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DESCENDÊNCIA DOS FILHOS DE FILIPE CAVALCANTI E DE ARNAU DE HOLANDA, EM GOIANA

Das seis filhas de Felipe Cavalcanti, três casaram com os descendentes de Arnau de Holanda e D. Brites Mendes de Vasconcelos, os quais também possuíam propriedades em Goiana. D. Margarida de Albuquerque casou duas vezes. Seu primeiro casamento foi com João Gomes de Mello (neto do casal Arnau de Holanda e D. Brites Mendes de Vasconcelos). Seu segundo casamento foi com Cosme da Silveira, dono do engenho Cosme e Damião, também em Goiana. D. Catarina de Albuquerque, que casou com Cristóvão de Holanda de Vasconcelos, o primogênito de Arnau de Holanda e D. Brites Mendes de Vasconcelos. E D. Felipa de Albuquerque, que casou com Antônio de Holanda de Vasconcelos, também filho do referido casal. E dos cinco filhos de Felipe Cavalcanti, um também possuía engenhos lá, a saber, Antônio Cavalcanti de Albuquerque (FONSECA, v. I, 1935).

Antônio Cavalcanti de Albuquerque casou-se com Isabel de Góes, que também era filha do casal Arnau de Holanda e D. Brites Mendes de Vasconcelos. Tiveram doze filhos, dos quais, Jerônimo Cavalcanti de Albuquerque era senhor de três engenhos em Goiana, como já observamos. No entanto, ele foi para Lisboa e faleceu solteiro sem sucessão. Uma neta de Antônio Cavalcanti de Albuquerque e Isabel Góis, D. Mariana de Lacerda, casou com Francisco de Barros Falcão, que era senhor dos engenhos Mussumbu e Pedreiras, em Goiana. D. Mariana e Francisco de Barros Falcão tiveram uma filha, Adriana de Barros Pimentel, bisneta de Antônio Cavalcanti, portanto, que foi casada com Jorge Cavalcanti de Albuquerque, seu primo, tetraneto de Antônio Cavalcanti de Albuquerque, os quais tiveram um filho Jorge Cavalcanti de Albuquerque, que foi capitão dos auxiliares de Goiana, sendo este tanto trineto como tetraneto de Antônio Cavalcanti de Albuquerque. Outro neto de Antônio Cavalcanti de Albuquerque, Jerônimo Cavalcanti de Albuquerque Lacerda, também

viveu em Goiana, sendo capitão-mor de Itamaracá (o procurador do donatário durante o levante em Goiana contra a devolução da capitania ao Marquês de Cascais) (FONSECA, v. I, 1935).

Os filhos desse Jerônimo Cavalcanti de Albuquerque Lacerda também fizeram trajetória em Goiana. Ele foi casado com D. Catarina de Vasconcelos, tendo com ela cinco filhos. Uma de suas filhas, D. Maria Lacerda, casada com José Camelo Pessoa, cavaleiro da Ordem de Cristo, era capitão-mor da vila de Goiana. Também o filho, D. Manuel de Albuquerque Lacerda, era alcaide-mor da vila de Goiana, casado com D. Sebastiana de Carvalho e tiveram seis filhos. Destes, Manoel Carneiro Cavalcanti de Lacerda, foi casado com D. Maria Madalena de Valcasar, que era filha de um sargento-mor de Goiana. Seu primogênito (ele teve três filhos), Manuel Cavalcanti de Albuquerque era senhor do engenho Capirema de Goiana, nos finais do século XVIII, também casado com D. Lusia de Albuquerque de Melo, filha de Pedro de Albuquerque de Melo, senhor do engenho Bujari (FONSECA, v. I, 1935).

Arnau de Holanda era um nobre natural de Utrech, que veio acompanhando Duarte Coelho Pereira para Pernambuco. Casou-se com D. Brites Mendes de Vasconcelos, dama de Brites de Albuquerque, a esposa do donatário de Pernambuco, e receberam como dote, para este casamento, lotes de terras, onde o casal construiu vários engenhos, sendo que alguns estavam estabelecidos na região de Goiana. Eles tiveram sete filhos, dos quais, alguns se estabeleceram em Goiana ou a sua descendência (FONSECA, v. I, 1935).

Cristóvão e Antônio de Holanda Vasconcelos casaram, como já foi dito, com D. Catarina de Albuquerque e D. Felipa de Albuquerque, respectivamente. Cristóvão de Holanda Vasconcelos viveu sempre em Olinda e morreu em 1614. Casou a primeira vez com D. Catarina de Albuquerque e a segunda vez com Clara da Costa. Bisneta do primeiro casamento de Cristóvão, D. Antônia Cavalcanti de Albuquerque casou com Leão Falcão de Essa, filho dos já referidos Francisco de Barros Falcão e D. Mariana de Lacerda (neta de Antônio Cavalcanti de Albuquerque, como vimos), os donos dos engenhos Mussumbu e Pedreiras em Goiana. Trineto também do seu primeiro casamento, Pedro da Cunha Pedreira, casou-se com D. Bernarda Lins de Albuquerque, que era filha do tenente coronel, Cosme Alves de Carvalho, senhor do engenho Calugi, de Goiana. Um dos filhos do segundo casamento de Cristóvão, Manoel de Holanda Calheiros, casou pela segunda vez com Violante de Figuerôa, filha de Jorge Homem Pinto, cuja família possuía um engenho em Goiana (FONSECA, v. I, 1935).

A situação de Antônio de Holanda Vasconcelos foi diferente da do seu irmão Cristóvão, que não viveu em Goiana. Antônio passou a vida e morreu, em Goiana, onde foi senhor do engenho Santo Antônio Guipitanga, chamado, posteriormente, Engenho Novo. Foi casado duas vezes, a primeira com D. Felipa de Albuquerque, como vimos, e a segunda com D. Ana de Moraes. Com Felipa, Antônio teve três filhos: Arnau de Vasconcelos e Albuquerque, Lourenço Cavalcanti de Albuquerque e Antônio de Vasconcelos Cavalcanti (FONSECA, v. I, 1935).

Arnau de Vasconcelos e Albuquerque era capitão da infantaria em Itamaracá. Casou a primeira vez com D. Maria Lins de Albuquerque e teve Felipe Cavalcanti de Vasconcelos, que morava no Engenho Novo de Goiana, onde morreu. Ele era sargento-mor ou dos auxiliares ou das ordenanças de Goiana. Outro filho do casal foi Arnão de Vasconcelos de Albuquerque, que casou com D. Maria de Oliveira e dos seus filhos, Bartolomeu Lins de Albuquerque viveu em Goiana onde foi capitão das ordenanças de Tejucupapo, e sua filha, D. Brites Lins de Albuquerque casou-se com Fernão Carvalho de Sá, que era sobrinho de Jorge Homem Pinto, e tiveram Bartolomeu Lins de Oliveira, entre outros filhos, que foi senhor do engenho Abiay, em Goiana. Bartolomeu Lins de Oliveira casou com D. Bernarda de Albuquerque e o seu filho, Leonardo de Albuquerque Cavalcanti, também foi senhor do dito engenho Abiay, já no ano de 1755, cuja neta, D. Maria Lins de Albuquerque casou com o tenente coronel Cosme Alves de Carvalho, senhor do engenho Calugi, filho de Manoel Carvalho Fialho, que foi capitão-mor da capitania de Itamaracá. Outro neto de Brites Lins de Albuquerque foi Antônio de Sá de Albuquerque que viveu sempre no engenho de Megaó e foi coronel do regimento da cavalaria da capitania de Itamaracá. Foi casado com D. Joana de Ornelas, filha de Baltasar de Ornelas Valdevez, o qual faleceu em Goiana servindo de Juiz Ordinário e onde também foi ouvidor. Uma das filhas de Arnão de Vasconcelos e Albuquerque era D. Maria Cavalcanti de Vasconcelos que casou com Miguel Lobo e tiveram Diogo Cavalcanti, que foi senhor do engenho Jacaré, em Goiana (FONSECA, v. I, 1935).

O terceiro filho de Antônio de Holanda Vasconcelos, Antônio de Vasconcelos Cavalcanti, também foi para a Bahia, lá, casando com sua enteada, D. Catarina Soares, filha da sua primeira mulher, Úrsula Feio. Tiveram um só filho, Francisco de Vasconcelos Cavalcanti, que foi criado em casa do seu tio, Lourenço Cavalcanti de Albuquerque, dono o engenho de Santo Antônio de Guipitanga. Lourenço Cavalcanti de Albuquerque era homônimo do seu tio, o filho de Felipe Cavalcanti e D. Catarina. Também foi para a Bahia na época da restauração. Casou duas vezes, teve filhos, mas não deixou descendência em Goiana. Desta forma, seu sobrinho Francisco que morou com ele, herdou seu engenho. Mas como já

foi observado outrora, seus filhos não continuaram mantendo a herança, que foi vendida para André Vidal de Negreiros (FONSECA, v. I, 1935).

Agostinho de Holanda de Vasconcelos, outro filho de Arnau e D. Brites, viveu e faleceu na freguesia do Cabo de Santo Agostinho, mas deixou descendentes em Goiana. Dois netos seus viveram em Goiana. Foram eles: Vasco Leitão de Vasconcelos que casou a segunda vez em Goiana e Sebastião Leitão de Vasconcelos viveu por lá também. Também teve bisnetos, trinetos e tetranetos que se estabeleceram por lá. Seus bisnetos Maria Cabral, José da Fonseca Barbosa, Severino da Fonseca, D. Margarida de Albuquerque de Melo e João Feio de Freitas, possuíam engenhos ou ofícios em Goiana. Maria Cabral era casada com Francisco Cabral Marrecos, natural de Itamaracá. José da Fonseca Barbosa casou-se com D. Cucinda de Mendonça, a qual pertencia era filha de um tenente reformado de Itamaracá e neta do provedor da fazenda real de Itamaracá, e seu irmão, Severino da Fonseca, que morava em Goiana. D. Margarida de Albuquerque de Melo, que casou com o doutor Domingos Gomes da Silva, que era ouvidor da capitania de Itamaracá. E por fim, o bisneto João Feio de Freitas, que nasceu em 1630 e viveu em Goiana (FONSECA, v. I, 1935).

Como foi dito, Agostinho de Holanda de Vasconcelos também teve trinetos e tetranetos em Goiana. Seus trinetos que se estabeleceram em Goiana eram João Feio de Freitas, Antônio Vaz Carrasco, D. Eugênia Vaz, D. Antônia da Batista, Duarte de Albuquerque Melo, João Gomes de Melo e Albuquerque e Antônio Gomes da Silva. João Feio de Freitas, homônimo de seu pai, viveu em Goiana e foi casado com D. Ana Gomes Ferras, e seu irmão Antônio Vaz Carrasco casou-se com Margarida de Sousa, filha de Sebastião Leitão e Inez de Sousa, que como vimos eram moradores de Goiana. D. Eugênia Vaz não casou, mas morou em Goiana até sua morte em 1724. D. Antônia Batista casou-se com o capitão José de Andrada Cavalcanti, que morou no engenho Tapirema de Goiana. Duarte de Albuquerque de Melo, filho de D. Margarida de Albuquerque de Melo e do ouvidor de Itamaracá, doutor Domingos Gomes da Silva, foi também ouvidor da capitania de Itamaracá. Seu irmão, João Gomes de Melo e Albuquerque foi lavrador de canas no engenho Calugi, de Goiana. E por fim, Antônio Gomes da Silva, também filho de D. Margarida e do ouvidor doutor Domingos, que foi assassinado em Goiana, onde morava (FONSECA, v. I e II, 1935).

Já como tetranetos, Agostinho teve: D. Sebastiana de Vasconcelos, que casou em Goiana com João Dias Galegos; D. Ana Maria de Vasconcelos, filha de João Feio de Freitas e D. Ana Gomes Ferrás, que casou com Miguel do Prado Leão, natural de Goiana; João Leitão de Vasconcelos que casou-se duas vezes em Goiana; D. Inez de Vasconcelos Uchoa, casada

pela primeira vez com Francisco de Xares Furnas, que nasceu em Goiana, onde foi capitão e faleceu sendo juiz de órfãos; os filhos de João Gomes de Melo e Albuquerque, João Gomes de Melo, que foi capitão em Goiana, vereador e juiz ordinário da Câmara da vila, onde casou com Isabel da Rocha, filha do capitão Lourenço Garcez, senhor do engenho Bujari, e seu irmão, Pedro de Albuquerque de Melo, que também foi senhor do engenho Bujari, coronel do regimento da cavalaria e sargento-mor de Goiana, servindo de ouvidor, e duas vezes eleito procurador da Câmara da vila, o qual, casado com D. Maria Correia de Paiva teve três filhos estabelecidos em Goiana, José Gomes de Melo, também coronel do regimento de cavalaria da vila de Goiana e juiz ordinário, Antônio de Albuquerque de Melo, também serviu de capitão de cavalos no regimento auxiliar de Goiana e de sargento-mor e coronel, juiz ordinário e ouvidor, senhor do engenho Goiana Grande, e Jerônimo de Albuquerque de Melo, foi tenente coronel do regimento da cavalaria auxiliar de Goiana e também serviu de rendeiro no engenho Catú de Goiana; Manoel Gomes de Melo, filho de Duarte de Albuquerque de Melo, e seu irmão, José de Melo, ambos tendo casado em Goiana (FONSECA, v. I e II,1935).