5.2 WTO – regelverket
5.2.3 Definisjonen av subsidier etter GATS
Tendo em conta o que já foi referido anteriormente, pode-se afirmar que a Expressão Dramática é essencial em todos os estádios do desenvolvimento da criança.
Read, citado por Reis (2005), considera essa expressão
como uma das actividades com maior potencial, pois consegue compreender e coordenar todas as formas de Educação pela Arte. Partindo-se do ponto de vista que a Educação pela Artes é o método fundamental da educação do futuro, poder-se-á compreender o alto significado da Expressão Dramática. (Reis, 2005, p.7)
Desta forma, a educação pela arte remete-nos para a importância de conhecer as características do desenvolvimento da criança.
Ferraz & Dalmann (2011, p.52) consideram que “A Educação Expressiva também vai beber do construtivismo, de Piaget, onde se expõe que o conhecimento pode ser construído de acordo com o grau e/ou estágio de desenvolvimento do grupo e dos indivíduos.”
De acordo com os estudos de Piaget, o conhecimento é obtido através da interação do sujeito com a realidade que o rodeia, pois é através desta que a criança interpreta e desenvolve regras atribuindo significado ao meio em que está inserido, realizando assim o processo de aprendizagem.
57 O pedagogo distingue quatro estádios do desenvolvimento lógico da criança: Estádio Sensório-Motor (0-24 meses), o Estádio Pré-Operatório (2-7 anos), Estádio das Operações Concretas (7-12 anos), Estádio das Operações Formais (a partir dos 12 anos). Uma vez que em cada estádio podem ainda prevalecer características do estádio anterior e existirem já características do estádio seguinte, apresentar-se-ão mais pormenorizadamente as características do segundo e terceiro estádios de desenvolvimento da criança.
O Estádio Pré-Operatório (2 aos 7 anos), é conhecido pela fundação do pensamento infantil. É neste estádio que se vai reconstruindo ao nível da inteligência representativa, as aquisições realizadas no período anterior, através de experiências ativas e da interação sistemática com o meio ambiente, tentando adaptar-se, e procurando o equilíbrio entre assimilação e acomodação. Nesta fase, a criança compreende ações, preparando a organização das operações concretas. Contudo mentalmente, não é capaz de as representar, revelando dificuldade em compreender outros pontos de vista que não os seus. O seu pensamento é muito rápido e egocêntrico, baseando-se na percepção. É ainda nesta etapa que se inicia a interiorização dos esquemas de ação em representações e surge a representação simbólica, ou seja, a representação mental de qualquer coisa ausente por parte da criança. Desta forma, é neste período, que surgem os primeiros jogos simbólicos que se revelam por meio de representações de cenas do quotidiano. De acordo com Piaget (1983, p.38), “Estes jogos simbólicos constituem uma actividade real do pensamento, mas essencialmente egocêntrica e mesmo duplamente egocêntrica. A sua função consiste, com efeito, em satisfazer o Eu por uma transformação do real em função dos desejos.”
Dos 7 aos 12 anos, as crianças passam pelo Estádio das Operações Concretas que surge da prática das atividades que compõem a função simbólica, isto é, a linguagem, o jogo simbólico, o desenho, a imitação, de forma interligada. Por se tratar do estádio em que as crianças iniciam o seu percurso escolar, é um período de mudanças mentais, afetivas e sociais significativas. Existe uma transição gradual e harmoniosa do pensamento egocêntrico e concreto para o pensamento lógico e representativo, organizando-se eficazmente as estruturas mentais que permitirão uma nova forma de pensamento. Deste modo a criança torna-se mais sociável, iniciando os jogos em grupo, cooperando com os
58 outros e começando a distinguir o seu próprio ponto de vista do dos outros. Nesta fase, inicia-se por isso, o período de introspeção. A criança começa a revelar capacidade para resolver problemas concretos de maneira lógica, iniciando a construção de esquemas de compreensão da reversibilidade, da conservação, classificação e realização de seriações. Nos estádios acima referidos, inserem-se processos lógicos fundamentais para a compreensão da importância da Expressão Dramática no desenvolvimento da criança, sobretudo no desenvolvimento cognitivo, fruto das experiências que acontecem aquando da interação com o meio.
Alberto Sousa (2003, p.42), apresenta diversas fases sobre a evolução da criança na Expressão Dramática. Revela as características inerentes à criança em cada idade e a forma como as mesmas se interrelacionam com a Expressão Dramática. De seguida, salientar-se-ão algumas fases correspondentes ao 1º Ciclo do Ensino Básico.
Aos 6-7 anos, a criança atravessa a fase referente ao Jogo Imaginativo, ou seja, imagina que é um cavalo, um móvel, um barco, etc. Deste modo, consegue imaginar e imitar o real. É a fase em que as crianças gostam de se vestir com roupas de adultos, de realizar jogos dramáticos em que reproduzem cenas da escola, de casa, polícias, médicos, ladrões, guerra... Normalmente, preferem os Jogos de Imitações Fictícia, misturando nas suas representações sonhos e medos. Através do jogo imaginário, a criança pode ser o que desejar: fada, mágico, ilusionista. Tudo lhe é permitido e ela tem essa percepção. Aos 7-8 anos, de acordo Piaget (1964) citado por Sousa (2003, p.47), a imitação torna-
se reflectida, submetida à própria inteligência. Nesta faixa etária, as crianças
aperfeiçoam o jogo dramático e complicam-no com acessórios. Gostam de representar a vida familiar, e a vida da escola, com especial ênfase, para o papel do professor. Escolhem jogos de imaginação, do «faz-de-conta», normalmente de ficção: cavaleiros, soldados, índios, etc.
Posto isto, é de salientar que a Expressão Dramática se inicia na criança através de gestos simples, que de uma forma gradual se vão complexificando, evoluindo para a expressão corporal, passando pela imitação, mímica, jogo dramático e finalizando na dramatização.
59 É relevante referir que apesar desta sequência, os patamares mais complexos, não aniquilam os patamares anteriores, pois esses são fulcrais para o enriquecimento do patamar seguinte.
O Programa de Expressão e Educação Dramática para o 1º Ciclo (1998), faz referência a dois blocos: os Jogos de Exploração e os Jogos Dramáticos, pois a criança precisa, em primeiro lugar, de se conhecer a si própria, e identificar-se, para posteriormente, conhecer e interagir com os outros no espaço, e com os objetos que lhe são exteriores. Kowalski (2005, p.27) esclarece que os Jogos Exploratórios reportam
às actividades pontuais ou enquadradas em sequências de actividades que não pressupõe o desenrolar de uma acção dramatúrgica, ainda que possam levar ao exercício do uso de elementos sonoros ou visuais da linguagem teatral. Facilitam o desenvolvimento de capacidades e processos; contribuem para a partilha de informação; criam ambiente propício ao jogo dramático e à fruição estética, assim como a actividades específicas de outra áreas curriculares.
Quanto ao Jogo Dramático, Kowalski (2005, p.49) refere que
(...) é concretizado em grupo, tendo cada pessoa a responsabilidade de interpretar personagens que fazem da representação de situações, improvisando. Os “actores” vão construindo a acção, interagindo uns com os outros, definindo factos em estreita ligação com o conflito, que poderá estar, ou não, previamente definido. Integrando a informação que possuem, usam elementos da linguagem teatral para expressar e comunicar o modo de ver e imaginar as personagens que interpretam, as suas razões, as suas maneiras de pensar, sentir e reagir.
Para Sousa (2003, p.31), a Expressão Dramática enquanto método de educação e técnica de aprendizagem é:
(...) uma actividade lúdica, que é própria e natural na criança, surgindo espontaneamente e através da qual ela pode, livremente, expressar os seus mais íntimos sentimentos, dar ampla vazão à sua imaginação criativa desenvolver o seu raciocínio prático, desempenhar no faz-de- conta os mais diversos papéis sociais e usar o seu corpo nas mais diferentes qualidades de movimento (...) uma actividade educativa que, ao mesmo tempo, proporciona o mais amplo estímulo no desenvolvimento de valores afectivos, cognitivos, sociais e motores da personalidade da criança.
Nesta linha de pensamento, o professor apresenta-se como elemento nuclear, pois é para a criança um modelo que proporciona o jogo, os papéis imaginários que esta irá representar tendo em conta a sua experiência pessoal, preferências, gostos e aptidões.
60 Através do jogo, o professor consegue conhecer a criança, compreender as suas características, motivações, expectativas, dificuldades, medos, facilidades, sendo estas informações muito valiosas para adequar as suas práticas educativas. As atividades de expressão dramática dinamizadas pelo professor são encaradas como meio intermediário e mediador da transmissão de conhecimento entre ambos. Segundo, Leenhardt (1997, p.26),
trata-se de dar à criança ocasião para exprimir uma sensibilidade pessoal, de levá-la a adquirir os meios dessa expressão através de uma disciplina do corpo, da voz, da emoção, por uma disciplina social também, enfim, de lhe dar acesso, por uma percepção vivida, à linguagem teatral.
Com inspiração em Reis (2005, p.21), pode-se concluir que “A finalidade dos exercícios/jogos de expressão dramática é proporcionar à criança meios para um mais completo e harmonioso desenvolvimento, através da expressão, da criatividade e da comunicação artística.”
Segundo Kowalski (2005, p.19) destaca uma das competências mencionadas no Currículo Nacional, relativa à Expressão Dramática, esclarecendo que
“integrar conhecimentos, capacidade e atitudes e que pode ser entendida como saber em acção” (Currículo Nacional) (...) É a valorização de capacidades e processos de expressão, comunicação e de criatividade, lúdica e em grupo, que está em causa. Os resultados advêm desses processos que serão construídos por cada grupo.