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3. Materiale og metode

3.3 Datasett for analyse

3.3.3 Datasett 2a

Prosseguindo com análise referencial dos turistas estrangeiros que visitaram o Brasil até a metade da década de 1990, os dados expostos apresentam o

293 Revista Exame. Muita beleza, pouco dinheiro. São Paulo, n. 20, 13 out. 2004. Esta reportagem

resultado da pesquisa da Embratur294 e serviram de base para uma apreciação do

recorte temporal entre 1998-2002, permitindo um diagnóstico acerca da contribuição da Política Nacional de Turismo implantada durante a gestão FHC. O questionário elaborado pelo Instituto sofreu alterações na formulação de algumas questões, apresentando diferenças em relação ao anterior.

1) Entrada no país segundo região de residência permanente (milhão):

Ano 1998 (4.818.084 turistas) 13% 57% 2% 23% 1% África América Central América do Norte América do Sul Ásia Europa Oceania Oriente Médio Não Especificado Gráfico 4: Ano 1998 (4. 818.084 turistas)

Fonte: Embratur Ano 2000 (5.313.463 turistas) 1% 14% 58% 2%

25% ÁfricaAmérica Central

América do Norte América do Sul Ásia Europa Oceania Oriente Médio Não Especificado Gráfico 5: Ano 2000 (5.313.463 turistas)

Fonte: Embratur

294 Pesquisa sobre a Demanda Internacional: 1998/2000/2002. O número de entrevistados não foi

Ano 2002 (3.784.898 turistas) 1% 20% 37% 2% 37% África América Central América do Norte América do Sul Ásia Europa Oceania Oriente Médio Não Especificado Gráfico 6: Ano 2002 (3. 784.989 turistas)

Fonte: Embratur

O resultado apontou para um crescimento substancial entre os turistas provenientes da Europa, com um incremento de 12%, e da América do Norte, com um acréscimo de 6%, referente ao ano de 2002, em comparação com 1998 e 2000, momento em que a presença destes mercados permaneceu praticamente inalterada. Considerando, extremamente positiva, a recuperação do mercado norte-americano. A América do Sul reduziu sua participação, radicalmente, com uma perda de 21% sobre os dois anos anteriores. Reflexos imediatos da crise econômica da Argentina. Analisando os gráficos, a prospecção do mercado consumidor internacional surtiu um efeito considerável em 2002, com a elevação dos percentuais relativos aos importantes centros emissores de turistas do hemisfério norte, mas em contrapartida, com a restrição de chegadas internacionais do principal parceiro brasileiro, a Argentina. Outros centros emissores como a Ásia e a África, cultivaram uma presença marginal no turismo receptivo brasileiro, mantendo o percentual de 2% e 1% respectivamente, durante o período entre 1992 há 2002, exceto o ano de 1990, em que a participação de ambos atingiu 3% de chegadas internacionais.

2) Entrada no Brasil segundo via de acesso: Vias de acesso (mil) 1998 2000 2002 Via Aérea 2.420.811 2.723.029 2.815.024 Via Marítima 75.893 121.148 65.862 Via Terrestre 2.274.153 2.429.301 890.752 Via Fluvial 47.227 39.985 13.260

Tabela 28: Entrada no Brasil segundo via de acesso Fonte: Embratur

As informações contidas expressam uma circunstância diferenciada, assinalando uma competição forte entre o modal aéreo e o terrestre, situação totalmente modificada em relação ao período anterior, onde o acesso por via aérea era superior. Atualmente o turismo limítrofe é extremamente importante para o país, mas a redução declarada na amostra induz ao incremento da utilização do modal aéreo, por parte destes turistas, na possível utilização de vôos charter.

3) Motivo da visita ao Brasil:

Motivo da Viagem (%) 1998 2000 2002 Lazer 71,8 57,01 51,21 Negócios/Congresso e Convenção 26,7 27,86 28,88 Visita familiares e amigos n/c 10,9 15,6 Saúde n/c 1,5 0,32 Estudo/ensino n/c 1,5 1,56 Outros 1,6 1,23 2,55

Tabela 29: Motivo da visita ao Brasil Fonte: Embratur

A amostra indica um crescimento exponencial no segmento de turismo de negócios, congressos e eventos, na relação ao momento anterior. O turismo de lazer perdeu espaço no decorrer do período, mas segue sendo o principal motivo de visita ao Brasil. E a questão envolvendo visitas a familiares e amigos apontou um índice considerável. Saúde e ensino continuaram com uma participação inexpressiva.

4) Tempo médio de permanência no país:

Ano 1998 2000 2002

Tempo Médio de

permanência (dias) 13 12,06 14

Tabela 30: Tempo médio de permanência no país Fonte: Embratur

O resultado mostra uma redução de permanência no país, pois na etapa anterior estava em 14 dias na média e neste recorte reduz para 13 dias aproximadamente.

5) Gasto médio durante a permanência no país:

Ano Gasto Médio per Capita dia (U$)

1998 67,57 2000 84,38 2002 86,17 Tabela 31: Gasto médio durante a permanência no país

Fonte: Embratur

Os gastos no ano de 1998 acompanharam o valor estabelecido entre 1992 e 1994, mas a partir de 2000 os valores despendidos no país acusaram um aumento considerável de aproximadamente 25%, incrementando as divisas brasileiras, superior inclusive ao valor correspondente ao ano de 1990. Indicando que a apesar da diminuição do tempo de estada, a formatação do produto turístico agregou valor e que a origem dos turistas que visitaram o Brasil, envolveu um percentual maior de países desenvolvidos, geralmente propensos a gastar mais com turismo.

6) O que influenciou a decisão de viajar ao Brasil? Quem influenciou na decisão da viagem (%) 1998 2000 2002 Amigos e parentes 41,4 44,1 51,83 Televisão 29,2 13,56 5,46 Folders/Guias 8,1 16,95 11,71 Revista 7,3 5,08 4,29 Jornal 4,6 3,39 2,03 Internet 2 6,68 12,8 Nenhum meio de comunicação 19,6 n/c n/c Outras mídias n/c 10,14 11,88

Tabela 32: O que influenciou a decisão de viajar ao Brasil Fonte: Embratur

A resposta indica que amigos e parentes foram os principais formadores de opinião sobre o país, questão que não constava no antigo questionário, sendo que no ano de 2002 atingiram um percentual de 50%. Este fato está relacionado diretamente a última questão sobre vontade de retornar ao Brasil, delineando uma condição extremamente favorável ao país. Transpareceu uma presença crescente e efetiva da internet, juntamente com outras mídias. A televisão perdeu um espaço substancial, pode-se inferir que a promoção do país tenha utilizado outras mídias para a divulgação no exterior. Os guias e folders, acabaram se diluindo neste campo cheio de possibilidades que é a comunicação.

7) Cidades mais visitadas no país:

Cidades mais Visitadas (%) 1998 2000 2002 Rio de Janeiro 30,2 34,13 38,58 São Paulo 18,4 19,65 20,84 Foz do Iguaçu 8,9 13,47 9,28 Florianópolis 14 18,69 6,42 Camboriú 5,1 6,6 n/c Porto Alegre 7,9 5,9 7,93 Salvador 10,9 13,47 12,76 Manaus n/c n/c n/c Recife 7,2 5,75 8,24 Curitiba 3 n/c n/c Búzios 5,4 4 3,56 Fortaleza 4,6 5,39 7,16 Natal n/c n/c 3,76

Tabela 33: Cidades mais visitadas no país Fonte: Embratur

Este resultado induz a uma diversificação do produto turístico brasileiro, com a inserção de novas cidades com predomínio da Região Nordeste, onde os grandes investimentos aconteceram. Salvador despontou como um pólo turístico central da região. Recife acusou um momento de baixa no ano 2000, disputando com Fortaleza a preferência dos turistas. Natal surgiu somente em 2002 com um percentual bastante significativo. Em contrapartida, a cidade do Rio de Janeiro continuou sendo a mais visitada, apesar da redução do percentual de visitantes. Manaus perdeu um espaço considerável de acordo com a estatística. Foz manteve uma participação regular e Porto Alegre oscilou, principalmente no ano 2000, fato possivelmente relacionado com a crise da Argentina.

8) As críticas mais freqüentes

Turistas Criticaram (%) 1998 2000 2002 Segurança pública 9,8 9,27 10,26 Sinalização turística 12,3 11,12 8,3 Limpeza pública 14,4 9,45 10,21 Táxis 6,4 4,79 4,2 Transporte Urbano 5,6 10,15 5,13 Informação Turística 5,9 6,56 4,34 Comunicações 9,5 8,71 7,35 Aeroportos 5,4 6,49 n/c Comércio 3,5 3,1 n/c Diversão noturna 3 3,7 2,7

Tabela 34: As críticas mais freqüentes Fonte: Embratur

A amostra aponta uma redução exponencial no item sobre segurança pública, que na pesquisa anterior figurou com percentual elevado de 26% na média entre os anos de 1990/1992, diminuindo para 14% em 1994 e nos anos em destaque mantém a taxa de 10% na média. Outros fatores que melhoraram consideravelmente foram à limpeza urbana, a sinalização turística e os táxis, demonstrando que as ações implantadas surtiram um efeito positivo. O aspecto relacionado com a comunicação se manteve estável, indicando que o país, a despeito das melhoras significativas neste campo, ainda não conseguiu oferecer bons serviços ao turista, que hoje, é fundamental para qualquer viajante moderno. O Transporte urbano obteve um incremento satisfatório, em relação ao ciclo entre

1990/194. Os Aeroportos obtiveram uma leve vantagem, mas o índice assinala que há necessidade de uma melhor ordenação do setor de aviação civil.

9) Vontade de retornar ao país:

Intenção de voltar ao Brasil (%) 1998 2000 2002

Pretendem 88 96,4 96,12

Não pretendem 2,2 3,58 3,88

Tabela 35: Vontade de retornar ao país Fonte: Embratur

Esta questão, atualmente, está relacionada à hospitalidade encontrada no país, juntamente com a utilização dos serviços turísticos ofertados ao visitante. As conseqüências sugerem um crescimento positivo, pois a análise envolvendo o recorte entre 1990/1994 já indicava um percentual de intenção alto na faixa de 89% e agora, esta taxa sobe para 93%, envolvendo o espaço temporal entre 1998/2002, demonstrando que quem visitou gostou do Brasil.