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 Potência de bombagem utilizada em ETAR (%): percentagem da potência de bombagem instalada na ETAR efetivamente utilizada

Este indicador, definido em Matos et al. (2004), com o Código IWA wPh9, mede a percentagem da potência de bombagem instalada em ETAR que é efetivamente utilizada, incluindo as bombas na entrada das ETAR.

É dado por:

wPh9 wC5 wH1 24 100 wD14 em que:

wD14 – Energia consumida nas bombas nas instalações de tratamento (kWh) wC5 – Potência de bombeamento nas ETAR (kW)

wH1 – Duração do período de referência (dia)

Pode ser calculado para períodos inferiores a um ano mas deve ter-se em conta a sazonalidade inerente ao SAR, pelo que as comparações internas ou externas à EG devem ser feitas com prudência (Matos et al., 2004). Na literatura não constam valores de referência.  Consumo de energia em instalações de tratamento (kWh/e.p./ano): consumo de energia

em ETAR, por equivalente populacional e por ano

Este indicador operacional, definido por Matos et al. (2004), com o Código IWA wOp18, dá o consumo energético associado ao tratamento de águas residuais por equivalente populacional conectado à ETAR, em cada ano.

É dado por: wOp18 wD13 3 5 wH1 wE5 em que:

wD13 – Consumo de energia no tratamento (kWh) wH1 – Duração do período de referência (dia)

wE5 – Equivalente de população que é servido pela instalação de tratamento

Nas instalações de tratamento incluem-se os sistemas de tratamento local. A energia associada à incineração de lamas não deve ser contabilizada. Pode ser calculado para períodos inferiores a um ano mas deve ter-se em conta a sazonalidade inerente ao SAR, pelo que as comparações internas ou externas à EG devem ser feitas com prudência (Matos et al., 2004). Este valor depende fortemente da tecnologia utilizada e da carga afluente à ETAR. Para o grupo Águas de Portugal, segundo Barreto (2013), o valor médio é de 80,4 kWh/e.p./ano, com o mínimo de 4,79 kWh/e.p./ano para lagoas de macrófitas de fluxo vertical (LM-FV) e um máximo de 299,55 kWh/e.p./ano para Membrane Bio Reactor (MBR).

129  Recuperação de energia a partir de processos de cogeração (%): percentagem de energia

produzida por cogeração, num ano, face à energia consumida em ETAR

Este indicador operacional, definido em Matos et al. (2004), com o Código IWA wOp19, dá a percentagem de energia produzida por processos de cogeração em ETAR, face à energia consumida em ETAR, num ano.

É dado por:

wOp19 wD17wD13 100 em que:

wD17 – Energia produzida por processos de cogeração (kWh) wD13 – Energia consumida em ETAR (kWh)

Pode ser calculado para períodos inferiores a um ano mas as comparações internas ou externas à EG devem ser feitas com prudência (Matos et al., 2004). Idealmente é próximo de 100%.

 Automação do processo (%): percentagem de bombas de recirculação em ETAR com controlo automático

Proposto por Quadros, Rosa, Alegre & Silva (2010), com o Código wtER27, este indicador dito de “Eficiência e fiabilidade” dá a percentagem de bombas de recirculação na ETAR com controlo automático.

É dado por:

wtER27 Bombas de recirculação com CABombas de recirculação 100 em que :

Bombas de recirculação com CA – Bombas de recirculação na com controlo automático (n.º) Bombas de recirculação – Bombas de recirculação existentes na ETAR (n.º)

 Inspeção de bombas (n.º/(bomba x ano)): número de inspeções por bomba em ETAR por ano

Proposto por Quadros et al. (2010), com o Código wtER33.1, este indicador dito de “Eficiência e fiabilidade” dá o número de inspeç es por bomba e por ano.

É dado por: wtER33.1 Inspeç es de bombas 3 5 Período de avaliação Número de bombas em que:

Inspeções de bombas – Número de inspeções a bombas realizadas (n.º) Período de avaliação – Duração do período de avaliação (dia)

Contributos para a Gestão de Energia em Serviços de Águas

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 Arejadores inspecionados (%/ano): percentagem de arejadores inspecionados

Proposto por Quadros et al. (2010), com o Código wtER34.2, este indicador dito de “Eficiência e fiabilidade” dá a percentagem de arejadores em ETAR inspecionados num ano.

É dado por: wtER34.2 Arejadores inpecionados 3 5 Período de avaliação Arejadores em que:

Arejadores inspecionados – Arejadores sujeitos a inspeção (n.º) Período de avaliação – Duração do período de avaliação (dia) Arejadores – número total de arejadores instalados (n.º)

 Autonomia energética (%): potência de sistemas de abastecimento elétrico de emergência face à potência total instalada na ETAR

Proposto por Quadros et al. (2010), com o Código wtER49, este indicador dito de “Eficiência e fiabilidade” dá a potência de sistemas de abastecimento elétrico de emergência (geradores e outros) face à potência total instalada na ETAR.

É dado por:

wtER49 Potência de emergênciaPotência instalada 100 em que:

Potência de emergência – Potência do sistema de abastecimento elétrico de emergência (kW) Potência instalada – Potência total instalada na ETAR (kW)

 Consumo de energia (kWh/m3): consumo energético por m3 de água residual tratada

Proposto por Quadros et al. (2010), com o Código wtRU03, este indicador dito de “Uso de recursos naturais e matérias-primas” dá o consumo energético associado ao tratamento de 1 m3 de água residual.

É dado por:

wtRU03 Água residual tratadaConsumo energético em que:

Consumo energético – Consumo energético (kWh)

Água residual tratada – Volume de água residual tratada (m3)

Este valor varia fortemente com a tecnologia instalada, com a carga efluente à ETAR e com a dimensão da ETAR (Olsson, 2015). Para o grupo Águas de Portugal, segundo Barreto (2013), a média é de 1,11 kWh/m3, com um mínimo de 0,14 para LM-FV e um máximo de 3,96 para Lamas Ativadas em Arejamento Prolongado – Biomassa Fixa em Leito Móvel (LAAP – BFLM).

131 Em C. Silva et al. (2010) são dados valores, para 17 ETAR, de percentil 25-percentil 75 de 0,72 – 1,32 kWh/m3.

 Produção de biogás (m3/kg): volume de biogás produzido por kg de CBO no efluente

Proposto por Quadros et al. (2010), com o Código wtBP17, este indicador dito de “Gestão de sub-produtos” dá o volume de biogás produzido por massa, em quilos, de CBO no efluente. É dado por:

wtBP17 Massa de CBO no efluente Biogás produzido em que:

Biogás produzido – Volume de biogás produzido (m3)

Massa de CBO no efluente – Massa de CBO no efluente (kg)

 Custos de energia elétrica (%): percentagem dos custos correntes que corresponde a energia elétrica em ETAR

Proposto por Quadros et al. (2010), com o Código wtFi0 , este indicador dito “Financeiro” mede a fração de custos correntes na ETAR relativa à aquisição de energia elétrica, no período de referência.

É dado por:

wtFi0 Custos com energia elétricaCustos correntes 100 em que:

Custos com energia elétrica – Custos com energia elétrica (€) Custos correntes – Custos correntes da ETAR (€)

Contributos para a Gestão de Energia em Serviços de Águas

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