• No results found

Daglegspråksfilosofi: skeptisisme til kroppen

In document Litterær androgynitet (sider 39-44)

3. Transkroppen som problem i den feministiske filosofien

3.4 Daglegspråksfilosofi: skeptisisme til kroppen

Durante a secagem abaixo do ponto de saturação das fibras, a água presa é removida da parede celular fazendo com que seus componentes se aproximem, resultando na contração (Bramhall e Wellwood, 1976). De acordo com Brown et al. (1952), o termo contração da madeira refere-se a alterações nas suas dimensões e no seu volume, resultantes de

mudanças no teor de umidade abaixo do PSF. Essas alterações dimensionais são diretamente proporcionais às alterações no teor de umidade das células.

O processo de contração é delimitado pela variação entre o PSF e o estado seco a 0%. A dimensão da contração aumenta proporcionalmente com a perda da água presa, sendo dependente da massa específica da madeira (Hildebrand, 1970). De acordo com Dinwoodie (1981), na celulose, essa água presa encontra-se quimicamente ligada por pontes de hidrogênio com os grupos hidroxilas das moléculas das regiões amorfas e com a superfície dos cristálitos. A absorção da água pela lignina é consideravelmente menor do que pela hemicelulose ou pela celulose amorfa. A remoção da água de dentro dessas áreas da parede celular faz com que as microfibrilas se aproximem umas das outras, proporcionando uma ligação interfibrilar que é responsável pelo aumento da resistência da madeira e pela redução das suas dimensões, ou seja, de sua contração.

A contração difere no comprimento, largura e espessura de uma peça, assim como no material proveniente de uma mesma espécie e de uma mesma árvore (Simpson, 1991). Em média, as folhosas contraem mais do que as coníferas e, em geral, espécies com alta massa específica contraem mais do que aquelas de baixa massa específica (Schroeder, 1972; Simpson, 1991). De acordo com Schroeder (1972), as folhosas contraem, em média, 2,1% mais do que as coníferas, quando secas da condição saturada até a condição seca a 0%. Segundo o autor, a causa para essa diferença de comportamento deve-se às diferenças na constituição química das paredes celulares de folhosas e coníferas. Em média, as folhosas têm aproximadamente 20% menos lignina do que as coníferas. Esse teor de lignina mais baixo é apresentado pela parede secundária das fibras das folhosas, que é principal parede responsável pela contração. Dessa forma, a lignina restringiria as alterações dimensionais da madeira (Schroeder, 1972).

As razões de contração são diferentes nas várias direções, e as alterações nas diferenças dimensionais se constituem a principal fonte de problemas na secagem, processamento e uso da madeira (Bramhall e Wellwood, 1976).

De acordo com Skaar (1972), existe anisotropia considerável na contração, uma vez que a contração radial é geralmente em torno da metade da contração tangencial em uma dada faixa de umidade. Entre os fatores que afetam a contração transversal da madeira, podem

ser citados: a alternância das camadas de lenho inicial e tardio dentro do mesmo anel de crescimento; o efeito do tecido do raio; a diferença no ângulo das microfibrilas e orientação nas paredes radial e tangencial; teor de extrativos; e o grau de lignificação nas paredes das células radiais e tangenciais. Todos esse fatores não precisam necessariamente ocorrer em todas as espécies, mas um ou uma combinação deles (Alipon et al., 1996; Alipon e Tamayo, 1997).

Altos teores de extrativos também interferem na contração, tornando-a relativamente baixa (Simpson, 1991). Os extrativos conferem um efeito de preenchimento nas paredes celulares, e espécies com altos teores dessas substâncias apresentarão contração volumétrica mais baixa do que aquela prevista pela correspondente massa específica (Bello, 1997). De acordo com Bello e Go (1978), citados por Bello (1997) e por Alipon e Tamayo (1997), a remoção de extrativos por solventes químicos e água resulta em aumento da contração volumétrica de todas as espécies investigadas pelos autores. Eles também observaram que o aumento na contração volumétrica como resultado da extração tende a aumentar com o aumento da massa específica. Os autores concluíram que a baixa contração das espécies ricas em extrativos é decorrente do efeito de preenchimento que essas substâncias causam na parede celular, reduzindo o espaço disponível para a água. No entanto, ao estudar 80 espécies de madeiras das Filipinas, Bello (1997) constatou que muitas espécies ricas em extrativos tiveram alta contração volumétrica e vice-versa, indicando que a quantidade de extrativos presente na madeira não pode ser usada para predizer a contração que ocorrerá quando a madeira for seca e que há outros fatores, como massa específica, espessura das paredes das células, e diâmetro das fibras, que também influenciam a contração. A porcentagem do teor de extrativos, por sua vez, pode ser usada para prever o aumento na contração volumétrica quando removidos por extração.

A contração, segundo Casin et al. (1979), também é um indicador muito útil para determinar as condições de secagem. Em geral, madeiras com alta razão de contração entre as direções tangencial e radial tendem a apresentar problemas de rachaduras e empenamentos (Casin et al., 1979; Alipon e Tamayo, 1997). Entretanto, de acordo com Casin et al. (1979), há espécies com elevada razão de contração tangencial/radial que secam facilmente com o mínimo de rachaduras e empenos. Alipon e Tamayo (1997), em estudo com 181 espécies de madeiras da Filipinas, utilizaram o valor da razão de contração como indicador das características de secagem, ou seja, se a madeira apresentasse razão de

contração superior a dois então a madeira teria uma grande tendência a rachar e empenar. No entanto, várias das espécies estudadas apresentaram tendência oposta, com rachaduras e empenos de muito leves a leves e contração volumétrica de moderadamente baixa a baixa. Por outro lado, houve muitas espécies com razão de contração inferior a dois, mas com moderada a severa tendência de apresentar empenos e rachaduras.

In document Litterær androgynitet (sider 39-44)