir dietas, prescrições e, ainda, manusear medicamentos, assim como ler receitas médicas, entender a dosagem das medicações, entre outros.
Ao analisar o grau de parentesco do cuidador com o idoso, observamos que doze (54,54%) correspondem ao número de filhos; que sete (31,81%) corresponde ao número de conjugue; um (4,55%), pode se afirmar que é neta e esse mesmo percentual corresponde ao quantitativo de sobrinhas e irmãs. Levando em consideração que 64% dos idosos da pesquisa são mulheres e que elas vivem em média sete anos a mais do que os homens, é coerente e compreensível que estes idosos tenham como cuidadores seus próprios filhos.
Quanto à profissão do cuidador, observa-se que cinco (22,72%) dos participantes da pesquisa relataram que são aposentados; nove (40,90%) afirmaram que não trabalham fora, tendo como ocupação os afazeres do lar. Do total, somente oito (18,19%) são servidores públicos e esse mesmo percentual desenvolve outras tarefas remuneradas e contribuem para ajudar nos compromissos da família.
No quesito moradia dos cuidadores, foi constatado que, catorze (63,63%) dos participantes do estudo afirmam ter residência própria. Porém, oito (36,37%) afirmaram não possuir imóvel. Sabemos que para se viver com dignidade é necessários termos acesso a informação, saúde, alimentação, transporte, segurança, moradia entre outros.
Quanto à renda dos entrevistados, verifica-se que nove cuidadores (40,90%) declararam não possuírem nenhum tipo de renda; cinco (22,72%) recebe entre 1-2 salários mínimos; quatro (18,19%) ganham entre 3-4 salários mínimos e apenas um (4,55%) ganha entre 5-6 salários e três deles (13,64%) afirmam terem renda superior a sete salários mínimos. O que chama atenção é o número expressivo de cuidadores que não recebem nenhum tipo de rendimento mensal e contam com apoio dos próprios idosos e de outros familiares para cumprir os compromissos e as despesas da família.
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Tabela 02- Distribuição dos Cuidadores de Idosos, considerando o tempo que cuida do idoso, percepção da saúde do cuidador, avaliação, atendimento NRAD, curso formal de cuidador de idoso, alteração financeira após NRAD, recomendação do atendimento a outros pacientes, esclarecimento diagnóstico.
Característica do cuidador Nº %
Tempo que Cuida
6 Meses e 2 anos 07 31,81% 3 - 5 anos 08 36,36% 6- 8 anos 04 18,19% 9-11 anos 01 4,54% >de 12 anos 02 9,10% Percepção da Saúde Excelente 01 4,54% Boa 10 45,46% Regular 07 31,81% Ruim 04 18,19%
Avaliação Atendimento do NRAD
Excelente 18 81,81% Bom 04 18,19% Regular 00 ______ Ruim 00 ______ Curso Formal Sim 02 9,10% Não 20 90,90%
Alteração Financeira após NRAD
Aumentou 00 ______
Diminuiu 22 100%
Não alterou 00 _____
Recomendação do Atendimento do NRAD a outros pacientes
Sim 22 100%
Não 00 ______
Esclarecimento do Diagnóstico
Sim 20 90,90%
Não 02 9,10%
Com relação ao tempo que o cuidador dedica ao idoso em seu domicílio, foi observado que sete cuidadores (31,81%) cuidam em média dos idosos por um tempo entre 6 meses a 2 anos; oito (36,36%) proporcionam assistência ao idoso entre 3-5 anos; quatro (18,19%) estão ajudando a pessoa idosa entre 6-8 anos; um (4,54%) cuida, em média, do idoso por um tempo entre 9-11 anos e dois (9,10%) estão auxiliando o idoso com tempo superior a 12 anos.
De acordo com os supracitados dados, concluiu-se que, quanto à autopercepção da saúde, somente um cuidador (4,54%) avaliou sua saúde como sendo excelente; dez (45,46%) dos cuidadores consideram a sua saúde boa; onze cuidadores (50%) avaliaram a própria saúde como regular/ruim. Boa parte deles afirmaram terem muitas complicações em decorrência
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do cuidado dispensado ao idoso. Alguns afirmaram não ter tempo de procurar um profissional médico, alegando não ter com quem deixar o idoso e, além do mais afirmam que não confiam em sair e deixar seu familiar com outra pessoa. Desse modo, ele negligencia a própria saúde e como consequência disso, muitas vezes, eles adoecem.
Quando indagados sobre a satisfação avaliação e como classificaria o atendimento ofertado pela equipe do NRAD, dezoito (81,81%) dos cuidadores asseguraram que consideram o trabalho dos profissionais como sendo excelente e quatro (18,19%) afirmaram que o atendimento é bom.
Sobre o treinamento formal de idosos verifica-se que 20 (90,90%) dos cuidadores não possuem nenhuma formação sobre cuidados com idosos e somente 02 (9,10%) têm essa formação. Mesmo que o percentual seja tão alto de cuidadores que não possuem o curso formal, muitos afirmaram que foram convidados a fazer o treinamento no NRAD, porém por não ter com quem deixar o idoso, ficou impossibilitado de sair e participar dos encontros e orientações disponibilizadas pela equipe. Um razoável percentual dos cuidadores relatou que a própria necessidade fez com que eles aprendessem a realizar os cuidados com o idoso e que quando os profissionais vão a seu domicílio orientam, na medida do possível, como eles devem proceder diante dos cuidados com o idoso.
Em relação à alteração da situação financeira, quando indagados se houve alguma alteração nos gastos das finanças da família, vinte e dois (100%) cuidadores afirmaram que após a admissão do idoso no NRAD, ocorreu diminuição das despesas, especialmente relacionado: fraldas, gazes, óleos, soros, luvas, alimentação preparada para sondas e gastrotomia, etc.
Ao serem interrogados sobre a recomendação do atendimento domiciliar a outros pacientes, todos os cuidadores 22 (100%) responderam que indicariam essa modalidade de atendimento a outros pacientes. Eles afirmaram que após o atendimento do NRAD em seu domicílio, ficaram mais tranquilos e que se sentem amparados, pois quando precisam são atendidos pelos profissionais da referida equipe.
Sobre o esclarecimento do diagnóstico, observa-se que vinte (90,90%) dos cuidadores foram esclarecidos sobre a situação do quadro clínico do idoso e somente dois (9,10%) relataram não ter sido esclarecido sobre a situação clínica do idoso.
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9 DISCUSSÕES DOS DADOS QUANTITATIVOS DAS CARACTERÍSTICAS DOS