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De viktigste forurensende stoffene som det skal tas hensyn til ved fastsettelse av utslippsgrenseverdier

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Embora o número total de ações realizadas por grupos armados neste ano, com relação ao ano anterior, tenha baixado um pouco (vide gráfico N° 2), (passando de 113 a 53), a diminuição mais significativa deu-se por parte da categoria sem informação, enquanto as ações das FARC aumentam (de 12 passam a 14), e as das AUC pouco diminuíram (de 18 passam a 11).

Os confrontos entre as FARC e as AUC também aumentam, assim como os das FARC com o Exército, mostrando uma disputa territorial entre estes atores que se reflete no aumento dos deslocamentos forçados neste ano (de 4 passam a 6)31, os quais se apresentam nos municípios de Corinto (2), Miranda (2) e Caloto (1). Muitas das ações de ambos os grupos dirigem-se a influenciar o desenvolvimento da política local, tentando ganhar controle tanto territorial como político na região.

Diferente do ano anterior, os municípios com maior número de casos em 2002 foram Corinto e Miranda, com quinze casos cada um, confluindo nestes dois municípios todos os atores armados. Neste último município, ambos grupos armados realizam ações contra indígenas da zona. Por sua parte, as FARC seqüestram o presidente da comunidade indígena Bellavista, Milton Paquí32 no dia 2 de fevereiro, enquanto as AUC assassinam a quatro indígenas paeces e ainda paramilitares não identificados assassinam a um membro da guarda indígena do Cabildo de Canoas33.

No município de Miranda, o maior número de ações é realizado pelas AUC, aparecendo na maioria das denúncias como agindo conjuntamente com respaldo da Força Pública no município. Por exemplo, segundo a denúncia do dia 21 de janeiro:

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Noche y Niebla, N° 23-26, 2002. 32

Noche y Niebla, N° 23, Janeiro-março, 2002. 33

Desde o posto da polícia de Miranda, localizado no parque central, muitos moradores observaram como as unidades da polícia iam protegendo a saída dos paramilitares em motos da instituição quando se dirigiam para a parte alta de Miranda, após terem assassinado dois homens na zona urbana34.

Igualmente, membros do exército aparecem comprometidos em casos de ameaças a camponeses, acusados de serem guerrilheiros e anunciando a chegada das AUC:

Segundo a denúncia, durante a operação contra insurgente denominada Centauro e Dardo contra guerrilheiros das FARC, no dia 20 de julho várias unidades militares ameaçaram, bateram e retiveram a uma senhora, acusando-a de ser guerrilheira, além disso, foi ameaçada com frases como: isto aqui não é coisa nenhuma, espere quando as AUC chegar. Usaram um procedimento parecido com outro camponês, que foi ameaçado de morte caso não dissesse ser da guerrilha e pediram que ele fosse embora antes de matá-lo. 35

As FARC, como já dissemos, incrementaram suas ações neste ano tanto no departamento como na zona norte, onde continuam agindo sobre os municípios de Caloto, Toribio, Santander de Quilichao, Caldono, Miranda, e estendem ainda suas ações sobre os municípios de Corinto e Villa Rica, que não registraram ações deste grupo no ano anterior.

As principais ações deste grupo são ameaças e atentados com cargas explosivas e uma incursão na zona. As ameaças aconteceram nos municípios de Miranda, Villa Rica e Toribio, focadas na política local, sendo os alvos destas ameaças os prefeitos dos municípios de Villa Rica e Toribio e os participantes do processo eleitoral em Miranda. Além disso, no município de Toribio também realizaram uma incursão na zona urbana, onde deixaram destruídas várias moradias37. No município de Caloto, no resguardo indígena de Huellas, foi assassinado o coordenador jurídico indígena Aldemar Pinzón por um grupo armado não identificado38, porém coincide com as ameaças feitas pelas FARC a esta liderança indígena. Aldemar foi governador indígena, dirigente da ACIN e atualmente era coordenador jurídico.

Os combates das FARC com as AUC se realizaram nos municípios de Corinto e Miranda, enquanto os confrontos contra o Exército continuaram nos municípios de

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Noche y Niebla, N° 23, enero-marzo, 2002. 35

Noche y Niebla, N°25, julio-setembro, 2002. 37

Noche y Niebla N° 25, julho-setembro, 2002 38

Caldono (3) e Santander de Quilichao (1), se estendendo aos municípios de Corinto (2) e Caloto (2), onde nos anos passados não se registraram combates.

As AUC, segundo a base de dados, continuam agindo neste ano nos municípios de Miranda, Caloto e Caldono e estendem suas ações ao município de Corinto, que vira o município com mais casos de violência, junto com Miranda, na zona. Este grupo, por sua vez, apresenta uma diminuição de suas ações na zona norte, embora não muito significativa (de 18 a 11), reduzindo o número de massacres a um, realizado no município de Corinto sobre indígenas paeces. O maior número de ações cometidas por este grupo neste ano é o de ameaças. Estas foram realizadas sobre camponeses e indígenas em Miranda e nos municípios de Caldono e Caloto, sobre o prefeito e vereadores da localidade e sobre o prefeito do município, inclusive os juizes penal e civil, respectivamente, acusando-os de serem auxiliadores da guerrilha na região. Dessa maneira, buscam, como a guerrilha, influir na vida política local.

Os paramilitares não identificados aparecem agindo este ano principalmente contra lideranças indígenas, camponesas e sindicais da região, nos municípios de Santander de Quilichao, Corinto, Miranda e Caloto. No Santander, foi assassinado por estes grupos o ex-governador do resguardo das Delícias do município de Buenos Aires39, segundo a denúncia com aceitação da Polícia Nacional. Foram ameaçadas as lideranças e colaboradores da ACIN40, e um membro da guarda indígena do Cabildo de Canoas41. Nos dois últimos municípios, foram ameaçadas de morte lideranças camponesas que participavam de uma mobilização no lugar conhecido como A Maria, onde camponeses e indígenas da região solicitavam a conformação de uma mesa de negociação para discutir entre outros temas o Tratado de Livre Comércio42.

3.2.4 Ano 2003, O Confronto começa a minguar. As AUC declaram fim das

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