4.5 Det andre krosstoget
4.5.2 De profectione Ludovici VII in orientem
A resistência é considerada, geralmente, a propriedade fundamental do concreto, pois esta dá a indicação geral da qualidade do concreto por estar diretamente relacionada com a estrutura da pasta de cimento endurecida. Para os casos gerais, à medida que aumentam as resistências mecânicas melhoram-se as demais propriedades, daí a importância de se controlar a resistência à compressão, pois estarão sendo avaliadas, indiretamente, as demais propriedades do concreto endurecido (NEVILLE, 1997).
Segundo Helene e Terzian (1992), a resistência à compressão é a propriedade do concreto que é geralmente adotada por ocasião do dimensionamento da estrutura. Portanto, está diretamente ligado à segurança estrutural, devendo a obra ser construída em concreto com resistência superior ou igual à adotada para a elaboração do projeto. Sem dúvida, a propriedade do concreto que melhor o qualifica é a resistência à compressão. Desde que em sua dosagem e proporção tenham sido considerados também os aspectos de durabilidade, optando-se por determinada curva granulométrica, tipo e classe de cimento e relação a/c, resultando conseqüentemente em determinada resistência.
Atualmente, convencionou-se medir a resistência à compressão aos 28 dias, por meio de um ensaio padrão (compressão axial), hoje aceito como um parâmetro universal e como índice de referência de concreto. A determinação da resistência à compressão efetua-se sobre corpos de prova normalizados pela ABNT, no entanto, os valores de ensaio são mais ou menos dispersos, podendo variar de uma obra para outra. Por esta razão, faz-se necessário garantir o cuidado e o rigor devidos para a produção de concreto.
A resistência do concreto cresce sempre com o tempo, ou seja, com a idade, observa-se um aumento de sua hidratação e, conseqüentemente, de sua resistência. A Equação de Abrams, proposta em 1918, após estudo em mais de 50.000 resultados de corpos de provas, mostrou que, quanto menor a relação água/cimento, maior a resistência do concreto, até o limite de 0,30 mais ou menos que corresponde à quantidade mínima de água para a hidratação do cimento.
Consultando dados de experimentos relatados por Mehta e Monteiro (1994), Levy (2001), dentre outros, observa-se que a resistência do concreto cresce com o aumento do módulo de finura do agregado, com aumento da resistência do agregado, e com o aumento da superfície de contato agregado/pasta (para uma mesma granulometria).É importante que se diga, contudo, que a operação de ensaios propriamente dita pode alterar os resultados, o que explica a necessidade de se normalizarem os métodos de ensaio (moldagem, cura, capeamento, velocidade de aplicação da carga, etc,).
No que se refere à resistência à compressão, Hansen (1992) afirma que, na aplicação dos concretos reciclados, esta varia entre 60% e 100% em relação ao concreto com agregados naturais. Segundo o autor, em várias pesquisas, foram encontrados valores de resistência à compressão de concretos com agregados graúdos reciclados, variando entre 5 a 20% mais baixos que os valores de resistência dos concretos de referência. O autor mostra ainda que, no Japão, a taxa de redução das resistências de concretos reciclados oscila entre 14 e 32%. Por outro lado, algumas pesquisas revelam que quando se muda o teor de substituição de agregados naturais por reciclados, há um desempenho mecânico negativo no concreto. Os pesquisadores mostram que quando se substituem agregados naturais por reciclados, na proporção igual a 30%, a resistência não é afetada negativamente. Já para o teor de substituição inferior a 30%, a resistência pode igualar-se à dos concretos com referência (CARRIJO, 2005; LIMBACHIYA et. al.,1998b).
Estudo realizado por Devenny e Khalaf (1999), a partir da utilização de 4 tipos de tijolos cerâmicos para a produção de concreto, mostrou que a resistência à compressão variava para cada tipo de mistura. Dois tipos de mistura foram realizados: a primeira apresentando uma relação água/cimento de 0,55 e a segunda uma relação água/cimento de 0,40. De acordo com os resultados por eles apresentados, a resistência à compressão cresce à
medida que cresce a resistência à compressão do tipo de tijolo usado em qualquer uma das duas misturas. Assim, os autores concluíram que é possível confeccionar concretos com resistência de até 67 MPa, para tijolos cerâmicos britados com o agregado graúdo, usando- se uma relação a/c de 0,40. O tipo de ruptura encontrada levou os autores a concluírem que há uma boa aderência entre a pasta do concreto e o agregado, uma vez que a ruptura também ocorre no agregado, ao invés de ocorrer na interface pasta/agregado, como se observa mais comumente em concretos feitos com agregado natural. Esses resultados devem-se ao fato de que a maior angulosidade apresentada pelo material reciclado faz com que o mesmo possua maior área de superfície de contato do que o agregado natural, o que proporciona a aderência da pasta com o agregado.
Já o estudo relatado por Mansur et. al. (1999) mostrou que os concretos feitos com agregado graúdo reciclado de blocos cerâmicos apresentaram resistência à compressão de aproximadamente 10 % maior que as respectivas misturas de referência, na variação da relação a/c entre 0,3 a 0,6. No que se refere ao traço com relação a/c igual a 0,3, o concreto reciclado apresentou resistência de 72 MPa, contra 64 MPa do mesmo traço de referência com brita granítica. Para explicar o melhor comportamento do concreto reciclado, os autores citam os seguintes fatores: superfície rugosa, alta angulosidade, alta densidade e alta resistência dos agregados de blocos cerâmicos (153 MPa). Esses agregados de tijolos apresentaram massa específica aparente de 2.330 kg/m3 e absorção de água de 6,1%. Além disso, os autores mostram que a textura e forma dos agregados reciclados podem proporcionar uma melhor aderência entre a pasta e o agregado levando ao aumento da resistência.
Ainda com relação à resistência dos concretos, Barra (1996) observou que, à medida que a a/c diminui, há um aumento de resistência para os concretos reciclados, cuja resistência é menor do que a dos concretos convencionais. Seu estudo foi desenvolvido a partir de misturas de concretos com agregados graúdos reciclados de concreto e agregados graúdos reciclados de material cerâmico, em comparação com agregados convencionais.