Compós que representa a pós-graduação no país, é com referência ao papel desempenhado junto à comunidade científica. Atuando mais como um órgão fiscalizador da pós-graduação, com capacidade de avaliar, definir temas e linhas de pesquisa, caracterizando indicadores e medindo a qualidade, o mote central deve ser repensando para que a entidade seja capaz de ser um espaço de apoio, especialmente aos novos programas que, muitas vezes, mais do que punições, precisam de orientações e direcionamentos que permitam sanar suas fragilidades, quer sejam elas conceituais ou de ordem pragmática. Essas orientações devem surgir a partir do acompanhamento constante, da troca, da participação dos programas mais experientes, em um sinal claro capaz de oferecer as condições necessárias para que se possa formar uma massa crítica e um núcleo de pesquisadores de excelência na Comunicação.
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Esse acercamento entre o campo comunicacional, as indústrias midiáticas e a sociedade devem possibilitar que todos sejam sujeitos das investigações, balizando referências conceituais que possa universalizar características e subsidiar políticas de comunicação que atendam as necessidades informativas em todos os âmbitos. São necessárias miradas mais globalizantes dos cenários mundiais, mas sem perder de foco as especificidades de nossa região. E isso as duas instituições têm conseguido realizar, através de um determinismos que extrapola os guetos acadêmicos e as miradas pessoais, onde os resultados convergem para a amplitude que o processo da comunicação estabelece para ser efetivo.
2.13 Cenários Específicos do Campo da Comunicação no Brasil ---
A Comunicação no Brasil congrega uma multiplicidade de temas que se interconectam e se auto- completam para desenhar o mapa comunicativo brasileiro. Assim, a união de temas e profissões consolidadas como o Jornalismo, Relações Públicas, Cinema e Publicidade e Propaganda abarcam especificidades capazes de evidenciar e atender as demandas da emergente indústria midiática.
Mas surge um contingente importante que congrega forças, define fronteiras, descortinam dinâmicas e evidenciam as emergências de um campo novo, mas que apresenta densidade para se consolidar enquanto ciência.
Nesse cenário foram definidos espaços produtivos, que incorporam temas múltiplos, como: audiovisual, cibercultura, comunicação organizacional, marketing político, folkcomunicação, história da mídia entre outros. Assim, nesses ambientes foram criadas instituições que reúnem pesquisadores de diversas regiões do país em torno de temáticas que abarcam os múltiplos cenários de produção em comunicação.
A parte II da pesquisa sobre o Panorama da Comunicação do Brasil analisa a produção dos principais centros, fazendo um exame da contribuição de diversas instituições para consolidação do campo da Comunicação no Brasil.
É importante salientar que inicialmente foram definidas 12 instituições, mas os materiais das atividades realizadas por algumas delas, infelizmente, não estavam disponíveis na web e o contato com seus atuais presidentes foram infrutíferos. Em função da falta de informação, a pesquisa não conseguiu determinar qual a contribuição efetiva de algumas dessas entidades. Porém, aquelas que permitiram o acesso a suas bases de dados, demonstraram o seu
compromisso, não somente com a construção e sedimentação do campo, mas e principalmente, na divulgação científica ampla, democrática e plural, e se constitui como um lema que todas as instituições devem definir em seus objetivos.
Feita a ressalva, a seguir estão disponibilizados os dados coletados e analisados por entidade e sua respectiva área de atuação. Vale relembrar que os enquadramentos das áreas, por entidade, foram definidos pela Socicom, que congrega essas instituições.
1) Audiovisual: cinema, vídeo, televisão e rádio
Foram definidas para essa pesquisa duas instituições: Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual (FORCINE) que incorpora mais de 20 instituições e a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE), que conta com 364 sócios, que representam 18 universidades brasileiras.
a) FORCINE86 congrega e representa instituições (públicas e privadas) e profissionais de
diversas regiões do Brasil que se dedicam ao ensino do cinema e do audiovisual. Dentre algumas instituições que compõem o quadro da Forcine podem ser citadas: Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade de Brasília (UnB), Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Universidade de São Paulo (USP), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Universidade de Campinas (UNICAMP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essas instituições atuam com programas regulares de formação na área audiovisual.
87
De acordo com dados coletados nos em diversos sites pesquisados foi em dezembro do ano 2000 que representantes de escolas e de cursos de cinema e audiovisual, reunidos em São Paulo, mais precisamente na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), para “discutir os rumos do ensino de cinema no Brasil” decidem criar um espaço representativo do setor, capaz de abrigar as altercações sobre o ensino do cinema e vídeo e sua relação com o ensino de televisão. Assim nasceu o Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual (Forcine)88.
86 Um dos grandes desafios desta pesquisa foi o de reunir material da Forcine. Não foi possível localizar na internet e nem foram retornados os contatos feitos. Não foi localizado o site da entidade, tão pouco anais, livros, atas ou documentos relativos a entidade. Porém há muito material disponibilizado em blogs, especialmente de estudantes de cinema.
87 Disponível em http://culturadigital.br/cbcinema/?p=431, acesso dezembro de 2010.
88 Dados coletados dos sites http://www.eba.ufmg.br/forcine/; http://www.blogacesso.com.br/?p=3653 e http://www.audiovisual.ufc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=46:forcine-aprova-patrocinio-as-
Após o trabalho de inserção das vozes desse grupo de discussão no cenário nacional, o desafio foi trazer a tona questões relativas ao ensino e a formação profissional, inserindo essas temáticas na agenda nacional que tratava de política cinematográfica e audiovisual. O resultado foi positivo, nasce o Congresso Brasileiro de Cinema (CBC)89. Também por essa época (ano
2000) a Forcine passa a integrar Conselho Consultivo da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), criando com isso a possibilidade de discutir, em termos mais amplos, o planejamento e a definição de políticas de desenvolvimento para todo o setor.
O Fórum adquiriu status de entidade e passou a ser definido como “sociedade civil, sem fins lucrativos”, congregando e representando de forma permanente as instituições e os profissionais brasileiros dedicados ao ensino de cinema e do audiovisual.
O primeiro congresso da entidade ocorreu no mês de outubro do ano 2000 e foi realizado na Universidade Federal de Minas Gerais. A atividade teve como mote central “intercambiar experiências e promover o debate sobre o setor destacando o papel do ensino e da formação profissional como estratégia para uma política de desenvolvimento do audiovisual”.
Embora não seja objeto desta etapa da pesquisa discutir sobre o cinema nacional e fornecer dados relativos a salas de exibição, filmes produzidos entre outros, uma vez que há um grupo específico que tratou desse mote, cujos resultados estão disponibilizados no volume III da publicação Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, lançado em 2010 pelo IPEA90, além do breve panorama da entidade, disponível no artigo “Breve histórico da área
do ensino de cinema e audiovisual”, escrito pela professora Dra. Maria Dora G. Mourão e disponível no volume II da mesma coleção; é importante mencionar que foi no ano de 1952 que ocorreu o primeiro encontro nacional da comunidade cinematográfica, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro, “como desdobramento de um ‘Congresso Paulista do Cinema Brasileiro’, realizado em abril do mesmo ano”. Foi somente a partir do ano 2000 que o CBC “tornou-se um encontro periódico (a princípio anual e em seguida bienal). No mesmo ano, foi decidida a criação de uma entidade estável, com sede, estatutos, diretoria e existência não restrita ao período dos encontros”.
O terceiro encontro da CBC foi considerado um marco. Ocorrido na cidade de Porto Alegre, organizado pela Fundação Cinema do Rio Grande do Sul (Fundacine), contou com 70 delegados, 31 entidades de cinema, representando 9 estados braileiros, mais de 150 observadoes, contando com a participação de cineastas, produtores, técnicos, críticos de cinema, pesquisadores, exibidores, distribuidores e representantes de emissoras de TV públicas e privadas.
Como resultado foi aprovado um documento onde foram apontados 69 resoluções, “entre elas a continuidade do CBC como entidade permanente e o apoio à criação, no âmbito do Governo Federal, de um órgão gestor da atividade cinematográfica, que viria a ser a Ancine91, constituída
em setembro de 2001. A título de curiosidade, o primeiro presiente da CBC foi Gustavo Dahl e 23 entidades assinaram a ata de criação da entidade.
89 O CBC é uma associação de entidades “brasileiras da área do cinema e do audiovisual”, fundada no ano de 2000. 90 O volume integra a coleção onde são apresentados os primeiros resultados dessa pesquisa.
91 A Agência Nacional do Cinema (ANCINE) é um órgão oficial do Governo Federal do Brasil, constituída como agência reguladora, com sede na cidade de Brasília e escritório central na cidade do Rio de Janeiro, cujo objetivo é fomentar, regular e fiscalizar a indústria cinematográfica e videofonográfica nacional. A agência foi criada no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 6 de setembro de 2001, através da Medida Provisória n.º 2.228-1, posteriormente regulamentada em 13 de maio de 2002 em forma de lei. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ancine), acesso em dezembro de 2011.
A Forcine é atualmente presidida por Aída Marques (UFF) e a vice-presidência está a cargo de Dacia Ibiapina (UnB), eleitas durante o VI Congresso da Forcine, ocorrido na UFF, no Rio de Janeiro, em março de 2010. Em março de 2011 foi realizado o VII Congresso Forcine, na FAAP, em São Paulo e teve como tema central Difusão e circulação audiovisual”92.
Como é possível observar a entidade vêm realizando seus congressos de forma periódica, mantendo eleições para compor sua diretoria, mas infelizmente nenhum dado sobre a quantidade de participantes em seus congressos, se há ou não apresentações de trabalho, detalhes sobre quem participa da entidade, bem como site oficial da entidade estão disponíveis na web. Foram feitas tentativas diversas de localizar um espaço no qual esses dados estivessem disponíveis para acesso da comunidade científica, mas não há. Também não foi possível localizar se a entidade publica CDs com resultados das apresentações realizações durante os seus congressos.
b) SOCINE93 – foi criada em novembro de 1996. O grupo fundador definiu como metas
prioritárias a promoção e o intercâmbio de pesquisas e estudos de cinema e suas múltiplas manifestações, além de incentivos a reflexão sobre cinema e audiovisual no país. Também está definido nos documentos que a entidade não tem fins lucrativos, nem está envolvida diretamente com a produção cinematográfica, mas objetiva disponibilizar um panorama dos estudos sobre cinema no Brasil e promover o intercâmbio de idéias sobre o assunto94.
Segundo dados coletados no site da entidade, ela conta com 364 sócios – pesquisadores, professores e estudantes de graduação e de pós-graduação -, representando 18 universidades brasileiras.
Realiza e promove encontros anuais, buscando congregar espaços de discussão e de interação entre profissionais, nas mais variadas modalidades. Publica os resultados de seus encontros, inicialmente de forma impressa e a partir de 2011 online. As publicações formam a base “representativa” dos trabalhos e pesquisas apresentados durante o evento anual. São 14 edições dos eventos realizados e são apoiados pelas agências de fomento Capes, CNPq e Fapesp. Outro mote importante da entidade é o debate sobre a educação do audiovisual no País. Assim, está aliada a Forcine e filiada a Compós. Essas entidades “têm participado da definição de políticas no campo do ensino do audiovisual junto às agências de fomento à pesquisa, como: Capes e CNPq”.
Sua organização associativa é regida por um estatuto, disponível em sua página web95, está
estruturada em uma Diretoria, Conselho Deliberativo com 17 membros e um Conselho Fiscal, com 3 membros, todos para um mandato de 2 anos. Conta ainda com um Comitê Científico, composta por 3 representantes que assessoram a entidade na definição de suas políticas.
92 Fontes de consulta: http://culturadigital.br/cbcinema/?p=431 e http://www.faap.br/forcine/index.htm, consultados em dezembro de 2010.
93 O levantamento dos dados da entidade só foi possível graças ao auxilio inestimável do professor Dr. Maurício Reinaldo Gonçalves, da Universidade de Sorocaba, que gentilmente emprestou todos os folders, anais de eventos e livros. Sem essa ajuda o levantamento sobre a Socine teria ficado bastante prejudicado, uma vez que o site, até a data de fechamento dessa pesquisa, não estava concluído e grande parte do material produzido não estava disponibilizado. Há também no capítulo 5, do volume II, da Coleção Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, editado pelo IPEA, o texto “Breve relato sobre a fundação da Socine, seus objetivos e primeiros anos”, do professor Dr. Fernão Pessoa Ramos e o texto “Pensando a Socine”, do professor Dr. José Gatti, que traçam o panorama geral da instituição.
94 Folder do IV Encontro, realizado na UFSC, em novembro de 2000. 95 Disponível em www.socine.org.br, acesso em janeiro de 2011.
Os encontros anuais estão organizados em Comunicações Individuais, Seminários Temáticos, Mesas Temáticas pré-construídas e Painéis, todos abertos para apresentações de pesquisas de estudantes da pós-graduação, além de pesquisadores e outros profissionais da área.
No site da entidade estão disponíveis 3 publicações referentes ao 13º Encontro, ocorrido em 2009, na Eca-USP; 12º Encontro, ocorrido na Universidade de Brasília, em 2008 e do 10º Encontro, realizado me 2006, em Minas Gerais. As publicações estão disponíveis na web de forma integral, mas não podem ser impressas.
O site está passado por reestruturação (é o que ficou demonstrado), pois há pouca informação disponível para a comunidade. Na parte de anais de evento na web somente foi localizado os resultados do 13º Encontro, realizado na Eca-USP, os outros links não permitem nenhum tipo de acesso (estão quebrados).
Já está definido o 15º Evento, que será realizado no mês de setembro na Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela primeira vez foi decidido uma temática central, que tratará “Imaginários (In)visíveis”.
O detalhamento histórico da entidade pode ser acessado nos textos de Fernão Pessoa Ramos “Breve relato sobre a fundação da SOCINE” e “Notas sobre a história da SOCINE”, de José Gatti, que estão disponíveis no volume II da publicação Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, lançado em 2010 pelo IPEA.
Algumas iniciativas têm sido criadas pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE) que iniciou em 2011 a publicação de teses e dissertações que tratem de temas relacionados ao cinema e ao audiovisual. Os trabalhos, “podem ser submetidos através do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA96), na seção Teses e Dissertações. Foram definidas três áreas temáticas:
1) Políticas do audiovisual; 2) Economia do audiovisual; e 3) Gestão, inovação e estratégia das atividades audiovisuais, cada qual com respectivas subáreas de interesse”. De acordo com o site, os trabalhos deverão ter sido aprovados por suas respectivas instituições e um Conselho Editorial, formado por servidores da Agência Nacional do Cinema, ficará responsável pela classificação dos trabalhos recebidos de acordo com os eixos temáticos definidos. Outro desafio proposto pela agência será a publicação de monografias e artigos.
Vale mencionar que o OCA e a ANCINE se apresentam como um espaço dedicado à publicação de estudos e pesquisas sobre o mercado brasileiro de cinema e audiovisual, sendo o grande objetivo “ser um instrumento público de produção, armazenamento e divulgação de informações, de forma a atender à demanda por números e análises sobre as mais amplas manifestações da atividade audiovisual no país”.
Com a publicação de teses e dissertações, o OCA caminha para se tornar um centro de referência para o mercado e a academia, servindo a pesquisadores, agentes do mercado, organismos internacionais e outros órgãos públicos.
Também é importante citar que outras fases realizadas por essa pesquisa, especialmente a etapa desenvolvida por Alexandre Kieling, disponível no volume III da publicação Panorama da Comunicação e das Telecomunicações no Brasil, lançado em 2010 pelo IPEA, traz um panorama mais detalhado da área do audiovisual no país. Além disso, o texto “Breve relato sobre a fundação da SOCINE”, escrito por Fernão Pessoa Ramos, disponível no volume II da
96 Espaço web www.ancine.gov.br/oca.
Coleção do IPEA está um panorama mais pormenorizado das várias atividades realizadas pela entidade.
A entidade realizou 14 eventos, nos mais diversificados estados brasileiros, embora as regiões mais representativas são: Sudeste (6 eventos), Sul (3), Nordeste (3) e Centro-Oeste (2). Se considerarmos somente a partir de 2001, recorte de nossa pesquisa, Sudeste com 40% fica muito próximo do Nordeste com 30%. Já Sul representa 20% e Centro-Oeste, 10%. O quadro abaixo mostra todos os eventos cumpridos e as instituições sede, por ano e local de realização.
Quadro 16 – Eventos realizados pela Socine, 1997 a 2010
Evento Ano Estado Instituição sede
I 1997 São Paulo Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP)
II 1998 Rio de Janeiro Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
III 1999 Brasília Universidade de Brasília (UnB)
IV 2000 Santa Catarina Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
V 2001 Rio Grande do Sul Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
VI 2002 Rio de Janeiro Universidade Federal Fluminense (UFF)
VII 2003 Bahia Universidade Federal da Bahia (UFBA)
VIII 2004 Pernambuco Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP)
IX 2005 Rio Grande do Sul Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
X 2006 Minas Gerais Estalagem de Minas Gerais
XI 2007 Rio de Janeiro Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ)
XII 2008 Brasília Universidade de Brasília (UnB)
XIII 2009 São Paulo Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP)
XIV 2010 Pernambuco Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Fonte: Dados dos autores, dezembro de 2010
A observação dos cadernos de resumos permitiu visualizar a diversidade de estados representados durante os eventos, números que vem sendo ampliados significativamente. Grande parte dos pesquisadores apresenta os trabalhos individualmente. Há, porém, a possibilidade de mesas coordenadas, demonstrando a articulação entre os pesquisadores, mas as pesquisas são realizadas de forma individual.
A entidade abre espaço para apresentações de investigações de doutores e mestres, mas também de estudantes da pós-graduação e da graduação. Um detalhe interessante é que não há divisões nas apresentações dos titulados e dos estudantes. Todos apresentam no mesmo espaço.
A tabela abaixo mostra o crescimento do número de apresentações.
Tabela 24
Trabalhos apresentados na Socine, anos de 2001 a 2010 Ano Total de Trabalhos %
Evento Totais 2067 100
V 2001 156 8%
VI 2002 130 6%
VII 2003 123 6%
IX 2005 150 7% X 2006 200 10% XI 2007 245 12% XII 2008 291 14% XIII 2009 288 14% XIV 2010 351 17%
Fonte: Dados dos autores, dezembro de 2010
Há um período de estabilização e a partir de 2005 os dados mostram um crescimento muito acentuado do número de trabalhos apresentados. Anualmente a participação de docentes com doutorado tem aumentado expressivamente. Infelizmente nos resumos não constam titulação (como regra geral – apenas em alguns há titulação do docente), assim somente é possível tecer comentário, fruto da observação direta nos anais dos eventos. Outro dado interessante é a ampliação do número de estados das regiões que estão representados nos vários eventos. Unicamente a região Norte não teve representação. Uma possibilidade para essa ausência são os locais onde são realizados os encontros da Entidade, normalmente localizados em regiões muito distantes do Norte do país.
Também houve uma diversificação nas temáticas tratadas, partindo de análises textuais, passando por sistemas de produção, narrativas, gêneros, linguagens, estética, históricas, autores e indústrias, artes adaptações, entre muitas outras. São priorizadas as apresentações individuais, talvez devido ao formato do próprio evento, que permite participações a partir de proposições de mesas temáticas e atividades coordenadas.
Há presença de pesquisadores de outros países, especialmente Estados Unidos, França e Espanha. As conferências de abertura ficam quase sempre a cargo de um convidado internacional. Chris Straayer – University New York (2001); Raudal Johnson – Ucla – Estados Unidos (2003); Robert Stam - University New York (2004); Philippe Subois – Paris III (2006); François Jost – Paris III e Andre Gaudreaut – Montreal (2008); Vicente Sánchez Biosca – Universidade de Valença (2009) e Dominique Chateau – Paris I (2010).
Os eventos são organizados em torno de mesas temáticas, mostras de filmes, seminários temáticos; sessões de comunicações; painéis; simpósios; lançamento de livros; mesas plenárias, etc.São 4 dias de encontros, com atividades bastante diversificadas.
As principais agências de fomento que apóiam os encontros da Socine são: CNPq, Capes e Fapesp, com apoio anual. Eles contam também com adesão das agências estaduais de fomento (ligadas ao Estado onde o encontro é realizado), também do Ministério da Cultura, Cinemateca Brasileira, Secretaria do Audiovisual, além de empresas como: Chesf (Cia Hidroelétrica de São Francisco); livrarias, Consulados; Fundação Joaquim Nabuco; Embaixada da França; Senac,