1 Afghanistan and Afghan women in Norwegian political discourse, 2001-‐2014
1.2 Deeping involvement and a “comprehensive approach”:2005-‐2010
Os tubos TR1, TR2 e TR3 foram confeccionados de tal forma que fosse possível realizar uma análise de sua geometria construtiva. Analisando a Figura 4.7 e a equação 2-3 e analisando os tubos dois a dois é possível prever qual tubo terá o maior valor de resistência.
A equação 2-3 mostra que a resistência é diretamente proporcional ao comprimento, assim, avaliando os tubos TR1 e TR2 que possuem tubo de restrição com o mesmo diâmetro (8 mm), ou seja, a área transversal é igual para os dois tubos, porém possuem comprimentos diferentes sendo 245 mm para o TR1 e 495 mm para o TR2. A Tabela 5.1 confirma que os tubos obedecem à equação da resistividade elétrica, onde TR2 que possui maior comprimento tem maior resistência.
Ainda utilizando a equação 2-3 podemos avaliar os tubos TR2 e TR3 que possuem o mesmo comprimento (495 mm), porém possuem os diâmetros dos tubos de restrição diferentes, sendo 8 mm para o TR2 e 6 mm para o TR3. A Tabela 5.1 também confirma que os tubos obedecem à equação da resistividade elétrica, onde TR3 que possui menor seção transversal tem maior resistência.
6 CONCLUSÃO
O ensino de Física no Brasil ainda sofre uma série de limitações no que se refere à atividade experimental. Mesmo as escolas que são equipadas com laboratórios, ainda deixam muito à desejar nos quesitos materiais e instrumentos devido ao alto custo, porém, existem algumas formas de contornar essas dificuldades.
A finalidade principal desse trabalho é apresentar mais uma solução que possa contribuir para a realização de atividades experimentais no ensino de Física, e esse objetivo foi alcançado. O trabalho se desenvolveu através do ensino por analogia, essa é mais uma estratégia que visa preencher lacunas que surgem durante o aprendizado de Física, nesse ínterim é necessário bastante abstração por parte dos alunos e requer o entendimento de algumas grandezas que não são possíveis enxergar. Assim, com a realização deste trabalho foi possível concluir que:
- É possível fazer um experimento hidráulico de baixo custo para entender e discutir os componentes elétricos através de analogias, dispensando instrumentos de medição mais elaborados.
- Que o uso de experimentos como ferramenta de auxílio para o ensino de Física apresenta resultados satisfatórios, desde que sejam obedecidos alguns critérios, pois as atividades experimentais além de impor um maior dinamismo nas aulas, atraem a atenção dos alunos resultando em um aprendizado mais eficiente.
- Que a visualização em alguns momentos da prática pode trazer um resultado que se traduz em uma absorção rápida do conteúdo proposto.
- Os resultados obtidos com o protótipo do experimento hidráulico possibilitaram o aperfeiçoamento do projeto, através de algumas mudanças subsidiadas pelos vários testes aplicados no decorrer de sua construção.
- Os erros encontrados no experimento hidráulico na seção 5.4.1.(CIRCUITO UTILIZANDO ASSOCIAÇÃO EM PARALELO DE TUBOS) concordam em no máximo 3,52% quando comparados a uma associação em paralelo de resistores elétricos. Já os erros encontrados no experimento hidráulico na seção 5.4.2.(CIRCUITO UTILIZANDO ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE DE TUBOS) concordam em no máximo 22,47% quando comparados a uma associação em série de resistores elétricos. Apesar de apresentar um erro maior na associação em paralelo,
para um projeto experimental erros dessa grandeza são válidos.
- Para efeito de aplicação do experimento em sala de aula podemos utilizar apenas os tubos TR2 e TR3 para a associação tanto em paralelo quanto em série, pois esse par de tubos foi o que no geral apresentou o melhor resultado. Ao final das modificações o erro encontrado (valor experimental versus valor teórico) na associação em paralelo foi de 0,17%, e o erro encontrado na associação em série foi de 14,51%.
- Que o roteiro proposto pode ser dividido em duas práticas e que podem ser aplicadas em situações distintas devido ao pequeno tempo disponibilizado para aulas de Física. A falta de habilidades com experimentos por parte dos alunos demanda um pouco mais de tempo para a execução da prática.
Finalmente, concluímos que o professor deve estar aberto para desenvolver novas propostas em sala de aula, pois existe uma infinidade de trabalhos utilizando materiais de baixo custo, que podem se adequar às diversas condições de trabalho dos professores, e assim contribuir para uma melhoria contínua do processo de ensino e aprendizagem.
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