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Dagpengebasert tillegg

6. TILTAK

6.4 Dagpengebasert tillegg

“Sometimes we have to reformat because of technology changes”

Howard Besser 54

Digitalizar uma informação não garante diretamente sua preservação, pois é necessário garantir seu acesso em longo prazo. Para que seja possível o acesso à leitura dessa informação em código binário, é necessário que o hardware (parte física) e o software (parte lógica), funcionem em conjunto. Diante da mudança rápida de tecnologia, tanto hardware como software e mídias de armazenamento podem se tornar obsoletos. A obsolescência de um destes três elementos fará com que a informação se torne inacessível, tendo como conseqüência sua perda. Desta forma, a obsolescência poderá ocorrer tanto quando se refere ao hardware, software e ao suporte. Na obsolescência de hardware e suporte, por exemplo, informações disponíveis em um tipo de formato, como o “antigo” disco de 5 ¼ , não são mais acessíveis pois o driver que “lê” este tipo de disco não é mais fabricado. Na obsolescência de software, um tipo de arquivo, com conteúdo e extensão específica, só poderá ser aberto e editado no software no qual foi originalmente criado. Uma vez que este software não está mais disponível para instalação a informação do arquivo estará perdida.

54BESSER, Howard.. Apresentação SOIMA 2007, 6 – 31 de agosto, Brasil.

“Born-digital works are both easier and harder to preserve than analog works”

Howard Besser 55

Garantindo o acesso à informação por um prazo maior, alguns tipos de suporte e “drivers” têm desempenhado papel múltiplo. Por exemplo, no caso de discos óticos, surgindo primeiro o CD, posteriormente o DVD e mais recentemente o Blu-ray e o HD- DVD, a composição e formato físico do disco mantiveram-se praticamente as mesmas, alterando aspectos de armazenamento. Isso faz com que mesmo se usando leitores de DVD, HD-DVD, Blu-ray, a leitura de CD´s, ainda seja possível. Alguns procedimentos56 têm como objetivo minimizar essa obsolescência. São procedimentos

razoavelmente simples comparados ao resultado que proporcionam.

Fragilidade

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Principais causadores de danos:

- Temperatura e umidade relativa do ar: Oxidação e corrosão da camada metálica, causadas pela influência da temperatura e umidade com o decorrer do tempo, Figura 37.

Figura 37 – Oxidação e corrosão Foto: Humberto Innarelli

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BESSER, Howard.. Apresentação SOIMA 2007, 6 – 31 de agosto, Brasil.

Disponível em: http://besser.tsoa.nyu.edu/howard/ . Acesso em: 01/11/2007.

- Manipulação das mídias: Ranhuras no suporte de policarbonato, causadas pela limpeza ou manuseio inadequado da mídia, Figura 38.

Figura 38 – Ranhuras na base de policarbonato32 Foto: Humberto Innarelli

- Qualidade da mídia (falhas no processo de fabricação):

- Problemas de injeção de policarbonato: causados pela má fabricação da mídia, deixam áreas de gravação fraca, Figura 39.

Figura 39 – Falhas na área de gravação por má qualidade de fabricação. Foto: Humberto Innarelli

- Corrosão da camada metálica: causada pela presença de bolhas de ar entre a camada de policarbonato e a camada metálica. Por má fabricação, a camada metálica fica sem proteção, o que ocasiona corrosão do metal em contato com o ar, Figura 40.

Figura 40 – Corrosão causada por bolhas de ar. Foto: Humberto Innarelli

- Fragmentos na camada metálica: causados pela presença de fragmentos deixados na camada metálica, por má fabricação, Figura 41.

Figura 41 – Fragmentos na camada metálica Foto: Humberto Innarelli

Migração

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- Migração de informação digital significa a transferência periódica de um material digital de uma configuração de hardware e software para outra. Pode se dar também de uma geração de tecnologia para outra subseqüente;

- O objetivo da migração é preservar a integridade dos objetos digitais e manter a capacidade deles serem recuperados, exibidos e usados face às mudanças tecnológicas;

- Transferência periódica do recurso digital: de uma mídia que está se tornando obsoleta ou fisicamente deteriorada, ou ainda menos estável, para um suporte mais novo;

- Migração de um formato mais ultrapassado para um formato mais atual e padronizado;

- Migração de uma plataforma computacional – hardware e software – em vias de descontinuidade para outra mais moderna;

- A migração não preserva os originais pois permite acesso à cópia, da cópia da cópia.

- Na migração de recursos complexos como a multimídia, podem ocorrer perdas severas de funcionalidade;

- Deve ser aplicada para cada documento individualmente, pois cada tipo de documentos requer procedimentos específicos, Figura 42.

Figura 42 – Migração Montagem: Alexandre Furst

Emulação

- Emulador é um software que faz o computador agir como se fosse outro computador. O emulador obsoleto pode “rodar” em um computador com configuração mais atualizada;

- O emulador é uma máquina virtual, é um software que cria virtualmente um software;

- Envolve preservar o programa de aplicação original;

- Não envolve preservar antigos computadores nem sistemas operacionais antigos;

- Usado quando o objetivo digital não pode sofrer processo direto de migração; - Recursos digitais complexos que contenham arquivos executáveis. Recursos cujo valor é desconhecido e cujo uso no futuro é improvável;

- Recursos cuja aparência e comportamento são importantes, Figura 43.

Figura 43 – Emulador Montagem: Alexandre Furst

Metadados

Metadados acompanham e fazem referência a cada objeto, explicitando informações descritivas, estruturais, administrativas, legais e outras. Os metadados também serão mantidos e migrados independentemente dos objetos que eles descrevem. Independente da estratégia adotada, a preservação em longo prazo envolve a criação e preservação de metadados.

Metadados para preservação é uma área ativa de pesquisa e desenvolvimento na comunidade internacional de arquivos e bibliotecas digitais, Figura 44.

Figura 44 – Metadados – Montagem: Alexandre Furst

Codec

Codec é a contração de Codificador / Decodificador, combinando funções de conversão de analógico para digital e digital para analógico, como acontece, por exemplo, com um modem. Codec também é o anacronismo de Compressor / Descompressor, sendo neste caso um tipo de algoritmo ou um programa que reduz o número de bytes consumidos em arquivos grandes ou programas. Para armazenar arquivos grandes e complexos como os de vídeos, usa-se um compressor para reduzir a quantidade necessária para este armazenamento. Para diminuir tamanhos de arquivos, a compressão elimina dados redundantes e pode ser utilizada em qualquer tipo de arquivos: textos, imagens, sons a vídeos, Figura 45.

Figura 45 – Codec – Montagem: Alexandre Furst