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Chapter 3 The Concept

3.2 The Risk Evaluation Process

3.2.2 Data for Capturing

A informação recolhida através das entrevistas foi sujeita a análise de conteúdo, de acordo com os procedimentos propostos por Bardin (1977). Segundo esta autora, a análise de conteúdo consiste numa busca de várias realidades através das mensagens proferidas, permitindo conhecer o que está além das palavras. A descrição do conteúdo é considerada uma manifestação do entrevistado, acerca do que conhece ou das suas representações, verbalizando-as. O tipo de discurso permite, através dos conteúdos apreender diferentes níveis de profundidade.

As entrevistas foram gravadas em áudio, ouvidas e convenientemente transcritas exactamente conforme o original, obtendo-se assim os respectivos protocolos. (Anexos 4,5,6, no que às entrevistas dos professores diz respeito e Anexo 7, no que à entrevista da psicóloga se refere). Procedeu-se, em seguida, ao primeiro tratamento das entrevistas, tendo-se elidido as questões e as passagens das mesmas que fugiram aos objectivos do estudo. (Anexos 9, 10,11 – professores – e 12 - psicóloga). Procedeu-se, depois, à pré-categorização do corpus informativo definindo e numerando as respectivas

unidades de sentido. (Anexos 13,14 e 15, num caso, e no outro). Após isso, e construída a grelha de categorização das unidades de sentido (Anexos 17, 18, 19 e 20, respectivamente).

Para uma melhor compreensão do processo, apresentamos, de imediato, as grelhas de categorização dos dados construídas, começando pela respeitante às entrevistas dos professores (Quadro V).

Quadro V – Grelha de categorização dos dados da entrevista aos professores

CATEGORIAS SUBCATEGORIAS

1. Caracterização pessoal e profissional

do entrevistado. 1.1. Situação profissional 1.2. Tempo de serviço 1.3. Habilitações académicas 1.4. Motivação profissional 2. Caracterização do protagonista do estudo. 2.1. Antecedentes familiares 2.2. Antecedentes escolares

2.3. Características pessoais do aluno 2.4. Ambiente familiar

2.5. Ambiente escolar 3. Acção da escola face às dificuldades

do aluno.

3.1. Condições dadas ao aluno 3.2. Dificuldades sentidas

4. Inclusão de alunos com NEE.

4.1. Dificuldades sentidas 4.2. Vantagens da inclusão:

4.2.1. Vantagens da inclusão de alunos com NEE. 4.2.2. Vantagens da inclusão para os alunos ditos

“normais”.

4.2.3. Vantagens da inclusão para o protagonista

do estudo.

4.3. Desvantagens da inclusão:

4.3.1. Desvantagens da inclusão de alunos com

NEE.

4.3.2. Desvantagens da inclusão para os alunos

ditos “normais”.

4.3.3. Desvantagens da inclusão para o

protagonista do estudo.

categorias (caracterização pessoal e profissional do entrevistado, caracterização do protagonista do estudo, acção da escola face às dificuldades do aluno e inclusão de alunos com NEE), contendo, cada uma delas, um número variável de subcategorias.

Os dados assim sistematizados, permitiram-nos conhecer os entrevistados no que respeita a alguns aspectos pessoais e profissionais, aspectos significativos para melhor compreendermos o seu modo de pensar ou as suas representações; conhecer o ambiente e a vivência familiar do aluno, o que nos permitiu compreender as suas atitudes no contexto escolar, social e familiar, conhecer as condições dadas ao aluno no ambiente escolar, atendendo às suas dificuldades; e alicerçando-se esta investigação na inclusão, conhecer as vantagens, desvantagens e dificuldades da mesma, sentidas tanto pelos alunos que manifestam NEE como pelos alunos ditos “normais”.

No que á entrevista à psicóloga do SPO se refere, a grelha de categorização constitui o Quadro VI.

Quadro VI – Grelha de categorização dos dados da entrevista à psicóloga CATEGORIAS SUBCATEGORIAS 1. Caracterização pessoal e profissional da entrevistada. 1.1.Ocupação profissional 1. 2.Tempo de serviço 1. 3.Habilitações académicas

1.4. Motivação da escolha da profissão 2. Caracterização do protagonista

deste estudo.

2.1. Características pessoais do aluno. 2.2. Influência do ambiente familiar nos

comportamentos do protagonista do estudo.

2.3. Influência do ambiente familiar na concentração

do protagonista do estudo.

2.4. Condições de desenvolvimento e aprendizagem

do aluno.

3. Opiniões profissionais acerca da

inclusão de alunos com NEE e/ou portadores de deficiência.

3.1. Vantagens da inclusão:

3.1.1. Vantagens da inclusão de alunos com NEE. 3.1.2. Vantagens da inclusão para os alunos ditos

“normais”.

3.1.3. Vantagens da inclusão para o protagonista deste

estudo.

3.2. Desvantagens da inclusão:

5.2.1. Desvantagens da inclusão de alunos com NEE. 3.2.2. Desvantagens da inclusão para os alunos ditos

“normais”.

3.2.3. Desvantagens da inclusão para o protagonista

deste estudo.

Esta grelha é composta por três categorias (caracterização pessoal e profissional da entrevistada, caracterização do protagonista do estudo e opiniões profissionais acerca da inclusão de alunos com NEE e/ou portadores de deficiência), compostas também por um número variável de subcategorias.

Como a leitura do quadro no-lo mostra, as diferentes categorias e subcategorias possibilitaram-nos de forma sistematizada, representações da entrevistada quanto à sua própria caracterização profissional, à caracterização do protagonista do estudo, sobretudo aos seus aspectos pessoais, influência do ambiente familiar e condições do desenvolvimento e aprendizagem; e ainda, acerca da inclusão dos alunos com NEE, e das vantagens e/ou desvantagens para os mesmos e para todos os outros.

conteúdo, recorremos ao “método dos juízes”. Para o efeito, solicitámos um especialista em Ciências de Educação que apreciasse a pré-categorização e a categorização das entrevistas, bem como a respectiva grelha de categorização. A sua opinião foi determinante para o rigor de procedimentos que procurámos imprimir ao estudo.

6.2.2. DAS OBSERVAÇÕES

Após cada observação e pela sistematização dos registos efectuados no seu decurso, elaborámos os respectivos protocolos (Anexos 21 a 28), procurando ser o mais fiéis possível ao observado e em função dos seguintes campos organizativos: comportamentos do aluno, atitudes da professora, atitudes para com os colegas, intervenientes e situação observada, assim como observações e inferências.

Posteriormente, a partir dos protocolos e de acordo com a conceptualização de Estrela (1994), procedemos à sistematização dos dados das observações em grelhas ou grades de síntese, (Anexos 29 a 35), que possibilitem a sua leitura, tanto de per si, como em termos de triangulação com os dados obtidos através das entrevistas, no momento da sua análise interpretativa.