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De som liker dagslyset i klasserommene, liker de også klasserommene?

Hvor oppholder du deg i friminuttene?

5.3.6 De som liker dagslyset i klasserommene, liker de også klasserommene?

Os questionários estruturados – vide apêndices – receberam um tratamento analítico, mediante análise estatística descritiva, via levantamento de gráficos e tabelas. No que se refere às justificativas dos respondentes, optamos por não analisá-las, tendo em vista que os questionários foram respondidos por 9 professores (de um universo de 53), dentre os quais apenas 5 se prontificaram a participar das entrevistas. Assim sendo, os 4 restantes deixaram de ocupar a centralidade, como sujeitos de pesquisa; por outro lado, as justificativas dos 5

respondentes, no questionário estruturado, algumas vezes redundam com as informações por eles fornecidas nas entrevistas.

Apresentamos, pois, a análise estatística descritiva dos dados objetivos compilados na aplicação dos questionários junto aos 5 professores que participaram das entrevistas.

Gráfico 1 - Distribuição de gênero entre os docentes sujeitos da pesquisa

Fonte: Dados coletados na pesquisa. Elaborado pelo autor.

Como podemos observar no gráfico acima, que trata da distribuição de gênero entre os respondentes do questionário estruturado, temos semelhante proporcionalidade, quanto ao gênero, apontada no Censo do Professor pelo MEC – vide tabela abaixo:

Tabela 1 - Dados do Censo do Professor – MEC – 2007

Número de Professores do Ensino Regular, segundo as Etapas de Ensino e Sexo - 2007

Etapas de Ensino Sexo Brasil

Educação Básica Total 1.882.961 Feminino 1.542.925 Masculino 340.036 Ensino Fundamental Ensino Fundamental II Total 736.502 Feminino 548.050 Masculino 188.452 Ensino Médio Total 414.555 Feminino 267.174 Masculino 147.381

Fonte: MEC/Inep/Deed. Elaborado pelo autor.

As informações que podemos extrair da comparação entre o gráfico 1 e a tabela 1 corroboram com a análise realizada por Gatti e Barreto (2009):

No que tange ao sexo do grupo, como é de conhecimento, a categoria dos professores é majoritariamente feminina (segundo a Pnad 2006, 83,1% versus 16,9% do sexo masculino), apresentando algumas variações internas conforme o nível de ensino. É assim que a quase totalidade dos docentes na educação infantil (98%) é de mulheres, prosseguindo com uma taxa de 88,3% no ensino fundamental como um todo e atingindo aí 93% entre os professores de 1ª a 4ª séries6 com formação de nível superior. No ensino médio, por sua vez, são encontradas as maiores proporções de docentes do sexo masculino entre todas as demais modalidades da educação básica: 33% versus 67% do feminino. (GATTI e BARRETO, 2009, p. 24)

Nessa análise fica evidenciada a necessidade de um olhar mais acurado para as relações de gênero entre os docentes e suas implicações para a profissionalização. Mesmo não sendo nosso foco de análise, pareceu-nos importante destacar esse aspecto, pois entendemos que nossa pesquisa, para além de seu objeto específico, pode também ser ponte para outras investigações. Bruschini e Amado (1988) já nos alertava sobre isso, bem como Apple (1988) nos admoesta a ter essa questão na pauta do dia da realidade educacional brasileira, ainda que seus estudos façam frente à realidade norte-americana.

Entretanto, como argumentei, a transformação do magistério também levou a que a própria ocupação se tornasse campo fértil para outras lutas. Muitas mulheres se politizaram. Umas criaram sindicatos. Outras lutaram ―silenciosamente‖, no dia-a-dia, para expandir ou manter o controle de sua prática docente e do currículo. Num tempo em que o Estado e o Capital estão novamente procurando maneiras de racionalizar e controlar o trabalho cotidiano das professoras, esses esforços manifestos e secretos do passado têm mais do que um interesse histórico. É que o ensino elementar ainda é uma ocupação diferenciada por gênero. Não seria estranho terminar dizendo que o passado ainda está à nossa frente. (APPLE, 1988, p. 22)

Gráfico 2 - Titulação e tipo de Instituição de Ensino Superior

Fonte: Dados coletados na pesquisa. Elaborado pelo autor.

Ao analisarmos o gráfico 2, no que tange à distribuição de nossos sujeitos de pesquisa, quanto à titulação em instituição de ensino superior (IES), mais uma vez se confirma as disposições levantadas por Gatti e Barreto (2009) em seus estudos. Elas afirmam que há um relativo equilíbrio, entre instituições públicas e privadas, na oferta e manutenção de cursos voltados à formação de professores para a educação básica, o que pode configurar-se em uma maior preocupação por parte do Estado, sobretudo na formação daqueles que, em sua maioria, serão seus funcionários. E conclui Gatti e Barreto (2009), acerca desse tópico:

A oferta se divide em proporções semelhantes entre os cursos particulares com fins lucrativos e os de natureza filantrópica, comunitária, confessional, entre os quais se distinguem alguns poucos de longa tradição na área, como os de algumas universidades confessionais. (GATTI e BARRETO, 2009, p. 24)

Gráfico 3 - Proporção de Professores com Pós Graduação

Fonte: Dados coletados na pesquisa. Elaborado pelo autor.

Na unidade escolar onde trabalham os sujeitos de pesquisa temos um quadro bem interessante, quanto ao expressivo número de docentes que contam com pós graduação, ultrapassando em muito a média nacional de professores da educação básica com especialização: 29,2% em 201425. No gráfico 3, temos essa confirmação.

Tabela 2 - Tempo de docência, tempo de docência na unidade pesquisada Tempo de docência e situação funcional

Sujeito de Pesquisa26 Tempo de

Docência

Tempo de Docência na unidade escolar pesquisada

Situação funcional

Profa. Zenaide Vilalva de Araujo

20 anos 20 anos Efetivo

Prof. Aquiles Archero Jr 13 anos 10 anos Efetivo

Profa. Maria do Carmo Godoi

23 anos 06 anos Efetivo

Profa. Mathilde B. d’Almeida Bessa

24 anos 10 anos Efetivo

Prof. Alberto Rovai 06 anos 04 anos Efetivo

Fonte: Dados coletados na pesquisa. Elaborado pelo autor.

25 Fonte: MEC/Inep/DEED/Censo Escolar / Preparação: Todos Pela Educação. Disponível em:

http://www.observatoriodopne.org.br/metas-pne/16-professores-pos-graduados/dossie-localidades Acesso em 26/01/2016.

26 Em obediência ao TCLE, que anuncia a garantia de confidencialidade das identidades dos

entrevistados, os nomes dos sujeitos de pesquisa seguem identificados com o primeiro nome de alguns dos fundadores da Academia Paulista de Educação.

O tempo de docência na unidade escolar, em comparação ao tempo de atuação docente – vide tabela acima –, nos aponta para maior entrosamento entre os profissionais, bem como com toda a comunidade escolar, o que, segundo Silva (2007), favorece a formação continuada e as ações pedagógicas desenvolvidas no interior da escola. A percepção, por parte dos sujeitos de pesquisa, dessa realidade se faz presente em seus depoimentos, quando das entrevistas.

Se adaptar ao grupo que a gente também tem isso, mais professores efetivos que já estão há muito tempo na escola, então isso promove, com certeza essa união e esse compartilhar maior. E ter os mesmo objetivos, ter uma visão já que foi construída ao longo dos anos, mis isso não impede que outros professores que chegam, tragam suas contribuições, coisas novas. Então acrescentem a essa prática, eu acho que o grupo é muito importante, porque se não há interesse do grupo, não há esse desejo de trabalhar em conjunto e cada um se isola. Então é muito difícil fazer um trabalho para dá resultados, quando há união apesar de todas as dificuldades, a gente consegue trabalhar e trazer resultados melhores. (Profa. Mathilde)

Estava sendo implementado tudo na escola, é algo totalmente, não totalmente, mas é algo novo também na escola estadual ter uma plataforma online para ajudar o ensino dos alunos, e lógico, muitos professores têm a dificuldade no uso da plataforma. Eu acho que a utilização dos ATPC para esse momento formativo, esse espaço formativo, para esses professores se apropriarem do uso da ferramenta. Foi naquele momento muito importante, tanto é que a plataforma é utilizada até hoje, a escola é uma escola que tem como característica, que os professores em sua maioria é efetivo. Então a maioria continua até hoje, continuam usando a plataforma a partir daquele curso, daquele momento formativo. (Prof. Alberto)

Na sequência, apresentamos os gráficos sobre as questões do questionário estruturado – vide apêndice 2.

Gráfico 4 - Questão 1 do questionário estruturado

Questão 1 - Escolha a alternativa que melhor descreve sua relação com a afirmação: Envolvo-me nas ATPC (Aulas de trabalho Pedagógico Coletivo).

Fonte: Dados coletados na pesquisa. Elaborado pelo autor.

Notadamente, percebemos uma adesão concordante à afirmação de envolvimento, dos sujeitos de pesquisa, com as ações formativas desenvolvidas no âmbito da unidade escolar.

Esses dados positivos reiteram a advertência de Pesce (2013), referente à formação de professores, no que diz respeito à intima relação entre a situação funcional dos docentes – no caso deste estudo, todos efetivos e lotados na mesma unidade escolar há vários anos (vide tabela anterior) – e a ampliação do vínculo profissional e sentimento de pertença à comunidade escolar, com reflexos nas ações formativas no interior da escola, conforme apontado.

A tais problemas (de formação para o PROUCA, grifo nosso) somam-se outros, de caráter político, que extrapolam o âmbito de ação do Programa, como a árdua jornada de trabalho dos professores, que faz com que muitos não tenham tempo hábil para participar das ações de formação ou, quando delas participam, dificilmente conseguem fazê-lo com a dedicação que gostariam. A precarização do trabalho docente desdobra-se na árdua jornada de trabalho. Esta, por sua vez, traz reflexos negativos para as ações de formação desenvolvidas junto às universidades formadoras e no interior da escola, nos horários de trabalho pedagógico coletivo. Especificamente no que se refere às ações de formação desenvolvidas nas escolas, o intenso ir e vir dos professores de uma escola para outra acaba por esvaziar este importante espaço de formação colegiada (PESCE, 2013, p. 26)

Gráfico 5 - Questão 2 do questionário estruturado

Questão 2 - Escolha a alternativa que melhor descreve sua relação com a afirmação: As estratégias utilizadas pelo Professor Coordenador Pedagógico nas ATPC contribuem para a minha prática docente.

Fonte: Dados coletados na pesquisa. Elaborado pelo autor.

Em face da afirmativa do papel desempenhado pelo professor coordenador pedagógico nas ATPC contribuírem para a prática docente, os respondentes, em sua maioria, concordam positivamente com as estratégias por ele utilizadas

favorecerem a práxis docente: um dos elementos fundantes do empoderamento freireano dessa classe social, na medida em que contribui, sobremaneira, para a docência numa perspectiva autoral.

A Profa. Zenaide, única discordante, evidencia um discurso contraditório, conforme excerto oriundo da entrevista.

Levaram sim, eu acho que levaram. E de certa forma, tinham que compreender as limitações de cada professor que estava ali. Então era dado auxilio em grupo, e aquele que quis abraçar esse novo caminho seguiram, os que não se interessaram ficaram. (Profa. Zenaide)

Gráfico 6 - Questão 3 do questionário estruturado

Questão 3 - Escolha a alternativa que melhor descreve sua relação com a afirmação: A formação continuada em minha escola contribui tanto quanto uma formação continuada que aconteça em outros espaços.

.

Fonte: Dados coletados na pesquisa. Elaborado pelo autor.

Na análise do gráfico acima, fica evidenciado que 60% dos respondentes, sujeitos da pesquisa, concordam com a afirmação de que a formação continuada em serviço in loco contribui tanto quanto uma formação continuada que aconteça em outros espaços. Isso reforça nossa ideia de que a formação continuada em serviço

in loco pode privilegiar a própria realidade vivida pelos envolvidos no processo

formativo e sua práxis, como nos ensina Massey (2000). Do mesmo modo, dinamiza e complementa toda e qualquer outra ação de formação ofertada por outras instâncias da administração educacional. Os próprios sujeitos da pesquisa sinalizam para esse fato, conforme apontado na análise temática de conteúdo oriunda dos depoimentos dos professores, nas entrevistas, à página 106.

Gráfico 7 - Questão 4 do questionário estruturado

Questão 4 - Escolha a alternativa que melhor descreve sua relação com a afirmação: Enquanto professor me sinto autônomo na minha prática docente.

Fonte: Dados coletados na pesquisa. Elaborado pelo autor.

A concordância com a afirmação disponível nesta questão, aponta para o sentimento de autonomia na prática docente entre os respondentes, sujeitos da pesquisa. É oportuno observar que a autonomia docente se consubstancia como outro importante elemento do empoderamento freireano do professorado, imbricando-se à perspectiva autoral.

A discordância da Profa. Mathilde, no que tange à autonomia em sua prática docente, sinaliza posição contraditória da evidenciada no excerto abaixo, emanado da entrevista.

Por exemplo, eu gosto muito de trabalhar com filmes, em história acho que é fundamental, é muito bom é produtivo, é uma ferramenta que... Talvez em outra matéria [...] Não seja tão adequada, mas na minha matéria é, então cada professor de acordo com sua disciplina, de acordo com o seu foco então ela vai escolher as ferramentas mais adequadas. (Profa. Mathilde)