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De som gikk andre veier

Kapittel 4 Fagopplæring som vei inn i arbeidslivet

2.7 De som gikk andre veier

As informações e os dados abordados, elaborados e analisados, tanto a nível ambiental quanto a nível antrópico, permitiu quanti-qualificar/qualificar os principais indicadores de riscos e vulnerabilidades a erosão e impactos associados no litoral de Aquiraz. Sendo assim, a compilação da metodologia aplicada aqui partiu dos estudos realizados por BERGER (1997), COOPER & McLAUGHLIN, (1998), BUSH et al (1999), TAGLIANI (2003), COELHO & VELOSO-GOMES (2005) e COELHO (2005) dos quais viram na abordagem integrada, multidisciplinar e sistêmica do gerenciamento dos recursos naturais, a informação científica plausível para desenvolver modelos de processos costeiros integrados, e aos planejadores na tomada de decisão e reordenamento do ambiente.

Na classificação da vulnerabilidade da zona costeira as variáveis estudadas foram divididas em duas categorias: caracterização da zona costeira e características naturais e antropogênicas (COELHO e VELOSO-GOMES, 2005; COELHO, 2005 e BUSH et al 1999). Tanto na primeira quanto na segunda categoria, foram escolhidos cinco parâmetros de classificação que vão desde o valor 1 que corresponde a muito baixa vulnerabilidade e o valor 5 correspondente a muito alta vulnerabilidade.

No primeiro momento foram agrupados os seguintes parâmetros: topografia local; distância de construções em relação à linha de costa; a amplitude da maré (GORNITZ et al, 1997); máxima altura da onda na arrebentação; taxas de erosão/acresção anual, tratados de forma quantitativa. (FIGURA 74) Os dados foram extraídos do período de estudo (2011- 2012) obtidos em campo, bem como, na compilação com anos anteriores (50 anos), utilizando a média dos valores. A justificativa das escolhas dos parâmetros está organizada na Figura 75.

Figura 74 - Classificação das vulnerabilidades quanto às características topográficas e oceanográficas da zona costeira

Fonte: Coelho & Veloso-Gomes (2005)

Figura 75 - Correlação entre os geoindicadores e a correspondente aplicação na avaliação quantitativa da vulnerabilidade do ambiente costeiro.

Geoindicadores Aplicação

Topografia A declividade da praia emersa e imersa influenciará no tamanho do grão, capacidade percolação da água, velocidade de espraiamento e nos processos de erosão ou acresção. Distância da Linha de costa Indicará a vulnerabilidade tanto com relação às ocupações

sujeitas às inundações quanto ambientes arenosos como a praia e duna frontal o quanto resistem às intervenções.

Amplitude De Maré Informará a sua posição em determinado tempo em relação à linha de costa, em estágios de avanço ou estabilidade com base nas tendências do nível do mar.

Altura Máxima Da Onda Mostrará a incidência sobre a região costeira indicando a capacidade energética, bem como, associando-a ao transporte de sedimentos.

Taxa de Movimentação Anual Da Linha De Costa

Relacionado às intervenções antrópicas em médio a curto prazo (~50 anos).

No segundo momento, cinco parâmetros foram agrupados, representando a forma qualitativa dos geoindicadores, dos quais representam: os parâmetros da linha de costa; geomorfologia costeira; revestimento do solo, configuração da duna e ações antrópicas (FIGURA 76).

Figura 76 - Correlação entre os geoindicadores e a correspondente aplicação na avaliação qualitativa da vulnerabilidade do ambiente costeiro.

Geoindicadores Aplicação

Parâmetros Da Linha de Costa

Vai definir a largura da zona de surf e de espraiamento, conjuntamente a energia da onda, características que vão implicar na configuração da linha de costa.

Geomorfologia Costeira

Indica ao mesmo tempo as possibilidades deposicionais do ambiente, como a estrutura geológica que deu base as feições presentes na área.

Revestimento Do Solo

Está ligado à fixação ou não dos sedimentos e que tipo de vegetação predomina, pois a atividade empregada e/ou a retirada da cobertura vegetal implicará em impactos negativos.

Configuração Da Duna

Distinguindo-se segundo a compactação do solo, tipos de feições e localização das mesmas. Nesse caso, foi notificada também, a presença ou não de vegetação, pavimentação, terraplanagem, dentre outras situações. E quanto à vegetação das dunas, foi atribuída a defesa natural às próprias dunas.

Ações Antrópicas Avaliar o impacto das intervenções antrópicas no balanço sedimentar e posição da linha de costa.

As características foram obtidas pelo caminhamento pelas praias (13km) e, concomitantemente, as feições foram registradas por meio de fotografias e posicionamento por GPS de quaisquer indício de erosão, impactos antrópicos e perdas da faixa de praia entre 2010 e 2014. Nesse caso, apenas foram atribuídas características, baseada em estudos local, nacional e internacional que indicassem níveis de vulnerabilidade, variando também de 1 (muito baixa) a 5 (muito alta). (FIGURA 77)

Os valores dos parâmetros foram adquiridos da seguinte forma: a cota

topográfica: Cota corrigida dos perfis no zero hidrográfico; distância à linha de costa

maré, predeterminada pelos estudos anteriores e pela Diretoria Hidrográfica de Navegação

(DHN); a máxima altura da onda, a média das máximas alturas na arrebentação pelo modelo WAVEWATCH III e dados de campo; a taxa de erosão ou acresção teve os dados a partir das linhas End Point Rate - EPR´s e Average End Point Rate AEPR´s do programa Digital

Shoreline Analysis System – DSAS, do Serviço Geológico dos Estados Unidos, nos últimos 50 anos;

Figura 77 - Classificação das vulnerabilidades quanto às características estruturais, geomorfológicas e antrópicas.

Quanto à classificação das ações antropogênicas e seus efeitos negativos, partiu- se da correlação entre os níveis de uso e ocupação do ambiente com o potencial de transporte de sedimentos (função das características oceanográficas) e o volume disponível. Apesar dos quadros estarem diretamente apresentando os indicadores de vulnerabilidade, não foi descartado demais situações ou características que possam reforçar nos resultados como a granulometria, a influência de desembocaduras de rios e os processos erosivos.

Outro quadro foi incluso na avaliação da vulnerabilidade, buscando nesse caso, identificar a capacidade de intervenção antrópica nos ambientes costeiros e, dessa forma, foi realizado um levantamento dos principais litorais do Estado do Ceará, nas quatro ultimas décadas, com os principais agentes e impactos, tendo como referencia o trabalho de Morais et

al, 2006. (FIGURA 78)

O objetivo foi de atribuir um peso/importância dos acontecimentos no meio ambiente com a presença do homem. Assim, verificaram-se períodos semelhantes aos eventos, no que diz respeito, a localização da ocupação, atividades realizadas, presença ou não de equipamentos turísticos e evolução urbana e demográfica. Esses valores brutos pertinentes ao intervalo de 50 anos foram tratados pela média aritmética ponderada. Posteriormente, os parâmetros (naturais e antrópicos) foram separados segundo a importância relativamente diferente. Para esse estudo, foi dado peso seis (6) aos parâmetros naturais e peso quadro (4) ao parâmetro ação antrópica.

Média Aritmética Ponderada

A classificação da vulnerabilidade foi essencial para comparação com resultados do risco à erosão. A metodologia que trata do risco a perigos costeiros representadas em mapas específicos foi desenvolvida por Ferreira et al, (2006) que consiste em projetar linhas de costa futuras (set-back lines) que tem como principais fundamentos: a taxa de evolução costeira; a variação do nível médio do mar com consequente perda de área emersa e; impactos gerados pelos eventos de alta energia que foi descrita em seguida.

Figura 78 - Levantamento dos principais impactos no litoral do Ceará (variável: ação antrópica) nos últimos 40 anos