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DEFICIENCIAS DETECTADAS 1 Cimentación

PARTE I: ESTADO DE CONSERVACIÓN I.1. DATOS GENERALES DE LA INSPECCIÓN

I.3. DEFICIENCIAS DETECTADAS 1 Cimentación

Apesar do sucesso do método de Hartree-Fock em muitas aplicações, o mesmo possui limites. Por exemplo, a ordem prevista para os potenciais de ionização é incorreta e a abordagem restrita é incapaz de descrever a dissociação de moléculas em fragmentos de camada aberta. Embora o método de Hartree-Fock irrestrito produza melhores resultados para tais dissociações, as curvas de energia potencial obtidas não são tratadas com muito cuidado. Para melhorar o método de Hartree-Fock é necessário obter a energia de correlação Ecorr, definida como a diferença entre a energia não-relativística exata EO e a energia de Hartree-Fock (EHF) no limite em que a base usada atinge completeza:

HF

E

0

E

corr

E

=

, (2.36)

Como a energia de Hartree-Fock é um limite superior para a energia exata, a energia de correlação é negativa.

A fim de obter a energia de correlação, vários aperfeiçoamentos do método de Hartree-Fock foram desenvolvidos. O primeiro dele, é o método de interação de configuração (Configuration Interaction – CI), cuja a idéia básica é diagonalizar o hamiltoniano de N elétrons numa base de determinantes de Slater usando o método variacional. A partir de um conjunto de 2K orbitais de spin é possível construir

2K

N

determinantes de Slater de N elétrons. Infelizmente, mesmo para moléculas pequenas e tamanhos moderados para a base de orbitais, o número de determinantes de Slater é gigantesco. É necessário separar a função de onda na tentativa de usar apenas uma fração de todos os possíveis determinantes de N elétrons.

É conveniente descrever as funções de N elétrons especificando como elas diferem da função de onda de Hartree-Fock para o estado fundamental, Φ . Funções que diferem

(2.37) de Φ por n orbitais de spin são chamados de determinantes n-uplamente excitados. A matriz CI completa é a matriz do hamiltoniano na base de todas as possíveis funções de N elétrons formadas substituindo de nenhum até os orbitais de spin em Φ .

Então serão construidos outros determinantes de Slater que representam as configurações do conjunto de orbitais moleculares vazios em substituição aos ocupados. Dessa forma, serão obtidos os determinantes mono-excitado

Φ

ra , quando o um elétron ocupa o spin-orbital

X

a no estado fundamental e avança para outro spin- orbital Xrque estava desocupado. Pode-se fazer a mesma aplicação para um estado duplamente excitado

Φ

rsab , no qual dois elétrons ocupam spin-orbitais

X

a e

X

b

avançam respectivamente para spin-orbitais Xr e

X

s. E assim sucessivamente para as demais excitações. Com isso a função CI exata pode ser escrita através da

Eq.(2.37). 0 0 , < < < < < <

Φ =

Φ +∑

r

Φ +

r

rs

Φ

rs

+

rst

Φ

rst

+

a a ab ab abc abc a r a b a b c r s r s t

C

C

C

C

,

O termo Φ0 está relacionado com a configuração do estado de Hartree-fock. Os coeficientes C’s são determinados por cálculo variacional a partir do valor esperado da energia do sistema

E[ ]Φ = Φ

Hˆ

Φ

com a condição Φ Φ =1, sendo que o valor mínimo para as energias corresponde ao estado fundamental do sistema. Com isso o conjunto de equações escrita na forma matricial é,

Universidade Federal do Pará       Cap. II Metodologia 

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(2.39) estado fundamental do sistema. A expansão para a Eq.(2.37) é dita como CI completo (Full-CI ou FCI), mas pode ser denominada CI Truncado, quando o número de excitações for limitado. A energia fornecida pelo FCI aproxima-se do valor exato por intermédio do número de funções de base tender ao infinito. Porém, devido à complexidade e o número expressivo das funções de base, é preciso retornar ao enunciado de Pople [33, 34] na qual define que a expansão para a Eq.(2.37) é construída tal que Φ contenha a simetria eletrônica e simetria de spin corretas, de maneira que o CI completo possa ser aplicado a qualquer tipo de sistema. Desta forma a primeira aproximação para o FCI, considera unicamente os determinantes de Slater por representarem as excitações simples, nos dando a expressão para a função de onda: 0 0 ,

Φ =

Φ +∑

r

Φ

r a a a r

C

C

,

Excitações simples não alteram ou fornecem correções a energia SCF do estado fundamental, segundo o teorema de Brillouin [30, 33], configurações mono-excitadas

Φ

r

a não interagem com a configuração do estado Φ0 . Assim, o efeito de

correlação só poderá ser incluído no cálculo CI a partir de excitações duplas. Embora as excitações simples não interagirem com as excitações duplas, que por sua vez não interajam com o estado de referência, não se deve tomar o uso total do teorema de Brillouin de desconsiderar as excitações simples, pois se sabe da sua importância em outras propriedades como o momento de dipolo, no qual é entendido como um operador de uma partícula [33], Outra propriedade é o espectro eletrônico que faz uso dos níveis mais baixos de estados excitados. Deve-se frisar que as excitações simples não influenciam diretamente na energia de correlação do estado fundamental, mas atuam indiretamente, pois interagem com excitações duplas que interagem com o estado de referência; a contribuição das configurações simples está na importância da determinação da função de onda, pois há elementos da matriz de Fock não nulos entre as configurações duplas e simples.

Logo se pode determinar qual dos orbitais “ocupados” e “desocupados” deverão ser considerados na construção das interações de configurações. A determinação da

energia através do método Hartree-Fock está vinculada aos elétrons de valência, sendo assim as configurações consideradas no CI devem estar relacionadas aos orbitais moleculares de mais alta energia, ou seja, os determinantes de Slater são obtidos através da substituição dos orbitais moleculares de maior energia pelos orbitais Highest Occupied Molecular Orbital (HOMO), que correspondem aos orbitais ocupados, enquanto que os orbitais de menor energia são substituídos pelo Lowest Unoccupied Molecular Orbital (LUMO), que correspondem aos orbitais desocupados. Sendo que a energia do HOMO está relacionada à “retirada” do elétron da última camada de valência, a qual determina o potencial de ionização. Por outro lado, a energia LUMO está relacionada com a facilidade com que a molécula pode “receber” um elétron.