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Comparativa de les dades obtingudes

5. Procés d’investigació

5.3. Comparativa de les dades obtingudes

requalificação do porto. Dezembro de 2007.

Uma coisa é certa, a partir de agora nada será como dantes e esta fotografia nunca mais será igual. O Regedor | 06/12/07 01:14

Em Dezembro de 2007 começam a surgir nos meios de comunicação, nomeadamente na RTP Açores e no jornal Açoriano Oriental, as primeiras notícias acerca do projecto na requalificação da baía de Porto Formoso. Segundo as informações da altura, o projecto envolveria a recuperação do castelo, novos acessos ao porto, um pequeno porto para barcos de pesca e outro para embarcações de recreio. 







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Foram identificadas e reconhecidas práticas turísticas nos barcos, mas apenas de carácter informal, isto é, para amigos ou conhecidos e sem que sejam declaradas..

111 Ver capítulo 1.3

Um mês antes, tinha ainda sido publicada no blog A Casa da Mosca uma proposta privada para a construção de um aldeamento turístico de golfe projectado para a mesma aldeia (ver imagem 3-18, capítulo 3). Entretanto, outras obras começavam também a ser feitas na praia dos Moinhos. Depois de um longo impasse, parecia que as coisas começavam a mexer em Porto Formoso.

Estas novas informações, embora ainda muito vagas, provocaram uma intensificação da discussão pública, tanto no blog da Casa da Mosca como nos espaços de convívio da aldeia. Tendo em conta que o último investimento de carácter público foi a construção da escola primária, na década de 50 do século passado, a apresentação e/ou projecção de todas estas obras provocaram uma pequena revolução na aldeia. É importante salientar que tanto o projecto de requalificação da baía como o da praia dos moinhos foram divulgados através dos meios de comunicação regionais, pelo que durante vários meses o Porto Formoso fez parte das manchetes jornalísticas e televisivos dos Açores, ganhando assim uma posição de destaque que nunca tinha tido. Esta nova atenção já era só por si suficientemente importante para gerar uma nova vaga de optimismo entre grande parte dos habitantes da freguesia: perante o imobilismo qualquer sinal de mudança é recebido com esperança e para muitos habitantes “intervenção”, isto é, obras, é sinónimo de progresso e evolução, de afastamento do passado e de integração nas redes do mundo global.

O cenário que se avizinha é de optimismo e também sinónimo de que o futuro vai finalmente chegar ao Porto Formoso. Há algo de positivo no ar. Já ninguém conseguirá travar a mudança e deixaremos de ser a freguesia menos privilegiada do nosso concelho. O PROGRESSO TAMBÉM VAI PASSAR NO PORTO FORMOSO. JÁ NÃO ERA SEM TEMPO! JASRAPOSO 7/12/07 21:02(v, pág.49- n54)

Esta obra do governo é boa e tem a intenção de apoiar o Porto Formoso para o desenvolvimento que vai ser bom para todos. O Porto de Recreio vai ser o único da costa norte, o castelo vai ser o primeiro forte recuperado e os pescadores vão ter melhores condições de trabalho. deus2deus | 8/12/07 16:35 (S/I)

Acrescentaria eu que este investimento poderá colocar o Porto Formoso na alta rota do iatismo e da náutica de recreio internacionais. aguia | 8/12/07 17:39 (S/I) De alguma forma, este projecto significava que os interesses dos pescadores - e de outros habitantes- tinham-se sobreposto aos interesses do turismo: o Governo estava a dar um sinal. Mas não se pode esquecer que o Porto Formoso sai de uma

letargia de muitos anos de inactividade e falta de atenção. Por esta razão muitos encaram com cepticismo estes anúncios: depois de tanto tempo, porque haveriam de acreditar que agora era de verdade?. Além de não acreditar “até ver”, surge ainda um outro problema. As primeiras notícias apontam para projectos que, como vimos, para muitos não contemplam nem se adequam à realidade local nem regional. Se por um lado questionam a viabilidade destes projectos a longo prazo, questionam acima de tudo, o risco de não se respeitarem as características genuínas e diferenciadoras de Porto Formoso, perdendo assim a possibilidade de sobressair num mundo cada vez mais homogeneizado. Porém, não se deve confundir esta postura com uma postura antiglobalizante: ao contrário do que é habitualmente interpretado, a progressiva valorização da diferença através da exaltação do património local não é uma reacção contra a globalização, mas antes faz parte dela e está integrada na própria dinâmica global. Não se trata aqui de uma mera sobrevivência de resíduos culturais de sociedades tradicionais no presente, mas sim de um processo de re-tradicionalização através do qual o local se posiciona no mundo contemporâneo (Peralta, 2006), fazendo finca-pé nas suas diferenças e esbatendo as suas coincidências. Esta tendência é motivada pela valorização pública da localidade no palco global, e que resulta da interpretação, cada vez mais comum, da exposição de património como símbolo de modernidade e progresso.

CAROS AMIGOS DO PORTO FORMOSO… Sejam realistas… não caiam em ilusões! Vocês acham que alguém vai fazer alguma coisa de "grande" no Porto Formoso!!??? Depois de tantos anos, depois de tantas promessas, como podeis permanecer tão crentes!!! Um campo de golfe!!!!!! Para quê!? Para quem? Uma marina!!!!!! Para quem!? Será que os iatistas vão atracar no Porto Formoso? E depois de atracados vão fazer o quê!? Dormir aonde!? Comer aonde!? Será que o Porto formoso e arredores têm condições para satisfazer "Donos de iates"!? ??? E os iates??? Vão vir só de Verão!???? Ou será que o Vento Norte do nosso longo inverno vai facilitar a estes Senhores a escolha destas paragens!??? ACREDITAREMOS NESTAS OBRAS, SÓ DEPOIS DE ESTAREM FEITAS!

JBSerra | 14/1/08 13:12(S/I)

É a isso que chamam de desenvolvimento?! Eu chamo retrocesso. Um campo de golfe – sabem quantos campo de golfe existem em destinos muito mais baratos do que os Açores? Milhares. Uma marina no Porto Formoso e a freguesia, que tanto prezo teria que mudar de nome, deixaria de ser a baía mais bonita da ilha para ser apenas mais uma das milhares que estão no Atlântico. Aliás se isso acontecesse, espero muito bem que não, os Açores teriam que mudar de nome, tipo Madeira II ou mesmo Algarve III. Jordao Farias113 | 9/11/07 09:22









Esta é no fundo a discussão que se trava a nível regional e que foi analisada no capítulo 2 desta tese. A falta de coerência que se têm notado nas acções tomadas pelos poderes regionais no que toca ao desenvolvimento turístico surge da dificuldade em conciliar dois objectivos: por um lado, diferenciar os Açores do “mundo” como destino para o turismo de natureza (com vulcões, falésias, baleias, etc) e mar (na sua vertente “pesca” antes do que praia); por outro integrar-se nas correntes globais de turismo, com os cruzeiros, casinos, marinas e marginais. O primeiro objectivo restringe a capacidade de atracão a um tipo determinado de turistas, limitando o nicho de mercado para quem está dirigido. Mas ao mesmo tempo mantém as outras actividades económicas dos Açores em primeira linha de importância. O segundo objectivo procura ampliar o nicho de mercado potencial, de forma a rentabilizar ainda mais as capacidades de captação turística da ilha, mas assim os Açores põem-se em concorrência directa com destinos próximos como a Madeira ou o Algarve, que além de contar com uma longa tradição turística, são destinos mais baratos114. O desenvolvimento de infraestruturas turísticas mais abrangentes através de investimentos públicos pode ainda delegar para segundo plano actividades importantes no arquipélago como a lavoura e a pesca.

Em Porto Formoso ninguém parece duvidar de que o “progresso” não pode ser travado, mas nem todos concordam sobre o modo como esse progresso deve ser concretizado. Como já foi referido aquando da análise da discussão entre o jovem César e o velho João, se para uns o futuro assenta no querer fazer apagar o passado para outros o “verdadeiro” progresso deve ter um profundo respeito pelo passado. No fundo o que se está a discutir aqui são dois modelos de desenvolvimento, dois caminhos possíveis para integrar esta localidade nos circuitos globais através da sua modernização. Mas é a “modernidade” a valorização do passado ou o afastamento do mesmo? Museus ou cais? E ainda mais: qual é esse passado de que se fala em Porto Formoso? Pesca ou história? O Homem ou a Natureza?

Tenho medo desta palavra "Progresso" pois ainda é muito utilizada para convencer o povo de que estamos atrasados e temos por isso de avançar e seguir os exemplos de outros povos, outras sociedades. Progresso ou retrocesso? Filipe

Tavares 115| 30/11/09 14:52









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Sobre tudo devido aos custos das viagens de avião, pois como já foi referido esta rota é apenas operada pela companhia SATA.

115 Natural de Ribeira Grande, mas frequentador do Porto Formoso, sobre tudo nas épocas estivais.

O que seriamos, nós hoje, se não tivesse havido progresso? Se reparamos bem olhando para o céu, o que víamos há dois séculos atrás!....Alguns passarinhos, moscas e outros parasitas!....Hoje vemos os mesmos e mais!... Aviões, foguetões a transportar sabe-se lá o quê?...Veja-se só até já foram a Lua!...Que mais quase a olhos visto se vê satélites e até "Ovnis."? Se olharmos para o mar há muitos séculos atrás o que víamos?... provavelmente o imenso do seu infinito Oceano!....Hoje vemos grandes transatlânticos, uma grande peripécia de submarinos, grandes frotas, vasos de Guerra, sei lá que mais?....Se olhamos à nossa volta, hoje e comparando com um século atrás o que temos?....Vejamos só o conforte, o automóvel, as boas estradas e as nossas bonitas casas e muito mais!....E há muitos muito séculos?.... A parra da figueira, para te cobrires, a barraca para te esconderes e defenderes dos grandes devoradores, que eram os animais!....Desde que o homem descobriu o fogo foi o progresso da humanidade. O progresso tem contribuído para tudo, de bom, e mau, do que temos hoje. Viva ao Progresso. Silva| 30/11/09 21:55 (S/I)