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De ansattes erfaringer og vurderinger – sluttevalu- sluttevalu-ering

Governo

formais, terceira parte, acordos formais com alvo definido, acordos formais sem alvo definido e criação de estruturas focalizadas.

Quadro 5: Instrumentos de interação U-E

Tipos de Relação Descrição Exemplos

Relações pessoais informais

Ocorrem quando a empresa e uma pessoa da universidade efetuam trocas, sem que qualquer acordo formal, que envolva a universidade seja elaborado.

- Consultorias individuais; - Publicação de pesquisa; - Trocas informais em fóruns; - Workshops.

Relações pessoais formais

São como as relações pessoais informais, só que com a existência de acordos formalizados entre a universidade e a empresa.

- Trocas de pessoal; - Estudantes internos; - Cursos sandwich.

Terceira parte

Surge um grupo intermediário. Essas associações que intermediarão as relações podem estar dentro da universidade, ser completamente externas, ou ainda estar em uma posição intermediária.

- Associações industriais; - Institutos de pesquisa aplicada; - Unidades assistenciais gerais; - Instituto UNIMEP.

Acordos formais com alvo definido

Relações em que ocorre tanto a formalização do acordo, como também a definição dos objetivos específicos de colaboração desde o início. - Pesquisas contratadas; - Treinamento de trabalhadores; - Projetos de pesquisa cooperativa. Acordos formais

sem alvo definido

Acordos formalizados, como no caso anterior, mas cujas relações possuem maior amplitude com objetivos estratégicos e de longo prazo.

- Patrocinadores de P&D industriais nos departamentos universitários.

Criação de estruturas focalizadas

São as iniciativas de pesquisa conjuntamente conduzidas pela indústria e universidades em estruturas permanentes e específicas criadas para tal propósito, entre outros.

- Contratos de associação; - Consórcio de pesquisa U-E; - Centro de incubação-inovação.

Fonte: Bonaccorsi e Piccaluga (1994)

Finalmente, a interação U-E, pode resultar em um nível de aproveitamento pelos componentes que conduza a satisfação com o processo, bem como o desejo de realizar novos projetos em interação e/ou continuar com os atuais no futuro, o que pode ser visto como um fruto de satisfação que foi obtida durante este processo.

A interação U-E apresenta vantagens, sendo as mais relevantes citadas por Segatto e Sbragia (1998):

1ª) A oportunidade que surge para a universidade de captar recursos, financeiros, físicos e humanos, adicionais e complementares para o desenvolvimento das pesquisas básicas e aplicada, mantendo a pesquisa de vanguarda em seu ambiente, além de conservar em seus quadros os pesquisadores mais capacitados, oferecendo um ensino vinculado aos avanços tecnológicos e contribuindo efetivamente para o desenvolvimento econômico e social;

2ª) A vantagem que se apresenta para as empresas é a de desenvolver tecnologia com menor nível de investimento financeiro e em menor tempo e risco, que se soma a capacidade de acessar e usar laboratórios e unidades de informação, de utilizar-se de recursos humanos altamente qualificados, além de ser possível ter uma sistemática de atualização tecnológica permanente; e

3ª) A condição que se propicia para os governos de, com menor nível de investimento na infra-estrutura e capacidade instalada de P&D, conseguir fomentar e obter melhores resultados no desenvolvimento de programas de caráter econômico, social, tecnológico e estratégico, que se somam aos esforços de gerar, difundir e apoiar o uso do conhecimento em prol da sociedade nacional.

Schumpeter (1982) considera que a capacitação e a inovação tecnológica são os principais fatores determinantes do sucesso da competitividade de uma empresa. Neste sentido, segundo estudo de Alvim (1998), diversas medidas estão sendo implantadas pelos governos de forma a apoiar os esforços de capacitação e inovação tecnológica das empresas, tais como:

• Execução direta de atividade de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia

(P, D&E), por meio de instituições públicas;

• Formação de recursos humanos qualificados em instituições públicas;

• Financiamento de atividades de P, D&E de empresas;

• Concessão de incentivos fiscais às empresas que desenvolvem atividades

de P, D&E;

• Apoio a redes e sistemas de informação de interesse empresarial;

• Apoio a sistemas de propriedade intelectual e de normatização;

• Implementação de medidas que reduzam o custo e o grau de incerteza da

inovação tecnológica.

Verifica-se que as experiências de interação U-E tem sido proveitosa para ambas as partes. Para as universidades, permitindo orientar em algumas áreas as atividades de pesquisa, rever e atualizar os conteúdos e a oferta de disciplinas, além de possibilitar a preparação de cursos de reciclagem e atualização mais adequados à necessidade do mercado. Para as empresas, por sua vez, torna-se a interação um instrumento de atualização permanente, tanto quanto à capacidade de introduzir inovações, quanto à de recrutar recursos humanos mais adequados às necessidades do momento, bem como do uso da infra-estrutura instalada de prestação de serviços tecnológicos.

A interação U-E é complexa e sensível, uma vez que envolvem etapas que devem ser observadas com cuidado para que se evitem e se previnam equívocos que, possivelmente, poderão gerar complicações futuras, impedindo a obtenção da máxima produtividade e qualidade possível em tal tipo de arranjo.

2.2.2 A transferência de tecnologia

A partir da interação U-E , Alvim (1998) trata seis formas de transferências de tecnologias em seu sentido mais amplo, conforme Quadro 6, relacionando com os mecanismos de absorção destas tecnologias e os requisitos para articulação entre as estratégias tecnológicas e empresariais.

Quadro 6: Formas de transferência de tecnologia

Formas de transferência de tecnologia

Mecanismos para absorção de tecnologia

Requisitos para articulação entre as estratégias tecnológicas e

empresariais 1. Aquisição de patentes

ou licenças Esforços voltados à obtenção de tecnologia junto ao intercâmbio.

Compatibilizarão entre as estratégias tecnológicas e empresariais; e planejamento.

2. Operações de fusão, aquisição ou join-venture

Compartilhamento de atividades entre empresas com capacitações distintas ou complementares.

Reconfiguração da empresa para adaptar à nova situação, e para captar, mais facilmente, os novos e diferentes tipos de informação/conhecimento. 3. Aquisição de

máquinas, equipamentos e componentes

Melhoria de processos, gestão e produtos/serviços, vínculo com fornecedores e capacitação de recursos humanos.

Otimização de processos internos; e reorganização do lay out.

4. Engenharia reversa

Capacitação de recursos humanos, vínculos com fornecedores e consumidores e melhorias no processo produtivo.

Organização da atividade de desenvolvimento voltado à sistematização e adaptação das informações a serem adquiridas. 5. Coletas e análise de informações contidas em catálogos de produtos, serviços ou em eventos (exposição, feira, congresso, cursos)

Capacitação de recursos humanos e vínculos com fontes e unidades de informação.

Estruturação de base de dados; fortalecimento de sistemas de articulação de informação internos e externos à empresa

6. Contratação de técnicos que atuaram em empresas concorrentes

Aquisição de novos recursos

humanos. Política de recursos humanos Fonte: Alvim (1998)

A primeira forma de transferência de tecnologia é a aquisição de patentes ou licenças através do esforço voltado à obtenção de tecnologia junto ao intercâmbio; a segunda forma relaciona-se com as operações de fusão, aquisição ou join-venture feitas através do compartilhamento de atividades entre empresas com capacitações distintas ou complementares; a terceira forma é a aquisição de máquinas, equipamentos e componentes feita através da melhoria de processos, gestão e produtos/serviços, vínculo com fornecedores e capacitação de recursos humanos e seus requerimentos; a quarta forma dá-se através da ocorrência da engenharia reversa dos mecanismos de capacitação de recursos humanos, vínculos com fornecedores e consumidores e melhorias no processo produtivo; a quinta forma refere-se às coletas e análise de informações contidas em catálogos de produtos, serviços ou em eventos, tais como,

exposição, feira, congresso, cursos, dentre outros. Por fim, em sexta colocação, a contratação de técnicos que atuaram em empresas concorrentes, a aquisição de novos recursos humanos é o mecanismo para absorção desta tecnologia e a política de recursos humanos é o requisito para a articulação entre as estratégias tecnológica e empresarial.

Nesta perspectiva, devem considerar a importância de condicionantes estimuladores para intensificar as relações U-E, considerando que com o advento da economia baseada no conhecimento, este desempenha papel relevante na geração de

processos inovativo.Segundo Alvim (1998),para alcançar este objetivo é necessário: a)

oferta de financiamento para a capacitação e inovação tecnológica; b) sistemas sobre oferta-demanda de tecnologia; c) capacidade de elaborar, administrar e avaliar projetos de pesquisa e inovação tecnológica; d) capacidade de atrair cooperação internacional, vista como um recurso complementar ao apoio à interação U-E.