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Todas as amostragens para a obtenção de dados foram realizadas na região central de cada parcela, descartados 2 m laterais, sendo assim considerada área útil de cada parcela, as dimensões de 18 x 8 m.

3.5.1. Culturas de cobertura

Com aproximadamente 40 dias da emergência, retiraram-se amostras de massa verde das culturas de cobertura em cada parcela para determinação da matéria seca produzida. Nas parcelas com crotalaria + milheto, crotalária, milheto e sorgo, foi utilizada uma área de amostragem de 0,34 m2, incluindo as plantas daninhas presentes. Para a área em pousio utilizou-se um quadrado de metal de 0,25 m2 onde foi coletada uma amostra com todo o material presente na área.

Todas as amostras foram acondicionadas em sacos de papel e levadas à estufa de circulação forçada de ar a 65ºC, até atingir massa constante com posterior pesagem e determinação da produção de matéria seca em t ha-1.

3.5.2. Cultura do milho

Estado nutricional das plantas: coletou-se na época do florescimento do milho, uma amostra na área útil de cada parcela, composta pelo terço médio com nervura da folha da base da espiga de 20 plantas, conforme metodologia descrita por Raij et al. (1997). Esse material foi lavado e colocado em sacos de papel para secagem em estufa de circulação e renovação de ar forçado a 65ºC, até atingir massa constante, a seguir foi moído em moinho tipo Willey, para determinação dos teores de N, P, K, Ca, Mg e S, segundo metodologia descrita por Malavolta et al. (1997).

Altura de plantas: mediu-se no campo, com auxílio de uma régua apropriada e por ocasião da maturação das plantas, a distância entre o colo da planta e a inserção da última folha, em amostras de 10 plantas seguidas em duas linhas da área útil das parcelas.

Altura da espiga: simultaneamente a avaliação da altura de plantas, mediu- se a altura entre o colo das plantas e a inserção da espiga. Em caso de duas espigas na planta, a leitura foi realizada na base da espiga mais alta.

Produção de grãos: coletaram-se as espigas das plantas contidas em duas linhas com 3 m de comprimento na área útil de cada parcela. Essas espigas foram trilhadas mecanicamente e os grãos obtidos foram pesados e determinando a umidade para correção das pesagens para 13% (base úmida). Posteriormente determinou-se a produção de grãos em kg ha-1.

População final e peso médio de 100 grãos: a população final foi obtida através da contagem de plantas em duas linhas com 3 m de comprimento na área útil de cada parcela e posterior cálculo da população de plantas ha-1. A massa média de 100 grãos foi obtida através da contagem de duas amostras de 100 grãos do material obtido na avaliação da produção de grãos, com posterior pesagem em balança de precisão. Essa avaliação foi feita no mesmo dia da pesagem da produção de grãos, para ajuste da umidade em 13% na base úmida.

Avaliação do retorno de matéria seca ao solo: coletou-se na área útil de cada parcela, a parte aérea das plantas em 1 m de linha. Essas plantas foram colocadas em sacos, levadas ao barracão e após a retirada dos grãos, foram pesadas e calculada a quantidade de matéria seca retornada ao solo após a colheita da cultura.

3.5.3. Caracterização físico-química da área

As amostragens foram realizadas no período de entressafra, após a colheita do milho da safra 2006/07, no mês de maio de 2007.

Primeiramente foi realizada a amostragem para a caracterização física do solo. As amostras foram retiradas nas profundidades de 0,00 – 0,10; 0,10 – 0,20 e 0,20 – 0,40 m, sendo abertas trincheiras nas entrelinhas de plantio da região central das parcelas. Foram utilizados nesse processo, anéis volumétricos de alumínio que foram identificados e após amostragem, levados ao Laboratório de

Física do Solo da FE/UNESP. As determinações de macroporosidade, microporosidade foram determinadas pelo método da mesa de tensão e a porosidade total pela somatória de macroporosidade e microporosidade, sendo a densidade do solo determinada através do método do anel volumétrico (EMBRAPA, 1997).

As amostragens para caracterização química da área foram realizadas na entressafra 06/07 no mês de setembro de 2007. Para essa caracterização foram realizadas amostragens do solo em quatro profundidades diferentes (0,00 - 0,5; 0,5 – 0,10; 0,10 – 0,20 e 0,20 – 0,40 m), sendo que na profundidade de 0,00-0,05 m foram utilizados anéis de alumínio de altura igual a 0,05 m e nas demais profundidades foi utilizado trado de caneco. Dentro de cada parcela foram feitos dois pontos de amostragem, com a retirada de dez amostras simples em cada profundidade dentro de cada ponto, formando uma amostra composta por 20 subamostras para cada profundidade, conforme metodologia descrita por Nicolodi et al. (2002) (Figura 4).

As amostras compostas foram secas ao ar e peneiradas em malha de 2,0 mm, para determinação do pH e os teores de M.O., P, K, Ca, Mg, H+Al e Al.

As extrações de cálcio, magnésio, potássio e fósforo disponível, foram realizadas usando resina trocadora de íons (RAIJ; QUAGGIO, 1983). O hidrogênio + alumínio foi determinado por titulometria, usando solução de acetato de cálcio 1,0 N a pH 7,0. O pH foi obtido em solução de CaCl2 2H2O (0,01M) e o

teor de matéria orgânica a partir da combustão úmida com dicromato de potássio. Essas análises foram realizadas no laboratório de Fertilidade do Departamento de Fitotecnia, Tecnologia de Alimentos e Sócio-Economia da FEIS-UNESP. Após a obtenção dos dados, calcularam-se os valores de soma de bases (S), CTC (T) e V%.

Figura 4. Esquema amostragem de solo para análise de fertilidade, na área experimental, com trado de caneca. Selvíria (MS), Setembro/2007.