quadrados de 5 m x 5 m. A área projectada da copa
dá indicação da idade relativa dos arbustos. A idade aumenta com a área. Área; Copa; Estrutura etária; População jovem, estável e senescente; Demografia. Nas caixas informativas junto às figuras 10, 11 e 12. Gráficos das figuras 4.3,, 4.4.e 4.5.
Etapa 5. Qual a estrutura etária das
populações?
Figura 4.2. Medição dos diâmetro maior e menor dos arbustos
Corema album P la n ta s j o v e n s 0 2 4 6 8 10 12 14 Classes de idade N º d e p la n ta s
Representação gráfica da distribuição de indivíduos de Corema album por classe de idade.
Figura 4.3.
População com mais indivíduos nas classes de menor tamanho/idade e poucos indivíduos nas classes de maior tamanho/idade. População estável. Stauracanthus genistoides P la n ta s j o v e n s 0 1 2 3 4 5 6 7 8 N º d e p la n ta s
Representação gráfica da distribuição de indivíduos de Stauracanthus genistoides por classe de idade. Figura 4.4.
População com mais indivíduos nas classes de menor tamanho/idade e poucos indivíduos nas classes de maior tamanho/idade.
A prática permitiu comprovar que o percurso investigativo foi concretizado com alguma facilidade pelos alunos, revelando-se adequado para o nível de ensino em que foi aplicado.
Envolveu conhecimentos de diversas disciplinas (Língua Portuguesa, Matemática, Geografia e Ciências Naturais).
Recorreu às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
Permitiu abordar diversos conceitos desenvolvendo competências no âmbito da Educação Ambiental nas vertentes do conhecimento e da intervenção.
Os alunos valorizaram o trabalho de campo considerando no entanto tratar-se de uma abordagem muito mais trabalhosa e difícil.
Como corolário desta análise, verifica-se que grosseiramente, os resultados obtidos são concordantes com os estudos demográficos efectuados.
Etapa 9.
Divulgação numa página Internet.
Elaboração de um folheto informativo e de sensibilização a enviar à Câmara Municipal de Peniche. Calluna vulgaris P la n ta s j o v e n s 0 10 20 30 40 50 60 Classes de idade N º d e p la n ta s
Representação gráfica da distribuição de indivíduos de Calluna vulgaris por classe de idade.
Figura 4.5.
População com muitos indivíduos nas classes de menor tamanho/idade e poucos indivíduos nas classes de maior tamanho/idade.
Considerações finais
Pode afirmar-se que a gestão costeira é, em todo o mundo, um dos maiores desafios do século XXI. No entanto deve ter-se sempre presente que as zonas costeiras integram ecossistemas únicos que, com frequência, não são recuperáveis à escala humana e que sendo intensamente dinâmicos, tornam complexa a manutenção dessa dinâmica, que todavia é fundamental para a preservação das suas potencialidades.
O Cabo Carvoeiro e as suas comunidades bióticas integram a listagem de “habitats” incluídos na Rede Natura 2000. No entanto constituem um Património Natural cada vez mais ameaçado. O desconhecimento do seu valor científico, pedagógico e ambiental há muito contribuem para o alheamento generalizado face à necessidade de medidas de preservação.
Odum explica (Odum 1997):
“ A variabilidade entre os organismos enriquece certamente as nossas vidas, mas
também tem um valor muito prático: é muito mais seguro ter mais do que um tipo de organismo que possa desempenhar uma função vital. Nunca sabemos quando é que uma espécie rara (…) poderá fornecer um novo fármaco ou ser necessária para substituir uma mais comum que tombe vítima de uma doença”.
Esperamos que o presente trabalho possa de algum modo contribuir para a valorização do cabo Carvoeiro. A caracterização geral do biótopo e o conhecimento da ecologia das populações de Camarinha e da sua comunidade biótica apresentam-se como informações úteis a utilizar elaboração de um Plano de Gestão. Tratando-se de um espaço natural, recurso pedagógico e contexto privilegiado para a promoção de valores ambientais preconiza-se a adopção de práticas que levem à divulgação, usufruto e conservação dos valores que ainda reserva.
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ANEXO I - Método de cálculo dos Índice bioclimáticos, segundo Rivas-Martínez (2005)
a) Parâmetros simples:
T - Temperatura média anual em graus centígrados; t’ - Temperatura máxima absoluta registada;
m’ - Temperatura mínima absoluta registada;
M - Temperatura média das máximas do mês mais frio; Tmin - Temperatura média do mês mais frio;
Tmax - Temperatura média do mês mais quente;
Tamin - Temperatura média das mínimas absolutas do mês mais frio; Tamax - Temperatura média das máximas absolutas do mês mais quente; T1-12- Temperatura média de cada mês (1-Janeiro, ...-, 12 - Dezembro); P - Precipitação média anual em milímetros;
P1-12- Precipitação média de cada mês (1-Janeiro, ...-, 12 - Dezembro).
b) Parâmetros somatórios:
Precipitação positiva (Pp) - Soma da precipitação média (em milímetros) dos meses cuja temperatura média seja superior a zero graus centígrados.
Temperatura estival (Tv) ou do trimestre mais seco do ano (Ts) - Soma, em décimas de graus centígrados, das temperaturas médias mensais superiores a zero graus dos três meses mais quentes do ano (Junho, Julho e Agosto para o nosso território).
Temperatura positiva anual (Tp) - Soma, em décimas de graus centígrados, das temperaturas médias dos meses de média superior a zero graus. Como no território todos os meses apresentam uma temperatura média superior a zero graus. O valor de Tp obtém-se através da multiplicação da temperatura média anual, expressa em décimas de grau, pelo número de meses (12): Tp=Tx12.
c) Índices Bioclimáticos
Índice de continentalidade simples (Ic):
Ic = Tmax – Tmin
Segundo o mesmo autor (RIVAS-MARTÍNEZ 2005), os tipos e subtipos bioclimáticos reconhecidos são apresentados no Tabela 1.
Tabela 1 - Tipos e subtipos bioclimáticos (RIVAS-MARTÍNEZ 2005) –
Tipos Subtipos Ic
Hiperoceânico Extremamente hiperoceânico 0-4
(Ic 0-11) Euhiperoceânico 4-8 Pouco hiperoceânico 8-11 Oceânico Semihiperoceânico 11-13 (Ic 11-21) Euoceânico 13-17 Semicontinental 17-21 Continental Subcontinental 21-28 (Ic 21-65) Eucontinental 28-46 Hipercontinental 46-65
Índice de termicidade (It):
It = (T+m+M) 10
Nas zonas extratropicais da Terra (ao norte e ao sul dos paralelos 26º N e 26º S, respectivamente) para equilibrar o excesso de frio ou de temperança dos territórios de clima continental acentuado ou marcadamente oceânicos e de modo a que estes valores de temperatura possam ser comparados RIVAS-MARTÍNEZ (2005) apresenta o índice de termicidade de compensação (Itc), que é dado pela seguinte expressão:
Itc = It ± C
Quando o Ic está no intervalo de valores de 11-18 o Itc considera-se igual a It. Mas se o Ic < 11 ou Ic > 18 então haverá necessidade de compensar o índice de termicidade adicionando ou subtraindo um valor de compensação (C), respectivamente para climas continentais e oceânicos.
Nas zonas extratropicais claramente hiperoceânicas (Ic < 8.0), o valor de compensação (C0) calcula-se multiplicando por dez o resultado da sustracção entre 8.0 e o Ic da estação: C0 = (8.0 - Ic) 10. Este valor (C0) subtrai-se ao de termicidade : Itc = It - C0.
Os pisos bioclimáticos podem também ser definidos por parâmetros pluviométricos e termopluviométricos. Dentro dos pisos bioclimáticos é ainda possível reconhecer horizontes ou subpisos (Tabela 2) evidenciados pela mudança das séries de vegetação, faciações ou comunidades (RIVAS-MARTÍNEZ 2005).
Tabela 2. Pisos e subpisos bioclimáticos que ocorrem no Macroclima Mediterrâneo (RIVAS-MARTÍNEZ 2005) –
Termótipos It, Itc Tp
Inframediterrâneo inferior 515-580 >2650 superior 450-515 2450-256 Termoditerrâneo Inferior 400-450 2300-2450 Superior 350-400 2150-2300 Mesomediterrâneo inferior 280-350 1825-2150 superior 210-280 1500-1825 Supramediterrâneo inferior 145-210 1200-1500 superior 80-145 900-1200 Oromediterrâneo inferior - 675-900 superior - 450-675 Criomediterrâneo inferior - 150-450 superior - 1-150 Mediterrâneo Atérmico - 0
Aos pisos bioclimáticos anteriormente existentes foi, recentemente, acrescentado o tipo submediterrâneo, reconhecido apenas no Macrobioclima Temperado, que tem como vegetação característica a que ocorre nos ecotones entre climas temperados sem período de secura estival e as zonas com clima tipicamente mediterrâneo (RIVAS-MARTÍNEZ 2005), como é o exemplo da Serra da Estrela.
Índice ombrotérmico anual (Io) - É o quociente entre a soma da precipitação média, em milímetros, dos meses cuja temperatura média é superior a zero graus centígrados (Pp = P1-P12 > 0 º C) e a soma das temperaturas médias mensais superiores a zero graus centígrados, em décimas de grau (Tp =TM1- TM12 > 0 º C).
Io = 10 Pp/Tp
Se todos os meses do ano apresentarem temperaturas médias superiores a zero graus, o valor de Tp obtém-se facilmente através da multiplicação da temperatura média anual por doze. Tendo ainda por base os valores de Io e seguindo RIVAS-MARTÍNEZ (2005), apresentam-se na Tabela 3 os ombrótipos dos andares bioclimáticos reconhecidos no Macrobioclima Mediterrâneo.
A fim de melhor precisar os limites dos territórios fronteiriços Mediterrâneo- Eurosiberianos, RIVAS-MARTÍNEZ (2005), refere a vantagem da utilização do índice ombrotérmico estival (Ios) e dos índices ombrotérmicos estivais compensados (Iosc: Ios2; Iosc3; Iosc4). Sendo Iosc = Ppv/Tpv o quociente entre a precipitação positiva estival dos três meses consecutivos, mais quentes do ano, em milímetros, superiores a
zero graus centígrados (Ppv) e o valor em graus centígrados, resultante da soma das temperaturas médias mensais positivas do mesmo período (Tpv).