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5. SANSING OG FØLELSER

5.3. Eksperimentering og oppdagelser

Quanto à avaliação das misturas asfálticas preparadas pelos métodos Marshall, ASTM e AASHTO, constatou-se que:

‐ O método de preparo de misturas asfálticas preconizado pela ASTM leva a valores de resistência à tração maiores quando comparado aos outros métodos;

‐ Nas condições de preparo da mistura Marshall, as misturas com CAP 20 sem cal apresentaram menores valores de resistência à tração.

‐ Pelas condições de preparo e condicionamento da ASTM não foram diagnosticadas misturas asfálticas suscetíveis ao dano por umidade;

‐ O método de preparo de mistura da AASHTO classificou a mistura com CAP 20, granito, sem cal como suscetível à umidade (RRT aproximadamente de 50%);

‐ Quanto à mistura CAP 20, granito, sem cal preparada segundo o procedimento Marshall e condicionada segundo a ASTM, os resultados indicaram suscetibilidade à umidade (RRT aproximadamente de 60%);

‐ O condicionamento da ASTM foi mais efetivo para as condições de preparo de misturas Marshall, “compatibilizando” os diagnósticos de suscetibilidade das misturas preparadas e condicionadas pelo método da AASHTO.

Quanto ao comportamento da resistência à tração das misturas asfálticas preparadas e condicionadas pelo método ASTM, constatou-se que:

‐ Misturas com agregados de basalto e CAP 20 apresentam tendência de aumento da resistência à tração quando adicionada cal, independentemente do modo de preparo da mistura;

‐ Misturas com agregados graníticos e CAP 20 exibem tendência de redução da resistência à tração quando adicionado cal, independentemente do modo de preparo da mistura;

‐ Misturas com agregados de gabro e CAP 20, comparadas com as outras misturas testadas, apresentam maiores resistências à tração, tanto na condição sem cal quanto na com cal, independentemente do modo de preparo aplicado. Além disso, a cal atua aumentando essa propriedade;

‐ Variações no volume de vazios de 4% para 7% produziram efeitos de redução na resistência à tração em todas as misturas testadas, e essas reduções foram minimizadas com a adição de cal, principalmente nas misturas com agregados basálticos;

‐ Misturas com CAP 40 apresentam resistências à tração muito maiores que misturas com CAP 20;

‐ As resistências à tração das misturas com granito e CAP 20 (sem e com cal) mantiveram-se estáveis diante do aumento do teor de asfalto na mistura. E ainda, para todos os teores, as misturas com CAP 20, granito e cal os valores de RT foram menores que os valores das misturas sem cal;

‐ As misturas com CAP 40 exibiram aumento da RT em função do aumento do teor de asfalto. Esta constatação é inadequada e contraria os comportamentos relatados na literatura.

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Quanto ao comportamento resiliente das misturas asfálticas preparadas pelos métodos Marshall, ASTM, AASHTO, constatou-se que:

‐ As misturas com gabro e CAP 20 exibiram aumento de rigidez quando a cal foi adicionada (à semelhança do que aconteceu com RT). Isso não foi observado para as misturas com os outros agregados;

‐ Comparadas às misturas Marshall, as misturas ASTM e AASHTO apresentam uma redução das taxas de enrijecimento propiciadas pela adição de cal nas misturas com agregados basálticos e graníticos com CAP 20;

‐ O ganho de resistência à tração das misturas asfálticas com CAP 20 nem sempre se relaciona com ao aumento do módulo de resiliência da mistura;

‐ Variações no volume de vazios de 4% para 7% produziram efeitos de redução no módulo de resiliência em todas as misturas com CAP 20, e essas reduções foram minimizadas com a adição de cal;

‐ Misturas com CAP 40 apresentam módulos de resiliência muito maiores que misturas com CAP 20;

‐ Misturas com granito, CAP 40 e cal, inclusive aquelas com volumes de vazios de 7%, tiveram aumento significativo da rigidez em relação às sem cal;

‐ O módulo de resiliência de misturas com granito e CAP 20 (com e sem cal) apresentou tendência à diminuição com o aumento do teor de asfalto. O inverso foi observado para as misturas com CAP 40 sem cal.

Quanto aos comportamentos de retenção de propriedades das misturas asfálticas à luz dos métodos da ASTM e AASHTO

‐ Nenhuma mistura preparada e condicionada conforme o procedimento ASTM foi considerada suscetível aos danos por umidade;

‐ As misturas sem cal com agregados graníticos são mais suscetíveis aos danos por umidade nas condições Marshall-ASTM e AASHTO-AASHTO;

‐ A cal promove a manutenção e/ou o aumento da resistência à tração das misturas asfálticas após o condicionamento;

‐ As misturas com agregados basálticos sem cal são bastante estáveis, não apresentando perdas ou ganhos significativos de RRT, tanto para o CAP 20 quanto para o CAP 40;

‐ As misturas com agregados basálticos com CAP 20 e com CAP 40 apresentaram tendência de perda de rigidez em função do condicionamento; com adição de cal houve uma tendência de aumento das suas capacidades de retenção;

‐ As misturas com granito e CAP 20, preparadas e avaliadas conforme o método da ASTM, apresentaram ganho de rigidez em conseqüência do condicionamento; quando a cal é adicionada, aumenta sua rigidez;

‐ Misturas com granito e CAP 40 sem cal com volume de vazios de 4% e 7% foram consideradas suscetíveis aos danos por umidade pelo método da ASTM; com a adição de cal essa tendência não foi observada;

‐ As misturas asfálticas com granito e CAP 40 foram mais sensíveis ao condicionamento que as misturas com CAP 20, tanto na resistência à tração quanto no módulo de resiliência. Com a adição de cal essas misturas passaram a exibir maiores RRT, mas o módulo indicou perdas compatíveis às misturas sem cal ;

‐ Misturas com granito e CAP 20 sem cal apresentaram maior retenção de resistência à tração devido ao aumento do teor de asfalto. Indiretamente, foi mostrado que o aumento da espessura da película de asfalto do tipo CAP 20 garantiu maiores retenções da propriedade original. Misturas com CAP 40 também exibiram essa tendência;

‐ O comportamento da RMR em função do aumento do teor de CAP 20 mostrou ponto de retenção máxima para as misturas no teor de trabalho;

‐ As misturas com CAP 40 e granito (com cal) apresentaram baixos valores de retenção do módulo de resiliência, mas que aumentam com o aumento do teor de asfalto de 5,0 para 6,0%.