Norges Banks oppgaver i valutapolitikken*)
KONTORSJF BJARNE HANSEN, NORGES BANK
II. Daglig kursfastsetting
A verdade mais dura de admitir, no âmbito da discussão apresentada neste texto, é a de que a “sustentabilidade”, ou seja, o desenvolvimento humano em concomitância com a preservação da natureza é incompatível com o sistema de produção e consumo capitalista atual. Assim, uma verdadeira discussão transformadora será lançada quando as sociedades contemporâneas encontrarem meios alternativos e menos destrutivos para sobreviver harmonicamente no planeta. Ainda assim, dentro do sistema atualmente dominante, a extrema desigualdade nas condições econômicas certamente exacerba ainda mais o nível de depredação dos recursos da natureza. Alcançar níveis de desenvolvimento mais justos socialmente é portanto um desafio imediato que pode até servir de alavanca para um questionamento de todo nosso sistema. No âmbito das cidades, os impactos da desigualdade social sobre a natureza ganham toda visibilidade e clareza.
Por essa razão, é urgente uma mudança na compreensão do que seja a questão ambiental urbana, entendendo-a antes de tudo como uma questão de justiça social, que é estruturadora de todas as dinâmicas de produção e ocupação do espaço. Enfrentá-la significa promover uma profunda mudança na matriz da urbanização em curso, mais ainda na que acontece aceleradamente nos países tidos como “emergentes”.
Para isso, deve-se conseguir estabelecer a agenda da justiça socioambiental como principal eixo das políticas públicas, em todos os setores que afetem a ocupação e o uso do território. Uma agenda que vise antes de tudo políticas que permitam o atendimento básico a todos os indivíduos e à suas necessidades, compreendendo que o efeito “ambiental” desse ato terá muitos mais resultados do que medidas técnicas especificas supostamente voltadas à sustentabilidade urbana. Tal perspectiva ainda está longínqua, deve-se dizer, pois remete a um profundo questionamento do atual modelo econômico, dos atuais procedimentos de gestão e governança e, sobretudo, do preço a pagar para tais transformações.
Não existem “investimentos em sustentabilidade”. A noção de justiça socioambiental pressupõe que é mais eficaz para a salvaguarda do meio ambiente falar em investimentos em um conjunto de políticas públicas diversas, intersetoriais e voltadas à pessoa humana – prioritariamente os mais pobres – que, juntas, formariam a agenda da justiça socioambiental.
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